Prefeitura planeja megashows na Avenida Paulista, mas moradores alertam para impactos
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- Posicionamento municipal localNão oposição a eventos culturais em São Paulo · Questionamento da adequação da Avenida Paulista · Pesquisa com moradores (resultado contrário) · 30 anos de atuação da associação · Falta de diálogo com Prefeitura
- Megashow na Avenida PaulistaAutorização para duas datas em 2025 · Projeto da Prefeitura de São Paulo · Capacidade de atração de artistas internacionais · São Paulo como hub de eventos culturais
- Infraestrutura e Mobilidade UrbanaDificuldade de locomoção na região · Fluxo de tráfego durante eventos · Comparação com Avenida Paulista Aberta · Estimativa de 1 a 2 milhões de pessoas
- Contaminacao AmbientalReverberação do som entre prédios · Impacto em idosos e pessoas com autismo · Diferenças acústicas com Vale do Anhangabaú · Estudos sobre propagação sonora
- Comércio InternacionalVale do Anhangabaú como opção · Reorganização do Vale para eventos · Ausência de residências no entorno · Características acústicas diferenciadas
- População residente na Avenida Paulista11.800 moradores · Idosos vulneráveis · Pessoas com autismo · Impactos cumulativos em domingos
- Infraestrutura Hospitalar12 hospitais no entorno · Fluxo de ambulâncias e pacientes · Corredor exclusivo do Hospital Santa Catarina · Impacto em acesso emergencial
- Riscos pessoais e sociaisAbertura de precedente regulatório · Possibilidade de multiplicação de eventos · Limite de três eventos aprovados pelo MP · Corrida de São Silvestre, Parada LGBT e Reveillon como eventos consolidados
- Direito ConstitucionalFácil acesso por transporte público · Tradição em receber grandes eventos · Aprovação do Ministério Público · Comparação com Reveillon
- Necessidade de consulta pública e diálogoFalta de comunicação prévia com moradores · Audiências públicas com aviso inadequado · Demanda por processo mais abrangente · Representatividade de entidades locais
- Avenida Paulista AbertaPrograma aos domingos · Critéticas iniciais e aceitação posterior · Medidas de mitigação implementadas · Comparação de escala com megashows
- Eleições Rio de JaneiroAtração de artistas do mundo inteiro · Importância econômica e turística · Posição como hub cultural · Recepção de públicos nacionais e internacionais
- Tecnologia e EquipamentosInstituições culturais da região · Negócios comerciais · Interferência em operações normais · Impacto em frequentadores regulares
E falando ainda sobre cultura, sobre shows, sobre São Paulo ser esse hub internacional que recebe artistas do mundo inteiro e recebe pessoas do Brasil inteiro para esses shows especiais, a gente fala sobre aquele mega evento que está planejando, está sendo planejado pela Prefeitura de São Paulo na principal avenida de São Paulo, a Avenida Paulista. A Prefeitura planeja ampliar a oferta de mega shows na Paulista, já teve autorização para o ano que vem,
datas para fazer esse mega evento, esse mega show internacional. A gente trouxe aqui em primeira mão detalhes sobre esse projeto no Radar Paulistano, quadro da Bruna Barbosa aqui no CBN São Paulo, mas ainda essa proposta acaba encontrando resistência de pessoas que vivem ou trabalham no local. A Associação Paulista Viva se posiciona contra esse mega show, esses mega eventos que estão programados para ocorrer na Avenida
se baseando em uma consulta feita com moradores, com hospitais da região, com centros culturais da região, enfim. A gente vai conversar agora com o presidente da Associação Paulista Viva, Lívio Giosa, a respeito desse assunto. Bom dia para você, Lívio. Bom dia, bom dia a você, Marcela, bom dia, Guilherme, estou aqui à disposição. Bom dia. Lívio, qual que é o principal impacto na opinião de vocês
mega shows da Paulista? Na verdade, é importante salientar que a Associação Paulista Viva não é contra os shows em São Paulo. Todo mundo sabe, vocês falaram agora nas anteriores reportagens, os impactos econômicos, sociais, turismo, a cidade, ela reflete tudo isso e ela é um grande hub hoje de eventos aqui no Brasil, especialmente na nossa capital. No entanto, a Avenida Paulista, ela tem
Muito sérios quando recebe esses mega shows. O Réveillon já é um momento significativo de dificuldade de locomoção, dificuldade de mobilidade na região da Paulista. E agora com o mega show proposto pela Prefeitura de São Paulo, nós tivemos uma iniciativa de fazer uma pesquisa junto aos moradores, aos institutos culturais,
