PM faz reintegração de posse em edifício nos Jardins após mais de 20 anos de disputa judicial
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- Reintegração de posse no BrooklinDisputa judicial de mais de 20 anos · Risco estrutural e de desabamento · Ocupação por famílias · Auxílio aluguel da prefeitura · Álvaro Moreira · Dona Matilde
- Histórico da disputa pelo edifícioAumento do valor do condomínio · Mobilização de pessoas em situação de rua · Ocupações anteriores · Álvaro Moreira · João · Dona Matilde
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Pedro Fagundes está conosco na linha, tem informações a respeito de uma reintegração de posse de um prédio que tem risco de desabamento, sabe onde? Na Oscar Freire, área nobre de São Paulo. O que você nos conta, Pedro? Bom dia.
Bom dia, Marcela. Bom dia também aos ouvintes. Olha, a Polícia Militar realizou nesta manhã, a partir das cinco e meia da manhã, a reintegração de posse do edifício Peixoto Gomide, aqui no bairro dos Jardins, depois de mais de duas décadas de disputas judiciais e também ocupações.
A justiça autorizou a retirada das famílias ao apontar risco estrutural e também na rede elétrica e também falta de rota de fuga, possibilidade de desabamento do prédio. Bem, a maior parte dos moradores deixou o local de forma voluntária, já que vinha recebendo auxílio aluguel da prefeitura. A operação ocorreu no imóvel localizado aqui na esquina das ruas Peixoto Gomide com a Oscar Freire, como você bem...
adiantou na Zona Oeste de São Paulo, área nobre de São Paulo. Ao menos 36 famílias viviam no local, isso mais de 100 pessoas, e já haviam saído um dia antes da ação, de forma espontânea, justamente há um ano eles já recebem esse auxílio-uluguel.
No momento, essas famílias foram transferidas. Na verdade, elas não foram transferidas. Elas continuam recebendo esse auxílio aluguel. E de acordo com os responsáveis da subprefeitura, as famílias tiveram a opção de poder ir para onde quiserem. No caso, elas estão, pelas informações que nós apuramos, elas estão...
em outro residencial, em outro edifício, ocuparam o edifício aqui na proximidade, na Rua Pamplona. Bem, a decisão judicial determinou a reintegração, foi tomada no mês passado. O Judiciário Responsável citou justamente a falta de condições mínimas de segurança. A Prefeitura informou que as famílias cadastradas já tinham acordo firmado desde setembro de 2025 para desocupação assistida.
Durante a operação, a SCT chegou a interditar um quarteirão aqui do Oscar Freire, mas já liberou e o trânsito flui normalmente. O edifício tem nove unidades, sete pertencem ao único proprietário, Álvaro Moreira, que no passado tentou viabilizar a construção de um empreendimento de alto padrão.
A disputa começou lá em 2004, quando a empresa de Álvaro passou a comprar apartamentos para assumir o controle total do prédio. Com a maioria nas assembleias, ele chegou a elevar o valor do condomínio, que na época era de 200 reais para quase 7 mil reais, para tentar expulsar e tentar forçar uma venda por um preço mais barato. De 200 para quase 7 mil?
De R$ 200 para R$ 6.900, ele fez esse aumento espontâneo do condomínio. Eu não consigo nem fazer a matemática de quantas vezes ele fez esse aumento. Quanto por cento foi desse aumento, mas de forma exorbitante para tentar forçar.
uma venda por um preço mais baixo aos outros dois proprietários. Acontece que não deu certo. Sem sucesso, a empresa teria dobrado a aposta e mobilizado pessoas em situação de rua para ocupar o edifício. E foi assim que esse edifício, aqui na esquina da Oscar Freire, com a Peixoto Gomide, foi ocupado pela primeira vez. Depois, a ocupação já teria...
se desmantelado e outras duas ocupações aconteceram. A última delas aconteceu em 2016 e se manteve até a decisão judicial que levou à reintegração nesta semana, no dia de hoje. Agora, o prédio deve passar por uma vistoria técnica.
a fim de entender se ele poderá ser submetido a uma reforma, ou a que eu conversei com o proprietário majoritário, que é o Álvaro, ele disse que pretende fazer um retrofit do prédio e por aí vai, ou se ele será demolido. As negociações, no entanto, dependem de uma reunião entre os três proprietários, que no caso é o Álvaro, dono de uma construtora.
O João, que também conversei com ele, outro dono do prédio há mais de 20 anos. E a terceira, uma senhora de 104 anos, que mora aqui na região Dona Matilde. Então, depende dessa conversa para entender qual será o futuro do prédio. Marcela. Meu Deus, hein? Que história. Obrigada, viu, Pedro Fagundes, pelas informações. Novidades, você volta aqui com a gente na programação.
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
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Dili
Dili EX5 EMIMagalu