Dia Mundial de Combate à Tuberculose: doença atingiu mais de 17 mil pessoas em SP no ano passado
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- Saúde SocialMoradia precária · Saneamento básico · Educação · Pobreza e fome · Aglomeração
- TuberculoseTosse prolongada · Febre noturna · Sudoração · Perda de peso · Diferenciação de gripe
- Doenças InfecciosasGotículas aerossol · Exposição prolongada · Contaminação ambiental · Diferença com gripe
- Saude ClinicaTaxa de abandono · População vulnerável · Pessoas em situação de rua · Importância para controle da transmissão
Agora 10 horas e 52 minutos, essa terça-feira marca também o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, uma doença que atingiu mais de 17 mil pessoas em todo o estado de São Paulo no ano passado. É um número menor do que os mais de 20 mil diagnósticos de 2024, mas na capital paulista a infecção por tuberculose vem registrando seguidas altas nos últimos anos. Sobre isso a gente conversa agora com o doutor Josias Aragão, ele é infectologista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, o IANSP.
Doutor, muito obrigado pela sua participação aqui na CBN. Um bom dia. Oi, bom dia. Prazer meu estar aqui com vocês. Doutor, quando a gente fala de tuberculose, quais são os principais sintomas? Como é que a gente pode identificar aqui um quadro gripal, na verdade, um quadro que se parece como um quadro gripal, um quadro respiratório, na verdade é de tuberculose. Quais são as principais orientações a esse respeito? Geralmente, a pessoa começa a ter tosse por um tempo prolongado. Então, a tosse de um resfriado, uma gripe dura,
Umas duas semanas, depois vai diminuindo. A tosse da tuberculose, ela dura três semanas ou mais. Então, a partir desse período, é importante a pessoa, muitas vezes, procurar um serviço de saúde para estar investigando tuberculose. Outros sintomas que acabam acompanhando a tuberculose também são a febre, principalmente ao final do dia, à noite, suando bastante durante esse período também. Alguns acabam tendo perda de peso. São os principais sintomas que acabam aparecendo.
a gente fala em tuberculose soa como uma doença muito antiga, né doutor? Qual que é a dimensão desse problema atualmente? Sim, a tuberculose já vem de milenar, né? E é uma doença que atinge cerca de um quarto da população mundial. Então, no Brasil, a gente também tem uma alta carga da tuberculose, é uma doença que preocupa bastante por conta da transmissibilidade, também da
também relacionado às sequelas que ela pode deixar também. Então, é uma doença muito importante para a gente estar conversando. E quais são os principais entraves, doutor, para a gente combater? Eu estou até dando uma olhada aqui no boletim epidemiológico da capital paulista de tuberculose. E aí, desde 2020, quando teve uma queda expressiva, certamente relacionada à pandemia, menor circulação de pessoas, enfim.
de lá para cá, os números vêm aumentando seguidamente e a TV Globo, inclusive, trouxe um levantamento mostrando que em 2025 a gente bateu um recorde histórico. Quais são as maiores dificuldades? Apesar de ser uma doença tão antiga, ou seja, da qual a ciência já tem muito conhecimento, a gente já sabe como evitar, como combater, o que é a maior dificuldade para a gente ainda assim não conseguir estancar essa doença por aqui? A tuberculose é uma doença que tem vários determinantes sociais. O que isso quer dizer?
Por exemplo, questões relacionadas a moradia, saneamento básico, educação, renda, mesmo o enfrentamento à fome, à pobreza, são muito importantes para a própria tuberculose. Então, por exemplo, algumas famílias que têm menos recursos acabam tendo cinco, seis, sete pessoas no mesmo cômodo. Isso facilita a transmissão da tuberculose naquele ambiente. Ela precisa de um tempo prolongado para ter a transmissão
Em alguns locais que têm essa dificuldade, acaba facilitando a tuberculose. Então, é uma doença que realmente tem muitas questões sociais envolvidas. Não é só apenas o tratamento, envolve também, por exemplo, o acesso ao serviço de saúde. Então, pessoas com menos recursos também têm mais dificuldade de acessar os serviços de saúde e também fazer o diagnóstico.
É um pouco parecido. A tuberculose é transmitida por pequenas gotículas que a gente chama de aerossol. Elas ficam dispersas no ar e através desse aerossol pode haver a transmissão via respiratória. Só que não é que eu chego num local e fico 10 minutos, 15 minutos, já vou ter o contato com o bacilo da tuberculose,
Isso depende de ficar um longo período de exposição a esses aerossóis. E o que a gente tem hoje em dia, doutor, de medicamentos, de estratégias de tratamento para essas pessoas? A adesão ao tratamento é uma das dificuldades hoje em dia? O que a gente pode explicar para o nosso ouvinte sobre isso? É uma dificuldade ainda, principalmente para pessoas mais vulneráveis.
são as que têm uma menor taxa de adesão ao tratamento, por dificuldade de acesso, por dificuldades até na própria situação que enfrentam. Então, a adesão é super importante até para evitar também a transmissão da tuberculose. Cerca de 15 dias após o início do tratamento, já diminui muito a taxa de transmissão e praticamente não tem mais a transmissão da tuberculose.
adequado. Muito bem, bom, conversamos com o doutor Josias Aragão, infectologista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, o IANSP, falando sobre esse cenário atual da tuberculose e, claro, o tratamento e as formas que a gente pode ter para conseguir diminuir esse número ainda bastante expressivo de tuberculose aqui no nosso estado, na capital paulista, lembrando que hoje é o dia mundial de combate à tuberculose, então é mais um motivo para a gente ficar de olho nessa doença que acometeu
pelo menos 17 mil pessoas em todo o estado no ano passado e, infelizmente, uma doença que está em alta ainda aqui na capital paulista. Doutor Josias Aragão, muito obrigado pela sua participação aqui na CBN. Um bom dia para o senhor e até uma próxima. Eu que agradeço. Bom dia. Bom dia.