Maior exportador de petróleo do mundo faz alerta para 'consequências catastróficas' da guerra
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- Geopolítica EnergéticaImportância geopolítica · Percentual do petróleo mundial · Inoperância desde fevereiro · Bombardeios EUA e Israel ao Irã
- Riscos EconomicosImpacto nos mercados mundiais · Interrupção do acesso ao Estreito de Ormuz · Consequências para transporte marítimo e seguros · Ameaça à aviação, agricultura, indústria automotiva
- Preços de Combustíveis e PetróleoQuatro países reduzindo produção · Redução de 6,7 milhões de barris/dia · Correspondência de 6% da oferta mundial · Impacto na oferta global
- Crise InstitucionalRecusa em ceder na guerra contra o Irã · Derrota total como objetivo · Cronograma do governo americano · Contradições com discurso de Trump
- Planejamento CriminalDestruição de arsenal de mísseis · Capacidade de fabricação de mísseis · Impedimento de armas nucleares · Intensidade dos ataques planejados
- Volatilidade de CommoditiesPetróleo bruto americano a 89 dólares · Queda em relação ao dia anterior (100 dólares) · Petróleo Brent a 92 dólares · Volatilidade do mercado
- Conflito TrumpTentativa de acalmar mercados · Ameaça de ataques mais fortes ao Irã · Pressão sobre fluxo de petróleo · Posicionamento militar no Estreito de Ormuz
- Fechamento de RefinariasAtaque de drone · Refinaria em Abu Dhabi · Capacidade de produção de 900 mil barris/dia · Medidas de precaução
Agora, 2 horas e 21 minutos, a Karen Lemos em São Paulo acompanha os conflitos no Oriente Médio. Oi, Karen, boa tarde para você. Boa tarde, Fernando Tati, e também para os ouvintes. Esse conflito que está impactando o mercado do petróleo. Hoje, o maior exportador de petróleo do mundo, a Saudi Aramco, que é da Arábia Saudita, alertou que pode haver consequências catastróficas para os mercados mundiais, caso a guerra com o Irã continue a interromper o acesso ao Estreito de Hormuz,
que a gente lembra que é o O20, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial e que está praticamente inoperante, desde que Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã no final de fevereiro. Além de afetar os setores de transporte marítimo e seguros, as atuais interrupções também podem se agravar e ameaçar até a aviação, a agricultura, a indústria automotiva e outros setores. Isso foi o que ressaltou o CEO da Saúde Aranco.
de petróleo nos Emirados Árabes Unidos foi fechada por precaução por conta de um ataque de drone próximo dessa refinaria. Ela fica num centro industrial em Abu Dhabi, é uma das maiores do mundo e tem capacidade de produzir mais de 900 mil barris por dia, segundo informações da agência Reuters. Além disso, Tati e Fernando, quatro países do Oriente Médio já avisaram que vão reduzir de forma significativa a produção
diária de petróleo em meio a esse conflito. Isso segundo a agência de notícias norte-americana Bloomberg. Segundo fontes dessa agência, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, reduziram a produção em até 6,7 milhões de barris por dia. Isso corresponde para facilitar a absorvição desse número a cerca de 6% da oferta mundial de petróleo. Washington e Teheran têm trocado muitas farpas.
principalmente a respeito do estreito de Hormuz, que está sendo esse gargalo da produção de petróleo. O presidente americano, Donald Trump, procurou acalmar os temores dos petroleiros e ameaçou atingir o Irã com mais força ainda, caso os militares iranianos tentem interromper o fluxo de petróleo, o que já levou o Teheran a prometer, por exemplo, que as forças armadas estavam só aguardando a chegada dos navios da Marinha dos Estados Unidos no estreito.
uma provocação. Diante desse cenário, o petróleo hoje opera em queda forte, nessa terça-feira, com o petróleo bruto dos Estados Unidos, negociado a US$ 89 por barril. A gente lembra que ontem, falamos muito disso ontem, passou dos US$ 100, que foi um recorde, e hoje teve essa queda, mas ainda está bem estável. Já o petróleo Brent, que é a referência internacional do preço do barril, ele é negociado pouco abaixo de US$ 90.
ainda alto. Fernando. Uma outra questão, Karen. O secretário de guerra nos Estados Unidos, Pete Hegsack, falou hoje sobre a guerra. Disse o quê? Pois é, ele deu uma coletiva de imprensa e ele não amenizou o conflito, como fez ontem Trump. Vou explicar aqui. Pete Hegsack disse que os Estados Unidos não vão ceder na guerra contra o Irã até que o inimigo seja totalmente derrotado e que isso vai ser feito de acordo com o cronograma do governo americano. Essa fala,
Acontece depois que o presidente Trump disse ontem que o conflito estava perto de acabar. Então, você vê que tem afirmações contraditórias até dentro do governo Trump. Mas Hexed pontuou, deixou bem claro que hoje vai ser um dia bem intenso de ataques contra o Irã e com objetivos, segundo ele, de destruir o arsenal de mísseis iraniano e a capacidade do país de fabricar esses mísseis, além de impedir permanentemente o Irã de obter armas nucleares,
sempre é pontuado pelo governo Trump.