Prefeitura tenta novo decreto para desapropriar imóvel em Botafogo e construir centro de pesquisa em IA
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- Desapropriacao BotafogoCentro de pesquisa em IA · Fundação Getúlio Vargas · Grupo Sendas
Oi, pessoal! Aqui é a Astrid.
Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá?
A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet,
é insano conseguir ver de perto.
Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês.
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Deixa eu conversar com o Gabriel Freitas,
porque temos um embrólio longo envolvendo a Prefeitura do Rio
e a desapropriação de um prédio na Rua Barão de Itambi, em Botafogo.
Agora, há um novo decreto reafirmando essa desapropriação, né, Gabriel?
Conta pra gente. Bom dia.
É, Leandro. Bom dia pra você, pra Bianca, pro nosso ouvinte também.
A Prefeitura do Rio voltou a declarar de utilidade pública
esse imóvel ali na Barão de Itambi
pra viabilizar a criação de um centro de pesquisa em inteligência artificial.
A medida, mais uma vez, coloca, então, essa disputa aí,
nesse caso que envolve moradores, empresários, judiciário também, no foco, né?
E foi publicada nesse novo decreto,
depois que a Justiça suspendeu a tentativa anterior
de desapropriação por falhas no processo administrativo.
E aí, pra explicar pro nosso ouvinte, pros vizinhos desse prédio também,
pros moradores dessa região que se sentem impactados
com essa desapropriação, né, que a Prefeitura quer fazer,
esse novo texto, ele mantém o objetivo, né, de desapropriar o imóvel.
Mas ele tenta corrigir os problemas que foram apontados pela Justiça
quando foi incluída aí essa fundamentação técnica mais detalhada, né?
Apesar disso, essa mudança, na verdade,
a mudança que foi publicada hoje no Diário Oficial
não tem efeito agora, não tem um efeito imediato.
A decisão judicial que suspendeu a desapropriação
continua válida e mantém o processo travado.
Mas ainda assim, esse novo decreto sinaliza
que a Prefeitura ainda está tentando regularizar esse procedimento
e a ideia é essa, desapropriar esse prédio
pra que esse imóvel receba uma nova utilidade.
O prédio que por décadas abrigou um supermercado da Rede Sendas,
depois passou a operar sobre a bandeira de um outro grupo,
continua em funcionamento, tem uma academia funcionando por lá,
é considerado um ponto comercial importante pra região,
mas ainda assim a Prefeitura está dizendo que,
nesse decreto, né?
Que o imóvel é estratégico pra um projeto de inovação tecnológica
ligado à criação de um polo de inteligência artificial
aqui na cidade em linha com as iniciativas como o Rio Maravale.
Pelo plano municipal, depois dessa desapropriação,
o imóvel vai a leilão.
Essa é a ideia da Prefeitura.
Com a exigência de que o comprador implemente no local esse centro voltado à IA.
A proposta envolve parcerias institucionais e acadêmicas,
incluindo a Fundação Getúlio Vargas.
E isso ampliou as críticas sobre possível favorecimento a interesses específicos,
já que a sede da FGV é ali, vizinha a esse prédio.
A medida é contestada pelo Grupo Sendas, proprietário do imóvel,
que está apontando uma ausência de interesse público claro
e está questionando também o uso da desapropriação
em um espaço em plena atividade econômica.
Teve até um abaixo-assinado, né?
Os moradores já fizeram diversas manifestações ali na região
contrárias a essa desapropriação
e agora mais esse decreto em linha com o que a Prefeitura já tinha anunciado anteriormente.
A desapropriação pra criação de um centro de inteligência artificial ali,
algo que a Justiça ainda está avaliando,
mas esse caso ainda vai ter outros capítulos
e a gente vai passar aqui pro nosso ouvinte.
Leandro.