Papel da Força Municipal é complementar ao da força policial, diz secretário de Segurança Urbana do Rio
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- Eleições Rio de JaneiroPoliciamento preventivo e ostensivo · Complementaridade com polícias · Decisão do STF · Autorização para atuação armada · Integração operacional
- Planejamento EstratégicoAnálise de dados de incidência · Horários de atuação · Cobertura geográfica específica · Identificação de padrões criminosos · Flexibilidade operacional
- Treinamento Desenvolvimento800 horas de treinamento com armas de fogo · Conhecimento de equipamentos · Rigor na seleção · Preparação na academia · Padronização operacional
- Segurança OperacionalMancha criminal acentuada · Horários de pico (final de manhã até 22h) · Patrulhamento a pé, motocicleta e viatura · Abordagens preventivas · Combate a roubos e furtos
- Expansao Forca MunicipalMeta de 4.200 agentes até final de 2028 · 600 agentes em formação · Novas vagas de recrutamento · Seleção rigorosa · Orçamento municipal para sustentação
- Governo e Gestao PublicaReuniões entre Prefeitura e Governo Estadual · Complementaridade de atribuições · Integração operacional com polícias · Liberação de efetivo policial · Suporte a operações contra crime organizado
- Monitoramento de RebanhoReuniões mensais de acompanhamento · Participação de polícias e imprensa · Análise de migração da mancha criminal · Replanejamento operacional · Transparência de dados públicos
- Prevenção de Crimes EspecíficosAbordagem de motocicletas sem placa · Combate a furtos de veículos · Identificação de padrões criminosos · Atuação preventiva em infrações · Respeito a direitos na abordagem
A gente já volta com entrevista importante para falar de um tema que também tem mexido bastante com o noticiário, Força Municipal. Já temos a nova força nas ruas, agentes já patrulhando partes da cidade. Começou ontem a divisão armada da Guarda Municipal. E para entender como é que está sendo esse primeiro dia útil de guardas armados na rua, a gente vai conversar agora com o Secretário Municipal de Segurança Urbana, Breno Carnevale, que já está com a gente.
Bom dia, Gabriel. Bom dia, Leandro. Bom dia aos ouvintes da CBN. Um prazer falar com vocês. Fico à disposição. Prazer nosso, secretário. Finalmente a Força Municipal de Segurança está nas ruas da cidade. Mais cedo, a Isa Morena, nossa repórter, estava circulando pela região do Jardim de Alá e ela disse que ontem ela observou viaturas circulando e que hoje ela passou algumas horas ali na região e não observou viaturas da Força, nem agentes da Força circulando por lá.
Como é que está o planejamento para esse primeiro dia útil? A gente vai fazer parte da paisagem urbana do Rio de Janeiro, esses agentes, no Jardim de Alá e no entorno da rodoviária? Como é que está pensado para esse primeiro dia, para esses primeiros momentos dessa nova força na rua, secretário? Ótima pergunta, principalmente porque uma das nossas principais premissas que nós estamos reforçando, desde a implementação, desde o período de treinamento na academia,
a função da Força Municipal, que é um policiamento preventivo e ostensivo nos locais com alta incidência de furtos e roubos de acordo com a mancha criminal que o nosso planejamento, enfim, a nossa inteligência detectou. E justamente por conta dessa mancha criminal é que a atuação da Força Municipal vai ter especificidades também de horário. Então, a depender do local, a depender do que a gente chama de modus operandi do crime,
de horário os dias de semana ou final de semana, cada região, então, de acordo com essa peculiaridade, vai receber o patrulhamento extensivo da Força Municipal. Então, por exemplo, na região do Jardim de Alá, a gente tem uma mancha criminal muito acentuada a partir do final da manhã, indo até depois das 10 horas da noite. Então, é nesse intervalo de horário, por exemplo, que os agentes da Força Municipal estarão fazendo patrulhamento a pé, por motocicletas e por viaturas.
