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Cooptação de políticos pelo banco Master deturpa a democracia, afirma professor

06 de março de 202621min
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As revelações do caso Master indicam um cenário crítico de promiscuidade entre o público e o privado por meio da cooptação de políticos, que se tornam serviçais do sistema econômico, avalia o cientista político Paulo Niccoli Ramirez. O professor da ESPM acrescenta que a proximidade com Daniel Vorcaro de agentes responsáveis por julgar conflitos de interesses deturpa a democracia.

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Assuntos10
  • Lideranca PoliticaCiro Nogueira e favorecimento legislativo · Alexandre Morais e contrato de 129 milhões · Ligações com a campanha de Bolsonaro · Contatos com presidente Lula · Sérgio Nogueira caracterizado como amigo · Ausência de distinção ideológica ou partidária
  • Banco MasterPromiscuidade entre setor público e privado · Políticos como serviçais do sistema econômico · Infiltração de lideranças criminosas no Estado · Conflitos de interesse entre poderes · Manipulação de governos por interesses financeiros
  • Papel da oposição na democraciaInteresses privados sobre coletivos · Comprometimento de todos os poderes · Falta de controle de conflitos de interesse · Juízes e ministros comprometidos · Sistema jurídico-político complexo afetado
  • CorrupçãoEsquema de pirâmide financeira · Enganação de clientes · Promessas de lucros acima do mercado · Aumento indevido do fundo garantidor (CDB) · Violência e braço criminal
  • Contrato suspeito de Alexandre MoraisValor de 129 milhões de reais · Escritório de advogados da esposa · Contrato genérico sem definição clara · Trocas de mensagens WhatsApp no dia da prisão de Vorcaro · Incompatibilidade ética para ministro do STF
  • Possibilidade de abertura de CPI do Banco MasterPressão da opinião pública · Desinteresse partidário em investigar · Provável adiamento para após eleições · Possível estratégia de atenuação · Papel da imprensa em acelerar investigações
  • Eleições Rio de JaneiroErros processuais análogos à Lava Jato · Risco de anulação de condenações · Influência política em decisões judiciais · Sentimento de justiça seletiva · Possibilidade de anistia para golpistas
  • Necessidade de regras mais rígidas de ética públicaCódigo de conduta para ministros do STF · Controle de práticas econômicas · Regulação de relações público-privadas · Investigação de contas bancárias de representantes · Pente fino nas investigações
  • Atuação de Lucia na políticaPossível crescimento de parlamentares de direita · Demandas de impeachment de Alexandre Morais · Campanha eleitoral afetada pelo escândalo · Desistências de candidaturas · Tema fundamental para eleições
  • Liberdade de ExpressãoPressão sobre o Poder Judiciário · Aceleração de investigações · Impedimento de encobrimento · Transparência nas decisões · Responsabilidade em denunciar
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Muito bem, aqui no CBN Madrugada, espaço para a gente falar um pouco mais sobre todas essas questões ligadas ao Banco Master, ao Daniel Vorcaro, que voltou para a prisão. A ONG Transparência Internacional Brasil afirmou nesta quinta-feira que a prisão do banqueiro, na esteira do escândalo do Banco Master, serve de alerta para a forma como lideranças de organizações criminosas violentas

altas esferas do Estado. A Transparência Internacional fala em aliciamento de autoridades. E a gente vai conversar aqui no CBN Madrugada com o professor da ESPM, Paulo Nicole Ramírez, cientista político. Paulo, muito bom dia, é sempre um prazer tê-lo conosco aqui na CBN. Bom dia, Gavão, a honra é minha de fazer parte e contribuir com o programa também. Bom, tem vários aspectos aqui pra gente abordar, mas de uma forma geral, a ONG Transparência,

alerta como lideranças de organizações criminosas se infiltram nas esferas do Estado. O que isso revela sobre as nossas instâncias de poder, hein, Paulo? Bom, revelam grandes conflitos de interesses entre o setor público e privado e, pior, a cooptação de políticos que se tornam verdadeiros serviçais do sistema econômico, principalmente desses pequenos bancos, como o Banco Master, que, segundo as investigações,

todos os indícios de ter criado uma pirâmide financeira, portanto, enganando seus clientes, propondo, inclusive, lucros acima do que o mercado oferece em termos de investimentos, principalmente no CDB. E o pior de tudo é observar a articulação de figuras importantes políticas, como as denúncias em torno de Ciro Nogueira, que é o líder, o presidente do PP,

articulando projetos dentro da Câmara, com a intenção de favorecer o banco. Então isso mostra o cenário de corrupção, de distorção do que deveria ser a esfera política. E o Vocaro demonstrou não apenas ter um braço econômico de intervenção sobre a política, mas também um braço de violência, da base criminal propriamente dita,