junto àqueles que atuam e estão frequentemente na Paulista e que têm suas atividades na Paulista, para entenderem esse impacto. E a maioria foi absolutamente contra, porque realmente a poluição sonora produzida por um show dessa magnitude é de um impacto extraordinário. Nós não podemos esquecer que na Avenida Paulista, Marcela e Guilherme,
nos acompanhando, em torno de 11.800 moradores, pessoas, residem na Avenida Paulista. E essas pessoas já aos domingos se veem cerceadas por uma série de questões por conta do programa Avenida Paulista Aberta, que traz essa dificuldade de locomoção para quem já está naquele espaço, naquela região. Além disso, o território da Paulista tem em torno de 12 hospitais
E o impacto é incrível, porque o movimento é muito grande dos hospitais, é muito frequente, é muito preciso nessas datas e, portanto, também esse impacto é muito percebido, além dos equipamentos culturais, dos equipamentos comerciais que estão instalados no entorno e na própria Vila Paulista.
Ele foi reorganizado, ele foi reurbanizado exatamente para atender esse tipo de produção, mesmo porque no Vale do Engabaú você não tem ali ao redor residências, edifícios residenciais. E, portanto, ele também tem uma condição de reverberação do som diferente na Avenida Paulista.
São Paulo, aos mega shows, muito bom e muito precioso pra cidade. No entanto, na Avenida Paulista, nós entendemos que não é o melhor lugar pra que esses eventos sejam produzidos. E mesmo ali na região central, no Anhangabaú, tem muitos relatos, tem queixas de moradores ali na região, também sobre o volume alto em shows realizados por ali, então também gera algum tipo de incômodo. Agora, Lívio, a própria prefeitura sustenta o seguinte, e a ala do MP que já foi favorável, eles sustentam que a Paulista, em contrapartida a tudo isso que o senhor mencionou,
oferece fácil transporte público, fácil para as pessoas chegarem, já está acostumada a receber outros grandes eventos como, por exemplo, o Réveillon. Então, esses seriam argumentos favoráveis à realização por lá. E aí, usando disso, eu te pergunto o seguinte. Por exemplo, a própria Paulista Aberta aos Domingos foi alvo de muita crítica quando foi proposta, mas hoje em dia me parece que ela funciona relativamente bem com algumas medidas que mitigam os problemas para quem mora por ali.
Queria entender, caso de fato a Prefeitura siga em frente com a possibilidade, com a autorização do MP para fazer esse evento,
se você vê possibilidade de propor algum tipo de medida para, pelo menos, mitigar os problemas para quem mora por aí. Se não for possível reverter essa realização do show por aí, você entende que é possível adotar alguma medida para minimizar? Ou a medida da Paulista Viva é, de fato, tentar o cancelamento dessa autorização para o mega show? Olha, Guilherme, comparando o que você comentou sobre as ruas abertas aos domingos na Paulista e um mega show,
é que na ruas abertas você tem um número de pessoas participantes daquele domingo, daquele horário predeterminado, muito menor do que um mega show. E com isso, a própria CET tem condições de viabilizar algumas exceções. Então, por exemplo, nós conseguimos lá à frente do Hospital Santa Catarina, que fica na Vila Paulista, a gente conseguiu um corredor exclusivo que vem pela 13 de maio,
Acessa o hospital de uma maneira mais adequada. Mas ali fica o pessoal do CT cuidando e tal, porque são poucas pessoas que também circulam naquele pedaço da Paulista, mesmo no dia da Rua Aberta, é possível você ter essa ocupação. No entanto, num mega show, você imaginou um milhão, dois milhões de pessoas, que é o número que está sendo falado pela Prefeitura,
a organização do tráfico naquele espaço vai ser muito mais difícil. Para os moradores, absolutamente inevitável, eles não vão conseguir nem entrar nem sair de casa. E nós temos muitos casos relatados por todos esses moradores, de pessoas muito idosas que moram na Vila Paulista, porque são prédios com um certo tempo de construção. Nós temos muitas pessoas com autismo e que têm uma dificuldade enorme,
de encarar o som já aos domingos, por conta da poluição sonora e do uso de equipamentos eletrônicos. Então, um show dessa magnitude, porque a reverberação, nós temos vários estudos com vários parceiros aqui, moradores da Avenida Paulista, que demonstram o quanto reverbera o som, por conta que ali você tem um corredor com prédios, né?
