Elevador quebrado, falta de remédio e atendimento ruim são reclamações em clínica da família de Copacabana
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- Elevador quebrado em clínicaEquipamento inoperante há 2 anos · Dificuldade de acesso aos andares · Impacto em idosos e gestantes · Falta de peças para reparo · Atendimento deslocado para primeiro andar
- Déficit de InfraestruturaRemédios controlados indisponíveis · Antibióticos em falta · Dificuldade financeira de pacientes · Risco de interrupção de tratamento
- Reabilitacao FisicaLocalização no segundo andar · Impossibilidade de pacientes com mobilidade reduzida · Dificuldade para gestantes · Atraso no início do tratamento
- Infraestrutura tecnológica e centrosApuração em loco na clínica · Coleta de depoimentos de pacientes · Investigação de denúncias · Acompanhamento de problemas estruturais
- Qualidade de ServiçosConsultas realizadas por enfermeiros · Ausência de médicos · Demora no atendimento · Falta de profissionais qualificados
- Eleições Rio de JaneiroImpossibilidade de usar elevador · Cuidado com bebês ao subir escada · Distância da residência · Stress do acesso a atendimento
- Demandas de atendimento pediátrico especializadoAtendimento a crianças com necessidades especiais · Falta de terapias · Atrasos em agendamentos · Cuidados para crianças com deficiência
- Infraestrutura inadequada da clínicaBanheiros precários · Falta de papel higiênico · Estrutura deficiente · Limpeza inadequada
Vamos direto para a rua, porque a Laís Vieira está conectada com a gente. Toda a quarta central do ouvinte sai do estúdio, vai para as ruas para conferir de perto as demandas que chegam aqui para a gente. A ideia é justamente ver o local, os problemas que os moradores enfrentam todos os dias e entram em contato com a gente para pedir ajuda da CBN. E quem está na missão, claro, Laís Vieira. Para onde você está hoje, Laís? Conta para a gente.
Bom dia. Oi, Gabriel. Bom dia para você. Leandro, bom dia. Bom dia, ouvinte do CBN Rio. Acabei de chegar agora.
Aqui na clínica da família João Barros Barreto, que fica em Copacabana, na Siqueira Campus, para acompanhar muito de perto uma denúncia que chegou pelo nosso WhatsApp. Pacientes relatando que os elevadores dessa unidade estão sem funcionar, tem causado uma série de transtornos, principalmente para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e mães com crianças pequenas. Além desse problema dos elevadores, eles também estão denunciando a falta de medicamento.
A gente está falando de uma unidade de saúde que atende diariamente muita gente da região. Sem os elevadores, quem precisa chegar aos andares superiores acaba enfrentando dificuldade para acessar consultas, exames e outros atendimentos. Inclusive, a fisioterapia é feita no segundo andar. E aí as pessoas que já estão com algum problema ficam muitas vezes sem saber o que fazer. Você imagina você com problema na perna, tendo que subir dois lances enormes de escada.
e entender qual a explicação da direção da clínica para esse problema. E, segundo os relatos, já vem afetando o atendimento há bastante tempo, há mais ou menos dois anos. Daqui a pouco eu vou voltar com todos os detalhes. Leandro e Gabriel. Obrigado, Laís Vieira, pelas informações. E a gente vai complementar logo mais, porque ela chegou agora, deu para perceber que a clínica da família está cheia, lá em Copacabana. É um problema, de fato, para os pacientes, para quem precisa desse atendimento.
prestam, os serviços são primordiais para o cidadão carioca. Só que é necessário ter uma estrutura adequada. Ela falou que o setor de fisioterapia acontece no segundo andar. Como é que as pessoas sobem sem o elevador funcionando corretamente? Difícil, né? E se está fazendo fisioterapia, precisa ir para a fisioterapia justamente porque eventualmente pode estar com problema de mobilidade. E fora que um centro de saúde da cidade do Rio de Janeiro precisa ter acesso para todo mundo, precisa ter a mobilidade garantida.
