Escalada no Oriente Médio amplia conflito e pressiona petróleo
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Nadedia
Uriam Fantielli
- Guerra no Oriente MédioHutis e seu envolvimento · Impacto no preço do petróleo · Operações militares dos EUA · Crise humanitária no Líbano
- Mercados de petróleo em altaPrevisões de aumento de preços · Efeito dominó na economia
- Conflito Irã-EUADificuldades nas negociações · Impacto do regime iraniano
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Agora a gente faz mais um Balanço da Semana na Política, mas dessa vez é a Política Internacional. Está com a gente o Uriam Fantielli, analista de Política Internacional. Boa tarde para você, Uriam. Tudo bem?
Boa tarde, Nadedia. Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui com vocês. Sempre um prazer te receber. Logo no comecinho do programa, nossa reportagem aqui em São Paulo, Guilherme Marconi, fez um pouco um balanço desse momento do primeiro mês de guerra entre Irã, Estados Unidos e outros agentes envolvidos.
com um destaque que é a possibilidade agora de envolvimento dos hutis. A gente falou bastante desse grupo no momento do conflito entre Israel e Hamas, e agora eles voltam ao centro do debate com a possibilidade de envolvimento também nesse novo conflito no Oriente Médio. Eu queria te pedir para lembrar para a gente quem são os hutis, esse grupo do Iêmen.
E quais os riscos associados a essa possível entrada mais significativa deles nesse outro cenário de conflito por lá?
Bom, eu acho que o primeiro ponto é a gente já deixar registrado que aquilo que o Irã ameaçava há tantas décadas já aconteceu. No caso, a regionalização do conflito. Inclusive por conta disso que até o momento nenhum presidente norte-americano havia começado uma guerra como essa contra o Irã, porque entendia o custo de tudo isso. E a gente está vendo na prática o que está acontecendo agora com o barril do petróleo.
Os Houthis são um proxy iraniano, ou seja, um daqueles grupos que o Irã durante muito tempo ajudou a financiar, que ajudou a treinar e que fazem parte daquele que é chamado do eixo da resistência e que tem ali como objetivo tornar o ambiente.
nessa região do mundo, cada vez mais instável para Israel. Então, eles são ali como se fosse um braço armado do Irã, que está localizado no Iêmen. E aí agora eles resolveram entrar de vez na guerra, e isso piora ainda mais.
aquilo que a gente pode dizer que era um cenário que já estava, sim, saindo do controle. Porque quando os Houthis atacam o Israel com um míssel balístico, e é um tipo de ataque que não foi feito, de fato, com o objetivo de causar grandes danos, mas sim de mandar uma mensagem, uma mensagem de disposição para a entrada na guerra.
aí o cenário se torna muito mais preocupante. Por quê? Porque o Mar Vermelho estava, em grande parte, sendo usado para contornar parte dessa rota que foi bloqueada pelo regime iraniano pelo Estreito de Hormuz.
Inclusive, eu estava até vendo uma notícia agora que sai na Bloomberg Internacional, dizendo que os oleodutos sauditas que têm ali como destino desviar esse petróleo que iria para o Estreito de Hermos, para um outro porto que, por sua vez, contorna pelo Mar Vermelho, ou seja, uma rota alternativa, eles já estão operando.
no seu limite máximo. Então, agora, se esse tipo de ataque começar ali, não é que os roots teriam a capacidade de bloquear como um todo o Mar Vermelho, não é isso, mas eles podem tornar a navegação por ali mais insegura, fazendo ataques como já fizeram meses atrás. Então, isso torna a navegação mais insegura, portanto, a gente está falando da possibilidade de uma alta ainda maior.
para um barril de petróleo que tem potencial já de passar dos 150 dólares. Eu ia te perguntar justamente sobre isso, porque a gente teve um momento de preocupação, em que estava batendo 100, voltando para baixo de 100, mas ficando aqui nessa faixa, já fechou a semana 115 praticamente, e já está meio consolidado nesse patamar acima. Então, a crise econômica vai ganhando uma escala meio logarítmica, a escalada está muito grande.
está grande e eu estava vendo algumas análises de fora de alguns economistas que eles dizem basicamente que todo mercado internacional tem meio que subestimado o que realmente poderia acontecer. Foi o caso da semana passada, o presidente da Agência Internacional de Energia, de dizer que o que está acontecendo agora pode ser algo sem precedentes, porque não se trata apenas de petróleo, mas...
de gás natural também, então o choque é muito grande e ele não é exclusivo para o mercado de combustíveis, é sim, já se trata de uma guerra energética, mas tem o potencial de afetar diversos outros setores, como é o caso, por exemplo, da agricultura mundo afora, até mesmo porque a grande parte da ureia é produzida no Catar e aí você precisa disso para...
enfim, para o uso de fertilizantes. Um outro composto que sai também dessa região é o gazélio, que também acaba sendo usado para a fabricação de chips ao redor do mundo, na Ásia principalmente. Então, a gente vê quase que um efeito dominó começando a bater em diferentes frentes, sendo que...