Então, a nossa preocupação é muito intensa em relação a essa questão. Estamos aguardando que os procuradores do Ministério Público ofereceram um documento contrário a essa proposição, que se estabeleça uma audiência pública um pouco mais abrangente e com prazos mais adequados
que as pessoas possam participar, porque muitas vezes se informa que haverá audiência pública de um dia para o outro. Todo mundo trabalha, todo mundo tem atividades e ninguém consegue participar. Então, nós queremos um pouquinho mais de coerência nessa decisão, porque ela vai impactar muito aqui a região. Ou seja, vocês acreditam que falta diálogo? Ah, sim. Mesmo porque nós também não fomos nem acessados pela prefeitura para entender qual é o nosso entendimento,
nossa percepção sobre essa questão. A Associação Paulista Viva, Guilherme e Marcela, ela completa neste ano, em dezembro, 30 anos. Portanto, todas as gestores municipais nos conhecem, sabem da nossa articulação com os órgãos públicos estaduais e municipais. Portanto, a associação tem esse nível de representatividade, estabelece diálogos permanentes com todos os públicos aqui envolvidos e, portanto,
Uma conversa anterior seria muito interessante para que a gente pudesse antecipar eventuais problemas e questões outras pudessem ser melhor administradas e articuladas por todos os envolvidos. Agora, há quem diga que, entre os defensores desse mega show, que seria uma vez ou duas no máximo no ano. Algo aos moldes da parada LGBT+, que já é um evento consolidado na Avenida Paulista há muitos anos
também tem um público muito grande esperado. O senhor acredita que se abrir brecha para eventos além da parada, como por exemplo esses shows, cada vez mais a Avenida Paulista seria utilizada, seria palco para esses mega eventos e isso te daria o sossego dos moradores? Com certeza, com certeza, Marcela, porque abriu a porteira, se abriu a porteira, passa um, passa mil e aí não tem mais controle.
Essa questão do TAC, do MP, foi muito assertiva e todos, especialmente os dirigentes públicos, se mantiveram dentro dessa premissa de só termos três grandes eventos aprovados pelo Ministério Público na Avenida Paulista, que é a Corrida de São Silvestre, a Parada LGBT+, e o Réveillon. Até então, nós mantivemos anos com essa...
com essa determinação absolutamente seguida. Se houver uma exceção e já está se promovendo dois outros shows para o ano que vem, aí de repente a coisa vira muito a chave e vai ficar sem controle. Lívio Giosa, presidente da Associação Paulista Viva. Agradeço muito a sua manifestação aqui, trazendo, portanto, a voz dos moradores e também comerciantes ali, pessoas que trabalham e circulam diariamente pela Avenida Paulista.
desse mega show que está sendo promovido pela Prefeitura. Ainda não está confirmado, mas tudo diz que irá acontecer em setembro deste ano. Obrigada pela sua participação com a gente. Até uma próxima. Obrigado, Marcela. Guilherme, agradeço a vocês e essa boa presença da CBN sempre cuidando da cidade de São Paulo. Muito obrigado. Muito obrigado a todos. Bom dia.