Estudantes denunciam violência policial durante desocupação da Reitoria da USP; veja vídeos
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Fernando
Gabriel Borges
Matheus Leite
- Violência PolicialDesocupação da Reitoria da USP · Agressões com cassetetes · Bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo · Corredor polonês · Gabriel Borges · Secretaria da Segurança Pública de São Paulo · Associação de Docentes da USP
- Greve na USP e reivindicações estudantisAumento no valor de bolsas · Melhorias em serviços
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. De volta com Revista CBN para falar mais sobre a operação da Polícia Militar de São Paulo para retirar estudantes da reitoria da USP. O Matheus Leite está aqui, traz mais informações. Matheus, boa tarde.
Oi, Fernando. Boa tarde a você e também aos ouvintes. Estudantes da USP denunciaram uma ação violenta da Polícia Militar durante a desocupação do saguão da reitoria da universidade na madrugada de hoje. O local estava ocupado desde quinta-feira por alunos que reivindicam medidas como aumento no valor de bolsas e melhorias em serviços. Vídeos registrados pelos manifestantes mostram agentes usando cacetetes para agredir estudantes, além de correria e gritaria durante a saída do espaço.
ação classificada pelo Diretório Central dos Estudantes Livre da USP como um corredor polonês. Vai, vai, vai cair!
Amorão vai bem! Amorão vai bem! Amorão vai bem! Amorão vai bem!
É, Matheus, vamos lá. Vamos descrever aqui o que aconteceu. Os estudantes estão saindo da reitoria, os policiais fazem ali um corredor, que é justamente chamado corredor polonês, está todo mundo saindo. E aí tem, literalmente, agressões com cacetetes, com tapas, estão batendo nos alunos que estão saindo. Eles estão saindo, não é isso? Exatamente, exatamente. Para que a agressão?
Chegaram durante a madrugada, abordaram esses alunos e aí foi essa ação que as imagens mostram, inclusive quem acompanha a gente com imagem consegue ver esses registros. E além do uso dos cacetetes, os alunos da USP também disseram que os policiais chegaram com bombas de efeito moral.
e gás lacrimogêneo. Isso aconteceu por volta das 4 horas da manhã, quando eles estavam dormindo, inclusive, os estudantes. Quatro pessoas foram detidas, de acordo com a polícia, por dano ao patrimônio público e alteração de limites encaminhadas à delegacia e liberadas. O diretor do Diretório Central dos Estudantes, Gabriel Borges, disse que muitos estudantes ficaram feridos durante a ação e afirmou que a conduta dos agentes é injustificável.
Dezenas de estudantes foram feridos, alguns tiveram que ser hospitalizados com fratura no braço, fratura no nariz, porque os policiais agrediram no rosto, agrediram no braço dos estudantes enquanto esses defendiam os seus rostos. Vários ficaram traumatizados do ponto de vista psicológico, porque foram acordados de supetão com um ataque surpresa. Foi uma violência absurdamente descabida.
E absolutamente desproporcional, porque não houve um processo de resistência violenta por parte dos estudantes em direção à polícia. A Secretaria da Segurança Pública contrariou esses relatos, afirmando que a desocupação foi concluída sem registro de feridos. A pasta também disse que toda ação foi registrada pelas câmeras corporais dos agentes e que as imagens serão anexadas aos autos da ocorrência.
Ainda de acordo com a secretaria, uma vistoria no espaço constatou danos como a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares e mesas danificadas e danos também à catraca de entrada. No local, segundo a pasta, também foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes.
A polícia militar informou que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas. Em nota, a Associação de Docentes da USP repudiou o caso. A CBN também procurou a universidade para pedir um posicionamento e aguarda retorno. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana para você.
Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
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