A previsão, sim. A Goldman Sachs fez um estudo alguns dias atrás dizendo que 150 dólares é um número que, dependendo do tempo que isso tudo durar, pode ser facilmente atingido. E também uma coisa importante para a gente ter em mente, o que está em jogo não é só abertura, fechamento, reabertura do estreito de Hormuz. O que está sendo alvo são as estruturas que produzem.
que extraem petróleo. Então, os danos, para eles serem consertados, e aí tem um número que diz que mais ou menos 40 dessas infraestruturas ao longo do Golfo foram atingidas, eles podem durar de seis meses até diversos anos. E algumas delas demoraram 25 anos para serem construídas. Então, o que pode acontecer a partir de agora vai durar muito tempo e vai ter um impacto muito grande.
Uma questão paralela que eu lembrei aqui ouvindo você foi que um destaque essa semana foi o ataque a uma usina nuclear no Irã, mais um. E me chamou a atenção a declaração da Organização de Energia Atômica, aliás, perdão, da Agência Internacional de Energia Atômica, de que não foi registrado vazamento nuclear por enquanto ainda, que é uma coisa que nos tranquiliza muito, só que não.
É, o risco é esse, inclusive com essa movimentação crescente agora.
de tropas norte-americanas que passam a chegar na região, também é um contingente que está aumentando bastante ao longo dos últimos dias, por isso que é quase que um consenso entre os analistas internacionais de que os Estados Unidos vão tentar fazer algum tipo de operação terrestre, a grande parte acaba apostando as fichas de que as operações vão ter como foco principal aquela ilha de Karg.
que é por onde sai 90% de todo o petróleo iraniano que é exportado, ou seja, o objetivo poderia ser principalmente econômico, estrangular o regime iraniano pelo bolso para tornar a situação ainda mais insustentável, mas tem uma parte menor que acredita na possibilidade, e talvez eu seja ingênuo demais também para...
acreditar nessa hipótese, mas alguns, poucos, que dizem que o objetivo dos Estados Unidos com isso seria de tentar recuperar, por vias terrestres, aqueles 440 quilos de urânio altamente enriquecido que estão...
naquelas instalações nucleares iranianas, ou em uma delas, ou nas três, de Fordow, Sfahan, Natanz, mas isso carregaria muitos riscos. Riscos, inclusive, envolvendo essa questão de vazamento de radiação.
Perfeito. Voltando à questão dos proxys, né, Uriã, não à toa é um dos pontos do plano de 15 pontos que foi o primeiro apresentado pelos Estados Unidos para o Irã, o fim do financiamento a essas organizações, né, que inclui também o Hezbollah e o próprio Hamas. Eu queria te ouvir um pouco sobre o andamento dessas negociações, porque a gente viu mais uma vez sinais trocados ali de Washington nessa semana, né.
Então, está perto de um acordo? Não está perto de um acordo? Trump diz que está quase, mas que não sabe mais se que é um acordo. Ao mesmo tempo, o ministro da guerra diz que estão rezando por um acordo. E aí o Irã não quer classificar as tratativas como diálogo. O que está acontecendo?
Eu diria que não. Eu diria que não está perto, correndo o risco de estar errado e depois isso aqui ficar gravado. Tomara! Mas eu diria que não está perto justamente porque, primeiro, as demandas...
norte-americanas, da perspectiva do regime iraniano, elas são maximalistas. Então, estão falando basicamente de uma rendição, só que uma rendição em um momento no qual a liderança hoje no Irã, quem de fato tem o poder lá, não é mais o líder supremo, como a gente conhecia até então, quando o Ali Khamenei ocupava esse lugar.
Agora, o Mostaba Khamenei, que é o filho dele, ele ocupa esse papel simbólico, mas, de fato, quem está tomando todas as decisões é a Guarda Revolucionária Islâmica. Ou seja, é um regime muito mais militarizado, é uma junta militar agora que tem uma visão muito mais pragmática do que ideológica. E a partir do momento em que essa visãoنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنتنت
ela passa a ser pragmática, ele está levando em conta os próprios objetivos. Então, vai ser, acima de tudo agora, permanência no poder. O Donald Trump está, a partir de agora, conversando com pessoas muito mais, talvez, irredutíveis, que estão vendo a sua existência completamente...
ameaçada e tem uma desconfiança gigantesca das intenções dos Estados Unidos. Lembrando que das últimas duas vezes em que negociações estavam ocorrendo, tanto no ano passado quanto agora, um mês atrás, há exatamente 30 dias, o que aconteceu tanto lá atrás quanto agora? Os Estados Unidos usaram das negociações como cortina de fumaça justamente para fazer ataques.
