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Comissão de Direitos Humanos aprova projeto de lei que inclui misoginia como prática preconceituosa

11 de março de 20263min
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Discriminação de gênero contra mulheres passa a ser enquadrada na mesma legislação que combate o preconceito contra raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade.

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Assuntos5
  • Lei da MisoginiaInclusão de misoginia como crime de discriminação · Punição para enjures motivadas por misoginia · Incitação e disseminação de discursos misoginos · Reprimendas severas para ofensas à dignidade feminina · Tramitação no Senado
  • Direitos das MulheresLei Maria da Penha · Tipificação de feminicídio · Lacunas na legislação existente · Direito à vida livre e segura
  • Violência contra a mulherViolência motivada pela internet · Incitação de ódio em grupos online · Anonimato facilitando discursos misóginos · Necessidade de combate a discursos de ódio
  • Congresso NacionalAprovação na Comissão de Direitos Humanos · Encaminhamento para Comissão de Constituição e Justiça · Tramitação na Câmara dos Deputados · Projetos similares
  • Liberdade de ExpressãoEmenda proposta pelo Senador Eduardo Girão · Garantia de liberdade de expressão · Debate sobre limites da liberdade de opinião
Transcrição5 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que inclui a misoginia como prática preconceituosa. A proposta altera a lei para incluir entre os crimes de discriminação atos motivados por ódio, aversão ou desprezo às mulheres. O texto estabelece punição para condutas como injúria motivada por misoginia e para a prática, indução ou incitação desse tipo de preconceito.

A proposta também modifica a emenda da lei para explicitar a proteção às mulheres e prever reprimendas também mais severas para ofensas à dignidade feminina e também para a disseminação de discursos misóginos.

e a tipificação de feminicídio no Código Penal ainda não englobam ali a punição específica de incitação ou injúria motivadas por misoginia. A própria relatora do projeto, a senadora Augusta Brito, também comentou sobre a prática de misoginia nas redes sociais.

atentivo à misoginia, grupos se formando, legitimando esse grande ódio que tem, que está aí ganhando uma grande força pelas redes sociais, pela internet, porque eles se sentem totalmente protegidos pelo anonimato. E é isso que a gente não pode permitir. Então, nós estamos aqui falando e criando leis que são necessárias para que a gente possa dizer o óbvio, né? As mulheres e os homens, todos podem viver de forma livre e feliz. Só que para nós mulheres, a gente tem que ter uma lei garantindo isso. A gente só quer respeito,

A matéria também foi alvo de questionamentos do senador Eduardo Girão, que pediu a inclusão de uma emenda no texto da lei para garantir a liberdade de opinião também no texto, mas essa emenda acabou não entrando na aprovação final. O texto agora seguirá em caráter de urgência para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado e depois deve tramitar também na Câmara, que tem outros projetos parecidos.