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PF diz que deputada do Ceará usava influência política para viabilizar acordos com o INSS

17 de março de 20264min
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Segundo a Polícia Federal, ela controlava uma entidade utilizada para o esquema dos descontos indevidos e mantinha interlocução com autoridades e servidores públicos. Ainda segundo os investigadores, Gorete Pereira utilizava influência política para viabilizar acordos com o INSS e manter contato direto com autoridades administrativas, bem como pressionava servidores públicos para acelerar processos para beneficiar os integrantes do esquema.
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Assuntos8
  • Atuacao de DeputadasControle de entidade fraudulenta · Pressão sobre servidores públicos · Influência política indevida · Enriquecimento ilícito · Negação de envolvimento
  • Operação Indébito contra deputadaDeflagração da operação · Prisão preventiva solicitada · Decisão do STF · Monitoramento eletrônico · Alvos da operação
  • Esquema de desvios no INSSDescontos indevidos · Propinas · Tabela de pagamentos · Apropriação ilícita · Acordos fraudulentos
  • Segurança OperacionalEmpresário Natu de Lima Pinheiro · Advogada Cecilia Rodrigues Mota · Associação de aposentados e pensionistas · Depoimento na CPMI · Novas prisões esperadas
  • Lavagem de DinheiroApartamento de luxo · Relógios e joias · Roupas e acessórios de marca · Compra com dinheiro desviado · Apreensões pela PF
  • Investigacao Fabio Luis da SilvaCitação por investigados · Viagem a Portugal em 2004 · Lobbyista 'careca do INSS' · Fábrica de produtos com Canabidiol · Oferta de depoimento voluntário
  • Economia do Governo LulaPreocupação presidencial · Monitoramento da investigação · Citação de figura presidencial · Gestão política
  • Crise InstitucionalNegação de ilicitudes · Trajetória de 40 anos · Afirmação de integridade · Acesso a autos · Manifestação futura
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Boa tarde, Tatiana. Boa tarde a todos que nos acompanham. São tantas fases, viu, Tatiana, que a Polícia Federal já até mudou o nome, né? Era Operação Sem Desconto, agora virou Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que foi deflagrada hoje pela Polícia Federal. Inclusive, o Ministério Público Federal e a PF chegaram a pedir a prisão preventiva da deputada federal Gorete Pereira, alvo dessa nova fase agora da Operação Indébito, que apura o esquema de desvios no INSS.

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão de duas pessoas e o uso de tornozeleira eletrônica pela deputada, mas não concordou com a prisão da parlamentar. Segundo a Polícia Federal, ela controlava uma entidade utilizada para o esquema dos descontos indevidos e mantinha interlocução com autoridades e servidores públicos.

e manter contato direto com autoridades administrativas, bem como pressionava servidores públicos para acelerar processos para beneficiar os integrantes do esquema. O nome dela aparece expressamente, segundo a PF, em uma tabela de pagamento de propina associada a uma quantia de R$ 780 mil. A PF afirma ter provas de que ela comprou um apartamento de luxo de R$ 4 milhões

do INSS e chamou a atenção também hoje. A APF, nessa operação, apreendeu com os alvos da operação muito dinheiro, relógios, joias, sapatos e bolsas de luxo. Foram presos na operação o empresário Nátio de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente da Associação de Aposentados e Pensionistas do Ceará, Cecília Rodrigues Mota, que chegou, inclusive, a prestar depoimento na CPMI do INSS.

disse que novas prisões ainda devem ser feitas e que a investigação do caso segue avançando. Nós estamos passo a passo trazendo mais pessoas para o centro da investigação que estiveram presentes nesse escândalo. Só para que vocês tenham ideia, já são 14 os presos ligados ao escândalo do INSS e outras prisões virão. A deputada federal Gorete Pereira divulgou uma nota dizendo que não praticou qualquer ato ilícito

não refletem a realidade dos fatos. Ela diz que tem uma trajetória pública de mais de 40 anos pautada pela integridade. Afirma que a defesa já está tendo acesso ao teor dos autos e depois vai se manifestar. O avanço dessas investigações sobre a fraude no INSS está preocupando também, Tatiana, o Palácio do Planalto, especialmente após o nome de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula, ser citado por investigados do caso.

dele, inclusive, procurou o ministro André Mendonça, que é o relator desse caso no INSS, para que Lulinha possa prestar depoimento. Se colocou, inclusive, à disposição do ministro André Mendonça para que ele possa se apresentar de forma voluntária para prestar esse depoimento e esclarecimento acerca das suspeitas de seu envolvimento no esquema. Ontem, o advogado dele, Marco Aurélio de Carvalho, em entrevista à Globo News, admitiu que o filho do

com um lobista conhecido como careca do INSS. Segundo o advogado, foi uma viagem para que o empresário conhecesse uma fábrica de produtos com base em canabidiol, mas não gerou vínculos comerciais ou negociações. A ideia agora é que Lulinha possa se apresentar à justiça e prestar esclarecimento sobre o caso de forma antecipada, evitando uma ação mais incisiva, como a gente viu hoje, mais uma fase da sem desconto, agora operação em débito, feita pela Polícia Federal. Tatiana.

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