Light e Aneel discutem tarifa diferenciada para áreas de risco no RJ
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Bianca
Alexandre Nogueira
- Tarifa diferenciada para áreas de riscoDiscussão burocrática em curso · Alexandre Nogueira · ANEEL · Áreas de risco · Perdas não técnicas
- Renovação do contrato de concessão da LightInvestimento de R$ 10 bilhões · Modernização da rede · 31 municípios do Rio de Janeiro · Rede elétrica velha e sem manutenção
- Problemas na rede elétrica do Rio de JaneiroApagão em Copacabana · Apagão na Zona Norte · Problema histórico na Ilha do Governador · Rede de 100 anos atrás na região central
Bianca, quero pedir especial atenção porque ele pode mudar a realidade do Rio de Janeiro a depender do que virá. Há uma discussão burocrática em curso, mas a gente sabe que esse é um tema muito importante.
A Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica debatem a implementação de uma tarifa diferenciada para o fornecimento de energia nas áreas de risco do Rio de Janeiro. De acordo com o CEO da concessionária, com quem eu conversei, o Alexandre Nogueira, a agência reguladora, que é a ANEEL, já está analisando o formato dessa cobrança e deve apresentar uma definição sobre como ela vai se dar entre o final deste ano e o início do próximo.
O que entende-se por área de risco são aquelas áreas onde a empresa tem restrição de operação, ela não tem uma operação ordinária como uma área comum de atendimento. Então isso certamente tem que ser tratado de forma distinta e foi isso que foi refletido no contrato. Agora, essa discussão toda da forma como isso será refletido no novo contrato, a ANEL está debruçada.
nesse tema e acreditamos que esse ano ainda teremos uma definição dessa forma de tratamento. Qual que é a situação que se coloca aqui, Bianca? A Light sabe que 86% das perdas não técnicas da distribuidora, os chamados furtos de energia, estão justamente concentradas nessas áreas de risco. Áreas de risco, como o Alexandre Nogueira explicou.
são áreas em que a Light não consegue entrar. A Light não consegue entrar numa comunidade do Rio de Janeiro, numa favela, para fazer uma... Ah, queimou um transformador. Como é que a Light vai entrar lá em áreas totalmente conflagradas? No Complexo de Israel, por exemplo.
Ou em outros complexos, estou citar o de Israel, mas poderia ter citado o complexo do Alemão, em várias localidades em que o poderio do crime é muito grande. E a Light está tentando criar uma estratégia para reverter isso, criar novos consumidores. É um debate, portanto, que está na ANEEL, que a gente vai acompanhar de perto.
Essa novidade vem na esteira da aprovação da renovação do contrato de concessão da Light. Por mais 30 anos, essa renovação foi cancelada pelo Ministério de Minas e Energia após a recomendação da ANEEL na última sexta-feira. Nos próximos cinco anos, a Light vai investir R$ 10 bilhões na modernização da rede. A Light atende a 31 institutos do Rio de Janeiro que comporta isso.
mais de 70% da população do estado do Rio de Janeiro. Então é importante dizer o seguinte, a gente não está priorizando um município, nós estamos priorizando aqueles investimentos em modernização em todos esses 31 municípios.
Isso é importante dizer, ou seja, a gente está olhando todos, estamos olhando onde a gente tem uma necessidade de modernização e renovação da rede mais imediata e vamos focar nisso. Importante dizer que nós estamos investindo mais de duas vezes nos próximos cinco anos o que a Light investiu historicamente.
Isso é um dado interessante também, a Light vai investir o dobro da média histórica de aportes só agora nos próximos cinco anos. Eu perguntei, claro, para o Alexandre por onde vai começar esse investimento, porque ele chama de base de ativo bastante depreciada a rede da Light, e eu traduzo aqui para o ouvinte do CBN Rio como uma rede elétrica velha e sem manutenção.
Basicamente é isso. E aí nós tivemos, nesse ano, apagão em Copacabana, por conta de furto de cabos, apagão na Zona Norte do Rio de Janeiro, por conta de um problema que aconteceu numa subestação do Caxambi, que deixou parte da Zona Norte sem energia elétrica. E nós tivemos, há dois anos, aquele problema histórico na ilha do governador, que ficou às escuras durante praticamente todo o verão de 2024, e isso foi revertido.
graças a obras de modernização que a Light agora pretende fazer no restante da sua rede de 31 municípios. Não tem ainda o local por onde isso vai começar, mas eu sugeri, até por base no que a gente conhece, no que a gente já apurou junto à própria Light, que se comece pela região central do Rio de Janeiro. Se olhe com atenção, porque na região central do Rio tem rede...
que fornece energia elétrica, da primeira rede, de 100 anos atrás. Então, a Light realmente tem um grande desafio de modernizar essa rede. Vai ter agora dinheiro para isso. A gente vai acompanhar todos os passos aqui, porque essa melhoria que está prometida pelos engravatados, ela tem que chegar para o cliente. É isso aí.