Justiça decide se envolvidos em estupro coletivo vão continuar presos ou responderão em liberdade
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- Violência contra a mulherVítima adolescente de 17 anos · Quatro acusados presos · Audiências de custódia · Possíveis episódios anteriores · Investigações em andamento
- Audiencia de CustodiaLeandro Mateus Veríssimo Zou Martins · João Gabriel Xavier Berto · Decisão sobre prisão preventiva · Possibilidade de responder em liberdade
- Inadimplência e EndividamentoPrioridade social · Responsabilização do crime · Continuidade de vida da vítima · Prevenção de relativização
- Procedimentos processuais e correçõesErro no direcionamento inicial do caso · Encaminhamento para vara incorreta · Ausência inicial de pedidos de prisão · Encaminhamento ao plantão judiciário · Ajustes procedimentais para evitar nulidade
- Negação de omissão judicialResposta do TJ-RJ · Justificativa para corrigir erros · Prevenção de anulação do processo
- Movimentos SociaisDisputa entre Polícia, MP e Judiciário · Acusações de demora e lenência · Proseletismo político · Circulação em redes sociais
- Competência ProfissionalCrimes contra criança e adolescente · Jurisdição adequada · Análise em horário normal versus plantão judiciário
- Vulnerabilidade JuvenilSuposto namorado da vítima · Pedido de internação · Análise separada · Menor de idade
Eu vou chamar a Rafaela Lima aqui para conversar conosco, ela tem informações sobre esse caso, vai fazer uma atualização para a gente. A Rafaela acompanhou tudo de muito perto. Mas antes de você trazer suas informações, Rafa, bom dia para você, eu queria te pedir um pouco das impressões que você teve ontem ao registrar a chegada desses homens na delegacia e que narrasse, você entrou aqui falando, olha, chegou o terceiro, depois chegou o quarto,
acompanhou tudo e queria que você trouxesse aqui um pouco de como é que foi essa chegada. Eles chegaram andando rápido, como é que se deu isso? Bom dia pra você. Bom dia, Rafa. Oi, Leandro Gabriel, bom dia pra você e pra todos. Leandro, quando o Matheus chegou na, hoje é quinta, né? Na terça-feira, a delegacia, ele, inclusive, a gente ficou surpreso, a gente não conseguiu identificar que era ele porque a polícia chegou ali acompanhando ele, dois agentes, mas a gente não conseguiu identificá-lo e nem identificar
agente, porque ele chegou numa viatura descaracterizada e os policiais também estavam sem uniforme, então não deu pra perceber. Quando chegou na porta da delegacia, ele entrou correndo assim, com a cabeça abaixo, então não deu pra identificar. Ontem, quando eu estava lá, o Vitor, quando o Vitor chegou, então foi o pessoal percebeu que era ele, conseguiu identificar. Ele chegou com a cabeça erguida, assim, acompanhado do advogado. O advogado frisou
que ele era inocente, que ele ia provar a inocência dele. Então, assim, foi essa a impressão que eu tive. Ele estava com uma cara de abalado, mas sempre com a cabeça em pé, assim, parecendo que estava na razão, né? Sim. Infelizmente. Uma certa confiança, né? Isso, chegou com confiança e o advogado dele frisou várias vezes que ele era inocente. Inclusive, eu entrei com vocês ontem falando também sobre o posicionamento da defesa dele. Claro, todas as pessoas,
não importa do que elas sejam acusadas, nós vivemos ainda num estado de coisas, espero que continuemos vivendo nesse estado, em que todas as pessoas têm direito à defesa. Elas têm direito à defesa, todas as pessoas, não importa o que façam. Bom, o advogado está no papel dele. Sim, e ele frisou várias vezes que ele é inocente, também colocou em dúvida várias coisas, inclusive o consentimento da vítima. A gente acabou ficando também um pouco indignado,
Os repórteres que estavam questionaram ele porque a vítima fez o exame de corpo de delito. Enfim, ele frisou várias vezes que o Vitor não participou, que não teve participação no estupro e disse que, enfim, era inocente. Hoje a expectativa é que a justiça se manifeste sobre o caso e também decida se os dois réus vão continuar presos ou se responderão em liberdade. Estão previstas para hoje as audiências de custódia de dois envolvidos no caso, Leandro, Matheus Veríssimo Zuel,
Martins e o João Gabriel Xavier Bertô. Enquanto isso, a polícia tenta avançar sobre os outros possíveis episódios ligados ao estupro coletivo da adolescente de 17 anos em Copacabana. O Tribunal de Justiça do Rio informou que as prisões dos quatro acusados maiores de idade já foram decretadas pela VAR especializada em crimes contra a criança e o adolescente, que é a responsável por analisar esse tipo de caso.
