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A vez do teatro: público lota salas e garante temporadas de sucesso no Rio

27 de março de 20264min
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No Dia Mundial do Teatro, celebrado nesse 27 de março, o estado tem números a comemorar. As montagens têm tido ingressos esgotados e casas cheias por longas temporadas. Os números de 2025 nas casas de espetáculo do município e do estado comprovam o que muita gente já desconfiava: está na moda ir ao teatro!

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Participantes neste episódio3
A

Ana Tomé

Host
D

Denise Fraga

ConvidadoAtriz
F

Flávio Marinho

ConvidadoDiretor
Assuntos2
  • Aumento de público em teatrosTeatro João Caetano · Casa de Cultura Laura Alvim · Flávio Marinho · Denise Fraga · Otton Bastos
  • TeatroSurpresa do público
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O primeiro alerta indica que todos devem entrar na sala. Na segunda campainha, é hora de ocupar seu lugar na sala de espetáculos. No terceiro e definitivo alerta, é chegada a hora. Ajeitem-se! O espetáculo está prestes a começar.

No Rio, cada vez mais gente ouve essas campainhas. O ano de 2025 foi marcado pela disparada de peças em cartaz e do público que lota os teatros do Estado. Para se ter ideia, quase 154 mil pessoas estiveram em alguma apresentação no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes.

Já o público da Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, mais do que dobrou, de quase 9.500 em 2024 para 21.500 no ano passado. Todas as casas de espetáculo ligadas ao governo do estado atraíram 250 mil espectadores, um aumento de 140% em apenas um ano. Isso sem contar o principal teatro do Rio Municipal, que teve mais de 270 mil espectadores em 2025.

O local recebe shows e espetáculos de dança, mas também lota quando é o teatro que pede passagem. Em cartaz no Rio com a peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector, a atriz Beth Goulart celebra o bom momento que a arte da humanidade vive.

Eu fico muito feliz quando vejo uma casa cheia, teatro lotado. Sinal de que as pessoas precisam desse encontro presencial que o teatro nos proporciona. Afinal de contas, o teatro é uma arte viva, é a arte da humanidade. Então, ver um teatro cheio, ainda mais para ouvir Clarice Lispector, é uma alegria imensa para a minha alma.

O fenômeno das casas lotadas se repete no teatro sob gestão da Prefeitura do Rio. Em 2025, tivemos quase 180 mil espectadores. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, um aumento de 65% em relação a 2024. Com maior interesse do público, aumenta a corrida dos produtores para emplacar os projetos.

Os chamados pedidos de pauta, no jargão teatral, subiram de 772 em 2024 para 1073 no ano seguinte. Entre os produtores que lutam para levar o próprio projeto para os mais diversos públicos, está Flávio Marinho, diretor de Não Me Entrego Não. O monólogo traz a história de Otton Bastos, de 92 anos, contada pelo ator e já circulou por vários teatros do Rio. Flávio Marinho fala da satisfação de colocar a ideia em prática.

É da maior relevância a gente ter um ator como o Alton Bastos, que é considerado um dos maiores atores brasileiros, e em pleno, com absoluto vigor vocal, vigor físico, entusiasmadíssimo pela arte teatral, por estar em cena. É um prazer realmente indescritível.

Se o espetáculo lotado já emociona quem está no palco, imagine dois. Quem tem o privilégio é a Denise Fraga. Recentemente, a atriz esteve em cartaz com duas peças simultâneas. O monólogo Eu de Você e O Que Só Sabemos Juntos, ao lado de Tony Ramos. Para ela, muita gente não conhece o teatro e se surpreende quando tem a experiência.

Realmente a gente tem visto os teatros todos lotados. É muito maluco porque aonde a gente vai esgota. Então as pessoas querem ir ao teatro. Eu sinto que muita gente não vai ao teatro porque nem sabe o que é, nunca foi, acha que é chato. E eu vejo muitas vezes uma pessoa surpresa com o que o teatro é.

Para encerrar nossa homenagem ao Dia Mundial do Teatro, celebrado nesse dia 27 de março, nada melhor do que trazer o próprio Otton Bastos num dos momentos mais impactantes do seu monólogo. Meu nome é Otton Bastos, sou um ator brasileiro e não me entrego não! Reportagem Juliana Prado