Equipes continuam trabalho para identificar causas e mapear danos de explosão no Jaguaré (SP)
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Ana Dédia
Carol
Alexandre Fernandes Nunes
Clausson Dutra
Léo Santana
Noemi Pereira de Souza
Rosana Batista
- Explosão no JaguaréMapeamento de danos · Identificação de causas · Defesa Civil · Polícia Civil · Polícia Técnico-Científica · Sabesp · Congás · Tubulação de gás · Vítimas · Alexandre Fernandes Nunes · Auxílio emergencial
- Relatos de sobreviventesNoemi Pereira de Souza · Rosana Batista
- Estado de saúde das vítimasHospital Universitário da USP · Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP · Hospital Regional de Osasco
Clausson Dutra está acompanhando. Oi, Clausson, boa tarde. Carol, boa tarde para você. Na dédia, para todos que nos acompanham. A tarde segue fria aqui em São Paulo, agora faz 19 graus. Aqui no Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, o vento é bem gelado, Carol. O sol vai se pondo, a aflição das famílias por aqui vai aumentando.
Ouvintes, isso porque um dia depois dessa explosão aqui no bairro, que atingiu pelo menos 36 imóveis, sendo 10 casas totalmente destruídas, muitos moradores tentam entender o que ainda pode ser recuperado. Uma pessoa morreu e outras três seguem internadas.
Continua isolada, Carol. O trabalho por aqui segue intenso. Equipes da Defesa Civil, da Polícia Civil, da Polícia Técnico-Científica aqui de São Paulo seguem fazendo perícias, mapeando toda a área atingida. Os investigadores tentam agora descobrir o ponto exato da explosão e quais estruturas subterrâneas foram atingidas. A principal linha de investigação é que uma tubulação de gás tenha sido atingida durante uma obra realizada pela Sabesp em conjunto com a Congás. A gente lembra que os moradores...
Sentiram cheiro de gás pelo menos quatro horas antes dessa explosão registrada às quatro da tarde de ontem. Essa área analisada pelos peritos tem cerca de dois mil metros quadrados. Eles usam drones, scanner em 3D, equipamentos de topografia para analisar o subsolo, entender como essa explosão teve força suficiente para destruir casas e atingir prédios ao redor. A Defesa Civil também faz vistoria nos imóveis atingidos.
para definir o que vai poder ser recuperado e o que vai precisar ser demolido. A gente lembra também que duas ruas seguem interditadas. Uma delas já passou por vistoria e a maior parte das casas já foi liberada para os moradores dessa rua.
Agora os agentes concentram os trabalhos na rua Piraúba, apontada inclusive como o epicentro dessa explosão. A reportagem da CBN está desde ontem pela parte da tarde aqui, com o Pedro Fagundes, com a nossa outra repórter que passou ontem, inclusive a Maria Cecília Dallau. Eu estou aqui agora.
Nós coletamos diversas, mas assim, diversas pessoas, famílias, relatando sobre o que passaram por aqui. E a gente vai colocar agora no ar, para você ouvinte, uma dessas pessoas, que é a Noemi Pereira de Souza. Ela mora na rua Piraúba. Ela conta os momentos de terror que viveu nessa explosão.
Eu estava sentada na mesa, só caiu o teto na minha cabeça e da minha cunhada. A gente caiu no chão e meu filho estava no quarto. Eu levantei correndo para pegar meu filho e o vizinho, a porta caiu, o vizinho derrubou e entrou para dentro e salvou a gente. Tirou a gente de dentro. Triste, né? Muito triste. Você trabalha a vida inteira para construir e de repente em um minuto você perde tudo.
Quero trazer também que os imóveis estão sendo classificados em quatro categorias. Verde para casas liberadas, amarela para interdição parcial, laranja quando há comprometimento estrutural e vermelho para imóveis condenados e sem possibilidade de recuperação. Cerca de 160 famílias foram impactadas diretamente pela tragédia. Parte dos moradores passou o dia em hotéis pagos pela Sabesp e pela Congás. Outras famílias buscaram abrigo na casa de parentes. Foi o caso da Rosana Batista, de 55 anos.
Ela estava trabalhando quando recebeu a notícia da explosão. Aí quando cheguei lá, a porta estava caída, os vidros quebrados, o telhado disse que não tem, não dá para ver porque tem forro, né? E como é forro de madeira, então não cedeu, né? E a parte de gesso está caindo um monte em cima da cama, louça espalhada no chão.
Aí foi um terror. E ele, tipo assim, ele já mandando eu sair, sair, sair, né? Eu mal peguei uma roupa só pra tomar banho. Ô, Klaus, como é que tá o estado de saúde das vítimas que estão internadas ainda, hein?
Três pessoas ficaram feridas nessa explosão, Carol. Uma delas deve receber alta ainda hoje no Hospital Universitário da USP. Outra vítima segue internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em estado estável. O terceiro paciente está em estado grave no Hospital Regional de Osasco. Ele permanece entubado em um leito de UTI. Uma morte confirmada.
Alexandre Fernandes Nunes, ele tinha 49 anos, morreu enquanto dormia no momento da explosão. A família pediu que o corpo seja levado para Minas Gerais, estado de origem da vítima. O translado será custeado pelas empresas envolvidas no acidente. Volto com você, Carol, com uma última informação sobre os moradores afetados que cobraram apoio financeiro.
E a Sabesp aumentou o auxílio emergencial pago às famílias atingidas de R$ 2 mil para R$ 5 mil. Até agora, 194 famílias foram cadastradas para receber o auxílio via Pix. Volto com você e logo mais eu trago outras informações da solidariedade. Tem muitas barracas por aqui, muita gente chegando trazendo alimento, trazendo água para as famílias atingidas.
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver, pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Magalu