Fragilidades da Seleção podem levar Neymar à lista de Ancelotti para a Copa
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Milton
Cássia
Carlos Eduardo Eboli
- Dívida Pública BrasilNeymar · Carlo Ancelotti · Copa do Mundo de 2026 · Fragilidades da Seleção · Dificuldade em encontrar um time · Modelo de jogo ofensivo
- Análise da atuação de NeymarMomento irregular · Entrega de pouco · Jogador ansioso · Tentativa de resolver sozinho · Dependência de lampejos individuais · Histórico em Copas do Mundo
- Novidades na ConvocaçãoPosição de goleiro · Alisson · Ederson · Bento · Hugo Souza · Defesa · Danilo · Éder Militão · Léo Pereira · Banhos · Thiago Silva · Marquinhos · Gabriel Magalhães · Laterais · Wesley · Alex Sandro · Douglas Santos
- Comparação geracional de craques brasileirosGeração de 2002 · Ronaldinho Gaúcho · Ronaldo · Rivaldo · Kaká · Estrela solitária
- Convocação da SeleçãoMuseu do Amanhã · Almoço · Menos festa, mais trabalho · Anúncio às 17h · 4 em campo especial
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Um diário da seleção especial hoje porque é dia de convocação. Finalzinho da tarde nós saberemos quem são os 26 nomes que representarão o Brasil na Copa 2026 com o anúncio que será feito por Carlo Antelotti. Antes, nós convocamos o nosso Carlo, Carlo Eduardo Éboli. Bom dia pra você, tudo bem?
Tudo bem, Milton? Bom dia. Bom dia, Cássia. Hoje é importante para o Xará, né? O Xará italiano vai ter que pensar direitinho nessa lista de 26 nomes e vai pensar no nome dele. Eu sei que vocês vão fazer a pergunta. Eu não aguento mais essa pergunta. Desculpa, eu vou fazer outra pergunta. A pergunta que eu faço para você é por que Neymar vai à Copa? Cara...
Eu acho que ele vai. Eu tô contigo nessa. É a tua opinião? Você acha que ele vai? Não sei. Não tenho a menor ideia. Mas a pergunta natural seria vai ou não vai, né? Mas quando você faz assim, de verdade, o que a gente percebeu, e você, claro, vivendo o esporte aí no dia a dia e essa cobertura, nas últimas semanas cresceu esta possibilidade aparentemente, sei lá, exatamente a razão. E por isso que eu pergunto por que Neymar vai à Copa.
Então, eu acho que ele vai, tá? E por que eu acho que o Neymar vai? Porque a seleção vem mostrando, vem dando argumentos para isso.
A fragilidade da seleção, a dificuldade de a gente encontrar um time. O Carlos Ancelotti não formatou um time ainda. As dificuldades são evidentes. Em dez jogos foram três derrotas sofridas pelo Carlos Ancelotti e uma equipe que ainda não encontrou esse equilíbrio tático. O Ancelotti está propondo um jogo muito ofensivo.
com quatro homens de frente, mas que é um modelo flexível, lógico, o futebol é assim hoje em dia, né? Então você tem com a bola e sem a bola. Mas é um time que depende muito desse equilíbrio. E na medida que a gente ainda não encontrou esse equilíbrio, isso vai gerando uma dependência por lampejos individuais.
Talvez esse seja o apelo para você ter um cara como o Neymar no grupo. O Neymar está preparado para esses lampezes individuais? Aí eu te respondo, não. Eu não convocaria. Porque se espera muito do Neymar e ele está entregando muito pouco. A confusão ontem que teve no jogo do Santos com Curitiba, 3x0 Curitiba, o Santos não viu a corda-bola, o Neymar estava em campo. Inclusive saiu sem querer. Só coisas que andam acontecendo com o Neymar que, olha...
Mas é um jogador ansioso, é um jogador que está tentando resolver muita coisa de maneira solitária no Santos, que não ajuda. É lógico que inserido numa equipe como a seleção brasileira, com mais talento no entorno dele, ele pode render um pouco melhor? Pode. Mas assim, são muitos pontos de interrogação.