no sentido de ameaçar jornalistas que venham a denunciar os casos. Então, é uma situação extremamente complexa e mostra como o interesse econômico está nas entranhas do Estado, em todos os poderes, diga-se de passagem. A gente não pode esquecer que o Toffoli não divulgava e manteve segredos de justiça em relação a esse caso. Então, esses conflitos de interesses prejudicam as dinâmicas democráticas, políticas, que deveriam, na verdade, servir aos interesses coletivos,

e não de agentes privados, como é o caso do Banco Master e o Vocaro, que é o dono do banco. E é interessante analisar como atinge todos os poderes e o Vocaro não fazia distinção nenhuma sobre o espectro político ideológico, não é, Paulo? Eu queria que você falasse um pouco sobre isso. Você citou o Ciro Nogueira, que foi caracterizado pelo Vocaro como grande amigo de vida.

Lá, contratada por R$ 129 milhões. Os Dias Toffoli que escondeu ligações com a empresa que negociou lá com os fundos do Vorcaro. Presidente Lula que recebeu o Vorcaro em reunião fora da agenda. A campanha de Jair Bolsonaro que foi financiada em parte pelo Vorcaro. O deputado Nicolas voando em jatinho.

do ponto de vista do espectro político ideológico, não é, Paulo? Exatamente. Mostra como o banco tinha relações promíscuas, literalmente, com diferentes partidos, independentemente da ideologia. O que mostra como esse setor financeiro dos pequenos bancos, especialmente o Banco Master, tinha condições, inclusive, de manipular os governos. Uma vez que se tornando um dos maiores investidores nas campanhas, obviamente que os governos eleitos e deputados, congressistas,

acabam se tornando cúmplices e, ao mesmo tempo, serviçais dos interesses privados desse banco. O caso do Ciro Nogueira é o mais notável, mesmo porque, apesar do projeto não ter sido aprovado, a ideia era aumentar o fundo garantidor. Ou seja, todo cliente que investe em CDB tem como garantia o retorno de R$ 250 mil

E o Vocaro propôs ao Ciro Nogueira que chegasse a um milhão. Isso já era um indício de que algo não estava adequado ou conforme a lei nas ações do banco, exatamente para atrair mais clientes, enfim, dar uma margem maior de segurança caso o banco falisse. Então, é um cenário crítico, já que o que a gente vê é que os partidos políticos hoje são, como eu disse, servos do sistema econômico.

Isso deturpa a democracia e pior. Os agentes responsáveis por julgar esses casos de conflitos de interesses entre o setor público e privado também foram beneficiados de alguma forma ou ter alguma relação muito próxima a convocar, como você bem citou, no caso de Alexandre de Moraes, o próprio Toffoli. E, por sua vez, esses mesmos ministros do STF foram escolhas de presidentes muito em função das pressões e interesses dos congressistas.

mostra um complexo jurídico, político, que acaba afetando as dinâmicas econômicas e sociais do Brasil. Afinal de contas, parte dos recursos públicos e ações dos congressistas são direcionadas para interesses privados e não para os verdadeiros interesses da população. Quem perde são os cidadãos. Estamos conversando aqui no CBN Madrugada com o cientista político Paulo Nicole Ramírez.

lá em Brasília se falar na possibilidade de uma CPI, especificamente sobre o Banco Master. Tem lá a CPI do INSS, que de alguma certa forma está respingando, mas tem algumas pessoas, alguns políticos falando na necessidade da CPI do Master. No entanto, a gente está vendo um cenário aqui que tem muita gente envolvida, com certeza, de praticamente todos os espectros. Você acha que isso pode frear a CPI?

A gente está aí na proximidade, alguns meses de eleição. Como é que você vê essa possibilidade? Eu tenho a impressão que abrir uma CPI agora para investigar o Banco Master não interessa a nenhum segmento ideológico dentro do Congresso. Seria quase que um ato suicidário político, partidário ano de eleição. Acredito que devido às pressões da opinião pública, assim como também dos meios de comunicação,

essa CPI esteja aberta este ano. Mas tudo indica que, se for tomada alguma decisão, ficará para depois das eleições, depois que muitos políticos sejam eleitos, e isso também é uma forma de atenuar um caso que é gravíssimo, já que, independentemente do partido, independentemente do poder que estejam ocupando, o que a gente vê é que a classe dirigente do país, que se envolve justiário, executivo e legislativo,

de alguma forma têm algum envolvimento com esse caso. É claro que existem exceções, mas as bases partidárias, principalmente as suas lideranças, as suas presidências, como eu disse, ao que tudo indica, há algum vínculo com esse escândalo. E claro que o papel da imprensa, de vocês, dos meios de comunicação, sempre deve ser o de pressionar o poder público com a intenção de acelerar,

