'Ajustar o fiscal brasileiro não é tão difícil quanto parece', diz Rogério Ceron
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CBN Especial. Oferecimento BTG Pactual, Febraban, Fena Saúde, Gerdau e Filipe Morris Brasil. Apoio de Açaí e Embraer. Ajustar o fiscal brasileiro não é tão difícil quanto parece. A afirmação é do secretário do Tesouro, Rogério Seron. Segundo o executivo, o país não precisa de incremento nos gastos em programas sociais, mas sim de revisão em outra linha do orçamento. Não está tão difícil quanto parece.
Eu não tenho dúvida nenhuma. Acho que o principal desafio para 2027 é ter uma agenda muito forte para reduzir a dinâmica da despesa obrigatória. Isso precisa. O Brasil precisa disso. A gente tem um país muito mais equilibrado e propício para uma intensificação do ajuste em 2027. Então, a gente não está com um grande desbalanço social. Então, a gente está com pleno emprego. Você tem um movimento até de saída. Por exemplo, o nosso principal problema social, que é o Bolsa Família, está tendo uma saída expressiva de pessoas voluntariamente com o mercado formal.
O secretário também falou sobre a questão dos super salários. Segundo ele, embora o efeito prático não seja uma grande cifra no orçamento, é uma questão moralizante combater esse tipo de prática no setor público. Rogério Ceron foi um dos participantes do Rumos 2026, evento promovido pelo Jornal Valor Econômico em São Paulo nesta semana. Nessa edição, o evento reuniu autoridades, especialistas e grandes nomes do mercado para debater os caminhos para a economia brasileira em 2026. Leopoldo Rosa, especial para a CVN.