Para um jogador que já teve três oportunidades em Copas do Mundo, disputou 2014, 2018, 2022, teve seus dramas, teve seus problemas, teve seus grandes momentos, mas não conseguiu levar a seleção a um título mundial. Esse jogo já dura 24 anos. Uma geração que também não apresentou...
grandes talentos junto com o Neymar. O Neymar ficou meio que solitário nessa coisa de ser o chefe da companhia, de puxar para ele a responsabilidade. Se a gente olhar, por exemplo, para o último título da seleção brasileira em 2002, gente, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, era uma distribuição de responsabilidades por grandes craques, jogadores...
Três ali foram eleitos melhores do mundo. O Ronaldinho Gaúcho, o Ronaldo e o Rivaldo.
E ainda tinha o garoto Kaka começando, que depois veio também a ser eleito o melhor jogador do mundo. Então, o Neymar faz parte de uma geração onde ele é uma estrela solitária, com todo respeito ao Botafogo. Mas ele é uma estrela solitária. E essa estrela hoje não está brilhando como já brilhou um dia. O Brasil precisa de um jogo coletivo muito bem encaixado. E eu acho que o Ancelotti ainda não encontrou isso.
Pode ser que ele recorra, ele queira ter ali o Neymar no elenco para uma situação de jogo, como hoje muita gente fala, para 10, 15 minutos. Eu não gosto desse tipo de argumento. Eu não aceito esse tipo de argumento de jogador para 15 minutos. Mas...
A seleção não passa firmeza, né, Milton? A verdade é essa. Nossa seleção brasileira não passa firmeza. Então, não vou achar estranho se o Neymar hoje aparecer entre os 26 convocados. Agora, Éboli, para além do Neymar, nos ajuda a traçar um painel do que você espera em relação a essa convocação? Então, Cássia, eu acho que a gente não vai ter nenhuma grande surpresa. Tirando essa questão aí da vaga Neymar, se ela vai ser ou não preenchida pelo próprio...
Eu acho que a gente não vai ter nenhuma grande surpresa. O Ancelotti fez as observações, um recorte curto de trabalho, mas ele deixa claro um norte do que ele quer, as características para cada setor.
Existe uma discussão se ele vai convocar, por exemplo, nessa lista de 26, se ele vai ocupar oito ou nove vagas com atacantes. Eu acho que ele vai ocupar com nove atacantes. Por quê? Muitos desses atacantes da seleção brasileira, eles são híbridos, eles são atacantes com movimentações também para o meio de campo.
E aí a gente tem jogadores versáteis nesse sentido. Matheus Cunha, Martinelli, Rafinha. Os jogadores que fazem esse trânsito entre meio de campo e ataque. Dando mais liberdade para um Vinícius Júnior ser mais decisivo. O que falta na seleção brasileira. Um Vinícius Júnior mais decisivo. E voltando rapidamente, quando a gente fala de Neymar, há essa carência. Esse assunto é estimulado por uma carência de jogadores mais decisivos na seleção brasileira. Com mais personalidade.
Mas a gente vive um problema técnico no gol. Eu acho que essa é uma questão, a gente está querendo discutir muito um único nome, mas há outros setores que geram preocupação. A gente tem o Alisson, o Ederson e uma terceira vaga meio flutuante. A gente não sabe muito bem quem colocar nessa terceira vaga, nesse terceiro goleiro, que é tão importante assim para a engrenagem, de uma seleção para uma Copa do Mundo.
Mas a gente tem Alisson e Adson, que vêm convivendo com problemas físicos. E um terceiro goleiro pode ser o Bento, que vem falhando muito. Hugo Souza, que é um pegador de pênaltis. Será que ele vai ocupar essa terceira vaga de goleiro com um jogador que tem essa característica, pegador de pênaltis? O titular absoluto é o Alisson, não tenha dúvida disso. Mas já viveu fases melhores também na carreira.