Já no trecho da rodoviária, Leopoldina e Terminal Gentileza, a gente tem um pico justamente ali na faixa das 17h até as 20h. O que não significa dizer que o agente da Força Municipal estará apenas no intervalo da mancha. É claro que a gente vai ter sempre um intervalo antes, um intervalo depois, mas é importante a população saber que mesmo no Jardim de Alá, mesmo na rodoviária e nas suas adjacências, esse patrulhamento obedece à mancha criminal, obviamente,
como a gente chama aqui, uma gordura de tempo para antes e para depois. Justamente porque a gente acredita nesse policiamento orientado a um problema específico, olhando os dados e as evidências para que a gente não desperdice o agente da força, não desperdice o recurso público de policiamento. Secretário, a gente também, secretário, registrou aqui em alguns momentos, antes mesmo da tropa poder ir às ruas, quando houve aquela apresentação das viaturas,
armas, algo que o prefeito Eduardo Paes fez, que foi chamar publicamente o governador Cláudio Castro, a cúpula da segurança aqui do Rio de Janeiro, para uma conversa. A prefeitura já havia puxado, já havia chamado o governo para conversar, já que a atribuição do governo do estado à segurança pública e a prefeitura está atuando para auxiliar as forças de segurança no patrulhamento aqui na cidade, então que essa conversa acontecesse entre prefeitura e governo do estado para alinhar
alguns pontos. Essa conversa já aconteceu? Porque é uma demanda da Prefeitura, era naquele momento uma demanda muito grande e o governo do Estado sequer tinha respondido. Essa conversa entre Prefeitura e Estado já aconteceu? Aconteceu e reforçando a sua fala, que é justamente o papel da Força Municipal, ele não é de substituir a polícia, ele é complementar as forças policiais, foi esse o tom da decisão do Supremo Tribunal Federal autorizando a Guarda Municipal
realizar policiamento preventivo e extensivo em complemento às polícias. Nós tivemos, sim, uma primeira reunião com o secretário de segurança no dia 27 de fevereiro, antes, portanto, da ida às ruas da nossa Força Municipal. No dia 10 de março nós tivemos outra reunião desdobrada dessa primeira que nós fizemos e a gente segue fazendo essa interlocução, o que é uma rotina para a Prefeitura.
Estive à frente da Secretaria de Ordem Pública por cinco anos e meio e fizemos diversas ações, como Operação Verão, Operação em Grandes Eventos, sempre com muito foco na integração, seja com a Polícia Militar, seja com a Polícia Civil, seja com a Polícia Federal, por ocasião do G20, dos BRICS. Então, já é uma rotina operacional da Prefeitura essa interlocução que se faz muito importante até para que a gente consiga subsidiar as forças policiais,
liberando, como o próprio prefeito Eduardo Paes salientou recentemente em suas declarações públicas, liberando esse efetivo policial para, quem sabe, auxiliar na retomada de território, por exemplo, do crime organizado, em outras ações que a prefeitura sequer tem autorização para realizar. Conversa conosco aqui no CBN Rio, o secretário municipal de segurança urbana, Breno Carnevale, sobre o primeiro dia útil da atuação da Força Municipal de Segurança no Jardim de Alá e no entorno da rodovia,
e do Terminal Gentileza também. Secretário, tudo é muito baseado em dados, o conceito, acho que ficou bastante claro para a população nas últimas semanas, mas queria perguntar para o senhor qual que é a primeira meta da Força Municipal de Segurança. É zerar os roubos no entorno do Jardim de Alá? Qual é a primeira meta? Até para a gente poder fazer aqui um combinado com o senhor. Olha, a primeira meta, não sei, daqui a três meses a gente ter o resultado tal. Aí o senhor volta aqui no CBNRI para conversar mais uma vez conosco.
a primeira meta desse novo grupamento que está nas ruas do Rio de Janeiro. Claro, isso é muito importante, esse endereçamento de resultado é muito importante. Aqui na prefeitura, a gente tem rotina com meta, então a gente tem aqui uma meta da própria secretaria com a força municipal de redução dos crimes em 25%, isso ao longo, obviamente, do tempo. Não dá para achar que a gente vai para a rua hoje e vai resolver o problema amanhã.
