'Fórmula 1 está vivendo o momento de maior revolução desde que começou', diz Mariana Becker
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- Revolução tecnológicaUnidade de potência híbrida · Combustível biodegradável · Energia elétrica · Recuperação de energia · Mudanças aerodinâmicas
- Previsões para competição 2026Desempenho por pista · Variação de performance · Incerteza sobre resultados · Diferentes estratégias · Adaptação de equipas
- Sistema de asa móvel e ultrapassagensNovo sistema de DRS · Facilitar ultrapassagens · Equilibrio entre pilotos · Dinâmica de competição · Imprevisibilidade tática
- Gabriel Bortoleto na Fórmula 1Estreia da Audi na F1 · Desenvolvimento de Gabriel · Pressão do contexto global · Maturidade Emocional · Resolução de problemas · Expectativas para 2026 · Motor Audi próprio
- Hamilton na FerrariAdaptação ao novo carro · Confiança técnica · Estilo de pilotagem agressiva · Aerodinâmica favorável · Comparação com carro anterior
- Copa LibertadoresFerrari · Mercedes · McLaren · Red Bull · Luta pela liderança · Quatro principais favoritas
- Histórias Pessoais e de ViajantesNova posição como comentarista · 20 temporadas acompanhando F1 · Contato com pilotos e equipes · Abordagem moderna · Humanização da cobertura · Apego emocional às corridas
- Adaptação de pilotos ao novo carroCaracterísticas do carro 2026 · Jeito de dirigir específico · Controle do freio e aceleração · Dinamica aerodinâmica diferente · Perfil de piloto adaptado
- Retorno das transmissões pela GloboNova cobertura televisiva · Volta ao ar group Globo · Expectativas de audiência · Retorno após período ausente
- Calendário e estrutura da temporada 202624 etapas ao longo do ano · GP da Austrália abertura · Novo circuito nas ruas de Madrid · GP de Abu Dhabi encerramento · Premiação em dezembro
Fórmula 1 está de volta, a temporada 2026 começa neste fim de semana com o GP da Austrália em Melbourne, no circuito de Albert Park. Ao todo serão 24 etapas ao longo do ano, termina lá em dezembro, no GP de Abu Dhabi. Já o grande prêmio de São Paulo está marcado para novembro. Além disso, o grande prêmio da Emilia România sai para a entrada do novo circuito, que vai ser nas ruas de Madrid, na Espanha. Então é o grande prêmio da Espanha.
Descendo muito além do circuito. Tem muita coisa para a gente contar. E por isso a gente conta também aqui com a participação da Mariana Becker, comentarista de Fórmula 1, do Grupo Globo, que está conosco. E atualiza para a gente o que tem de novo nessa Fórmula 1. Mariana Becker, muito obrigado pela gentileza de aceitar o nosso convite. Bom dia para você. Olá, bom dia para vocês. Boa noite para mim. É uma Fórmula 1 que está vivendo um momento de maior revolução da categoria desde que ela começou.
Porque a gente vê a adoção agora de uma unidade de potência, a gente não fala mais de motor, a gente fala de unidade de potência, que é 50% de combustível, não combustível fóssil, de combustível, vamos dizer assim, biodegradável e 50% de uma energia elétrica.
a funcionar e está todo mundo aprendendo, porque você tem que recuperar a energia para poder depois usar essa energia de uma forma que você consiga ultrapassar os carros, ou seja, tem muita coisa nova para a gente aprender. Mariana, o que você acha que a gente vai observar nas pistas a partir destas alterações que você estava explicando aqui para a gente? Está difícil de prever, é o que todo mundo quer saber, para você ter uma ideia, eu conversei ontem, eu contei o número de pessoas com quem eu conversei para eu conseguir entender
como isso vai funcionar. Eu conversei com 11 pessoas e sete delas me deram respostas diferentes para a mesma pergunta. Então, a gente não sabe muito bem o que esperar. O que acontece? A Fórmula 1 passa por um momento de revolução, buscando, claro, menos pegadas de carbono, enfim, mas também para tentar contemplar alguns pedidos de novas equipes, como a Audi, que é a equipe do Gabriel Bortoleto. Então, o que acontece?
