Ciro Gomes rejeita disputa presidencial e deve concorrer ao governo do Ceará
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Pedro Popolim, São Paulo, de volta com mais informações da política. Pedro, diga. Boa tarde, Tati e Fernando, de volta com o cenário eleitoral. O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, do PSDB, rejeitou o convite do partido para disputar a presidência da República em 2026 e deverá anunciar oficialmente, no próximo final de semana, a pré-candidatura ao governo do Ceará.
A informação foi confirmada pelo PSDB. Em nota, o presidente nacional do partido, Aécio Neves, afirmou que conversou nesta segunda-feira por telefonema com Ciro Gomes. Ao participar de um fórum em São Paulo, Ciro afirmou ao portal G1 que, apesar do amor pelo Brasil, desta vez pesou mais a decisão de disputar o comando do Ceará.
Agora, um levantamento feito pelo Instituto Genial Quest e divulgado no dia 30 de março, apontou que Ciro Gomes lidera com 41% das intenções de voto a disputa contra o atual governador Eumano de Freitas, do PT, que marcou 32 pontos percentuais. Mas o cenário se inverte de acordo com o mesmo levantamento.
quando o nome do senador e ex-ministro da Educação do governo Lula, Camilo Santana, do PT, é inserido na pesquisa. Em primeiro turno, por exemplo, Camilo Santana tem 40% das intenções de voto contra 33% de Ciro Gomes. Cabe ressaltar, Ciro deverá contar com o apoio do bolsonarismo na disputa ao governo cearense.
A ideia de lideranças bolsonaristas é, claro, desbancar o petismo do executivo estadual e emplacar um aliado. Mas essa aliança não tem aprovação unânime dentro do clã bolsonarista.
Ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, tem criticado fervorosamente a aliança, trazendo à tona vídeos antigos de Ciro Gomes, chamando o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, de jumento. A primeira manifestação pública de Michele contra Ciro ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão do Novo ao governo do Estado. A declaração da ex-primeira-dama rendeu críticas até dos filhos de Jair Bolsonaro.
Pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, do PL, chegou a chamar Michele de autoritária.
PSDB