Exército de Israel inicia operações contra o Hezbollah no sul do Líbano
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- Relacoes EUA-IraOperações terrestres limitadas · Invasão do sul do Líbano · Destruição de infraestrutura do Hezbollah · Contexto de conflito prolongado
- Conflito EUA-IrãSuspensão aeroporto de Dubai · Interrupção porto de Fujairah · Zona industrial petrolífera · Continuidade do conflito regional
- Estreito de OrmuzExigência de ajuda internacional · Ameaça à China · Aviso à OTAN · Proteção da navegação
- Geopolítica EnergéticaImportância geopolítica · Passagem de petróleo e gás natural · Demanda global · Rota crítica de comércio
- Posicionamento Internacional OrmuzChina recusando envolvimento · União Europeia buscando soluções · Falta de ofertas imediatas · Discussões diplomáticas em andamento
- Preços de Combustíveis e PetróleoCotação em alta · Oscilações acima de 100 dólares · Impacto do conflito regional
Alessandra Ferreira, bom dia. Bom dia, Milton, para você, para os nossos ouvintes. A terceira semana de conflitos que a gente tem agora com o Exército de Israel fazendo essas operações terrestres limitadas no sul do Líbano contra o grupo libanês Hezbollah. Na prática, acaba sendo uma invasão de território mesmo, ainda que seja pontual. Segundo as Forças de Defesa de Israel, essa operação terrestre tem como objetivo destruição de infraestrutura do Hezbollah na região.
da última vez que as tropas do país invadiram o território do Líbano em outubro de 2024. Israel e Hezbollah retomaram essa guerra que estava sob cessar fogo já há algum tempo, isso porque o grupo libanês é aliado do regime iraniano. O conflito no Oriente Médio continua. Nessa segunda-feira, o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, inclusive, precisou suspender as atividades após um ataque de drones próximo ao sítio aeroportuário. Ainda no Emirados Árabes Unidos, um novo ataque com drones,
interrompeu novamente as operações de carregamento de petróleo no porto de Fujaira, que é um dos portos mais importantes dos Emirados Árabes Unidos. O incêndio acabou atingindo a zona industrial petrolífera do Emirado, mas ninguém se feriu. Esse porto está localizado bem no Golfo de Oman, que é logo após o Estreito de Hormuz, e é normalmente esse ponto crucial para o escoamento de cerca de 1 milhão de barris por dia de petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos, o que é um volume equivalente a 1% da demanda global.
Durante o fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a exigir que outros países ajudassem a garantir a segurança do Estreito de Hormuz, já que o Irã fechou basicamente a passagem marítima por onde passam esses petroleiros com um quinto da produção mundial de petróleo e também com gás natural liquefeito no Estreito. Então, Trump argumentou que os países que dependem do petróleo deveriam ajudar a proteger a navegação no Estreito,
oferecesse uma assistência e também alertou que a OTAN enfrenta um futuro muito ruim se os aliados dos Estados Unidos não ajudarem na abertura do estreito. Mas, por enquanto, não houve ofertas imediatas de assistência de nenhum dos países. Japão e Austrália disseram que não tinham planos de enviar navios de guerra para o Oriente Médio. A China disse que estava em contato com os Estados Unidos sobre essa visita de Trump e ainda renovou um apelo para que os Estados Unidos reduzam essa tensão.
E a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaya Callas, disse que os Estados-membros
Vamos discutir ainda o que pode ser feito para manter o estreito aberto. Nesse meio tempo, o petróleo Brent continua em alta, com o barril cotado ali cerca de 109 dólares, 90 centavos, 105 dólares, oscilando ainda acima dos 100 dólares já desde a semana passada, Milton. Muito obrigado, Alessandra Ferreira. Falamos aqui da guerra no Oriente Médio.