A parte defensiva tem problemas. O Ancelotti hoje se apoia em jogadores de confiança, como, por exemplo, o Danilo do Flamengo, que se quer é titular no Flamengo. E que tem as questões físicas também que envolvem esse jogador. Perdemos o Éder Militão, que era um nome certo nessa lista de 26.
E aí outros nomes surgiram nessa última lista, que passou a ter um peso maior. Isso foi colocado pelo próprio Ancelotti, que a última lista seria muito próxima da lista definitiva. A lista para os amistosos contra a França e Croácia, onde o Brasil não foi bem contra a França, já fez um jogo melhor contra a Croácia. E aí nomes como Léo Pereira e Banhos ganham força. Thiago Silva. Hã? Thiago Silva.
Até o Thiago Silva está resgatando nomes como o Thiago Silva, Milton. E, mais uma vez, isso mostra fragilidades. A gente não sente firmeza nos nossos defensores também. A gente tem uma dupla titular, Marquinhos e o Gabriel Magalhães. E os outros, né? E os laterais, gente? O Brasil já empilhou grandes laterais, na esquerda e na direita.
Hoje, mal tem o lateral direito. O dono da posição parece ser o Wesley, mas o reserva do Wesley vai ser um zagueiro que vai poder improvisar na lateral direita. Do lado esquerdo, ele está se apoiando no Alexandro, que está mal, está numa fase muito ruim no Flamengo. Está começando muito mal o ano, o Alexandro, jogador já veterano. Ele e o Douglas Santos, mais jovem, olha...
Para quem já teve Roberto Carlos, Felipe Luiz, para quem já teve Branco, aí vamos lá atrás, para quem já teve Nilton Santos e tantos outros, é dureza você ver hoje uma lateral esquerda sendo dividida por Douglas Santos e Alexandre. Então, além de Neymar, a gente tem outros problemas a serem resolvidos.
E não tem muito para onde correr. Se a gente olhar para esse campo de observação do Arcelotti, não tem, não vai ter grandes surpresas, e o que ele vai apresentar não empolga muito também, não. É, Boli, para fechar aqui, como é que é a programação hoje? Primeiro tem a nossa programação aqui, né? Começa cedo, temos um quadro em campo especial, debatendo tudo isso. E qual é a programação até a convocação? Porque tem festa antes, é isso?
A programação lá no Museu do Amanhã, onde vai ser a convocação, vai ser uma convocação extensa, uma programação extensa. Vai ter almoço, uma série de eventos. É, transforma, Milton. Eu acho um tanto exagerado, mas transforma esse momento da convocação.
como se fosse já um primeiro jogo de Copa do Mundo. A gente precisa de trabalho. Tem que convocar, botar logo para trabalhar essa turma, para a gente ter um time para começar a Copa do Mundo no dia 13 contra Marrocos. A chave não é uma chave difícil, Marrocos, Haiti, depois Escócia, mas eu acho que a seleção que precisa é menos festa e mais trabalho.
Mas é isso, vai ter essa longa programação. O anúncio mesmo da convocação vai ser às 5 horas da tarde. A gente começa a nossa programação especial às 4h30, com 4 em campo especial. Trabalhando. Para a convocação. 4h30 trabalhando.
trabalhando, 4h30, trabalhando eu, Gabriel Dudziak o Rafael Prats, a Michelle Silva Leonardo Dai vai estar no Museu do Amanhã acompanhando toda a movimentação vai ter comes e bebes pro Leonardo Dai esse aí tá garantido no almoço o almoço do Dai tá garantido hoje e a gente vai ficar até as 6 horas da tarde debatendo a lista, vai ter entrevista coletiva e depois tem o 4 em campo também
às oito horas da noite, para a gente dar sequência a essas discussões. E aí, de repente, tem que responder outras perguntas. Porque se o Neymar foi convocado, Milton, a pergunta vai ser Neymar tem ou não tem que ser titular? Mais uma. Carlos Eduardo Éboli, bom trabalho. E até mais, estaremos na companhia. Valeu, Milton. Tchau, tchau. Valeu, Cassia. Até a próxima. Valeu.
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Monroe
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