as investigações, a abertura de CPI. Caso contrário, a tendência é que isso fique debaixo do tapete. A tendência também é que os próprios partidos, principalmente os de direita e os de centro, que são os maiores envolvidos nesse caso, tentem acobertar a situação criando cortinas de fumaça, oposições ao presidente Lula ou qualquer outro que venha a ser eleito com a intenção de desviar o foco da opinião pública. Então é muito necessário,

que os meios de comunicação pressionem o Congresso exatamente para que haja essa abertura da CPI, independentemente de ser ano ou não de eleição. Afinal de contas, são os esforços dos eleitores, dos cidadãos, que acabam financiando exatamente essas atitudes e práticas ilegais econômicas. Então, não faz sentido colocar isso debaixo do tapete. Como é que você vê a situação especificamente do ministro Alexandre Moraes?

Quem acompanha aqui o CBN Madrugada, a gente tem falado, é claro, muito sobre isso. Esse contrato aí de 129 milhões de reais, que é algo completamente fora da realidade, até para grandes bancas de advogados, escritórios, que não é o caso do escritório da mulher do ministro, já é um valor absurdo, um contrato que não tem definição para o que iria defender, muito genérico. Então isso, não há dúvida nenhuma, levanta enormes suspeitas.

E agora, nesta quinta-feira, ficamos sabendo que o Vorcaro trocou mensagens de WhatsApp com o ministro Alexandre Moraes no dia que ele estava sendo preso, no dia que ele foi preso. A gente sabe que existe uma possibilidade de, a partir das próximas eleições, o Senado Federal ganhar ainda mais parlamentares do espectro de direita, apoiadores de Bolsonaro.

Quem acompanha as movimentações vê que nas manifestações esse grupo, esses eleitores têm gritado pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Como é que você vê essa possibilidade a partir do ano que vem com o novo Senado, caso essas suspeitas sobre o ministro prevaleçam, hein, Paulo? A gente não pode esquecer que existe uma vaga ao STS que ainda está em aberto.

última aposentadoria. O presidente atual do STF também havia feito um clamor público para que se criasse um código de conduta, de ética dos ministros. O assunto foi abafado pelos próprios ministros. Sobre o Alexandre de Moraes, é claro que não se pode normatizar o fato de que o banqueiro responsável por esse escândalo e essa fraude financeira tenha qualquer tipo de vício

com algum membro do STF, ainda mais com um contrato, como você bem falou, de quase 120, 130 milhões de reais. Então, é preciso que haja, a partir dos nossos próprios parlamentares, a elaboração de regras mais rígidas de controle sobre as práticas econômicas e as relações públicas que os ministros do STF venham a ter.

E como o próprio Congresso não toma essa atitude, o presidente atual do STF tomou essa iniciativa que foi rejeitada pela maioria dos ministros do STF, gerando muito incômodo. Então, como eu disse, não é possível qualquer cidadão, qualquer meio de comunicação naturalizar um contrato de R$ 120 milhões, ainda mais com uma figura tão importante como o STF.

ela teria que ser irrestrita, inclusive com investigação dos próprios juízes do STF, caso queiramos ver de fato uma transparência. Então isso poderia abalar todo o sistema político brasileiro. E num ano de eleição como este, isso prejudicaria inclusive candidaturas, muitas delas favoritas ou potencialmente capazes de eleger vários deputados, senadores,

que envolve também presidenciados. Portanto, é preciso que se faça um pente fino nessas investigações, nas contas bancárias, inclusive, dos nossos representantes, a fim de que qualquer dúvida sobre a influência do Vocal e o seu Banco Master sejam tiradas a limpo. Afinal de contas, hoje, todos os partidos estão sob suspeita, todos os políticos.

que o que nós começamos a ver com a divulgação das informações nessa semana, dessas investigações, é só a ponta do iceberg. A tendência é que haja algo muito mais enraizado dentro dos poderes públicos, o que é gravíssimo. E isso poderia, claro, gerar uma hecatombe no processo eleitoral deste ano, gerando ainda mais satisfação e insatisfação da população, mesmo daqueles que são contrários à própria democracia,

ou STF, ou aqueles que são seus defensores, igualmente. Já que o Rocaro fez atitudes que nós podemos denominar como lobistas. Ou seja, de uma ação direta, econômica, dentro de poderes que deveriam ser totalmente independentes. Essa é a gravidade dessa situação. A gente tem mais dois, três minutos aqui. Paulo, eu queria dividir com você uma reflexão.

