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Exames indicam que PM encontrada morta com tiro na cabeça pode ter desmaiado antes do disparo

10 de março de 20264min
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Exames de imagem complementares realizados após a exumação da policial militar Gisele Alves Santana indicam que ela pode ter desmaiado e não apresentou sinais de defesa antes de ser encontrada com um tiro na cabeça. A apuração é da TV Globo, que teve acesso ao laudo de um desses exames feitos na policial. Uma marca na região do pescoço chamou a atenção das autoridades e pode ajudar a explicar as circunstâncias da morte.

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Assuntos8
  • Morte de Gisele Alves SantanaCircunstâncias da morte · Tiro na cabeça · Exumação do corpo · Exames de imagem · Possível desmaio antes do disparo
  • Inconsistências no relato do tenente coronelArma posicionada de forma incomum · Afirmação sobre estar no banho · Corpo encontrado seco · Ausência de água no imóvel · Produto químico no corpo
  • Segurança OperacionalMudança de classificação de suicídio para morte suspeita · Análise de evidências · Laudo do Instituto Médico Legal · Tomografia realizada
  • Marca no pescoço da vítimaCompressão no local · Possível causa da morte · Relevância para investigação
  • Preservação inadequada da cena do crimeLimpeza do apartamento por policiais · Falta de preservação de evidências · Imagens do local · Procedimentos irregulares
  • Relacionamentos AbusivosAbuso no relacionamento · Suspeita de feminicídio · Posição da família
  • Sinais do Fim dos TemposHorário do disparo · Horário da ligação para socorro · Atraso de 29 minutos · Horário da descoberta pelo vizinho
  • Poder JudiciárioStatus de investigado · Possibilidade de novo depoimento · Defesa do suspeito
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Vamos a São Paulo ter mais notícias a respeito de um caso que vem ganhando novas repercussões. Há novidades em relação à morte da policial militar Gisele Alves. Inicialmente, esse caso tinha sido registrado como suicídio, mas agora está sendo investigado como morte suspeita. Quem tem as informações é a Marcela Marcos. Bom dia, Marcela. Bom dia para você também, Cássia. Bom dia para os nossos ouvintes.

de imagem feitos após a exumação da PM Gisele Alves Santana indicam que ela pode ter desmaiado e não apresentou sinais de defesa antes de ser encontrada com um tiro na cabeça. A apuração é da TV Globo, que teve acesso ao laudo de um desses exames feitos na policial militar. Uma marca na região do pescoço, inclusive, chamou a atenção das autoridades e pode ajudar também a explicar as circunstâncias da morte dela.

cabeça no apartamento onde ela morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, na região central de São Paulo. Legistas do Instituto Médico Legal fizeram exames de imagem, incluindo uma tomografia, para verificar se houve algum tipo de compressão no local. Os resultados dos demais exames feitos após a autópsia decorrente da exumação do corpo, feita na sexta-feira, ainda não foram divulgados. A TV Globo teve acesso a um desses laudos, mas oficialmente eles ainda não saíram.

Outros elementos que vieram à tona indicam que o local onde o corpo foi encontrado não foi preservado adequadamente. Quem estiver nos acompanhando por imagens, Globoplay ou também pela transmissão do YouTube, consegue observar algumas dessas imagens ali do corredor pouco depois que ela morreu e os socorristas também ali no local. Segundo informações do Portal G1, uma testemunha relatou que três policiais militares foram ao apartamento do casal para limpar o imóvel horas após a ocorrência.

As agentes entraram no apartamento, acompanhadas por uma funcionária do prédio, no final da tarde do dia 18 de fevereiro, data em que a Gisele morreu. O disparo aconteceu no início da manhã. Em depoimento, um dos socorristas disse que o oficial estava seco, o Geraldo, e que não havia água no chão do imóvel, apesar de ele afirmar que estava no banho no momento do disparo. A testemunha decidiu fotografar a cena depois de notar que a arma estava posicionada na mão de Gisele,

nunca tinha visto em casos de suicídio. Foi como suicídio que o caso foi primeiro registrado. Policiais militares que participaram do atendimento também afirmaram que o Tenente Coronel saiu do apartamento com forte cheiro de produto químico após pedir para tomar outro banho. O horário do pedido de socorro também é considerado um ponto crucial na investigação. Uma vizinha relatou que acordou às 7h28 após ouvir um estampido forte. A primeira ligação do Tenente Coronel ao Copom, no entanto,

minutos depois. A família de Gisele afirma que ela vivia num relacionamento abusivo e defende que ela foi vítima de um feminicídio. Em nota, a defesa do Tenente Coronel Geraldo Neto afirmou que até o momento ele não é investigado, suspeito ou indiciado no processo. Falta saber agora se ele será ouvido novamente e que esses laudos saiam então em definitivo. Todos os laudos de todos os exames feitos a gente está acompanhando para trazer mais detalhes na programação, Cássia.

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