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Anvisa já recebeu 722 pedidos judiciais para aplicação de polilaminina

28 de março de 20265min
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Enquanto pacientes e familiares se dizem esperançosos com as melhorias que o tratamento pode proporcionar, cientistas ressaltam que é necessário cautela, já que os estudos ainda estão em fase inicial. A análise pode levar pelo menos 5 anos - até que seja definido se a polilaminina é realmente eficaz e segura.

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Participantes neste episódio1
S

Samanta Klein

HostJornalista
Assuntos2
  • Tratamentos e TerapiasSegurança da polilaminina · Eficácia do tratamento · Estudos em fase inicial
  • Questões legais e processuaisPolilaminina · Tratamento experimental · Laboratório Cristalha · Estudo clínico
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Depois que a polilaminina viralizou, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que já são 72 pedidos judiciais cautelares, sendo 42 protocolados pelo laboratório Cristalha, patrocinador da pesquisa. Destes, 38 foram autorizados pela Anvisa, 3 rejeitados e 1 que ainda depende de informações adicionais.

No entanto, o número total é incalculável, mas os pedidos têm movimentado os tribunais desde que surgiram as notícias do sucesso em alguns pacientes. As autorizações emitidas são a pessoas que conseguiram decisão favorável para o uso compassivo, ou seja, quando é liberada a utilização de medicamentos ou tratamentos experimentais, ainda sem o registro na Anvisa.

Ainda que a pesquisa tenha começado há mais de 30 anos e que a bióloga Tatiana Sampaio tenha publicado em 2025 os dados de um estudo preliminar, a procura explodiu nas redes sociais. A polilemina pode ser a oportunidade das nossas vidas. O diagnóstico primário ali era que eu ia ser um cadeirante, que eu não ia ser nem independente. Depois eu sentia que eu conseguia acionar os músculos da perna, iam voltando. Primeiro minha perna direita, a esquerda, ela voltou bem depois.

Não tem estudo suficiente ainda. Tem uma chance, infelizmente, grande de que possa não ser essa maravilha. Foi pelas redes que Ailon Silva e a irmã Joana Dark chegaram à polilaminina. O pai dele sofreu um grave acidente de moto e segue internado num hospital do Tocantins. A família agora tenta conseguir um laudo médico indicando o tratamento, mas também está disposta a recorrer à justiça.

A nossa esperança é que volte um pouco a movimentação de algumas partes. E principalmente seria bom ter uma vida normal, mesmo que ele fique de cadeira de roda, mas sem esse suporte de respiração.

O estudo clínico de fase 1, autorizado pela Anvisa em janeiro, está avaliando a segurança da aplicação em cinco pacientes com idades entre 18 e 72 anos. O Ministério da Saúde informou que está acompanhando a evolução da pesquisa.

enquanto as secretarias de saúde estaduais informam que não estão envolvidas nos procedimentos, já que não há prazo para eventual aprovação da Anvisa para incorporação da polilaminina ao SUS. No Paraná, dois pacientes foram submetidos ao tratamento em hospitais públicos, sendo que pelo menos um ainda está fazendo sessões diárias de fisioterapia. O secretário da Saúde, Beto Preto, disse que quer incluir o Paraná.

Quem sabe nós não possamos também participar da segunda fase do estudo com outros pacientes. E claro, o Paraná coloca os seus hospitais, os hospitais públicos à disposição. Integrante da pesquisa, o neurocientista Bruno Cortes reclamou das cobranças por um grupo controle.

Ninguém aqui disse que a gente vai curar a tetraplegia ou a paraplegia e que a gente vai botar todos os pacientes para andar. Não é só sobre voltar a andar, é sobre ter movimentos importantes para aquela pessoa que ela não tinha. Isso está muito bem provado nos pacientes que a gente fez que já tinham lesão pré-estabelecida em 2020.

Já a bióloga Natália Pasternak, do Instituto Questão de Ciência e Professora da Universidade de Colômbia, questiona a pressa do laboratório em divulgar os primeiros resultados, que envolvem apenas oito animais. E lembra que, quanto aos humanos, só existe um artigo que ainda nem foi publicado. Não é algo confiável.

para que a gente possa fazer suposições sobre se esse remédio funciona ou não. Ainda tem um longo caminho. Para que a gente saiba se esse medicamento é seguro para o uso em humanos, se ele funciona, a gente não tem ainda resposta para nenhuma dessas perguntas.

Além de cautela, conforme ressalta Pasternak, é fundamental destacar que o estudo pode levar pelo menos cinco anos para que seja definido se a polilaminina é eficaz e segura. Tudo isso sem contar o processo de eventual incorporação do medicamento ao SUS.

De Brasília, Samantha Klein. Oi, pessoal. Aqui é a Astrid. Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá? A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet, é insano conseguir ver de perto. Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês. No TikTok, contas de adolescentes já vêm com mais de 50 configurações de segurança e privacidade ativadas automaticamente.

E ainda tem a sincronização familiar, onde pais e responsáveis conseguem ajustar conteúdo e tempo de tela de um jeito bem simples. Assim, a gente fica mais tranquila, né? Clique no banner e saiba mais.

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