Então, o que tudo indica agora é que esse prazo que o Trump deu, primeiramente na semana passada de 48 horas, depois estendeu para mais cinco dias e agora para mais dez dias até o dia 6 de abril, está sendo um prazo que, na verdade, os Estados Unidos estão usando para se preparar militarmente.
para agir de maneira terrestre ali no Irã e usar de tudo isso, dessa, entre aspas, dessa cortina de fumaça, de negociações, para lá na frente poder dizer olha, a gente tentou, meio que deixar um lastro de que o caminho diplomático foi tentado.
Então, eu diria que não vejo possibilidade de acordo no curto prazo e os objetivos ainda são muito diferentes. Antes de passar de vez para próximos assuntos fora do conflito, eu queria ouvir também, Urian, se você tiver algo a destacar sobre essa questão que você setou da guerra regional, porque a gente tem visto a continuidade dos ataques, essas monarquias petrolíferas do Golfo e também...
Um cenário no Líbano que não está arrefecendo, né? Realmente está com toda a cara de escalada para a crise humanitária. Os alertas vêm de várias partes e a situação continua muito crítica. A crise humanitária no Líbano, ela...
eu não sei nem que palavra usar, de fato, para escrever o que está acontecendo lá. Porque é como se uma a cada cinco pessoas, nesse momento, no país estivesse deslocada. Então, um milhão de pessoas que tiveram que deixar as suas casas em um momento em que o Estado mesmo, o libanês, tem pouca estrutura.
para, de alguma forma, tentar minimizar a situação humanitária dessas pessoas, com o risco, de fato, de Israel colocar em prática aquilo que tem sido vendido como criar uma zona tampão, mais ou menos, da maneira como existe hoje em Gaza. Então, é meio que deixar uma área ali entre Israel e o Líbano inabitável para tentar trazer segurança para o norte de Israel.
Então é um desastre humanitário que está se desenhando e que tem o potencial não apenas de machucar e de causar sofrimento em relação a essas pessoas que estão lá, mas que tem o potencial, inclusive, de alguma forma ajudar a reviver tudo aquilo que era.
As causas do Hezbollah, porque o Hezbollah, sim, ele é ali, talvez até então, um braço armado do regime iraniano, da teocracia iraniana, mas ele se vende também bastante como um grupo de resistência, de apoio aos palestinos, contra Israel. Então, a partir do momento que Israel passa...
a de certa forma ser responsável por todo esse deslocamento, volta a dar ao grupo dentro do Líbano, em um momento no qual o grupo também tinha uma impopularidade gigantesca lá.
porque grande parte da população libanesa não culpava apenas Israel por conta da situação em que o país estava. Culpavam também o Hezbollah, culpavam o Irã, mas a partir de agora...
Israel ocupando um lugar desse tamanho, causando um deslocamento tão grande, pode ser que isso faça com que parte desses libaneses vejam, de fato, que talvez o grande inimigo não seja o Hezbollah e, sim, Israel. Então, é um efeito colateral que isso tudo poderia causar.
Gravíssimo realmente o cenário. Agora mudando um pouco de assunto, eu conversei ainda há pouco com Murilo Medeiros, cientista político da UNB para falar sobre a semana política aqui no Brasil. E a gente tem um assunto aqui que conecta um pouco esse movimento, essa movimentação pré-eleitoral que a gente vive no nosso país com a política externa, com a política dos Estados Unidos.
A gente sabe que por mais que a relação entre os dois países tenha estabilizado, com a química, Trump, Lula e tudo mais, não é difícil imaginar que o entorno de Trump, as bases ideológicas que ele tem no seu entorno e ele próprio também.
gostariam de ver o retorno do bolsonarismo ao governo brasileiro. E uma amostra que a gente teve disso foi uma foto de um conselheiro, de Donald Trump, Jason Miller, com o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Não que os Estados Unidos tenham que querer ou deixar de querer alguma coisa na eleição brasileira, mas a gente sabe que essas relações e essas interações são importantes e a gente teve agora essa evidência publicada nas redes sociais.
