Representantes do governo interino do RJ dizem que encontraram o estado em 'absoluta falência moral'
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- Falência moral do RJGoverno interino do Rio de Janeiro · Absoluta falência moral · Avanço do crime organizado · Empresas legalizadas e estruturas públicas · Rafael Rolim
- Alegações finais do MPMinistério Público do Rio · Exonerações e contratos suspeitos · Ricardo Couto · Antônio José Campos Moreira
- Necessidade de consulta pública e diálogoFundação Getúlio Vargas (FGV) · Botafogo · Polícias civis · PCC
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Vamos para a rua agora, Bianca? Vamos conversar com o Gabriel Freitas. Ele está acompanhando um evento na Fundação Getúlio Vargas que conta com a presença do governador interino, Ricardo Couto. Vamos ver quem já falou por lá. Outras autoridades da segurança pública também estão por aí, né, Gabriel? Conta.
Então sim, viu, Leandro, o governo interino do Rio, inclusive, usou o seminário Diálogos sobre Segurança Pública 2026, aqui na FGV, para afirmar que encontrou o Estado em uma situação de, abre aspas, absoluta falência moral e que o avanço do crime organizado hoje vai além das facções armadas e já alcança empresas legalizadas e estruturas públicas.
O procurador do Estado, Rafael Rolim, que hoje é presidente da CEDAI, falou até em nome do governador interino Ricardo Couto aqui no evento, que ainda não chegou aqui ao local. E no discurso, Rolim afirmou que a atual gestão quer romper com a ideia de que a crise do Rio é um problema sem solução. De acordo com ele, o crime organizado no Estado se sofisticou e hoje atua também por dentro de empresas formalizadas e espaços de poder.
Uma situação constatada e verificada, a expressão é dura, mas é necessária, de absoluta falência moral no nosso Estado. A normalização do que é assim, sempre foi assim e será assim. Eu acho que as pessoas que têm entrado nessa luta, nesses poucos dias ainda, de gestão, de governo, elas estão tentando dar um recado.
para toda a sociedade, e não só a sociedade fluminense, mas a própria sociedade brasileira, ministro, de que sim é possível no Estado do Rio de Janeiro nós enfrentarmos a situação posta, não só apenas através das nossas forças policiais, nossas bravas forças policiais do nosso Estado, mas de toda a política, de todas as instituições envolvidas.
Depois da fala, Rolim reforçou que o governo interino pretende enfrentar o problema com participação de diferentes instituições e não apenas das forças policiais. Ele também diz que há dentro do Estado setores dispostos a reagir ao avanço do crime organizado. Na sequência, até o ministro da Justiça e Segurança Pública, o Erington César Lima e Silva, que também está participando do evento, Leandro, apresentou a posição do governo federal, defendeu um programa nacional de segurança baseado em evidências e integração.
entre os entes federativos e sinalizou que o governo federal quer, de fato, ampliar a coordenação nacional da política de segurança e construir um modelo de adesão dos estados. Esse seminário está acontecendo aqui no Centro Cultural da FGV, em Botafogo. Ao longo do dia, o evento vai reunir representantes das polícias civis aqui do Rio, de São Paulo também, porque o PCC é um tema que também vai ser debatido, integrantes do governo estadual e especialistas em segurança pública.
O debate ocorre dois dias depois do Ministério Público aqui do Rio pedir ao governo estadual informações e documentos sobre exonerações, contratos suspeitos, medidas administrativas adotadas desde o início da gestão interina do desembargador Ricardo Couto. Nesse ofício, só para lembrar o nosso ouvinte, enviado na quarta-feira, o procurador-geral de Justiça Antônio José Campos Moreira está afirmando que o MP...
está acompanhando com preocupação as notícias sobre possíveis irregularidades na máquina pública estadual. E entre os pontos cobrados estão a lista de servidores exonerados desde março, relatórios de auditorias em contratos, informações sobre contratos suspensos e outros pontos. Esse pedido também menciona a exoneração de cerca de 2.500 comissionados sob suspeita de serem funcionários fantasmas.
Com isso, o assunto sai do campo político, passa também pelo acompanhamento formal do Ministério Público. O governador, em exercício Ricardo Couto, não veio ao evento ainda, não chegou, ele era previsto para falar logo no início, mas esse é um dos assuntos que também podem ser debatidos aqui no evento, que eu continuo acompanhando e volto já já com mais informações. Leandro e Bianca.
Combinado, então. Gabriel Freitas, fica à vontade. Se tiver novidade por aí, você nos conta. Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3.
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