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Ibaneis deixa governo do DF para disputar o Senado sob pressão de denúncias e desgaste político

27 de março de 20264min
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Governador se desincompatibiliza do cargo em meio a suspeitas envolvendo o BRB, relações com o Banco Master e perda de apoio político na capital

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Participantes neste episódio1
B

Bruno Mello

HostApresentador
Assuntos1
  • Incompetência de Ibanez RochaDenúncias contra Ibanez · Impeachment de Ibanez · Relação com o bolsonarismo · Promessas não cumpridas
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Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Olha, Milton, o governador Ibanez Rocha vai deixar o cargo amanhã após comandar o Distrito Federal por dois mandatos consecutivos. Ele que sai do Palácio do Buriti para disputar uma vaga ao Senado. A saída ocorre em um momento crítico para o Ibanez, que vem sofrendo acusações de ter quebrado o Banco de Brasília em função dos negócios com o Banco Master. Ibanez chegou a ter o nome citado por Daniel Vorcaro.

O banqueiro disse em depoimento que esteve com o governador de Brasília em pelo menos duas oportunidades, uma delas na casa de Ibanez aqui no Distrito Federal para tratar da compra do Master pelo BRB. Ibanez admite pelo menos um desses encontros, mas nega que tenha conversado sobre o assunto do banco.

O governador tem repetido, quando questionado, que entrou mudo e saiu calado desse encontro. Conversas vazadas do celular de Vorcaro, no entanto, indicam outra situação. Em uma mensagem para a namorada, o dono do Master disse que estava em Brasília com o governador para traçar estratégia de guerra. A mensagem foi encaminhada uma semana antes do Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB.

Denúncias envolvendo o escritório de advocacia de Ibanez Rocha também estão no radar dos investigadores. Isso porque o escritório fechou negócios milionários com a REAG, na venda de honorários referentes a precatórios. Num primeiro momento, Ibanez se defendeu dizendo que está afastado do escritório desde 2019.

e que os negócios são tocados pelo filho, o advogado Caio Barros. Mas, após a revelação de outro contrato, em que ele assina inclusive como avalista, Ibanez passou a declarar que, no dia que vender precatório for crime, ele muda de país. Importante ressaltar que o escritório se chama Ibanez Advocacia.

As suspeitas de irregularidades entre o papel público e privado de Banês também aparecem nos contratos de patrocínio do BRB com o time do Flamengo. Segundo uma denúncia apresentada pela oposição, mesmo em crise, o banco teria assinado uma renovação de contrato com o time do Rio de Janeiro no valor de R$ 42 milhões. E Banês, que é torcedor de carteirinha da equipe rubro-negra, sempre defendeu o negócio e negou irregularidades.

Em razão dessas denúncias, os partidos de oposição apresentaram pelo menos oito pedidos de impeachment contra o governador. Todos foram arquivados. Na Justiça, a oposição também ingressou com uma série de ações que pedem, entre outras coisas, a indisponibilidade de bens de Ibanez. O caso está no Supremo Tribunal Federal, aguardando parecer do ministro André Mendonça. Por enquanto, Ibanez não é formalmente investigado.

E o avanço de uma possível delação premiada de Vorcaro chegou a colocar pressão entre os aliados de Ibanez para que ele desistisse da candidatura ao Senado. Mas, por ora, ele afirma que o plano está mantido. Ibanez também sofre com a perda de apoio por parte do bolsonarismo aqui na capital e terá que ir para a disputa ao Senado, enfrentando uma chapa formada pela ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e a deputada Bia Kicis, ambas do PL.

Aliás, a relação entre Ibanez e o bolsonarismo é um capítulo importante. O governador chegou a ser afastado pelo Supremo Tribunal Federal durante os episódios do 8 de janeiro. Ele foi acusado de omissão na tentativa de golpe. Mas após ficar 64 dias afastado do cargo e sofrer uma investigação, Ibanez pôde retornar e teve depois as acusações arquivadas. Ibanez também deixa o governo com promessas não cumpridas.

Na área de saúde, considerada prioridade da gestão, o compromisso incluía a construção de 17 unidades básicas de saúde e dois hospitais regionais. Mas até agora, nenhum dos hospitais foi entregue e apenas três das UBS foram inauguradas. Milton Kassia. Muito obrigado.

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