Cenário de abandono em parquinhos do Centro e Zona Sul do Rio
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- Parques e Espacos PublicosFalta de manutenção · Brinquedos quebrados · Buracos e danos estruturais · Risco de acidentes · Negligência de órgãos públicos
- Ocupação por moradores em situação de ruaPresença de usuários de drogas · Impossibilidade de uso por famílias · Afastamento de crianças e idosos · Parques como abrigos irregulares
- Depoimentos programados em CPIsRelatos de pais e cuidadores · Experiências de crianças · Perspectiva de idosos
- Condições sanitáriasAcúmulo de lixo · Presença de fezes · Lama e barro · Falta de higiene
- Acessibilidade e InclusaoEquipamentos muito quentes ao sol · Falta de proteção · Espaços inacessíveis para crianças · Desafios com envelhecimento
- Importância do lazer para desenvolvimento infantil e saúde públicaDesenvolvimento motor de crianças · Lazer como política de saúde · Bem-estar populacional · Direito ao lazer
- Denúncia de ouvintes em reportagemParticipação da audiência na pauta · Demandas da população · Compromisso com ouvintes
- Iluminação em Espaços PúblicosFalta de segurança noturna · Dificuldade de circulação à noite
Vamos lá com Laís Vieira, então. Hoje, Laís, está fazendo um percurso muito legal nos parquinhos, em vários parquinhos do centro e da zona sul da cidade, conferindo a situação, né? Se dá para usar, se dá para as crianças usarem, se dá para ter uma sociabilidade ali, né, de crianças, de idosos, será? Laís Vieira, você foi provocada por uma ouvinte muito querida para fazer esse trabalho, né? Então, vai com tudo. Bom dia. Bom dia, Bianca. Bom dia, Leandro. Bom dia.
Ela aqui é moradora da região central do Rio. Está sempre buscando um lugar para ir com o filho, para o filho brincar. O filhinho dela tem quase a idade do Renatinho e do Davi, Bianca. E desde o início da manhã eu estou fazendo esse percurso nesses parquinhos públicos espalhados pela cidade, todos indicados pelos nossos ouvintes para mostrar uma realidade. Está cada dia mais difícil encontrar um parquinho seguro para as crianças. E o problema é claro, falta de conservação virando risco.
do quebrado, piso irregular, estrutura que pode machucar, além de relatos de usuários de drogas, moradores em situação de rua e iluminação precária em alguns pontos. Eu já passei pelo bairro de Fátima, Cruz Vermelha, Glória e agora acabei de chegar aqui no Flamengo. Ainda vou passar por outros lugares, como Largo do Machado e também na Gamboa. Na próxima entrada, eu vou trazer um raio-x completo dessa situação e mais do que mostrar para os ouvintes,
para a população, a gente vai cobrar melhorias dos órgãos públicos que são responsáveis por manter esses espaços seguros e, é claro, acessíveis para as crianças, para os idosos, para a população em geral. Leandro e Bianca. Obrigada, Laís Vieira. Trabalho muito importante que você faz junto com a nossa ouvinte, Nátaly. Até mais. Vamos então com Laís Vieira, que hoje está percorrendo alguns parquinhos da cidade, no centro, na Zona Sul, para saber quais são as condições. Oi, Laís. A importância de ter parquinhos,
para os pequenos brincarem é fundamental para o desenvolvimento motor e é realmente uma pena que esteja com tanta falta de conservação. Alguns exemplos são aqui no bairro de Fátima, na Cruz Vermelha, que simplesmente não existe mais os parquinhos. Foram tomados por pessoas em situação de rua, impossível de utilizar sem falar que não tem mais os brinquedos. Na Glória, o piso é completamente desnivelado, meu filho correndo, prendeu o pé quase que vira, realmente ia ser um acidente muito grave.
Parque do Flamengo, por exemplo, a extensão toda do Aterro do Flamengo com tanto espaço para poder colocar um parquinho, não tem nenhum. E o Parque do Flamengo, que fica ali na região do Aterro do Flamengo, está completamente lamassado, virou residência de pessoas em situação de rua. Não tem como utilizar e é uma pena porque tem uma base da segurança presente dentro. Largo do Machado também completamente de conservação péssima, ou seja, toda a região aqui eu tenho que me deslocar durante bairros e bairros
realmente a criança possa utilizar ou ter que pagar, o que é um absurdo. Esse relato que a gente ouviu, Leandro e Bianca, da nossa ouvinte Nátaly Opert, ela que nos ajudou a montar esse roteiro de parquinhos no centro e na Zona Sul, a partir dessas denúncias, eu também conversei com outras pessoas que tentam utilizar esses espaços todos os dias. Comecei pela Cruz Vermelha, na própria praça, e lá o parquinho simplesmente não existe mais.
O espaço hoje tem lixo acumulado, presença constante de pessoas em situação de rua e também
usuários de drogas, o que está afastando muitas famílias. Depois, eu segui para o bairro de Fátima, na Praça Presidente Aguirre Cerda, e o que eu encontrei foi abandono. Brinquedos quebrados, sem condição de uso, um espaço que já foi cheio de crianças e hoje está vazio. José conversou comigo, ele estava brincando com o neto na hora que a nossa reportagem chegou. A situação aqui está muito precária. Em relação às crianças, quando vem para cá, você convive com animais,
que faz a sua espécie aqui na praça e num constante. E também a conservação dos aparelhos. Os idosos vêm para cá todo dia e praticamente não tem um aparelho para poder para eles também fazer uma ginástica. E fora os aparelhos que é para criança que estão tudo precário. Mas não tem nada. Praticamente para criança só tem três aparelhos. Não tem uma proteção. O balanço já está alto porque as correntes já estão se rebentando.