havido omissão da justiça no andamento do processo. De acordo com o TJRJ, Leandro, o judiciário precisou corrigir erros no caminho do processo para evitar que o caso pudesse ser anulado mais à frente. No dia seguinte ao crime, a Polícia Civil enviou o inquérito para uma vara que não era correta. Como a vítima tem 17 anos, o caso deveria ter sido encaminhado diretamente para a vara especializada em crimes contra criança e adolescente. Essas foram informações que o
O Tribunal deu para a gente. Além disso, inicialmente, o material chegou à Justiça sem pedidos de prisão ou de busca. Dias depois, Leandro, quando esses pedidos foram feitos, eles foram enviados para o plantão judiciário noturno. Só que, segundo o Tribunal, esse plantão é usado apenas para situações realmente urgentes. Como o caso poderia ser analisado no horário normal do Tribunal, o pedido acabou sendo devolvido para seguir caminho correto.
foi ajustado, o Ministério Público apresentou a denúncia e o caso foi encaminhado para a vara especializada. Foi então que, no dia 26 de fevereiro, a juíza responsável recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. O tribunal também afirmou que houve uma situação parecida no caso do adolescente investigado apontado como o suposto namorado da vítima. Um pedido chegou novamente ao pontão noturno e acabou sendo negado.
Leandro, as investigações continuam para tentar identificar também outros possíveis casos de abusos envolvendo o mesmo grupo. Leandro e Gabriel. É importante essa explicação. Rafaela Lima, obrigado pelas suas informações. E, Gabriel, por que eu friso isso e pedi para que a Rafa desse destaque? Porque já se criou uma narrativa de que há uma disputa entre Polícia, Ministério Público e Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
houve demora, de que houve leniência. E isso, eu tenho visto pouco as redes sociais, eu confesso que às vezes me cansa um pouco. Mas, por dever de ofício, a gente precisa monitorar as falas dos políticos. E tem muitos já fazendo diversos tipos de proselitismo em cima desse episódio, que é muito específico. A prioridade é fazer com que as vítimas sejam acolhidas pela sociedade. Ponto. Sem nenhum tipo de relativização em nada disso. Esse é o ponto fundamental
do caso que a gente está acompanhando desde o último sábado. Isso é o mais importante. Segundo lugar, cobrar responsabilização de quem cometeu esse crime. Ponto. Tem quatro presos. Um menor alvo agora de um pedido de internação. A justiça vai determinar se ele deve ou não ser internado. E a gente vai acompanhar os desdobramentos disso. Mas não dá para a polícia dizer que o Ministério Público é aquilo, o Ministério Público dizer que o Judiciário é aquilo. Foi bom esclarecer
de que existe uma regra de que você não pode pedir internação de adolescente no plantão noturno do judiciário. Isso é uma regra processual. Porque lá na frente aponta-se uma nulidade no processo, todos têm 18 anos ainda e têm uma mente de predador. Para que fazer um negócio desse, têm uma mente de predador. Aí aponta uma nulidade no processo, estão na rua de novo. Então, enfim, que o rito seja totalmente cumprido e a gente consiga dar atenção ao que importa. Rumo das investigações e salvaguardar
a vida e a continuidade da vida das vítimas desses episódios todos.