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Caminhoneiros descartam greve após reunião no Planalto

25 de março de 20264min
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Governo promete reforçar fiscalização e garantir cumprimento do piso mínimo do frete.

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Participantes neste episódio3
A

Ana Nunes

Host
A

Ana Carolina Tomé

Co-hostJornalista
R

Rani Veloso

ConvidadoRepórter
Assuntos3
  • Negociacao Caminhoneiros GovernoLuciano Santos · Guilherme Boulos · Dario Durigante
  • Piso mínimo do frete
  • Falhas de fiscalização
Transcrição62 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Persistem as negociações, as conversas entre os caminhoneiros e o governo.

Há ainda aí ameaça de greve?

Rani Veloso, boa tarde.

Boa tarde, Tati, Fernanda e a todos que nos acompanham.

Olha, depois do itimado que foi dado pelos caminhoneiros sobre possível greve na semana passada,

a categoria afastou a possibilidade de parar o país durante reunião,

hoje aqui no Palácio do Planalto, com o ministro Guilherme Boulos.

Secretaria Geral da Presidência da República.

A reunião ainda acontece, mas o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos,

Luciano Santos, disse que não se faz greve quando está ganhando,

e ressaltou que agora a batalha será para estabelecer o pagamento mínimo do frete no Congresso Nacional.

Porque o piso mínimo ao ver de todos os sindicatos e de todos os caminhoneiros do Brasil autônomos

é vida, salva vidas, é qualidade de vida.

Então, a gente vai lutar por isso.

A nossa luta agora vai ser no Congresso Nacional.

A gente vai pressionar os deputados para ver que lados eles estão.

Quando se atende a categoria, não se faz greve.

Greve a gente se faz porque a gente perde.

Não quando a gente está ganhando.

Guilherme Boulos disse que o governo vai lutar contra emendas

que possam desfigurar a medida provisória enviada,

que estabelece, além do pagamento de multas,

punições como a perda do registro para atuar no ramo,

caso o piso mínimo do frete não seja pago pelas empresas aos caminhoneiros.

Um dia depois do ministro da Fazenda, Dario Durigante,

proposto dividir a conta com os estados para reduzir impostos sobre os combustíveis,

Boulos também disse que a omissão dos governadores e o aumento do diesel por ganância

e de maneira despropositada por especulação de distribuidoras e postos de gasolina

diante do que chamou de guerra insana estabelecida pelo presidente Donald Trump contra o Irã,

não podem punir os caminhoneiros.

Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância

dessas distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente,

mesmo com a isenção do Piscofins pelo presidente Lula.

Da mesma forma, os caminhoneiros não podem pagar o preço da omissão

de determinados governadores que não querem mexer no ICMS

para que consiga se estabilizar o preço do combustível e do diesel em particular.

Bom, o ministro também reforçou que estão sendo realizadas ações de fiscalização

da Agência Nacional do Petróleo, da Polícia Federal e também da Senacom,

que já fizeram mais de mil operações e detectaram crimes contra a economia popular.

O diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres, ANTT, Guilherme Sampaio,

também participa da reunião e falou sobre a regulamentação que foi feita hoje

através de portaria publicada no Diário Oficial da União com as regras sobre o pagamento do prete.

A partir de três descumprimentos pelas empresas,

haverá suspensão da contratação do transporte e também ratreamento do fluxo da carga

para evitar a sonegação fiscal.

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