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Prefeitura tenta novo decreto para desapropriar imóvel em Botafogo e construir centro de pesquisa em IA

25 de março de 20264min
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O novo texto mantém o objetivo de desapropriar o imóvel, mas tenta corrigir os problemas apontados pela Justiça ao incluir uma fundamentação técnica mais detalhada e formalizar o processo administrativo que antes havia sido considerado insuficiente.

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Participantes neste episódio3
G

Gabriel Freitas

Host
A

Astrid

Convidado
L

Leandro

ConvidadoJornalista
Assuntos1
  • Desapropriacao BotafogoCentro de pesquisa em IA · Fundação Getúlio Vargas · Grupo Sendas
Transcrição71 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, pessoal! Aqui é a Astrid.

Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá?

A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet,

é insano conseguir ver de perto.

Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês.

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E ainda tem a sincronização familiar,

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de um jeito bem simples.

Assim, a gente fica mais tranquila, né?

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Deixa eu conversar com o Gabriel Freitas,

porque temos um embrólio longo envolvendo a Prefeitura do Rio

e a desapropriação de um prédio na Rua Barão de Itambi, em Botafogo.

Agora, há um novo decreto reafirmando essa desapropriação, né, Gabriel?

Conta pra gente. Bom dia.

É, Leandro. Bom dia pra você, pra Bianca, pro nosso ouvinte também.

A Prefeitura do Rio voltou a declarar de utilidade pública

esse imóvel ali na Barão de Itambi

pra viabilizar a criação de um centro de pesquisa em inteligência artificial.

A medida, mais uma vez, coloca, então, essa disputa aí,

nesse caso que envolve moradores, empresários, judiciário também, no foco, né?

E foi publicada nesse novo decreto,

depois que a Justiça suspendeu a tentativa anterior

de desapropriação por falhas no processo administrativo.

E aí, pra explicar pro nosso ouvinte, pros vizinhos desse prédio também,

pros moradores dessa região que se sentem impactados

com essa desapropriação, né, que a Prefeitura quer fazer,

esse novo texto, ele mantém o objetivo, né, de desapropriar o imóvel.

Mas ele tenta corrigir os problemas que foram apontados pela Justiça

quando foi incluída aí essa fundamentação técnica mais detalhada, né?

Apesar disso, essa mudança, na verdade,

a mudança que foi publicada hoje no Diário Oficial

não tem efeito agora, não tem um efeito imediato.

A decisão judicial que suspendeu a desapropriação

continua válida e mantém o processo travado.

Mas ainda assim, esse novo decreto sinaliza

que a Prefeitura ainda está tentando regularizar esse procedimento

e a ideia é essa, desapropriar esse prédio

pra que esse imóvel receba uma nova utilidade.

O prédio que por décadas abrigou um supermercado da Rede Sendas,

depois passou a operar sobre a bandeira de um outro grupo,

continua em funcionamento, tem uma academia funcionando por lá,

é considerado um ponto comercial importante pra região,

mas ainda assim a Prefeitura está dizendo que,

nesse decreto, né?

Que o imóvel é estratégico pra um projeto de inovação tecnológica

ligado à criação de um polo de inteligência artificial

aqui na cidade em linha com as iniciativas como o Rio Maravale.

Pelo plano municipal, depois dessa desapropriação,

o imóvel vai a leilão.

Essa é a ideia da Prefeitura.

Com a exigência de que o comprador implemente no local esse centro voltado à IA.

A proposta envolve parcerias institucionais e acadêmicas,

incluindo a Fundação Getúlio Vargas.

E isso ampliou as críticas sobre possível favorecimento a interesses específicos,

já que a sede da FGV é ali, vizinha a esse prédio.

A medida é contestada pelo Grupo Sendas, proprietário do imóvel,

que está apontando uma ausência de interesse público claro

e está questionando também o uso da desapropriação

em um espaço em plena atividade econômica.

Teve até um abaixo-assinado, né?

Os moradores já fizeram diversas manifestações ali na região

contrárias a essa desapropriação

e agora mais esse decreto em linha com o que a Prefeitura já tinha anunciado anteriormente.

A desapropriação pra criação de um centro de inteligência artificial ali,

algo que a Justiça ainda está avaliando,

mas esse caso ainda vai ter outros capítulos

e a gente vai passar aqui pro nosso ouvinte.

Leandro.