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Entidades de imprensa criticam busca contra jornalista autorizada por Moraes

12 de março de 20263min
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ABERT, ANJ e ANER dizem que decisão do STF pode ferir sigilo da fonte. Investigação apura suposta perseguição ao ministro Flávio Dino.
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Assuntos5
  • Segurança OperacionalDecisão de Alexandre de Moraes · Jornalista Luis Pablo Concentão Almeida · Violação do sigilo da fonte · Investigação sobre perseguição a Flávio Dino · Medidas cautelares
  • Critica PoliticaABERT · ANJ · ANER · Proteção constitucional do jornalismo · Livre exercício profissional · Ataque à liberdade de imprensa
  • Tecnologia e InovacaoPublicações no blog de Luis Pablo · Publicações em redes sociais · Veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão · Uso em deslocamentos particulares · Monitoramento de segurança
  • CorrupçãoFalta de objeto determinado · Falta de prazo definido · Aplicação sem perogativa de foro · Crítica à estrutura processual
  • Posicionamento da OAB MaranhãoPreocupação institucional · Cautela em buscas e apreensões · Proteção ao sigilo da fonte · Limite de investigações · Jurisprudência do STF
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Gente, vamos para o nosso próximo tema, que envolve uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que está também gerando polêmica. Ele determinou a realização de busca e apreensão contra um jornalista maranhense no âmbito de uma investigação de um suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino. O Igor Cardim está acompanhando esse caso. Já teve, inclusive, manifestação de diversas entidades representativas de órgãos de imprensa, né, Igor? Pois é, Carol. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão,

com a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais, classificaram como preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, que determinou busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luiz Pablo Conceição Almeida. Em nota, essas entidades afirmam que a atividade jornalística, independentemente do veículo ou da linha editorial, é protegida pela Constituição, especialmente no que diz respeito ao sigilo da fonte.

Para as associações, qualquer medida que viole essa garantia representa um ataque ao livre exercício do jornalismo. As organizações também criticaram o fato de a decisão ocorrer no âmbito do chamado inquérito das fake news, que segundo elas não possui objeto determinado nem prazo definido e ainda ser aplicada a alguém sem prerrogativa de foro, que levaria o caso ao Supremo Tribunal Federal.

A polícia federal solicitou as medidas após publicações feitas pelo blog de Luiz Pablo e também nas redes sociais, nas quais o jornalista relatou que um veículo blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão estaria sendo utilizado por familiares do ministro em deslocamentos particulares em São Luiz. E aí, no despacho assinado no início deste mês, Moraes autorizou

buscas pessoais e domiciliares em endereços ligados ao jornalista na capital maranhense. Segundo essa investigação, as reportagens publicadas no ano passado teriam divulgado imagens e informações sigilosas sobre o carro usado por Dino, o que indicaria um possível monitoramento do veículo e acesso a dados considerados sensíveis para a segurança da autoridade. Só uma última informação, a Ordem dos Advogados do Brasil, do Maranhão, afirmou que a

preocupação institucional e ressaltou que, conforme a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, buscas e apreensões devem ocorrer com cautela e dentro dos limites escritos da investigação. A Comissão de Liberdade de Expressão da OAB também destacou a necessidade de preservação do sigilo da fonte e da proteção ao livre exercício profissional do jornalismo.