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Moraes barra Alerj de analisar prisão do deputado Thiago Rangel

06 de maio de 20263min
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Assembleia Legislativa do Rio não poderá analisar a prisão do deputado estadual Thiago Rangel. De acordo com Moraes, a análise não se aplica neste caso porque Rangel foi também afastado da função de deputado estadual por decisão do próprio ministro.

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Fernando Itati

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  • Prisão de Daniel BorcaroDaniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Thiago Rangel · Assembleia Legislativa do Rio · Operação Unicarne · Polícia Federal · Rodrigo Bacelar
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Fernando Itati, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Assembleia Legislativa do Rio não poderá analisar a prisão do deputado estadual Tiago Rangel. De acordo com o Moraes, a análise não se aplica nesse caso, porque Rangel foi também afastado da função de deputado estadual por decisão do próprio ministro.

De praxe, a Assembleia Legislativa pode decidir por soltar ou manter a prisão de outro parlamentar com base na Constituição Estadual e por prerrogativa do STF. Em dezembro, por exemplo, o então presidente da Casa, Rodrigo Bacelar, do União,

foi solto após receber votos favoráveis da maioria. Hoje, com o mandato cassado, ele já está preso novamente. Mas, nesse caso, Moraes se antecipou a questão e decidiu não só pela prisão, como pelo afastamento do cargo. Nos bastidores da Alerje, já existia uma expectativa de que o plenário não discutisse o assunto para evitar uma indisposição com o judiciário.

Ontem, o deputado estadual Tiago Rangel do Avante e outras seis pessoas foram presas durante a quarta fase da Operação Unicarne da Polícia Federal. Segundo as investigações, Rangel teria influenciado obras em escolas estaduais com contratos direcionados a empresas específicas e parte do dinheiro público teria voltado ao grupo investigado. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e teve também 12 mandados de busca e apreensão.

A decisão apontou indícios de organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. As investigações avançaram a partir de materiais apreendidos na Alerj, ligados a Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Casa. Uma planilha com nomes de deputados e indicações de cargos reforça a suspeita de que ele...

seja elo do esquema. Segundo a PF, Bacelar teria influenciado a Secretaria de Educação e intermediado obras a favor de Rangel. A defesa do deputado Tiago Rangel nega todas as acusações. Em nota, o gabinete dele disse que a prisão foi recebida com surpresa e argumenta que a atuação junto à Secretaria de Educação fazia parte do papel fiscalizador do mandato. Já a Lerja informou que está à disposição para colaborar com as investigações. Fernando Itati.

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