Há risco de outros desmoronamentos, diz porta-voz do Corpo de Bombeiros sobre incêndio em galpão no Rio
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- Incêndio em Galpão na Zona NorteLocalização em Ramos · Empresa Motocriss · Proporções do incêndio · Coluna de fumaça visível · Duração superior a 3 horas
- Desabamento de Prédio em BHNúmero de militares empenhados · Estratégia de combate por três frentes · Táticas de combate externo · Reforços e trocas de pessoal · Hidratação e revigamento de bombeiros
- Riscos à estabilidade e segurançaColapso de paredes internas · Danificação do teto · Possibilidade de novos desabamentos · Avaliação de riscos estruturais
- Gestão de MateriaisProdutos derivados de petróleo · Pneus como combustível · Classe P de materiais inflamáveis · Temperatura muito alta · Uso de espuma específica (LG)
- Evacuação internacionalRetirada de residentes das casas vizinhas · Resgate de animais domésticos · Danos às casas por radiação de calor · Isolamento da área · Prevenção de propagação do incêndio
- Infraestrutura e InvestimentosParedes compartilhadas com o galpão · Danos por radiação de calor · Danos medianos sem incêndio direto · Colaboração de moradores nas operações
- Técnicas e tecnologia de combate a incêndioPenetração de água em materiais inflamáveis · Uso de espuma geradora (LG) · Composição química da fumaça · Cores e densidade da fumaça como indicador · Eficiência do combate
- Ausência de vítimas fataisZero mortes registradas · Evacuação preventiva eficaz · Segurança dos bombeiros
- Previsão e duração da operaçãoSem previsão de encerramento · Gravidade do incêndio · Comparação com outros incêndios no Rio
A gente vai seguir falando sobre isso agora com o Tenente Coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, que está na linha para conversar conosco. Tudo bem, Contreiras? Bom dia. Bom dia a todos. Coronel, puder nos atualizar, há risco de desabamento ainda nessa região em que 60 militares estão atendendo, 14 quartéis estão no local, o senhor está no local. Qual é a situação de momento, por favor? A gente tem sim um colapso de estrutura, uma possibilidade de um colapso.
derivados de petróleo, óleo lubrificante, pneu, que é típico de uma loja que trabalha com motos, produz uma temperatura muito alta. Então, isso rapidamente fez colapsar o teto, como vocês observaram. E agora, sim, a gente tem o risco, sim, das paredes internas, de outros desmoronamentos. O que a gente faz agora é um combate externo, primando pela segurança dos bombeiros militares aqui no local. Um local que a gente consegue fazer o combate por três frentes diferentes, por três ruas diferentes,
poder cercar e alagar esse incêndio. O fato é que agora a gente no momento não tem vítimas, a gente já atualizou o número de militares, chegamos com grande reforço agora de mais 40 militares, então estamos com 100 bombeiros militares nessa ocorrência agora, fazendo esse trabalho de combate a incêndio. Nós não temos nesse momento também outros focos de incêndio, as casas que estavam muito próximas, como vocês bem falaram, idosos, crianças, retiramos todos eles logo no início da avaliação do cenário.
que também estavam dentro das casas. E agora, com o local isolado, a gente faz o trabalho de combate a incêndio. Então, para ficar bem claro, conversa conosco o coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros. Ele está agora na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde esse incêndio de grandes proporções atinge, há mais de três horas, um galpão da empresa Motocris na Zona Norte. Para ficar bem claro, não existem outros focos de incêndio no momento.
