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Morte de PM em SP passa a ser investigada como feminicídio após decisão da Justiça

11 de março de 20263min
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O caso da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça, passou a ser tratado como morte suspeita após contestação da família. Agora, por decisão da Justiça de São Paulo, a investigação deve seguir como feminicídio. A determinação partiu da juíza Giovanna Christina Colares, da 5ª Vara do Tribunal do Júri, que entendeu que, diante dos elementos do inquérito e da natureza do possível crime, o caso precisa ser analisado dentro da competência dos crimes contra a vida.

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  • Morte de Policiais MilitaresMudança de classificação: suicídio para morte suspeita para feminicídio · Laudo necroscópico com lesões no rosto e pescoço · Inconsistências na versão do marido · Possível pedido de prisão preventiva · Investigação em andamento na polícia civil · Decisão judicial da juíza Giovanna Christina Colares
  • Vulnerabilidade SocialMarido presente no local do crime · Possível crime de gênero e violência conjugal · Definição legal de feminicídio · Contexto de discriminação contra mulheres
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E agora nós temos notícia chegando de São Paulo. Atualização sobre o caso daquela policial militar que foi encontrada com um tiro da cabeça em São Paulo. Aquele caso que começou a ser investigado como suicídio, depois passou a ser investigado como morte suspeita e agora já é investigado como feminicídio. O Pedro Fagundes está acompanhando essa história e tem informação ao vivo pra gente. Bom dia, Pedro. Bom dia, Cássia. Bom dia também.

Aos ouvintes, eu falo direto do 8º Distrito Policial, no bairro do Benlenzinho, na zona leste da capital. Unidade que, neste momento, conduz o inquérito sobre o caso da policial militar Gisele Santana, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido no Brás. Como você bem adiantou, inicialmente o caso foi registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita e hoje, agora por decisão da justiça,

O caso precisa ser analisado dentro da competência dos crimes contra a vida.

estreamento da posição a qual a arma foi encontrada na mão da Gisele, descrita pela perícia como muito bem encaixada, além de inconsistências nos depoimentos do tenente coronel, que disse estar no banho quando teria ocorrido o suicídio, mas ao mesmo tempo não havia marcas d'água no apartamento quando a Gisele foi encontrada. Outro ponto que começa a circular nos bastidores da investigação é a possibilidade de um pedido de prisão preventiva contra o PM Geraldo Leite

Rosa Neto, marido da vítima que estava no apartamento no momento da ocorrência. O advogado da família de Gisele afirma acreditar que esse pedido já esteja em andamento nas instâncias judiciais. Por outro lado, a defesa do tenente coronel contesta a informação e diz de forma categórica que nenhum pedido chegou até o momento ao conhecimento da defesa. Enquanto isso, o inquérito segue em andamento na Polícia Civil, que ainda realiza diligências e coleta de depoimentos para esclarecer

Bom lembrar que o feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por sua condição de gênero, geralmente relacionado a situações de violência doméstica, familiar, ou contexto de menosprezo e discriminação contra a mulher. Volto com você, Cássia. Muito obrigada. Esse foi o Pedro Fagundes, falando direto de São Paulo.

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