Antigamente, não, até o ano passado, você tinha uma asa móvel, para quem não está muito acostumado com a Fórmula 1, é o seguinte, aquela asa de trás, ela abria na hora que você ia ultrapassar. E aí você tinha mais velocidade do que o carro da frente, tá? A partir de um segundo, você chega um segundo do carro da frente, a asa de trás, ela abre, você fica com mais velocidade para ultrapassar. Isso para facilitar as ultrapassagens. Só que com essa novidade, ainda está se equalizando,
essas forças, né, quem tá na frente, quem tá atrás. É difícil de prever. O que eu posso dizer pra vocês é que a gente tem quatro grandes, né, que tão brigando ali na frente. A Ferrari se mostrou muito forte, né, muito mais forte do que no ano passado, que parecia ter passado o ano com o pé esquerdo na frente, sabe, não conseguia acertar direito as coisas. Você tem uma Mercedes que se recupera, então, tanto é que a gente tem dois caras em segundo e terceiro,
de mais rápidos, o Kimi Antonelli, jovem Kimi Antonelli e George Russell, como segundo e terceiro, George em terceiro. Em primeiro, o grande herói da casa, que é o Oscar Piastri da McLaren. Aí você tem, então, McLaren, Mercedes, Ferrari e a Red Bull, que se mostrou muito forte. Então, esses quatro caras devem brigar, esses quatro equipes e oito pilotos vão brigar pela liderança. E aí você tem um time ali do meio.
meio, está incluída a equipe, a jovem equipe do Gabriel Bortoleto, que é a Audi. E a gente vai falar sobre ele também, mas eu queria antes até chamar a atenção para o seguinte, porque a gente fala em uma nova tecnologia, fala de combustível biorenovável sendo utilizado, também uma parte ali elétrica. Do ponto de vista, assim, de nós que somos torcedores, que acompanhamos a competição, nós teremos provas mais competitivas, com mais ultrapassagens,
no final das contas, é o que a gente gosta de ver? É o que eu vou querer descobrir nesse fim de semana, eu e todos vocês. Vai ser a primeira prova, a gente não vai ter todas as respostas, vai ver se essa nova Fórmula 1 elaborada por muitos, eu sei que de médicos a gente diz uma junta médica, não sei como é que é, um coletivo de engenheiros, mas aí uma turma de engenheiros que andou pensando, estudando essa nova Fórmula 1 e instaurou,
essas novas regras, o novo jeito do carro, o novo tipo do carro. Então eu não sei ainda o que a gente vai poder esperar. O que eu posso garantir para vocês é que vai ser diferente de uma pista para outra. Se de repente uma pista não vai ter muita ultrapassagem, porque eles precisam, por exemplo, eu não vou entrar nos detalhes técnicos, mas frear, levantar o pé do acelerador para conseguir recuperar a energia e usar ela de outra forma,
fazer outras é mais difícil. Então, a gente vai ver uma variação muito grande. Agora, vamos conversar de novo. Eu me comprometo a aparecer aqui de novo para visitar mais no meio do ano para poder te dar um perfil mais acurado, mais específico do que está acontecendo na Fórmula 1. Até agora, é um grande ponto de interrogação e com algumas respostas, como a Ferrari, por exemplo, que eu disse para vocês, que se mostrou mais forte.
E é interessante você ver o Lewis Hamilton que no ano passado se arrastava emocionalmente, tecnicamente com a Ferrari e hoje se mostrou muito forte, muito confiante com um jeito, esse novo carro tem um jeito dele. O que a gente diz? O que é um carro que tem um jeito do piloto? É um carro que, por exemplo, você é um piloto que é muito agressivo, você freia lá dentro da curva, você sai dessa curva acelerando forte,
enfim, você tem um controle muito grande e você é mais radical. Esse tipo de carro parece estar com um perfil parecido com o jeito de dirigir do Hamilton, que é esse, de frear lá dentro da curva, de sair já acelerando com mais vontade, enfim. O carro anterior era um carro que você tinha que ter um cuidado diferente, porque tinha uma aerodinâmica diferente, ele grudava mais no chão, enfim.
Mariane, conta pra gente como que vai chegar pra essa temporada o nosso Gabriel Bortoleto correndo pela Audi. Olha, eu tô vendo um... Eu acompanhei o Gabriel na estreia dele no ano passado, eu conheci, eu acompanhei ele na Fórmula 2, acompanhei ele na Fórmula 3. O Gabriel, ele vem num ritmo... Tem uma expressão em inglês que diz steady but surely. Assim, ele vai avançando com calma e com muita certeza,
Muito regular, muito estável. Ele fez o primeiro ano dele no ano passado. E ele vem avançando. Você vê que ele é um piloto que está mais maduro esse ano. Você imagina, eles saem da Fórmula 2 ainda muito moleques, com pouca atenção, pouca gente na equipe. De repente, eles chegam numa equipe que tem um monte de gente em volta deles. E que cada curva mal feita ou bem feita reverbera no mundo inteiro.