Então, as casas ali, há uma vila no local. Pedro Bonenberger acabou de mencionar isso para a gente, ouviu moradores.
risco para as outras casas. O risco, no momento, é de colapso do galpão que pegou fogo. É isso, né, Coronel? É isso. É bom lembrar que essas casas da vila, como você bem falou, elas dividiam a parede com a loja. Então, obviamente, algumas paredes que sofreram ação do calor eram a colapsar. Então, temos algumas casas com alguns danos, mas não danos derivados pelo fogo, como se estivesse realmente incendiado, mas sim pela irradiação do calor que fez com que algumas paredes danificassem. Então, a gente tem algumas casas com
danos medianos, os bombeiros militares estão nessas casas, inclusive foram moradores que nos ajudaram para que a gente pudesse entrar e fazer o combate direto dessas casas, que tem um ótimo acesso ao galpão, então também colaboraram muito para o nosso trabalho.
portanto, o trabalho do Corpo de Bombeiros nesse galpão, nessa loja ali em Ramos? É isso, essa troca é fundamental, você muito bem lembrou. A gente tem toda uma preocupação com a hidratação desses militares, com repouso, com revezamento, justamente para que o trabalho não perca a eficiência na velocidade que a gente quer. A gente acabou de receber 40 bombeiros militares dentro de um caminhão que transporta tropas, então um caminhão que transporta grande quantidade de pessoas, eles já chegaram aqui no local,
de troca das linhas. Os militares que não estão diretamente dentro do incêndio estão fora, reidratando. Eles aliviam um pouco o equipamento de proteção. Isso é uma questão protocolar médica para que eles possam voltar sem risco de se machucar ou, por acaso, se sentir mal. Então, no momento, a gente está com toda a força de trabalho, a força efetiva, fazendo esse revezamento. E, como vocês falaram, a gente não tem, no momento ainda, previsão de encerramento. É isso que eu ia lhe perguntar, Coronel. Não há previsão de encerramento
ocorrência, portanto, por conta da grandiosidade desse incêndio e dos materiais inflamáveis ali dentro desse galpão. Bom, Coronel, a gente sabe que vários outros aconteceram no Rio de Janeiro nos últimos tempos, o do shopping de Juca deixou vítimas fatais, mas pelo que o senhor está acompanhando no local, esse é o mais grave dos últimos tempos, a coluna de fumaça podendo ser vista de várias outras partes da cidade, da ponte Rio Niterói, até de Engenheiro Pedreira está dando para ver a fumaça desde cedo, é um dos mais graves
últimos tempos, doutor? Coronel, queria te ouvir sobre isso. Olha, na nossa visão, ele é um incêndio de grandes proporções, mas não se classifica como o maior dos últimos tempos. A gente tem essa impressão que assustou muito, né? A coloração da fumaça e a altura é justamente pelo composto químico que se encontrava dentro da loja. Então, a gente sabe que, geralmente, materiais líquidos inflamáveis, derivados do petróleo, que a gente classifica como classe P, são materiais que emitem uma energia muito alta
quando queimam. Porém, depois que queimam, o combate a ela, a penetração da água, ela é mais fácil que se fosse dentro de um incêndio com muito material sólido, como se fosse madeira, papel. Então, ele emite essa energia muito, muito alta, mas logo depois ele... Então, nesse momento agora, por exemplo, que a gente está assistindo aqui, não há mais coluna de fumaça de cor preta, como a gente viu no início. Ela já está ficando acinzentada justamente pelo efeito da água. E é bom lembrar também que nesse tipo
incêndio, a gente teve que utilizar uma substância específica, que é o LGE, que é o líquido gerador de espuma. É uma substância que parece um sabão, que a gente mistura na água e ela vai e ataca diretamente esses focos derivados de petróleo, líquidos, que consegue fazer um combate mais eficiente. Então, é usar a tecnologia justamente para a gente conseguir acabar com esse incêndio o quanto antes. Coronel, Fábio Contreiros, muito obrigado pela entrevista.
Um grande abraço para o senhor, um bom trabalho. Obrigado pelos esclarecimentos aqui. A gente, claro, vai seguir acompanhando. Até já. Até a próxima. Bom trabalho, Coronel.
Grande abraço, até a próxima. Contem sempre com a gente. Qualquer coisa, a gente está aqui, a gente volta ao vivo com vocês.