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Lula começa semana pressionado a buscar saídas para crise política e deve se reunir com ministros

04 de maio de 20264min
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O presidente Lula começa esta segunda-feira (04) pressionado a buscar saídas para a crise política agravada pela rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

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Participantes neste episódio6
M

Milton

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
E

Elton César

ConvidadoMinistro da Justiça
J

Jorge Messias

ConvidadoMinistro do STF
L

Lula

ConvidadoPresidente
R

Rani Veloso

ReporterRepórter
Assuntos5
  • Crise política no São PauloRejeição de Jorge Messias ao STF · Relação entre poderes Executivo e Legislativo · Avanço do Legislativo sobre prerrogativas do Executivo · Emendas parlamentares impositivas · Indicações a cargos como a Suprema Corte
  • Relações entre Governo e CongressoMala defendendo discurso duro contra o parlamento · Moderados alertando sobre empurrar partidos de centro para Flávio Bolsonaro · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Rodrigo Pacheco · Oposição
  • Derrotas do governo no CongressoInvestigações sobre Davi Alcolumbre · Reeleição ao comando do Senado · Traições de partidos do Centrão · MDB · Jax. Wagner
  • Ministros presentes em evento LideMinistro da Justiça, Elton César · Programa Brasil contra o Crime Organizado · Ministros da área política (palacianos)
  • Veto à dosimetriaRedução das penas dos condenados pelo 8 de janeiro
Transcrição9 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Vamos conversar agora com a Rani Veloso, que está em Brasília. Tem outras informações para você, Rani. Bom dia.

Bom dia, Milton, Cássia e a todos que nos acompanham. Olha, o presidente Lua começa esta segunda-feira pressionado a buscar saídas para a crise política agravada pela rejeição do Senado, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Hoje, o presidente tem uma reunião com o ministro da Justiça, o Elton César, vai falar sobre o tema com ele e também sobre o lançamento do programa Brasil contra o Crime Organizado.

E ainda deve se encontrar com outros ministros da área política, ou seja, os ministros palacianos, para debater a conjuntura política nesse momento. O governo se divide, como a gente havia antecipado na semana passada. Mala defende que Lula rompa as relações com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e adote um discurso duro contra o parlamento, com aquela campanha Congresso inimigo do povo.

Já os moderados alertam que tensionar a corda pode empurrar os partidos de centro para a candidatura de Flávio Bolsonaro, que é o principal adversário político do presidente. A derrota no Senado, por 42 votos a 34, não é lida apenas como um revés.

do governo atual, mas também com uma mudança histórica na relação entre os poderes, uma vez que representa um avanço inédito do Legislativo sobre as prerrogativas do Executivo. O governo já está incomodado sobre o avanço em relação às emendas parlamentares impositivas e agora, ainda com uma certa interferência, como é lida, sim, por alguns integrantes do governo, há indicações do presidente da República a cargos como a Suprema Corte.

Nos bastidores também, a articulação da derrota é atribuída, a gente sabe, a Davi Alcolumbre, que estaria buscando ali não só o aval para a indicação de um aliado, como era o caso de Rodrigo Pacheco, quem ele sempre defendeu desde o início, mas também o apoio da oposição para se reeleger ao comando do Senado no ano que vem. Mas também há ali pessoas próximas ao Alcolumbre que negam isso.

O Planalto também contabiliza traições de outros partidos que muitas vezes estão com o governo, que são aqueles partidos do Centrão e também outros que são até mais próximos, como é o caso do MDB. Além disso, há queixas abertas contra a falha na articulação do líder do governo, Jax.

Wagner. E a gente lembra, né, Milton, que além dessa derrota do Messias, o governo precisa juntar os cacos também em relação à derrota que foi imposta ao Planalto pelo Congresso no dia consecutivo, quando eles derrubaram o veto de Lula ao PL da dosimetria, o projeto que reduz as penas dos condenados pelo 8 de janeiro. Então, são muitos problemas ali, de acordo com uma fonte que eu conversei agora há pouco.

que são problemas muito mais estruturais. O fato do governo não ter maioria no Congresso e também pelo fato do período eleitoral estar mais próximo que impuseram essas derrotas ao governo e que agora o presidente Lula tenta ali recompor e organizar o cenário. Milton? Muito obrigado. Essa foi a Rainha Veloso.