seria uma leviandade da minha parte, seria uma fala absolutamente desconectada da realidade técnica de segurança pública, é um problema complexo, mas a gente tem meta, tem resultado e tem que ler a expectativa. Então, a primeira meta nossa, a partir da colocação do efetivo na rua de forma extensiva, visível, é justamente a população conhecer o trabalho da Força Municipal, identificar o agente da Força Municipal pela sua proatividade, pela sua postura, pelo seu uniforme,
e, da mesma forma, o agente fazer esse reconhecimento de terreno. Ele tem acesso às informações de inteligência coletadas pelas nossas equipes. E, evidentemente, a gente tem uma expectativa e uma meta de redução de furto e roubo nessas regiões. Isso é evidente. A gente, não à toa, temos aqui na Prefeitura, semanalmente, a reunião Comstati. A gente teve um problema aqui na conexão com o secretário. E o prefeito da cidade. Voltou, voltou. Só porque deu um engasgo aqui na ligação,
falando que tem uma expectativa de redução de furto e roubo e que reuniões no Compostati vão acontecer semanalmente. Mas redução de quanto? 20%, 30%? Quanto que a Prefeitura espera ver reduzir de furto e roubo nas áreas em que a Força Municipal de Segurança vai atuar inicialmente? Isso, então. Como eu vinha falando, a gente tem, no próprio plano de metas da Prefeitura, público, já divulgado, a gente tem uma meta de redução de 25% nesse acumulado de roubos e furtos,
O que não é trivial, considerando a nossa realidade atual, os nossos números, por exemplo, absolutos de furtos e roubos só na cidade do Rio de Janeiro. Mas o que eu vinha dizendo é que justamente dentro dessa lógica de prestação de contas, a gente tem a reunião semanal diante do prefeito da cidade, com convite para as polícias e com a participação da imprensa dessa análise. Então a gente consegue avaliar, por exemplo, semanalmente, qual foi o avanço que nós tivemos
da região, a gente analisar se a mancha criminal migrou. Então, não adianta também a gente reduzir a zero a mancha criminal em determinado local se ela migrou para um local muito próximo. Então, essa dinâmica, esse nível de conhecimento é que a gente vai estar semanalmente sendo submetido. A Força Municipal, a Secretaria de Segurança Urbana estarão sendo submetidos a esse tipo de análise e de avaliação. Mas, para efeito de comportamento, o que a gente espera é inibir o comportamento criminal
para que o criminoso não se sinta à vontade de ir nessas áreas onde os próprios dados apontam que eles costumam praticar roubos e furtos, para que diante dessa atuação da Força Municipal e da própria Prefeitura, de uma forma preventiva, com outros fatores de existência criminal, a gente tenha uma crença muito grande nesse trabalho de redução dos crimes de furto e roubo.
Por isso que eu reforço a importância dessa reunião semanal com a participação das polícias, com a participação da imprensa, porque os dados serão públicos, transparentes e permitirão necessários replanejamentos, por exemplo, se precisa aumentar o efetivo em determinada região, se precisa botar o efetivo em outro lugar. Isso é absolutamente natural e mais do que isso, necessário para a qualidade e para o resultado do trabalho ser alcançado.
essa sinalização de que a prefeitura está realmente observando em quais locais é necessário que exista uma equipe da Força Municipal, que outros guardas, outros agentes vão sendo treinados. Inclusive, a prefeitura disse que abriria a possibilidade, vagas, para mais 600 agentes atuarem na guarda. Claro que com o seu devido treinamento, como esses 600 últimos também passaram.
E como a Prefeitura está estruturando o orçamento municipal também para sustentar esse crescimento da tropa, levando em conta os salários, os armamentos, também as viaturas? Esse modelo prevê uma expansão contínua da tropa? Isso, a gente tem a meta também dentro dessa lógica de planejamento, chegar a 4.200 agentes, isso até o final de 2028, é o que a gente tem hoje.
agentes formados e o edital previsto para essa semana é de mais 600 vagas. Isso é muito importante justamente para a gente seguir nessa expansão sustentável. A gente não vai abrir mão dessa seleção rigorosa dentro da própria Guarda Municipal, desses treinamentos, só para a gente ter uma noção. Cada aluno na academia fez 800 disparos de arma de fogo treinando, conhecendo equipamento. Então, a gente não vai abrir mão desse rigor no treinamento. Isso é muito importante para o
da operação. Nenhuma pressa pode colocar nenhum agente despreparado ou mal treinado nas ruas para proteger a população e a própria tropa. Então, isso é muito importante e mais do que isso, né? Colocar dentro dessa lógica de atuação de policiamento preventivo a prevenção. Então, hoje a gente se depara com diversos fatos que acabam virando paisagem muitas vezes e que o agente da Força Municipal precisa atuar. Então, por exemplo, ontem as nossas equipes fizeram abordagens no Jardim de
lá de uma moto que trafegava sem placa, sem identificação. Esse tipo de crime acontece muito com motocicletas. Então, são fatos que a abordagem proativa, no cumprimento da regra, obviamente, com respeito às regras, precisam ser feitas para poder melhorar a questão de furtos e roubos aqui na cidade. Secretário Municipal de Segurança Urbana, Breno Carnevale, conversou conosco ao vivo aqui no CBN Rio, detalhando esses primeiros dias de funcionamento.
da Força Municipal de Segurança. Muito obrigado, Breno, por ter conversado aqui conosco. Um grande abraço para você e até a próxima. Eu que agradeço. Fico às ordens. Ótimo dia. Obrigado, secretário.