Policial que agrediu estudantes em escola no Largo do Machado é afastado preventivamente
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- Bullying EscolarDenúncia de assédio · Policial Ricardo Telles de Noronha Júnior · Movimento estudantil
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Leandro, bom dia pra você, pra Bianca, pro nosso ouvinte também. O que a gente tem de informação, Leandro, é que os alunos da escola Cenoura Bravanel, desse colégio estadual, que por muito tempo se chamou Amaro Cavalcante, houve uma mudança de nome logo depois da morte de Silvio Santos, eles estão sem aula nesse momento. Os professores, a maior parte dos professores...
não estão dando aulas em protesto também ao que aconteceu ontem, cenas de selvageria que chamaram muito a atenção nas redes sociais. Esse policial militar que foi até a escola, veio até aqui, uma equipe de segurança presente que foi chamada pela direção da escola para acompanhar os movimentos estudantis que vieram até aqui para recolher assinaturas para um abaixo-assinado contra um professor denunciado por assédio. Esse policial militar...
Não quis, de acordo com os relatos, conversa com os alunos aqui, que alguns, inclusive, começaram a filmar a ação dos policiais militares. Se irritou com o aluno e os líderes desse movimento estudantil que vieram até aqui para acolher essas assinaturas, acabaram, então, sendo agredidos por esse policial militar. Inclusive, a Polícia Civil do Rio vai ouvir novamente hoje os envolvidos nessa agressão aqui no Largo do Machado. Ontem, eles já tinham prestado depoimento por cerca de cinco horas.
as pessoas que foram agredidas e também o policial militar, que foi levado à corrigidoria da corporação, mas hoje um novo depoimento. Para quem está acompanhando a gente com imagens no Globoplay e no YouTube, está vendo aí as imagens que viralizaram ontem. Esse policial que é mostrado ali por essas imagens feitas por um aluno.
tentando impedir que ele gravasse as imagens. E, na sequência, essa líder do movimento estudantil que veio até aqui para colher as assinaturas, sendo agredida violentamente por esse policial militar. Na sequência, um rapaz que também faz parte desse movimento estudantil, levou um soco no queixo e acabou caindo no chão. Eu conversei ontem, o CBN Rio já tinha até terminado quando eu consegui conversar.
com essa líder do movimento estudantil, a Marisol Lopes. Ela estava na delegacia para onde ela foi levada, estava com a camisa rasgada, também com ferimento no rosto. Disse que o policial que a agrediu não quis conversa e acabou agredindo tanto ela quanto o companheiro.
Ao entrar, foi chamada a polícia, enquanto a gente estava conversando com os estudantes ali, passando abaixo do assinado, inclusive os estudantes assinando na frente dos policiais. O policial, que não quis diálogo, veio com tapas, o TAUV me defender, inclusive, também levou um soco. A gente foi lá denunciar um caso de assédio sexual que estava acontecendo na escola, que todo mundo sabe, mas que a direção prefere abafar e faz essa irresponsabilidade, que é chamar a polícia para bater em estudantes.
Pois é, isso tudo aconteceu ontem de manhã e eles foram levados para a delegacia, apesar de terem sido vítimas desse policial, eles acabaram sendo levados e foram induzidos, inclusive, de acordo com advogados que estão ajudando esses estudantes, esses líderes desses movimentos estudantis, a prestar depoimento sem a presença de um...
Eu falei também com a Monique Zuma, que é advogada, acompanha o caso desde a denúncia de assédio. Ela afirmou que a situação vem sendo acompanhada de perto e criticou a violência. Eu estava acompanhando o caso antes, né? Pela questão da denúncia de assédio. E aí falaram, foram detidos. Eu falei, gente, isso não tem cabimento, né? É uma inversão das coisas. Uma coisa que deveria ser tratado como caso de polícia, que é o assédio.
Não foi, e aí foi criminalizado dois estudantes que estavam recolhendo assinaturas. Mandatos parlamentares, Ministério Público, estamos pensando, acionamos a corrigidoria também da Polícia Militar, porque esses policiais, principalmente o que agrediu, precisa responder por isso de alguma forma.
Bom, a expectativa é que o grupo consiga falar hoje com a secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, uma reunião que eles estão viabilizando junto com a secretaria e sobre as investigações e sobre a polícia militar.
Esse agente, identificado como subtenente Ricardo Teles de Noronha Jr., do batalhão de choque, estava de serviço no Segurança Presente, foi levado para a Corregedoria e já está afastado das ruas. Também deixou o programa Segurança Presente, que é administrado pela Secretaria de Governo aqui do estado do Rio.
A Secretaria de Educação informou que afastou também o professor citado nessa denúncia e abriu um processo administrativo para apurar esse caso. Lembrando que esses líderes dos movimentos estudantes que vieram até a escola para pegar assinaturas contra esse professor, eles foram autorizados pela própria Secretaria de Educação. Quem não autorizou a entrada foi a direção da escola, da Escola Amaro Cavalcante, Senhora Abravanel.
Então, por isso, houve essa confusão toda envolvendo esse policial e também os líderes dos movimentos estudantis. Inclusive, há denúncias que já foram protocoladas na Polícia Civil contra os estudantes, contra os líderes do movimento. A denúncia que foi feita, a Polícia Civil, a gente conseguiu apurar.
que é sobre desobediência à ordem policial ontem e também por invasão. Apesar disso, a gente sabe, e a própria secretaria já confirmou que não houve uma invasão, e sim uma autorização que foi dada pela própria pasta. Agora a investigação está tentando esclarecer tanto a agressão registrada nesse vídeo, quanto a denúncia de assédio que motivou toda essa mobilização aqui na escola. Volto com vocês no estúdio.