MP-SC pede arquivamento do caso do cão Orelha e descarta maus-tratos
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- Caso do cão OrelhaPedido de arquivamento pelo MP-SC · Descarte de maus-tratos · Morte por doença pré-existente · Adolescentes investigados · Polícia Civil de Santa Catarina
Agora a gente fala sobre a investigação da morte do cão orelha, aquele caso que repercutiu muito em todo o Brasil, que aconteceu em Santa Catarina. Vamos até Florianópolis com o repórter Zé Maia. Oi Zé, boa tarde. Oi, boa tarde Carol, Anadege, a você ouvinte da CBN. Três promotores do Ministério Público de Santa Catarina pediram o arquivamento do caso do cão orelha. E concluiu que os adolescentes investigados...
e o animal nunca estiveram juntos na Praia Brava aqui em Florianópolis durante o período da suposta agressão que repercutiu em todo o país.
e depois, é claro, a morte do animal. Aliás, o Ministério Público, através desses três promotores, indicou que a morte do animal foi em decorrência de uma doença pré-existente. Essa confirmação foi dada agora à tarde, sobre o pedido dos três promotores, depois da informação ter sido adiantada pelo nosso colunista aqui da CBN, Floripa Anderson Silva.
A análise do Ministério Público incluiu quase dois mil arquivos entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos. Segundo os promotores, eles reavaliaram as câmeras de monitoramento e refizeram a linha do tempo, percebendo que há um descompasso temporal, esse foi o termo utilizado, de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelos diferentes sistemas usados.
na investigação. Então, o Ministério Público descartou a hipótese de maus tratos e citou um laudo da polícia científica que foi elaborado por um perito veterinário depois da exumação do corpo do cão-orelha, que não encontrou fraturas ou lesões que pudessem ter sido causadas por ação humana. E isso contradiz o inquérito da Polícia Civil.
porque o inquérito da Polícia Civil concluiu que um adolescente era responsável pelas agressões e inclusive solicitou a internação desse menor. Agora, a gente, claro, leva em consideração toda a repercussão que foi dada em relação a esse caso. Aqui em Santa Catarina, algumas leis foram aprovadas também após essa repercussão, mas a conclusão do Ministério Público é de que as imagens não indicam e nem comprovam são
evidentemente que houve essa agressão contra o cão. A gente procurou também a Polícia Civil em relação a esse assunto. A Polícia Civil disse que concluiu o seu inquérito e que atua de maneira independente em relação ao Ministério Público e que qualquer eventual manifestação sobre a decisão do arquivamento do caso...
compete exclusivamente ao Ministério Público. Agora, cabe a desembargadora responsável aceitar ou não o arquivamento desse pedido do Ministério Público. Volto com vocês.
Obrigada Zé, agora as autoridades se contradizendo, né Nadé, de um inquérito muito confuso, cheio de contradições, teve essa conclusão da Polícia Civil e agora o Ministério Público pedindo arquivamento, dizendo que nos instantes em que o adolescente, que é apontado no inquérito da Polícia Civil, esteve nas imediações do DEC, o cão estava a cerca de 600 metros de distância, então segundo o Ministério Público não se sustenta a tese.
de que eles tenham estado no mesmo espaço. Se é isso mesmo, é algo muito grave. A Polícia Civil de Santa Catarina deve explicar só isso sobre essa investigação. É isso, gravíssimo realmente o caso, até pela proporção que tomou, a comoção que gerou na opinião pública. As pessoas querem saber o que de fato aconteceu.
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