Procurador pede afastamento de presidente do IBGE por suspeitas de irregularidades
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- Pedido de afastamento do presidente do IBGEProcurador Júlio Marcelo de Oliveira · Representação ao TCU · Fundamentos legais · Processo administrativo
- Fraudes FinanceirasSuspeitas de má conduta · Violação de protocolos · Gestão inadequada · Investigação e Delação
- Proposta de criação da fundação IBGE MaisEntidade de direito privado · Vinculação ao Instituto · Extrapolação de atribuições legais · Autorização legislativa
- Autonomia Banco CentralInterferência em metodologia · Validação interna · Credibilidade do PIB · Confiança nos dados oficiais
- Troca Servidores CarreiraSubstituição por funcionários recém-admitidos · Servidores em estágio probatório · Cargos técnicos · Comprometimento da estrutura técnica
- Impactos econômicos de possíveis interferênciasExpectativas de crescimento · Decisões de investimento · Políticas fiscais e monetárias · Avaliações de risco do país
O Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas da União, pediu o afastamento do presidente do IBGE, Márcio Postman. Nós vamos ao Rio de Janeiro, Pedro Bonenberg. Bom dia. Oi, Milton. Bom dia a você, Cassi. Quem nos acompanha, esse pedido foi feito pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira, que aponta suspeitas de irregularidades na gestão do IBGE. Segundo a representação, decisões tomadas pela presidência do Instituto levaram a preocupações. Entre elas, a troca frequente de servidores de carreira,
por funcionários recém-admitidos, alguns ainda em estágio probatório, colocados em funções consideradas de alta complexidade. Para o procurador, essas mudanças podem comprometer a estrutura técnica da instituição. O documento também questiona a proposta de criação da Fundação IBGE+, uma entidade de direito privado vinculada ao Instituto. De acordo com o procurador, a iniciativa poderia extrapolar as atribuições legais
do órgão caso utilize a estrutura, a marca ou o corpo técnico do IBGE sem autorização legislativa específica. Na avaliação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, a formação de uma entidade paralela com possibilidade de captar recursos próprios e atuar em áreas sensíveis relacionadas à produção e ao tratamento de dados oficiais não poderia ocorrer apenas por decisão administrativa da presidência.
com eventuais impactos sobre a autonomia técnica do Instituto e a credibilidade de indicadores econômicos produzidos pelo IBGE, como o cálculo do Produto Interno Bruto, o PIB. Segundo ele, qualquer interferência indevida em parâmetros metodológicos ou processos de validação interna poderia afetar a confiança nos dados oficiais, que influenciam expectativas de crescimento,
ações de risco do país. A CBN procurou o IBGE para uma posição e ainda aguarda retorno sobre o tema. Milton.