Cúpula da Segurança de SP vai à Alesp e sinaliza avanço de plano de carreira para a PM
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- Reajuste salarial da Polícia MilitarReestruturação do plano de carreira · Pressão eleitoral e prazo de 6 meses · Aprovação obrigatória na Alesp · Expectativas não cumpridas da gestão · Negociações com o governador
- Eleições Rio de JaneiroRecursos contingenciados · Orçamento reduzido da SSEP · Falta de investimento em equipamento básico · Compra de coletes, uniformes e viaturas · Comparação com promessas de campanha
- Reunião da cúpula de segurança na AlespApresentação do panorama da segurança · Discussão com comissão de segurança · Três horas de sessão · Questionamentos dos deputados · Resposta do secretário executivo Angl
- Pressão da polícia militar junto à AlespBatida à porta da legislatura · Demandas de imendas parlamentares · Insatisfação com gestão anterior · Expectativas não atendidas · Continuidade da mobilização
- Comparação com mudanças na Polícia CivilRegulamentação de lei orgânica nacional · Análise de reestruturação de carreira · Prazo insuficiente para aprovação · Atraso em relação à PM · Novas avaliações técnicas necessárias
E a gente fala agora sobre segurança pública. Bruna Barbosa já esteve aqui com a gente alguns dias atrás, falando de alguns pedidos, algumas queixas de parte da Polícia Militar, por melhor estrutura, por atualizações que eram importantes. E a Bruna está de volta hoje aqui para falar sobre o que está em discussão, Bruna, envolvendo ali a cúpula da Secretaria de Segurança Pública e projetos que podem passar a tramitar, acelerar um pouquinho na Assembleia Legislativa, exatamente envolvendo essas condições para os policiais
Policiais Militares. Afinal de contas, segurança pública é um dos assuntos prioritários do brasileiro e de quem mora aqui em São Paulo. O que está sendo discutido, Bruna? Bom dia. Oi, Muniz. Bom dia. Bom dia, Marcela. Todos que nos acompanham por aqui. Parece que vem aí o reajuste dos policiais militares no estado de São Paulo. Isso muito por conta aqui de tudo que a gente já trouxe, desse raio-x da situação das forças de segurança aqui no estado. A cúpula da SSP,
esteve anteontem na Alesp. Eles participaram de uma comissão ali com a turma da segurança da Alesp, né? Com a bancada ali que representa a segurança. Eles estiveram, né? Quem que esteve nessa reunião? O secretário de Segurança Pública, o doutor Nico Oswaldo Nico Gonçalves, o secretário executivo, o Engel Ricardo Pereira, o comandante-geral da PM, que é o coronel Coutinho, e o delegado-geral da
Polícia Civil, Arthur Dian, foram para a LESP para ouvir ali os deputados, entender o que é que estava acontecendo, até porque esse reajuste da PM precisa obrigatoriamente passar pela LESP. A LESP precisa aprovar esse reajuste na categoria. E o que pega agora é que o governo de São Paulo está correndo contra o tempo, porque por causa da legislação eleitoral, qualquer proposta que tenha impacto financeiro,
precisa ser aprovada seis meses antes da eleição, 180 dias antes da eleição. Portanto, no dia 6 de abril. Então, esse é o prazo que o governo do Estado tem para pensar nessa reformulação do reajuste dos policiais militares, mandar para a LESP isso ser aprovado em caráter de urgência na Assembleia para que esse reajuste passe a valer antes do período eleitoral.
Seja feito, ou os policiais militares ou qualquer outro servidor do Estado só vai poder ter reajuste após o período eleitoral. E a gente não sabe nem se o governador Tarcísio de Freitas será reeleito. E aí, por conta disso, há ainda mais essa pressão da categoria, porque não é possível saber o que vai acontecer. E aí é como se essa briga começasse de novo do zero. Essa luta por aumento começasse do zero.
receber no Palácio dos Bandeirantes todos os comandantes dos batalhões do Estado de São Paulo. A gente trouxe aqui, ele ouviu as demandas da corporação. Na Lespe, essa cúpula de segurança apresentou um panorama, os deputados apresentaram um panorama para a cúpula de segurança e eles também ouviram alguns questionamentos. A sessão foi presidida pelo deputado-major Meca, do PL, que foi um dos parlamentares procurados por esses policiais que estavam batendo na Assembleia
emendas parlamentares pra destravar ali alguns itens básicos como compra de coletes, coturnos, viaturas, que é a reportagem que a gente trouxe aqui no CBN São Paulo. A gente tem um trechinho do início da sessão que foi presidida pelo Major Meca, a gente ouve o deputado agora. Há uma frustração muito grande diante das expectativas que se havia em relação às promessas de campanha feito pelo governador Tarcísio de Freire.
Bom, o que mais a cúpula ouviu? Essa questão da financeira,
do reajuste salarial, recursos contingenciados, o orçamento da SSP, que diminuiu consideravelmente na gestão, pagamento de bônus e estrutura da carreira. O que eu consegui apurar, conversando com alguns integrantes da SSP, é que o projeto voltado à polícia militar é o que está mais avançado em comparação com as mudanças que são discutidas para a polícia civil, que também reivindica melhorias.
prevê reestruturação de carreira e reajustes salariais e já passou por análises internas da SSP e da Fazenda. Os quatro estavam lá, como eu disse aqui, mas quem mais respondeu aos questionamentos dos deputados foi o secretário-executivo, Engel, que inclusive assumiu esse espaço dentro da SSP exatamente para isso. A gente sabe que o delegado Nico tem uma posição ali um pouco mais operacional, ele inclusive participa de muitas operações,
vai pra rua, o Engel tá um pouco mais administrativo. Via de regra é assim mesmo, tá? Os secretários executivos acabam ocupando esse posto. E aí Engel teve que responder ali todos esses questionamentos. Foram três horas de sessão, a gente acompanhou essas três horas. Ele disse que o governo tá debruçado sobre o tema e que as discussões já avançaram depois das conversas com o governador Tarcísio de Freitas. Nós já detectamos alguns embriões de insatisfação dentro das instituições.