Laís Vieira hoje com a Central do Ouvinte na Clínica da Família de Copacabana. Você que é da região, quer também fazer uma denúncia, aproveita que a Laís está por lá, hein? Ou manda mensagem para cá, 99764-2381. Laís Vieira, ela está em Copacabana. Hoje a Central do Ouvinte está na Clínica da Família do bairro, onde os elevadores estão inoperantes. E o que mais está rolando por aí, Laís Vieira? Leandro, estou aqui na Clínica da Família João Barros Barreto, em Copacabana.
Obrigado.
atendimento. Então, eu frequento essa clínica desde 2010, porque eu já trabalhei na clínica. E desde 2010, perdura nessa situação do hoje. Os elevadores não têm a peça e aí não tem peça. As pessoas têm que subir de escada, a fisioterapia no segundo andar. Então, a pessoa com problema na perna, ela tem que se virar para chegar no segundo andar para fazer o seu atendimento. Falta remédio, demora no atendimento, o mau atendimento.
Então, tudo isso são queixas que a gente tem e a gente não sabe a quem procurar. Porque o 17, 4 meses a gente faz e fica
por isso mesmo. Quais os remédios que você usa e que você não está conseguindo e há quanto tempo? Então, eu tomo Respiridona e Carma Amazepina. Eu vim buscar essa semana porque é um remédio controlado e eu não posso ficar sem. E não tem. E não tem. Eu não tenho dinheiro para comprar e estou sem a medicação. E com isso eu posso ter um surto. E a situação, Leandro, Gabriel, vai realmente além de elevadores quebrados. Durante a apuração aqui dentro, eu conversei com pacientes que também relataram falta de medicamentos,
como a Alessandra já trouxe, a ausência de médicos em alguns atendimentos, as consultas sendo realizadas por enfermeiros, tá? Segundo os próprios usuários aqui da unidade, os próprios pacientes. A Marta, ela faz acompanhamento aqui com o filho dela, que é um bebê. Encontrei com ela cansada depois dela ter subido a escada. Ela disse que nunca conseguiu usar o elevador daqui e também que faltam medicamentos. Vem com seu bebê no colo, né? Muitas vezes não pode nem trazer o carrinho,
É, porque eu moro longe, aí pra vir com ele é difícil, né? Aí chega aqui, um pouco cansativo, né? Assim, eu sou acompanhada aqui com ele e eu também, né? E todas as vezes que a senhora vem, tá sem o elevador? Bom, eu nunca subi de elevador, pra falar a verdade. Até quando precisa de um antibiótico, não tem, né? Tem que comprar xarope.
uma mãe que precisa do atendimento para o filho, que está passando por essas dificuldades. Ela dizia que nunca conseguiu usar o elevador daqui, muito menos pegar medicações que são básicas. A clínica, na teoria, oferece uma série de serviços importantes, como consultas multidisciplinares, vacinação, exames como raio-x, laboratório, ultrassom, além de curativos para Natal, planejamento familiar, atendimento de saúde bucal e acompanhamento de doenças crônicas.
O que muitos pacientes dizem é que na prática nem sempre conseguem acesso completo a esses serviços, o que tem gerado reclamações, preocupação também com a saúde, né? Entre quem depende do atendimento público de saúde. A Ana Paula, mãe atípica de um menino de 6 anos, também conversou com a nossa reportagem. O filho dela é nível 2 de suporte, precisa de muitos cuidados, de muitas terapias. Acho que vocês até conseguem ouvi-lo ao fundo.
dificuldades aqui no atendimento.
Mãe atípica, né? Como é que está o tratamento para ele? O tratamento do meu filho, eu estou um ano aqui na filha de espera para o XREG. Um ano, não menti, dois anos. Meu filho nunca teve uma sessão de terapia daqui, entendeu? Só que o nosso governo, o nosso prefeito, sei lá quem toma conta daqui... Deixou, não finalizou a sonora, mas é o que ela diz para a gente, que eles estão a ver navios. Ela chegou aqui por volta das 8 horas da manhã, já vai dar 11 horas. Ela está aqui com o filho dela que começa a ter uma crise.
