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Tenente-coronel investigado por morte de PM tem histórico de denúncias de ex-companheiras, diz advogado

16 de março de 20265min
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Defesa da família de Gisele Alves Santana afirma que Geraldo Leite Rosa Neto acumula registros de ameaças e assédio desde 2009.
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Assuntos8
  • Dívida Pública BrasilAmeaças a ex-companheiras · Crescimento do assédio moral · Registros desde 2009 · Medidas protetivas · Comportamento abusivo
  • Morte de Policiais MilitaresCircunstâncias da morte · Classificação inicial como suicídio · Investigação como homicídio · Perícia e laudo necroscópico · Disparo após discussão do casal
  • Ações judiciais contra terceirosAções de ex-companheiras · Medida projetiva de 2010 · Denúncia em 2022 · Crescimento do assédio moral · Indenização de 5 mil reais
  • Prisao de Tenente-CoronelSuficiência de provas · Reunião da corregedoria · Conclusão de delegados · Aguardando laudo final · Afastamento das funções
  • Relacionamentos AbusivosSeparação desejada pela vítima · Ameaças do marido · Comportamento controlador · Áudio de mensagem à família
  • Fabiano Zettel InvestigaçãoPerícia questionada · Laudo necroscópico pendente · Corporativismo policial · Procedimentos inadequados · Pressão da imprensa
  • Depoimentos e ImpedimentosFilha de sete anos testemunha · Ameaças vivenciadas pela criança · Recusa de convivência · Sofimento no apartamento do casal
  • Cronograma de implementaçãoPrazo de 30 dias · Data limite de 18 de maio · Possibilidade de prorrogação · Conclusão do laudo necroscópico
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Karen Lemos tem informações ao vivo de São Paulo, atualizações, novidades no caso da morte da policial militar Gisele Alves. Oi, Karen, boa noite. Boa noite, Débora. Olha só, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que era marido da policial militar encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde ela morava, na região central de São Paulo, ele teria aí um histórico grande de denúncias de ex-companheiras e também de colaboradores

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coronel, contrariando uma entrevista recente que o policial deu, dizendo aí, por exemplo, que ele nunca tinha sido condenado na justiça. Três das ações a qual a CBN teve acesso, a gente viu os documentos, né? São de ex-companheiras. A mais antiga é de dois mil e nove e essa mesma vítima, em dois mil e dez, pediu uma medida protetiva na justiça contra o tenente coronel.

A defesa da Gisele explicou que foi um caso de assédio moral em que o Estado, já que o tenente coronel pertence à autoridade policial estadual, teve que pagar cinco mil reais para uma policial feminina. Ela alegou ter sido assediada e também perseguida pelo oficial,

que era superior aí na hierarquia, era superior a ela. Bom, entrevista para a TV Record, o oficial afirmou que as denúncias de assédio são retaliação por causa de cobranças que ele fazia para que subordinados fizessem o trabalho que eles deveriam fazer. O advogado ainda apresentou um áudio para negar a afirmação do tenente coronel de que Gisele não queria se separar.

passado, ela chegou a pedir pro pai pra arrumar uma casa na rua que ele mora, mostrando aí um indício de que ela realmente queria deixar o imóvel em que ela dividia com, então, o marido, né? Bom, a defesa da família Gisele diz que acredita nas autoridades policiais, mas questiona aí como foi feito, por exemplo, a perícia nesse caso. Vamos ouvir. Morte violenta, a autoridade competente deveriam ter tomado todos os procedimentos e não foi tomado. Não acredito em corporativismo, eu acredito

houve um pouco de descaso. Eu acho que começaram a levar a sério quando a imprensa começou a cobrar. Mas imagina uma família humilde, que é a família da Gisele, bem humilde, chegar numa delegacia e tá lá a outra parte, tenente coronel e com o desembargador e toda a força policial ao seu lado. Olha, o advogado aí da família também acredita que há elementos mais que suficientes pra prisão do tenente coronel e ele lembrou aí que esse inquérito já está em vias de

concluído. São trinta dias aí, né? Do inquérito, então no dia dezoito deve ser o prazo final, só que as autoridades podem pedir mais prazo, né? Se precisar. Lembrando aí que na sexta a Polícia Civil ouviu o ex-marido da soldado, que é o pai da menina, da filha de sete anos, né? Que Gisele era mãe. E aí nesse depoimento ele disse que a menina de sete anos não queria mais conviver com o tenente coronel por conta de ameaças e que segundo ele a mãe sofria

muito no apartamento do casal. Tem também um inquérito da Polícia Militar, ao qual a TV Globo teve acesso, registrando aí que a Gisele vivia sob temor manifestado diante de atitudes do marido. O mesmo documento aponta que o disparo que causou a morte da soldada ocorreu depois de uma discussão do casal. E na quarta-feira, só rapidamente aqui, Débora, a gente lembra, né? Representantes da Corregedoria e delegados da Polícia Civil se reuniram e concluíram que as provas até o momento são suficientes

para embasar, sim, o pedido de prisão. Só que as autoridades decidiram que vão esperar a conclusão do laudo necroscópico para fazer esse pedido. Essa conclusão estava prevista para sexta-feira passada, mas foi adiada para essa semana. A gente, claro, acompanha. E, enquanto isso, o Tenente Coronel está afastado das funções da Polícia Militar.

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