Hoje cedo eu tive uma grande reunião com o governador, então essa preocupação, deputado, é uma preocupação do governador também. O governador Tarciso pediu pra gente se debruçar, porque a gente sabe também do prazo, então a gente tem que dar entrada aqui antes do dia quatro pra isso ser votado. Bom, então a expectativa é de que entre esta semana e a próxima o governo de São Paulo finalize essa proposta de reajuste pra polícia militar e envie em caráter de urgência pra LESP pra que isso seja votado.
No caso da Polícia Civil, a regulamentação que é da Lei Orgânica Nacional das Polícias ainda está em análise. Essa não deve passar antes da eleição. Aqui a gente está falando de uma proposta de reestruturação para a Polícia Civil do Estado de São Paulo. Isso depende de novas avaliações técnicas antes de ser encaminhado para o Legislativo.
4 de abril. Isso precisa ser votado, finalizado até 4 de abril. Então, provavelmente, a parte da Polícia Civil não deve dar tempo. E durante a reunião, pra finalizar, eles falaram também do projeto habitacional voltado pros agentes de segurança, que também foi uma das promessas da gestão. É uma iniciativa que prevê concessão de carta de crédito pra moradia, com o objetivo de permitir que os policiais deixem áreas que hoje são dominadas pelo crime organizado e se mudem pras regiões mais seguras.
A expectativa é de que essas cartas de crédito sejam liberadas após abril. Segundo o Coronel Engel, 1.850 inscrições vão ser atendidas. Então, esse reajuste das polícias, de fato, já estava previsto pelo governo. Algumas... A gente não tem que ter muito cuidado em relação à avaliação sobre isso, de ser uma ação, reação, por conta da polícia batendo. Mas é claro que tem uma pressão, teve uma pressão muito grande da polícia,
segurança pública na gestão e agora é como se fosse um pouquinho, vamos acalmar um pouquinho esses ânimos com esse reajuste sendo liberado agora. É, eu acho que é uma reivindicação, né, Muniz, desculpa até te interromper, mas é uma reivindicação muito antiga das polícias, né, essa questão de melhoria, de melhoria de salário, equipamentos e tudo mais e havia uma expectativa muito grande quando se entrou o Tarcísio de Freitas no governo de São Paulo, porque por ser um bolsonarista ligado às forças de segurança, colocou o The Hit como secretário,
toda essa expectativa e não foi consolidada, né? As forças de segurança ficaram se sentindo traídas, de certa forma, em alguns aspectos, pelo menos, alguns agentes com os quais eu conversei na época também, enfim, e todas as apurações que a gente vem trazendo aqui e parte também dessa insatisfação que você trouxe, né? Como no final de fevereiro você falou que os PMs foram bater na porta da Lespe pedindo verba, ou seja, a gente não pode dizer que é uma ação e reação, mas claramente é o que aparenta diante de todo o cenário
que a gente tem de toda a conjuntura, né? E eles continuam batendo na LESP, tá? Porque ontem, nessa comissão, eu assisti toda essa reunião, mais de três horas de reunião, o delegado Olim, que hoje é deputado também, apesar de ser um apoiador do governador Tarcísio de Freitas, fez alguns elogios ao governador, mas disse, eu recebi essa semana no meu gabinete bombeiros. Então isso começa a chegar em outras esferas. Bombeiros pedindo também por novas viaturas. E diz que quase todas as emendas,
do gabinete dele, hoje, foram liberadas exatamente pra isso, pra forças de segurança. É claro que esses deputados também foram eleitos pra isso. A gente já trouxe essa discussão aqui. Se um deputado que defende a causa da segurança é eleito, as emendas parlamentares dele, por óbvio, devem ir pra esse caminho mesmo. O problema é precisar de emenda para o básico, é precisar de emenda pra colete, pra coturno, pra viatura. Então, é essa questão que o governo do estado tem tentado driblar e o coronel Engel tem
feito esse meio de campo também, chamando esses policiais pra conversar, tentando entender e agora vem essa sinalização de reajuste. Eu vou continuar apurando, trago aqui as informações pra vocês em relação a quando que isso vai ser enviado pra LESP pra essa votação. 4 de abril é a data final, então até lá a gente vai ficar de olho porque tem uma corrida aí contra o tempo pra entender como é que vai se avançar isso e eventualmente se outras áreas do funcionalismo também vão tentar ter algum tipo de reajuste até lá, porque essa é a data limite aí pra se fazer. E vai ter pressão.
E vai ter pressão. Porque polícia, professor, não. Porque polícia e... Quando um começa, o outro vai atrás. E médico, não. Área da saúde. Vamos acompanhar isso tudo direitinho daqui pra frente. Bruna Barbosa, obrigado pelas informações. Valeu, gente. Valeu, Bruno.