Caso Marielle: STF forma maioria para tornar réus policiais acusados de obstruir investigações
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Conheça a trilha. Pensar fora da curva é o melhor caminho. Saiba mais sobre a trilha em trilhab3.com.br. E temos uma nova decisão no caso Marielle Franco. Quem está conosco e traz os detalhes é o Pedro Bonenberger. Bom dia para você, Pedro.
Cássia, bom dia a você, Milton e a todos. A primeira turma do Supremo formou agora a maioria para tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Jr., Giniton Lages e Marco Antônio de Barros Pinto, no inquérito que investiga crimes relacionados ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O voto mais recente de agora aconteceu agora há pouco, Cássia, feito pelo ministro Flávio Dino, que acompanhou o relator Alexandre de Moraes.
Nessa quarta, o ministro Cristiano Zanin também já havia acompanhado o voto de Moraes. O julgamento acontece no plenário virtual da primeira turma e segue aberto até amanhã. Agora, falta apenas o voto da ministra Carmen Lúcia. Os três policiais foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de associação criminosa e obstrução de justiça nas investigações dos homicídios de Marielle e Anderson.
Segundo a denúncia, Rivaldo Barbosa teria liderado uma organização criminosa dentro da Polícia Civil do Rio para atrapalhar investigações de homicídios, incluindo o caso da vereadora. De acordo com a PGR, o grupo atuava no desaparecimento de provas, realocação de inquéritos, ocultação de elementos probatórios, falta de preservação de evidências e até de incriminação de terceiros inocentes.
Rivaldo Barbosa assumiu o comando da Polícia Civil do Rio em 2018, um dia antes do assassinato de Marielle Franco. Depois da nomeação, ele escolheu o Giniton Lages para chefiar a Delegacia de Homicídios e conduzir as investigações do caso. Marco Antônio de Barros Pinto já atuava na especializada.
Em fevereiro deste ano, bom lembrar do nosso ouvinte, a primeira turma do STF condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão por serem apontados como mandantes do assassinato de Marielle e de Anderson Gomes. A CBN tenta contato com os advogados dos acusados para uma posição sobre o tema. Cássia. Muito obrigada, Pedro Bonenberger.
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