Operação mira esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em departamentos da Polícia Civil de SP
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Por falar em investigações, tem uma que acontece em São Paulo. É uma operação contra um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro na Polícia Civil de São Paulo. A Karen Lemos tem aqui os detalhes. Karen, boa tarde. Boa tarde, Fernando. Tati, também para os ouvintes. Olha, essa investigação da Polícia Federal e do Ministério Público aponta que esse esquema movimentou cerca de 8 milhões de reais entre propinas, bens de luxo e transações feitas por empresas de fachada
Polícia Civil de São Paulo. Entre os bens apreendidos nessa operação estão três carros de luxo, um Porsche, uma BMW e um Jaguar avaliados em cerca de um milhão e meio de reais. Ainda não há um balanço completo de tudo que foi recolhido pelos investigadores. Até agora, nove pessoas foram presas na operação. A polícia já cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e são 11 mandados de prisão. Então tem dois ainda em aberto e seis pessoas que vão ser intimadas.
durante essa operação que está ocorrendo. Ao todo, os investigadores atuam em mais de 40 endereços ligados a suspeitos e também empresas usadas para movimentar dinheiro ilícito. A investigação identificou, por exemplo, uma rede de policiais, doleiros, advogados e operadores financeiros que manipulavam investigações, destruíam provas e interferiam em inquéritos policiais. Entre os laranjas do grupo está Odair Alves da Silveira Filho,
que movimentou 12 milhões de reais em dinheiro vivo e também cheques. A Justiça decretou medidas cautelares contra ele. Um outro operador do esquema, Robson Martins de Souza, movimentou mais de 8 milhões e 700 mil reais por meio de empresas de fachada. Ele também é suspeito de substituir disco rígidos apreendidos no DEIC para eliminar provas de investigações. E já entre os operadores financeiros do grupo está o doleiro Leonardo Meirelles, que já havia sido investigado na Operação Lava Jato.
A tal momento, a Polícia Federal não encontrou ele ainda. Preso na ação de hoje, o delegado João Eduardo da Silva, do 35º Distrito Policial, aparece como o principal nome que facilitava essas tratativas ilícitas. A CBN teve acesso ao relatório de inteligência da Polícia Federal que detalha essa investigação e, segundo o documento, o Departamento Estadual de Investigações Criminais, a gente conhece como DEIC, é uma das unidades mais citadas com registros frequentes
de pagamentos para obstruir investigações. O investigador Rogério Kochev foi identificado como o principal recebedor de propinas em espécies. Também é citado o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, o DPPC, com registros de pagamentos de até 60 mil reais para resolver pendências e investigações. E também a 16ª Delegacia de Polícia na Vila Clementino foi identificada como um principal ponto
manipulação investigativa onde valores bem expressivos eram solicitados como, por exemplo, uma solicitação de 5 milhões de reais em propina no âmbito de uma investigação envolvendo gestoras financeiras. O delegado João Eduardo da Silva, que a gente citou aqui, que é um dos presos da operação de hoje, ele era dessa delegacia antes de assumir o 35º DP. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que a Polícia Civil não compactua com esses desvios.
de Conduta. Fernando.