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Secretário detalha abordagem criminosa sofrida em rodovia no RJ

17 de março de 20266min
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O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires, contou que foi cercado por ocupantes de um outro carro, que abriram a porta do veículo ainda em movimento e apontaram dois fuzis para ele. Ouça.
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Assuntos4
  • Segurança OperacionalCerco por bandidos em outro veículo · Apontamento de fuzis · Perseguição de cerca de dois quilômetros · Colisão com carro estacionado em posto de gasolina · Falta de disparos de arma de fogo · Registro na polícia civil
  • Perfil político de João PirisCargo de secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor · Atuação em fiscalização de postos de combustíveis · Um milhão de seguidores no Instagram · Maior número de seguidores que o prefeito · Combate à mafia dos combustíveis · Candidato em eleições de 2026 · Ascensão política no Rio de Janeiro
  • Eleições Rio de JaneiroUso político da polícia pelo prefeito e governador · Desdobramentos após morte de verador · Confusão entre questões de segurança pública e política · Influência do ano eleitoral
  • Crise InstitucionalEntrevista coletiva com apoio do prefeito e vice-prefeito · Confirmação de ameaças anteriores · Apoio da prefeitura e família · Estado emocional e reação do secretário
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Vamos para a rua, vamos para a rua conversar primeiro com Pedro Bonenberger, que colheu outras informações, outros detalhes do caso envolvendo o diretor do PROCON, né? Isso, secretário de Defesa do Consumidor. Secretário de Defesa do Consumidor, João Pires. Ele que explicou, que contou que nessa madrugada sofreu uma abordagem de criminosos na rodovia Amaral Peixoto, em São Gonçalo. E deu detalhes para o Pedro. Diga aí.

Ele sofreu na noite de ontem, quando estava a caminho de Maricá para encontrar com a noiva dele. Ele foi cercado por bandidos num outro carro que apontaram dois fuzis para ele. Abriram a porta desse veículo e ainda em movimento apontaram dois fuzis para ele. O João deu uma entrevista coletiva, ladeado aqui pelo prefeito Eduardo Paes e pelo vice-prefeito Eduardo Cavalieri, que deram uma espécie de apoio institucional para ele aqui.

E disso está muito abalado ainda. Nós perguntamos para ele o que aconteceu e ele descreveu o caso para a gente.

Eu tentava fazer um trajeto que eu faço com frequência, indo visitar a minha noiva e um carro. Aparelha com o meu carro, abre os dois portes do lado do carona e aponta dois fuzis para o meu carro. A primeira reação que eu tive por estar num carro blindado foi acelerar e eles empenharam a perseguição comigo por cerca de dois quilômetros. Obviamente, no meio dessa perseguição, por entender que eles não estavam parando de me seguir, eu tentei tomar a medida que me veio à cabeça que fosse a mais segura,

Não consegui mais continuar me seguindo. É o momento que eu jogo o carro para dentro do posto de gasolina. Assim que eu vi uma viatura do outro lado da rodovia, eu jogo o carro para dentro desse posto de gasolina na tentativa de despistá-los. E, obviamente, me sentindo mais seguro pela proximidade com a viatura. Eu acabo colidindo com o carro que estava estacionado, perco o controle do carro. E aí são as imagens que vocês já viram.

Nós questionamos o secretário se ele já havia recebido alguma ameaça. Ele confirmou ter recebido ameaças nos últimos meses, mas nada que chamasse a atenção dele nesse momento.

Disse que espera que seja uma tentativa de roubo e não um atentado, mas que a situação com o uso de fuzis, de armas pesadas, chamou a atenção dele. Espero eu que seja uma tentativa de assalto. Espero eu, minha família, todos que gostam de mim, esperamos que seja isso. Mas isso é um papel da Polícia Civil, investigar esse caso triste pra caramba, assustador pra caramba, e que a polícia tenha esse papel. Obviamente assustado, é muito recente, quem passa por isso obviamente está assustado, mas eu estou...

Recebendo apoio da prefeitura, do prefeito Eduardo Paes, da minha família, isso me mantém de pé firme para tudo continuar, da forma como já vinha acontecendo. Bom, pessoal, o secretário ainda confirmou que não houve disparos, ou pelo menos que ele não viu, nem ouviu disparos, apenas viu os dois fuzis, as duas armas empunhadas pelos criminosos, e que ele registrou o caso na Polícia Civil. A polícia já investiga esse caso como uma tentativa de roubo.

A investigação está em andamento nesse momento. Bianca Leandro. Pedro Bonenberg, obrigado pelas informações.

teve aqui no CBN Rio, ele tem feito muito sucesso, ganhado muita notoriedade nas redes sociais, ele atingiu no começo de fevereiro a marca de um milhão de seguidores no Instagram, ele é seguido inclusive por pessoas de fora do Rio de Janeiro, porque tem ali um trabalho que é muito popular, que são essas operações de fiscalização em postos de combustíveis. Para se ter uma ideia, o João Pires tem mais seguidores nas redes sociais do que o prefeito Eduardo Paes.

político que está em franca ascensão no Rio de Janeiro e que a tendência é ser candidato agora nas eleições de 2026. Ele que assumiu como secretário de Defesa do Consumidor, adotou como plataforma dessa pasta, e teve estrutura para isso, o combate à máfia dos combustíveis, aos tantos e tantos postos irregulares que existem no Rio de Janeiro e acabou sendo perseguido

numa circunstância que ainda assim merece uma investigação para que seja claro se ele foi vítima de um atentado, de uma tentativa de atentado, ou se tornou mais uma vítima de tentativa de assalto no Rio de Janeiro. Mas esse perfil é importante para a gente entender a gravidade do que está colocado hoje. E aí, Bianca, a gente volta para essa situação política complicada do Rio de Janeiro, porque tudo isso acontece num cenário em que o prefeito da cidade, o prefeito da capital,

de estar fazendo um uso político da polícia, ainda por conta dos desdobramentos da prisão do vereador Salvino na semana passada. Então a gente tem agora uma ocorrência objetiva, importante, que merece uma resposta do Estado, sim, mas que acontece num momento em que o caldo político do Rio de Janeiro entornou, entornou no meio de uma briga que avança da questão da segurança pública para a questão política e se confunde com esse contexto do ano eleitoral.

Então, obviamente, fique bem, como todas as outras vítimas de assalto e tentativas de assalto no Rio de Janeiro. Fiquem bem também, porque a coisa não está fácil, ainda mais ali em São Gonçalo.

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