Lula diz ter cobrado Trump pela entrega de criminosos brasileiros que vivem em Miami
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Fernando
Tati
André Garcia
Chico Lucas
Hugo Mota
Lula
Rani Veloso
Wellington César
- Programa Brasil contra o Crime OrganizadoCombate a facções criminosas · Orçamento de R$ 11,1 bilhões · Parceria com os Estados Unidos · Lavagem de dinheiro · Tráfico de armas
- Lula cobra Trump por criminososLula · Donald Trump e a NASA · Miami · Criminosos brasileiros
- Crime OrganizadoAsfixiar financeiramente as facções · Controlar os presídios · Rastrear o tráfico de armas · Esclarecer homicídios · Crime na Faria Lima
- Recriação do Ministério da Segurança PúblicaPEC da Segurança
- Integração e participação no combate ao crimeIntegração União, Estados e Municípios · Parlamento · Cidadania brasileira · Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública
A Rani Veloso tem os detalhes. Rani, boa tarde. Boa tarde, Tati, Fernando e a todos que nos acompanham. Pois é, durante o lançamento do programa Brasil contra o Crime Organizado, o presidente Lula cobrou o presidente dos Estados Unidos, dono de Trump, a entregar criminosos brasileiros que estão em Miami. A declaração foi feita durante essa cerimônia aqui no Palácio do Planalto, que tem como foco combater as facções criminosas.
E também tem um orçamento de R$ 11,1 bilhões. Lula destacou a parceria com os Estados Unidos para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. Lula e Trump se encontraram na semana passada na Casa Branca.
Nós falamos para o presidente Trump, nós temos proposta de afixia financeira. Nós temos proposta de combater a lavagem de dinheiro, inclusive tem um Estado nos Estados Unidos, a Dalla West, ele me fará a memória, que é um Estado que tem lavagem de dinheiro de gente brasileira. E ao mesmo tempo, parte das armas que nós aprendemos vem dos Estados Unidos. Eu disse ao presidente Trump, se você quiser combater o crime organizado de verdade, você tem que começar a entregar alguns nossos que estão morando em Miami.
Bom, o presidente Lula não falou nominalmente quem seriam esses criminosos brasileiros que estão em Miami, mas, segundo ele, foi informado ao presidente dos Estados Unidos. Lula também anunciou que o governo vai recriar o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado aprovar a PEC da Segurança, que está parada depois de aprovada na Câmara.
Ele também disse que o governo vai combater o crime organizado da esquina até o andar de cima para devolver o território ao povo brasileiro. Que o foco não deve ser apenas na periferia, mas nas estruturas financeiras que sustentam as facções. Segundo o presidente, muitas vezes o criminoso está no andar de cima tomando uísque e zombando da nossa cara.
Bom, o objetivo do Programa Brasil contra o Crime Organizado é asfixiar financeiramente as facções, controlar os presídios, rastrear o tráfico de armas e esclarecer homicídios. O plano destina R$ 1 bilhão do orçamento da União.
e R$ 10 bilhões em linhas de crédito através do BNDES pelos estados, para os estados e municípios. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, destacou a recente aprovação da lei antifacção e a garantia dos recursos para a segurança. Segundo o ministro, o programa foi baseado em evidências científicas e é desenhado para devolver os territórios aos brasileiros.
Não se faz um programa dessa natureza, desse patamar, sem uma financiabilidade adequada. O senhor viabilizou um bilhão de reais oriundos do Orçamento Geral da União, além de 10 bilhões de financiamento pelo BNDES. Produzir um programa consistente, baseado em evidências, em pesquisas científicas, ouvindo as polícias militares, as polícias civis, a polícia federal, os peritos e todos esses colegiados que estão aqui presentes.
Bom, apesar do valor ser liberado em ano eleitoral, o ministro disse que esse um bilhão do orçamento será executado prontamente, já nessa execução aí do projeto. E também disse que o objetivo do Ministério não é ali chamar atenção para as eleições deste ano. O Ministério da Justiça negou qualquer relação com o tema eleições. A gente sabe que segurança pública será, sim, levado para o debate.
E é um gargalo dos governos petistas. Bom, na prática, o governo quer cortar o fluxo financeiro do crime. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que o crime organizado está na Faria Lima e aprendeu a usar gravata. Para investigar o esquema de lavagem de dinheiro, o governo vai ampliar as atuais 33 forças integradas de combate ao crime organizado para cerca de 45 até o final do ano e também a criação de uma FICO Nacional.
O crime não está mais só no morro, ele também está na Faria Lima, ele também está no escritório. Ele conseguiu e aprendeu a usar gravata e a usar CNPJ. E é por isso que nós temos que unir esforços, juntar informações, e o governo federal é quem mais tem informações para, junto com os estados, asfixiar financeiramente o crime organizado.
Porque o crime organizado, diferente de outros tipos penais, tem um objetivo muito claro. Ele quer ter lucro.
Bom, como a CBN antecipou, 138 presídios estaduais mais sensíveis passarão a operar com padrão de segurança máxima. O secretário nacional de políticas penais, André Garcia, foi taxativo ao descrever o cenário atual no Brasil, que de dentro da cela, o chefe do tráfico comanda o bairro e que isso não é prisão, que parecia mais com o escritório do crime.
Essas unidades abrigam 158 mil detentos, que vão passar pelo menos por duas operações no mês para retirada de celulares e outros objetos ilegais. O governo também anunciou o uso de kits varreduras, drones e georradares capazes de detectar até a escavação de túneis nos presídios com objetivo de fuga.
O presidente da Câmara, Hugo Mota, esteve presente, disse que veio para saudar a iniciativa de Lula, defendeu a integração da União Estados e Municípios e ressaltou que o Parlamento fez a sua parte e continuará fazendo, ao ressaltar que nenhuma instituição vencerá o crime sozinha. Ele também disse que o tema segurança pública é discutido na Câmara dos Deputados não para partidarizar.
mas porque segurança pública não pertence nem ao governo e nem à oposição pertence à cidadania brasileira. E para finalizar, também esteve presente aqui o representante do Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública, Jean Nunes. Ele lembrou que as ações precisam ser sentidas pela população usando a Paraíba, Estado de Hugo Motta, inclusive como exemplo, onde 84% das mortes violentas envolvem as armas de fogo.
Ele avaliou que o plano chega em boa hora, mas cobrou essa integração que também é abordada no programa. Tati? Obrigada, Rani. Rani Veloso, em Brasília.