por repórteres do mundo inteiro. Então, é uma pressão muito grande. Então, ele já passou por essa primeira onda para se adaptar e passou muito bem. Como é que o cara passa bem? É porque você vê que ele emocionalmente não se entrega com a pressão. Ele consegue dar resultados que tenham a ver com o tipo de carro que ele tem. Então, eu acho que esse ano a Audi é uma equipe nova,
Fórmula 1 está com o próprio motor, não está com o motor Ferrari, não está com o motor Mercedes. É tudo muito novo e parece estar bem azeitado, é um bom início. Eles têm muito o que aprender, mas um sinal bom que ele me deu foi o seguinte, ele falou, olha Mariana, cada problema que a gente tem, a gente conversa, corre atrás e resolve. Aí tem o próximo problema, conversa, corre atrás e resolve. Parece simples, mas não é. Só você pensar em qualquer empresa que se trabalha hoje em dia, tem empresas que você vê,
ocorrendo no mesmo erro inúmeras vezes. E isso é uma coisa que ele não está vendo lá, entendeu? O problema acontece e é resolvido. Ele hoje fez nono, se não me engano, e décimo quarto no segundo. O carro está equilibrado. Eu acho que a gente pode esperar ele brigando ali no pelotão do meio. A gente vem de uma que era Sauber, que foi comprada pela Audi no ano passado. Era Sauber.
nas últimas posições, mas ainda conseguindo alguns momentos de brilho também na mão dele e do companheiro do Huckenberg, mas na mão dele foi muito surpreendente. E esse ano a gente espera isso estar um pouco mais lá pra frente, brigando ali na sexta, quinta, sétima posição, a gente não sabe. Apenas pra fechar aqui essa nossa conversa, são 20 temporadas de Fórmula 1 que você vem acompanhando. Cada ano, imagino, sempre tem alguma coisa nova, sempre tem algo que
mexe com o profissional que é apaixonado por esse tipo de transmissão. Esse ano nós temos aí a retomada das transmissões pelo Grupo Globo também. E eu queria ouvir de você a sua expectativa como profissional para esse momento, para mais esta temporada. Olha, eu vou confessar que há muitos anos eu não me sentia tão inquieta antes de começar uma temporada. Porque eu estou numa posição nova, que é a posição de comentarista,
com o Grupo Globo e com as pessoas que eram os meus colegas que hoje me contrataram, que eu acho que eu precisava ser uma comentarista mais moderna no sentido de não ficar longe da ação. Porque eu acho que o meu grande forte é você estar conversando com os pilotos, com os chefes de equipe, com os engenheiros, com os mecânicos e tal. É uma coisa que me dá muito prazer. Então, eu não queria ser aquela comentarista que fica longe da ação analisando os dados. Preciso ver gente.
sabia como é que ia acontecer. E hoje eu tive meu primeiro dia. Vocês estão conversando comigo, eu estou saindo do autódromo e entrando no restaurante para jantar e estou com uma sensação muito boa. Então, a minha expectativa para esse ano é muito boa. É que eu possa contribuir de uma maneira mais... de uma outra forma, mas ainda muito perto da ação e das pessoas para poder trazer para quem está do outro lado aí, seja ouvindo ou vendo pela televisão, uma Fórmula 1,
que não fique muito assética, muito ligada apenas nos números, para que a gente possa entender o que significa cada ultrapassagem, cada drama daquelas pessoas ali, daqueles pilotos, daqueles atletas, daquelas equipes, o que significa cada corrida, cada passo. E isso me dá um prazer imenso. Então, eu estou começando essa vigésima temporada aqui com uma expectativa bem grande. Boa sorte para você, então, Mariana Becker.
sorte para toda a equipe que estará nessa cobertura, trazendo todas essas emoções para nós da Fórmula 1, desta nova Fórmula 1 que nós estamos acompanhando a partir de agora. Nosso ouvinte Vitor Hugo mandou uma mensagem para você e diz, não espere seis meses para voltar ao Jornal da CBN. Está ótimo, muito obrigado. Ele escreveu aqui que queria você toda semana conversando com a gente sobre Fórmula 1, Mariana. Calma, calma. Delícia, um beijo grande para vocês.
Valeu, Mariana Becker, comentarista de Fórmula 1 do Grupo Globo, conversando com você.
aqui no Jornal da CDN.