E uma hora pode reventar e machucar uma criança. E tem que ser feito realmente uma preservação mesmo aqui da praça. Até a parte que você vê ali, que tem um monumento ali que diz que é uma praça que foi fundada a tal dia, aquilo ali está tudo deteriorado. Eu estou aqui, eu sou morador aqui há quase cinco anos. Praticamente nunca vi ninguém chegar aqui para poder fazer uma mudança, algo assim. Peso maior não existe, né? Quando você vê uma pessoa que tenta utilizar um espaço e dá um depoimento como esse,
Depois que a gente saiu do bairro de Fátima, a gente seguiu para a Glória, na Avenida Augusto Severo. O problema já virando risco, tá? Piso irregular, cheio de buracos, brinquedos danificados, com sarpas. Passei também pelo Parque do Flamengo, no Parque das Crianças, que a Nathalie comentou. Até que nesse, os brinquedos estão mais novos, tá? Mas o acesso é ruim. Muita lama, cheiro forte, falta de manutenção e muitos moradores em situação de rua.
a ela Fabri, que está no parque todos os dias. Ela falou que quando chove é impraticável entrar.
É perigoso à noite, a gente evita transitar aqui à noite sozinha. Bom, daqui a pouquinho Laís Vieira volta, retomando esses relatos e contando mais o que ela viu nos parquinhos por onde ela percorreu. Laís Vieira, vamos seguir dando atenção à demanda dos nossos ouvintes. Hoje Laís está circulando pelos parques abandonados, muitos largados no Rio de Janeiro. Inclusive, Laís, você estava trazendo aqui, só na hora de uma entrevistada sua,
Falando sobre fezes, né? Nesses parquinhos. Vou dar um depoimento aqui, pessoal. Tem um parquinho no Aterro do Flamengo que é super legal para as crianças. Enfim, desde que eu era criança que esse parquinho existe. Aí está por lá. E é, de fato, um cenário de abandono, né? De degradação completa. Laís, com você. Tem imagens para vocês. Vocês já devem ter colocado na tela. Quem acompanha a gente já não chove.
E aí o rastro continua por toda a parte desse parque, Leandro. Encontrei com algumas pessoas tentando fazer atividade física, outras pessoas com crianças, mas sem condições mesmo, um perigo para uma pessoa cair de tanto desnível nesse solo. Eu estive também no Largo do Machado, em frente à bilheteria do Corcovado. Por lá tem um parquinho que também está muito largado, muita lama por lá, sem cuidado.
atenção para a quantidade de buracos que tem nessa praça. É falta de conservação, sim. Os buracos aqui, tem lugar aí que tá horrível, entendeu? Nós temos um parque ali, pras crianças brincarem e é arriscado um acidente, um acidente aí com a criança. Não dá pra usar, justamente. Tem que fazer uma coisa mais moderna. É sujeira. Você viu ali o chão, como é que tá? Tem que ser uma coisa melhor. As crianças merecem.
Edição ao nosso Rio de Janeiro amanhã. E para fechar, Gamboa, na Praça Mohamed Ali, em frente ao Acuari, o parquinho, é todo de metal. Sem proteção contra o sol, hoje está muito calor. Tentei colocar a mão em um dos brinquedos e foi praticamente impossível. Então, fica inacessível para as crianças brincarem diante de um sol tão forte, do calor intenso que o Rio de Janeiro apresenta. O escorrego fica exposto, pode esquentar a ponto de queimar uma criança.
O que eu vi e ouvi foi a mesma coisa, Leandre e Bianca. Preocupação de quem tenta usar e muito abandono de quem deveria cuidar. A gente está cobrando respostas à Prefeitura para todos esses pontos que nossa reportagem hoje acompanhou, visitou e viu de perto. A reclamação dos nossos ouvintes e mostrando como é que é difícil hoje um pai e uma mãe conseguir chegar num lugar público para levar o filho para brincar. É verdade, Laís. A gente sabe como é que é isso.
Dá uma decepção danada encontrar todos esses problemas num local que poderia ser muito bem aproveitado. E a cidade tem esse lugar para ser aproveitado. A cidade tem esse lugar. Já está ali. Então tem que cuidar. Às vezes o nosso problema, ele não é de falta completa, mas é de uma dificuldade de cuidar bem daquilo que a gente tem. E nós temos esses espaços.
Norte, que há todo um movimento para que ele seja recuperado, porque ele já existe. O Campo de Santana já existe. O Passeio Público do Rio de Janeiro, que tem até uma iniciativa da Prefeitura, ele já existe. São áreas que podem ser mais úteis para a cidade. Para o lazer, que é fundamental. Lazer é política de saúde. Não é política do bem bom, não. Isso é política de saúde, de garantir a saúde de uma população que, como a gente ouviu o relato do nosso ouvinte André,
dia de semana, lacrada dentro de um ônibus sem ar-condicionado. Então, esses espaços precisam ser sempre muito bem cuidados para garantir isso. Direito ao lazer é fundamental para uma cidade que se vende tão solar e tão espetacular que é, de fato, o Rio de Janeiro. Esses espaços precisam ser bem cuidados. O alerta da Laís Vieira hoje, graças aos nossos ouvintes, também é sempre muito importante, porque você que escuta o CBN Rio é que faz a pauta do programa, circula pela cidade e traz um problema aqui para a gente
conversar, apurar e buscar solução.