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Em um mês, 20 agentes de segurança presos no Rio custaram R$ 371 mil aos cofres públicos do estado

12 de março de 20264min
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O dado faz parte de um levantamento feito pela CBN com base no portal de transparência do governo estadual e em informações divulgadas por investigadores nas últimas duas semanas.

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Assuntos7
  • Custos e análise econômicaDespesa pública mensal · 371 mil reais em fevereiro · Análise de contracheques · Portal de transparência do governo
  • Operação Gaeco contra corrupção policial37 policiais presos em duas semanas · Envolvimento com crime organizado · Operações conjuntas (PF, MP, PC) · Investigações recentes
  • CorrupçãoDelegado Marcos Enrique Libera Alves · Comando com o Comando Vermelho · Núcleo de agentes beneficiário do tráfico · Prisões direcionadas
  • Operação de Outubro e ViolaçõesMega-operação com 122 mortos · Invasão de residências · Denúncia do Ministério Público · Policiais militares denunciados
  • Salários de Policiais PresosDelegado com salário de 70 mil reais · Major com 23 mil reais · Capitão com 16 mil reais · Incremento de salários mediante funções adicionais
  • Resposta Institucional PMAvaliação pela corregedoria · Investigação interna · Posicionamento sobre desvios de conduta · Afastamento de investigações
  • Programa Segurança PresenteAgentes cedidos ao programa · Ganho adicional em cachês · Turbinação de salários
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E o Pedro Bonenberger avança em cima dessas investigações agora para nos contar que, num único mês, 20 agentes presos por suspeita de corrupção custaram mais de 300 mil reais aos cofres do Rio de Janeiro. Pedro, bom dia para você. Fala, Leandro. Bom dia para você, para o Gabriel, quem nos acompanha. Nosso ouvinte pode ficar tranquilo porque nossa calculadora está afiada. Vamos fazer as contas, viu, Leandro? Em um único mês, o mês de fevereiro, 20 agentes presos por suspeita de corrupção custaram 370.

71 mil reais aos cofres públicos do estado do Rio de Janeiro. Esse dado faz parte desse levantamento que a reportagem da CBN traz ao nosso ouvinte em primeira mão, um levantamento feito no sistema do governo com base nas informações oficiais divulgadas pelos investigadores nas últimas semanas. Nas últimas duas semanas, Leandro e Gabriel, ao menos 37 policiais do Rio foram presos por envolvimento com o crime organizado ou por algum cometimento de outros crimes.

E aí, trazendo um pouco a luz da nossa apuração, o que nós fizemos foi dar nome a todos esses agentes presos numa planilha e realizar um levantamento de consulta no portal da transparência do governo do Estado. Ou seja, consultando os contra-cheques desses servidores, desses policiais que foram presos, Leandro e Gabriel. Desses 37, nós conseguimos identificar os contra-cheques de 20 policiais presos,

que estão disponíveis no mês de fevereiro. É o mês mais recente disponível no Portal da Transparência. O maior salário, Leandro, é o do delegado Marcos Henrique de Oliveira Alves, preso na última terça-feira e acusado de comandar um esquema de extorsão a traficantes do Comando Vermelho. Esse salário dele, Leandro, bruto, chega a passar R$ 70 mil. Claro que há alguns descontos para a parte líquida que ele recebe, mas o valor bruto ultrapassa os R$ 70 mil.

Outro salário que chamou atenção, Leandro e Gabriel, foi do Major Hélio da Costa Silva, do Batalhão da Tijuca. Ele foi preso ontem pela Polícia Civil. É suspeito de integrar um núcleo de agentes que também beneficiaria o Comando Vermelho. O Major tem salário bruto de R$ 23.492,00, conforme o contra-cheque. A mesma ação prendeu também outros cinco policiais militares ontem, incluindo o capitão Reuel de Almeida Silva Fernandes, que tem salário bruto de R$ 16.000,00.

feita pela CBN, alguns dos agentes conseguem, inclusive, turbinar os salários, viu, Leandro e Gabriel, somando ali alguma função para aumentar o valor. Dois deles, inclusive, estavam cedidos ao programa Segurança Presente, da Secretaria de Governo, ganhando ali um a mais, digamos assim, por essa atuação. É um resumo aí dessa atuação e das investigações sobre corrupção na Polícia do Rio, Leandro e Gabriel, e esse valor, 371 mil reais. Ainda ontem nós tivemos

outra denúncia sobre aqueles policiais que são acusados de invadir residências de moradores durante a mega-operação de outubro, aquela mega-operação que terminou com 122 mortos. Ontem o Ministério Público denunciou um subtenente, seis sargentos, um cabo e dois soldados aqui da PM do Rio, eles que não foram presos exatamente, mas estão denunciados agora pelo Ministério Público. A Polícia Militar disse em nota que partiu da Corregidoria a iniciativa de investigar a conta desses PMs e disse que ainda aguarda a decisão da

justiça sobre o caso. Agora, sobre os agentes presos, a polícia diz que não compactua com desvios de conduta e que esses casos também estão sendo avaliados pela Corregedoria, Leandro.