A gente sabe como é que é difícil para uma mãe atípica muitas vezes conseguir controlar o filho. Enfim, Leandro, Gabriel, a situação realmente é muito deprimente. Eu vou seguir acompanhando muito de perto, com muita empatia por essas pessoas que precisam de atendimento. E daqui a pouco eu vou voltar com o posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde sobre essas denúncias que a gente acaba de fazer aqui no CBN Rio. Hoje, quarta-feira, Leandro e Gabriel. Espero que venha logo esse posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde.
que tem espaço aqui no CBN Rio, o secretário Daniel Soran já nos deu entrevista aqui diversas vezes, o espaço está aberto sempre para entender e esclarecer esse cenário muito difícil que ela está reportando. E até na entrevistada, cuja sonora que a gente teve um problema, a fala dela a gente teve um probleminha e acabou cortando, mas a indignação dela é uma indignação muito típica, Gabriel, porque as pessoas não querem saber se é do Eduardo Paes, se é do Cláudio Castro,
do Lula, se é do Bolsonaro, se é do Raico Esparta. As pessoas querem saber se vai funcionar ou não vai. A percepção que a política tem, a política pública tem na vida das pessoas, ela é muito mais simples do que os manuais e os convencimentos e todas as dificuldades que são colocadas pela burocracia parece fazer crer de que é tudo muito
mais difícil. Mas não, as pessoas só querem que funcione. Não importa se é do Eduardo Paes, se é do Cláudio Castro, quem é a responsabilidade. As pessoas querem chegar na clínica da família, uma mãe que agora, 10h52 da manhã, está com o filho em crise, dentro de uma clínica da família, porque o atendimento não está sendo bacana. O tratamento dispensado pelo Sistema Único de Saúde a ela, neste momento, não está sendo legal. As pessoas estão subindo escada, com dificuldade de caminhar, porque o elevador não está funcionando. Então, assim, são problemas simples. A gente está falando de Copacabana.
O bairro mais famoso do Rio, não. Porque eu já me permito cometer essas hipérboles. É o bairro mais famoso do Brasil. É a porta de entrada do Brasil para o mundo. É o farol do Brasil para o mundo. Então, é mais do que nunca urgente uma resposta da Secretaria Municipal de Saúde. E está aberto aqui o microfone do CBN Rio para a gente trazer essa resposta. Agradecendo mais uma vez o trabalho da Laís. É central do ouvinte toda quarta-feira na rua. Vamos com Laís Vieira.
Vieira hoje levou a central do ouvinte para a clínica da família de Copacabana, onde os elevadores estão inoperantes. E Laís, coloquei aqui no nosso grupo, temos é trabalho, viu? Porque muitas denúncias de clínicas da família do Rio de Janeiro inteiro chegaram aqui depois da sua reportagem. Temos respostas? Leandro, eu posso imaginar a quantidade de reclamações que a gente recebeu através do nosso WhatsApp e a Secretaria Municipal de Saúde informou que a empresa responsável pela manutenção do elevador da clínica da
A família João Barros Barreto, em Copacabana, ainda não conseguiu encontrar outra unidade da peça específica que vem provocando as falhas no equipamento. Segundo a gerência da unidade, assim que o item for adquirido, o funcionamento será normalizado. A clínica também afirmou que pacientes com dificuldade de locomoção estão sendo atendidos no primeiro andar e que ninguém deixou de ser atendido ou de realizar sessões de fisioterapia por causa do problema.
Foi o único ponto respondido pela secretaria. A reportagem da gente também levou para eles outros questionamentos depois de receber e apurar denúncias de pacientes sobre falta de medicamentos, ausência de enfermeiros. A Laís Vieira, a gente perdeu o contato com ela, mas sobre as várias reclamações que ela encontrou na clínica da família, a Secretaria Municipal de Saúde informou que está apurando as denúncias e a gente, claro, vai seguir aguardando.
para esclarecer as muitas reclamações que recebemos através do nosso WhatsApp, 99764-2381, e que a Laís encontrou em Loco, lá em Copacabana.