Moraes mantém prisão de Macário Júdice Neto e medidas cautelares contra Rodrigo Bacellar
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- Combate à Desinformação e Fake NewsDados confidenciais · Informações antecipadas · Fase de elaboração das operações · Datas e estratégias · Repasse de informações
- Prisão preventiva de Macário JúdiceManutenção da prisão preventiva · Desembargador federal · Suspeita de participação em esquema · Vazamento de dados confidenciais · Sigilo funcional violado
- Denúncia contra autoridades políticasCrime de obstrução de investigação · Acusações formais · Interferência em operações · Uso indevido de cargos públicos · Citação de múltiplos investigados
- Operação contra VorcaroAlvo: Teagajóis · Deflagração em setembro · Comprometimento da operação · Comando vermelho · Operações policiais
- Eleições Rio de JaneiroAceitação ou rejeição da denúncia · Condição de réu · Investigados como acusados · Competência do STF
Vamos agora para o Rio de Janeiro. Pedro Boneberg tem informações para nós. Bom dia, Pedro. Oi, Milton. Bom dia a você, Cássio. E quem nos acompanha, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva do desembargador federal Macario Ramos Júdice Neto e as medidas cautelares impostas ao deputado estadual Rodrigo Bacelar e a Tarso Nascimento Salgado. A decisão foi tomada nesta segunda-feira no âmbito das investigações que apuram o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun.
Bacelar segue monitorado por tornozeleira eletrônica, enquanto Tárcio cumpre outras medidas cautelares determinadas pela Justiça. Já o desembargador permanece preso preventivamente por suspeita de participação num esquema de repasse de dados confidenciais. Bacelar está afastado das funções parlamentares com o uso de uma licença para fins particulares. O caso avançou com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República,
Diego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, e o desembargador Macario Judici Neto pelo crime de obstrução de investigação. Eles teriam vazado informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho. Além deles, também foram citados na denúncia Jéssica de Oliveira Santos e Tarso Nascimento Salgado. Segundo a PGR, o desembargador teria violado o sigilo funcional ao repassar informações antecipadas sobre operações policiais que ainda estavam em fase de elaboração,
incluindo detalhes sobre datas de estratégias das ações. As investigações apontam que ele se encontrava com Bacelar com frequência. De acordo com a denúncia, Bacelar e TH Joias também teriam usado os cargos deles, os cargos públicos, para interferir nas apurações. Um dos episódios citados envolve a Operação Zargun, deflagrada em setembro do ano passado, e que tinha como alvo o próprio TH Joias. E aí, segundo o documento, um sucesso da ação foi comprometido pelo vazamento das informações sigilosas.
Com a apresentação dessa denúncia, agora cabe ao STF decidir se aceita ou não a acusação e caso isso ocorra, os investigados passam a ser considerados réus nesse processo, Milton. As informações foram do Pedro Boneberg.