O que parece, Nadege, é que o Donald Trump meio que está deixando as suas opções abertas. Então, de fato, ele mantém um diálogo com o presidente Lula, até chegou a falar alguns dias atrás que ele gosta bastante do presidente brasileiro, rolou a química, isso tudo que você mencionou, mas não há dúvida de que a preferência, de fato, seria se um movimento muito parecido com o trumpismo, no caso, o bolsonarismo, ele chegasse ao poder.
no Brasil. E eu acho que o que está acontecendo hoje nos Estados Unidos é diferente do primeiro mandato do Trump.
porque agora é quase como se ele estivesse exigindo alinhamento, exigindo lealdade de alguns outros líderes estrangeiros. Então, ele exige um alinhamento maior do que da última vez. Então, imagina só ele ter um Milley para chamar de seu naquele que é o quinto maior país do mundo, que tem a sexta maior população.
o maior país da América Latina e que está ali sempre entre as 10 maiores economias. Então, não há dúvida de que o Trump, ele de fato preferiria um governo Flávio Bolsonaro.
mas a impressão que dá, pelo menos até o momento, é que ele não está disposto a queimar todos os cartuchos ou cortar relações com o presidente Lula. Mas se o Flávio, onde ele chegar à presidência, além de diversas questões que existem, eu acho que uma grande preocupação, tendo em vista a presidência do Trump nos Estados Unidos com...
o Flávio aqui, eu acho que tem a ver com o tipo de engrenagem política que viria junto. E aí a gente não precisa especular demais porque a própria família Bolsonaro já mostrou até onde ela está disposta a ir quando ela se sente aquada. Então mesmo sem estar no poder, integrantes da família Bolsonaro, o próprio Eduardo, eles buscaram apoio de parlamentares trumpistas nos Estados Unidos justamente para pressionar as instituições brasileiras da...
em torno daqueles processos contra o Jair Bolsonaro. Acho que isso por si só já diz muita coisa, mostra que, diante de um conflito interno, essa turma aceita recorrer ao peso político daquela que é a maior potência do mundo para tentar constranger as instituições brasileiras, aqui o próprio Judiciário brasileiro.
para que eles interfiram no debate doméstico brasileiro. Então, eu acho que a pergunta que fica é a seguinte, se eles fizeram isso sem a caneta do presidente na mão, o que eles fariam se eles controlassem o Planalto? Se eles tivessem o apoio do Trump?
e estivessem também, ao mesmo tempo, lá em Brasília. Então, eu acho que fica difícil imaginar que haveria mais respeito aos limites institucionais vindo de quem já demonstrou tão pouco apreço por eles quando estavam fora do poder. E o risco maior nesse caso...
Não acho que seria também, fiz até um vídeo essa semana nas redes sociais falando sobre isso, eu acho que não seria uma intervenção formal dos Estados Unidos, porque os Estados Unidos não têm o poder de vetar a lei brasileira, eles não são um poder, não tem nenhum tipo de poder vinculante aqui no Brasil.
Mas a preocupação seria do Trump funcionando como um grande fiador político, aí podendo dar uma cobertura para um discurso de deslegitimação das instituições brasileiras, inclusive no momento no qual o judiciário brasileiro está fraco aqui dentro, por conta de ações que ele mesmo tomou ao longo dos últimos anos. Então, o Flávio que chegou a dizer, alguns meses atrás,
fez uma postagem, se eu não me engano, sugerindo que os Estados Unidos viessem ao Rio de Janeiro para ajudar a atacar as embarcações na Baía de Guanabara, como que poderia funcionar na prática essa relação? Será que até...
Lei Magnitsky para todo deputado que não votasse a favor de uma medida do governo brasileiro ou daqueles ministros do STF que de alguma forma votassem uma lei que o bolsonarismo como um todo enxergasse como prejudicial.
Eu acho que em um momento no qual o trumpismo deixou claro que ele está disposto a intervir diretamente em assuntos domésticos de outros países e que ele tem documentado que a prioridade desse governo é no hemisfério ocidental, agora com a possibilidade inclusive de invadir Cuba, não é algo que pode ser subestimado pelos analistas políticos aqui no Brasil. Então, talvez o risco seja maior do que muita gente pensa.
A gente teve um breve momento ali em que Jair Bolsonaro e Donald Trump foram presidentes ao mesmo tempo, né? E a principal lembrança que eu tenho foi aquele I love you lá na Assembleia Geral da ONU. Bolsonaro mandou um I love you pro Trump e recebeu um nice to see you again, bom te ver de novo. Mais um mico aí da política, né?
É, até agora, porque vários outros virão. Exatamente, não faltarão no horizonte, a gente tem certeza. Por ora, Uriam Fantielli, obrigada mais uma vez pela análise, sempre muito bom te ouvir aqui na Revista CBN e em outros momentos da programação da CBN. Até logo, bom fim de semana. Prazer falar com você, bom fim de semana e até a próxima.
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