o sistema jurídico causam injustiças e impunidade. Eu tenho um receio aqui de que aconteça agora, nesse caso Vorcaro, a mesma coisa que aconteceu com a Lava Jato. Tivemos uma roubalheira tremenda, um maior esquema de corrupção talvez da história com a Petrobras e por conta de erros, tanto do Sérgio Moro quanto do Dallagnol, processos foram suspensos, condenações foram analisadas,

anuladas, pessoas foram soltas da cadeia, multas também anuladas e esse foi o retrato que a gente acompanhou sobre o Petrolão. Tenho receio que tenhamos o mesmo fim nesse caso agora do Vorcar, porque tivemos a condenação do presidente Jair Bolsonaro, que atentou contra a nossa democracia com a tentativa de golpe, ele e os outros integrantes do grupo,

Eu tenho um receio aqui, Paulo, queria saber a sua opinião, que daqui para frente, se isso se agravar e realmente crescerem as dúvidas em relação a como atuam os ministros Alexandre Moraes, Dias Toffoli, isso possa abrir espaço para que aquela ideia de anistia cresça dentro do Congresso Nacional e, no final das contas, crimes que foram cometidos,

possam ser anistiados. Queria que você falasse um pouco sobre esse aspecto. Esse é um grande problema, porque a começar pelas atitudes do ministro Toffoli, quando o relator desse mesmo processo que passou para as mãos de um outro ministro, já havia no ar, digamos assim, quase que uma sensação de vistas grossas ou até uma anistia informal dada ao banqueiro. Uma série de privilégios, não divulgação de informações,

entre outros aspectos. Agora, é óbvio que esse processo terminar em pizza, se de repente houver pressões da classe política, assim como do judiciário, para que esse processo não seja levado adiante, ou mesmo que os processados sejam absolvidos, isso cria um sentimento de impunidade. E, ao mesmo tempo, vai alimentar entre os bolsonaristas a ideia de que escolheram a dedo quem deve ser preso, quem deve ser julgado,

E isso aumenta o clima golpista, o clima de contestação em relação à própria democracia. Então, o que é preciso cobrar, sim, tanto do STF, de todas as instâncias que estão investigando e que têm a capacidade de punir os envolvidos, no caso o Master, é preciso, então, cobrar que, de fato, as punições sejam severas, de acordo com a lei, e que não termine em pizza e ninguém seja iniciado.

Se isso ocorrer, de fato, isso alimenta ainda mais o sentimento de ódio, de injustiça por parte dos bolsonaristas, apesar de que, claro, o Bolsonaro, no seu processo, teve direito à defesa, enfim, havia provas abundantes sobre as suas práticas, tentativa de corromper o sistema democrático através de um golpe. Agora, o que nós estamos vendo hoje em relação ao Banco Master, obviamente que não é um golpe político,

Mas é um golpe financeiro e, na mesma medida, deve ser punido de forma severa. Caso isso não seja feito, isso só vai alimentar, como eu disse, a ideia de que o Bolsonaro foi escolhido a dedo por não agradar a totalidade da classe política. É preciso que os meios de comunicação pressionem. Esse tema vai ser fundamental também na campanha eleitoral e muitos políticos terão que se justificar, mesmo sendo candidatos, como e por que se envolveu nessa situação.

por que seus nomes estão envolvidos, citados, e tem a impressão que muitos políticos, inclusive, devem desistir de suas candidaturas. Se não me engano, é o próprio caso do Ibanes, do Distrito Federal, e alguns meios de comunicação estão dando conta de que há um recuo, ele não tentará sequer ser candidato. E esse efeito poderá se alastrar entre outros políticos. Então, como eu disse, esse é só o começo das investigações. Assim como a Lava Jato teve um período longo,

de investigações enormes que foram surgindo e por falhas processuais e de confusão de interesses entre juiz e Ministério Público, Sérgio Moro e Dallagnol, o processo foi feito quase que de uma maneira infantil, muito mais pelo calor da hora e sem os devidos elementos jurídicos que devem ser citados. E esse é o temor que nós temos com o caso agora do Banco Master.

O próprio STF fez grandes críticas às ações de Sérgio Moro, assim como o Dallagnol. Sérgio Moro, no caso, em uma instância inferior. Mas agora o STF vive esse dilema. Terá que dar o exemplo à sociedade, ao mesmo tempo que tem membros do STF no interior dessa polêmica. E esse vai ser o grande paradoxo a ser resolvido pelo STF.

política. Muito bem. Professor da ESPM, Paulo Nicole Ramirez, cientista político. Paulo, mais uma vez, muito obrigado pela gentileza aqui com a CBN. Um bom dia e até uma próxima, hein? Eu agradeço e desejo um excelente final de semana. Um grande abraço.

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