Hantavírus: após morte confirmada, governo de MG reforça orientações de prevenção em áreas rurais
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Fernando
Tatiana
Deserê Miranda
Fábio Baqueretti
- Hantavírus em cruzeiroMorte confirmada em Carmo do Paranaíba · Reforço de orientações de prevenção · Histórico de contato com roedores silvestres · Fábio Baqueretti · Síndrome cardiopulmonar por hantavírus · Transmissão por inalação de partículas de roedores · Sintomas e tratamento
- Prevenção do HantavírusOrientação para trabalhadores de saúde e agentes comunitários · Métodos de limpeza em áreas rurais (pano úmido, água) · Armazenamento de alimentos e destino do lixo
- Transmissão de HantavírusCaso isolado no Brasil em 2026 · Diferença de cepas com surto em cruzeiro · Baixo risco de contaminação entre humanos · Comparativo com óbitos de anos anteriores
- Hantavirose no BrasilCasos registrados em 2026 · Casos e mortes registradas no ano anterior
Em Belo Horizonte, temos agora a informação com o Deserê Miranda. Oi, Deserê, boa tarde. Ei, Fernando, boa tarde pra você, pra Tatiana e pros ouvintes. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais reforçou orientações sobre medidas de prevenção contra o ranta vírus em zonas rurais do Alto Paranaíba, região onde um morador do município de Carmo do Paranaíba morreu pela doença.
A vítima apresentava histórico de contato com roedores silvestres em uma área de lavoura. Essa foi a única morte pela doença no país em 2026 até agora. E segundo as autoridades de saúde, trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença pelo país. A morte também não tem relação com o surto em um cruzeiro turístico que partiu da Argentina.
com destino a Cabo Verde, na África. As cepas registradas nos dois casos são diferentes, conforme explicou em entrevista à TV Globo, o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baqueretti.
Não tem o menor risco de contaminação entre humanos e que se torne um surto ou uma epidemia. O que nós temos é um óbito como o dos anos anteriores. Ano passado foram quatro óbitos, ano retrasado outros quatro óbitos. E o que nós temos é uma cepa que geralmente está junto de poeira, com fezes de ratos, em locais como paióis, bem do interior. E são ratos, são silvestres e não ratos urbanos, ratazanas, que são os hospedeiros desse vírus.
Vamos ficar todos tranquilos. O que está acontecendo lá no navio é específico de lá e no Brasil esse risco não existe. A morte em Minas Gerais ocorreu em fevereiro e a informação foi divulgada nesse fim de semana. Segundo o Baquerete, as orientações de prevenção são destinadas principalmente para moradores de áreas rurais.
Tome cuidado nesse dia a dia, na lavoura em especial, no dia a dia, lá na roça, para que não corra o risco de aspirar fezes vinculadas a essa doença, aos ratos silvestres. Mas não precisamos nos preocupar. A nossa orientação a essa região especificamente está no trabalhador, nos trabalhadores de saúde, nos agentes comunitários de saúde que chegam lá na zona rural e orientam, olha, não se deve varrer esse terreno, esse paiol, se jogue água.
pano úmido, para não subir essa poeira com fezes, ou lave bem as mãos para que você não tenha contaminação. Além disso, entre outras orientações, estão manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores, dar destino adequado ao lixo e entulhos, não deixar ração animal exposta. A rantavirose é uma zoonose viral.
Aguda, que no Brasil se manifesta principalmente na forma da síndrome cardiopulmonar por rantavírus. A transmissão para humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, lombar e abdominal. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Não existe tratamento específico para ranta virose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica. O Brasil já registrou sete casos de ranta vírus neste ano. Dois em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina, um no Pará e um sem unidade da Federação Identificada. No ano passado, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes por ranta vírus. Fernando.