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Defesa Civil faz nova vistoria após explosão no Jaguaré (SP) que deixou um morto e três feridos

12 de maio de 20266min
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Uma explosão de gás no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, deixou uma pessoa morta e outras três feridas nesta segunda-feira (11), e aconteceu durante uma obra realizada pela Sabesp e Comgás. A Defesa Civil do Estado de São Paulo realiza nesta terça-feira (12) uma nova vistoria técnica nos imóveis atingidos para avaliar danos estruturais e definir quais residências poderão ser liberadas.

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Participantes neste episódio4
C

Cássia

HostJornalista
L

Leoneide Gonçalves

Convidado
P

Pedro Fagundes

ReporterJornalista
V

Vanúbia Tantas

ConvidadoAposentada
Assuntos3
  • Explosão no JaguaréVistoria da Defesa Civil · Imóveis atingidos · Sabesp · Comgás · Alessandro Fernandes Nunes · Vanúbia Tantas · Leoneide Gonçalves
  • Acidentes rodoviariosAcidente em Mauá · Acidente em Mairiporã · Privatização da Sabesp
  • Governo e Gestao PublicaTarcísio de Freitas · Ricardo Nunes · Enel
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Nós temos informação com a nossa reportagem que continua na região do Jaguaré, onde houve ontem uma explosão que atingiu 46 imóveis. Uma pessoa morreu, três pessoas ficaram feridas. E quem nos traz mais informações é o Pedro Fagundes. Bom dia para você, Pedro.

Bom dia para você também, Cássia. Bom dia aos ouvintes. Olha, a situação de momento é que a Defesa Civil realiza agora, bem neste momento, uma vistoria técnica nos imóveis atingidos. Como você falou, foram 46 imóveis atingidos no total, sendo 10 casas interditadas e 36 atingidas indiretamente. Então, acontece neste momento essa vistoria técnica para tentar entender quando as famílias poderão retornar ou se não poderão retornar no momento.

se será necessário uma demolição para depois uma nova construção e por aí vai. Bem, há pouco eu conversei com algum dos moradores que ficaram desalojados, no total foram 160 pessoas que foram levadas para hotéis pagos pela Sabesp e a Congás.

que eram as duas concessionárias que realizavam obras aqui na rua, aqui na região do Jaguaré, quando houve a explosão. O que contam é que a Sabécia, a obra da Sabécia, acabou atingindo um cano da Congás, que então explodiu e afetou todos esses imóveis. Há pouco, então, eu conversei com a Vanúbia Tantas, que é aposentada, ela mora aqui na Rua de Baixo, e foi atingida e escreveu, então, um impacto para a gente. Vamos ouvir.

Aí na hora que eu fui pra rua, eu comecei a varrer a rua e houve a explosão, eu subi uns 3 metros de altura. Jogou eu e minha vizinha e o homem da Sabesp, eu só via círculo, a rua balançou. Aí eu saí correndo, assim, minha vizinha correndo, aí a gente parou lá embaixo, aí pronto. Aí eu não vi mais nada, eu comecei a passar mal. Aí fui pra casa dos parentes lá em cima. Meu Deus, que horror.

Bem, depois a Vanuga ainda destacou que não está tão tranquila de conseguir voltar a morar na região por medo do gás, por medo do impacto. Falou que está muito abalada psicologicamente e disse que acredita que vai ter que ficar um pouco de tempo longe. Eu também conversei com a Leoneide Gonçalves, que também mora na região, é uma das desabrigadas.

Estava do lado de fora de casa quando aconteceu, por conta de um cheiro de gás que já persistia, segundo ela, desde as 10 horas da manhã. Vamos ouvi-la. Na hora da explosão, só peguei minha filha, o cachorro, meu outro filho e a gente desceu para o campo. Ficamos lá. A sensação.

Desmoronou a comunidade inteira. Quando eu vi a janela do prédio, eu falei, pronto, acabou. Desmoronou. Só que a minha casa ainda não sei direito como é que está, né? Agora que eu vou tentar entrar lá para ver como é que está. Você está tranquila para voltar a morar aqui? Agora a gente já não sabe tanto, né? Não sei como é que vai ser.

A explosão deixou um morto e três feridos. A vítima, no caso, foi o Alessandro Fernandes Nunes, de 49 anos, conhecido aqui na região como Mineiro. A família dele, justamente, de Minas Gerais, já informou e pede o traslado do corpo para a defesa civil. Os outros atingidos foram funcionários da Sabesp, que está internado, mas...

em boas condições, no Hospital das Clínicas. Uma outra vítima foi o Osmar, que também está no Hospital da USP, também passa bem. E a última vítima, na verdade o último atingido, é o Francisco, conhecido aqui na região como Mandenga, que está em estado grave, internado em Osasco. Volto com vocês.

Queria aproveitar até para lembrar aqui o seguinte, nós temos esse caso da Sabesp, que está envolvida nessa explosão que aconteceu, aparentemente uma obra que estaria sendo feita em conjunto com a Congás, mas houve algum procedimento errado que levou esse tipo de situação, essa explosão. E a Sabesp vem, nesses últimos tempos, passando por uma série de dificuldades. Nós tivemos o caso desta morte agora.

E agora mesmo Pedro Fagundes nos informou de mais um morador ali da região que ainda está em estado grave. A Sabesp foi privatizada há dois anos e tem enfrentado dificuldades recentemente. Em setembro do ano passado, uma mulher de 79 anos morreu após uma tubulação da companhia cair sobre a casa dela. Isso foi na cidade de Mauá. Em março deste ano, um reservatório da Sabesp em construção na cidade de Mairiporã.

rompeu e um funcionário terceirizado morreu e desta vez nós temos a explosão do bairro de Jaguaré, que pelo menos matou até agora só uma pessoa ainda, que tenha sido uma pessoa.

Pode ser mais, infelizmente, mas a gente espera que não. A gente espera que essas pessoas que estejam no hospital, principalmente esse morador que está numa situação mais grave, consiga se recuperar, saia com vida do hospital. Mas tem pelo menos três pessoas feridas ainda. E pessoas desalojadas, cerca de 160 pessoas. E aí chama a atenção a ausência de uma cobrança mais veemente.

por parte do governador Tarcísio de Freitas, do prefeito Ricardo Nunes, em relação a essas empresas envolvidas na explosão, a Principia Sabesp e a Congas, que são concessionárias públicas estaduais.

Essas autoridades paulistas costumam ser mais veementes, críticas, fortes nas falas, nas palavras que usam, quando o problema é no setor de energia elétrica, que envolve a Enel, que é uma concessão federal. Inclusive, estão pedindo o rompimento do contrato da Enel, que está em andamento esse processo e em discussão. Desta vez, preferiram apenas notas mais burocráticas em redes sociais.

Imagino que o cidadão aguarde das autoridades públicas de São Paulo uma posição mais forte em relação às empresas que causaram esse tipo de prejuízo e uma morte. Até aqui, uma morte. E que não passe disso.

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