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Ônibus do Rio deixarão de aceitar pagamento em dinheiro; saiba mais

13 de maio de 202610min
0:00 / 10:25
A decisão da Prefeitura do Rio já provoca dúvidas e críticas entre passageiros que temem dificuldades em situações do dia a dia.

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Participantes neste episódio5
B

Bianca

HostJornalista
L

Leandro

Co-hostJornalista
C

Carlos Antunes

ConvidadoProfessor
G

Gabriel Freitas

Reporter
P

Pamela Souza

ConvidadoSecretária
Assuntos4
  • Mudança forçada e deslocamentoDireito de escolha do passageiro · Imposição da prefeitura
  • Custos de TransporteDados da bilhetagem digital · Validações de dinheiro · Vales Transporte · Carteira Jaé · Cartão avulso · Passageiros pagantes
  • Impacto nos motoristas de aplicativoFim da contagem de dinheiro e troco · Segurança
  • Fim do dinheiro em ônibus do RioRio Card · Extinção dos cobradores · Dupla função do motorista
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A gente começa com essa daqui, o pagamento em dinheiro não vai ser mais aceito nos ônibus municipais do Rio. Achou o quê? Um absurdo? Ou acha que tá tranquilo? Gabriel Freitas tá na rua, conversando com as pessoas, entendendo qual é a reação. É a partir do dia 30 de maio que isso vai acontecer, né, Gabriel? Bom dia.

Isso mesmo, Bianca. A partir do dia 30 de maio, bom dia para você, para o Leandro, para o nosso ouvinte também. E muitos cariocas, muitas pessoas que usam transporte coletivo, transporte por ônibus, aqui no Rio não estava nem sabendo, muita gente não está nem sabendo dessa novidade. Já a partir do dia 30 de maio, falta pouco tempo. E aí fica um aviso muito importante para quem precisa do bilhete único carioca. Todo mundo precisa, né? Você paga menos.

numa integração com outro ônibus, quem precisa fazer baldeação, né? Então, essa informação é muito importante. Quem usa o bilhete único carioca para fazer integração nos ônibus aqui da cidade vai precisar ter o cadastro no Jaé para continuar pagando uma passagem dentro das regras do benefício e com o cartão preto, viu? Não mais também com o cartão verde, como acontece, que é o cartão unitário. Essa mudança começa em 30 de maio e, a partir dessa data...

a integração passa a ser aceita só pelo cartão de Aé preto ou pelo QR Code que o usuário gera ali no aplicativo, por meio do cartão virtual. O cartão verde, que é usado de forma avulsa, vai continuar funcionando. Só que ele...

vai servir só para viagens unitárias mesmo. Os moradores, os visitantes da cidade, são muitos, muitos turistas, eles podem usar esse cartão para pagar o ônibus, mas eles não vão conseguir acessar o bilhete único carioca, nem o bilhete único margaridas. De acordo com o Jaé, o cartão verde está à venda nas bilheterias das estações do BRT.

nas máquinas de autoatendimento. Quem já tem saldo nesse cartão não vai perder os créditos. O valor pode ser usado até acabar, desde que as viagens sejam sem integração. A empresa informou ainda, Bianca, que não há previsão de transferência do saldo do cartão verde para o cartão preto, pelo menos não por agora.

Para manter o benefício da integração, o passageiro vai precisar criar uma conta digital no aplicativo do Jaé se tiver muita dificuldade de encontrar, por exemplo, uma máquina ATM de atendimento automático ou, por exemplo, se mora longe de um BRT, longe de uma parada do VLT para conseguir comprar o cartão. Agora, aqui na região da Central do Brasil, de onde eu falo ao vivo agora, muitas pessoas estão em dúvida e estão trazendo alguns questionamentos importantes.

com relação a essa limitação a partir do dia 30 de maio. Já que a pessoa que tem o dinheiro no bolso não vai mais poder pagar no ônibus, como é que ela faz, por exemplo, se ela perder o cartão? Foi o que disse para a gente a secretária Pamela Souza, que estava desembarcando no ônibus aqui e trouxe esse questionamento para a gente. Para mim já não faz mais diferença porque hoje eu fui para o Jair, mas se eu perder o meu cartão e estiver na rua e quiser voltar para casa, se eu tiver dinheiro, eu não vou poder acessar.

Eu vou ter que ir atrás de um cartão, vou ter que ir atrás de um posto desses que vende. Então, por esse lado acaba sendo meio contramão, né?

Esse é um lado importante, que a gente vai até inclusive levar para o GF, um questionamento que surgiu agora há pouco. Agora, para o motorista de ônibus, essa é uma medida importante, porque ele não vai precisar mais contar dinheiro, entregar troco. Então, é uma função que acaba sendo beneficiada com a falta, na verdade, com o não aceite do dinheiro físico.

dentro desse modal tão importante os ônibus municipais aqui da cidade. Então, para o lado do motorista, é algo positivo, porque ele vai precisar agora apenas dirigir o ônibus sem precisar fazer essa entrega de troco, contagem de notas. E isso também é um ponto positivo para a segurança do ônibus, porque sem dinheiro no veículo, criminosos acabam também...

perdendo aquele atrativo de pegar um dinheiro, por exemplo, que está ali no caixa do motorista. Outra pessoa que falou com a gente, deu a opinião dele, foi o professor Carlos Antunes sobre essa mudança a partir do dia 30 de maio com os ônibus municipais não aceitando mais dinheiro físico.

A pessoa quer pagar ali com dinheiro e vão tirar esse direito da população de ter um livre-arbítrio de pagar a passagem como ela bem quiser. Então, por exemplo, se a pessoa não conseguir fazer o cartão, como que ela vai se locomover? Como que ela vai andar no transporte público? Então eu acho que teria que, se for implantar isso, tem que ser, eu acho que, uma coisa que possa ser de opinião pública.

Eu quero ter o Jaé ou não quero ter o Jaé? Eu quero continuar pagando em dinheiro ou não? Não pode ser uma imposição, cara.

E acaba que é uma imposição, né? É uma imposição. Gabriel, desculpa te interromper, mas é para a gente também pontuar aqui algumas coisas. Primeiro, em 10 anos, e aí eu fiz uma pesquisa aqui para saber se isso seria um exagero ou seria fato, mas é fato. Foram 10 anos, de 2016 até agora, 2026, que os ônibus passaram a receber um número maior de pagamentos com cartão.

Na época ainda o Rio Card, lá atrás, em 2016. Então, o uso de um cartão por aproximação para pagar uma passagem de ônibus é uma novidade. Tem reportagens da época mostrando que essa novidade se consolidou em 2016 e foi um passo que se deu dentro de um processo de extinção dos cobradores de ônibus. Foi um processo. Começa aí.

Foi um processo de extinção. Porque ele veio de uma maneira abrupta, acabaram com os cobradores. E aí o motorista passou a ter que fazer essa dupla função. À medida em que essa dupla função foi se tornando algo normal, que é um absurdo, sempre foi um absurdo, continua sendo um absurdo.

Não existe isso. E nenhum motorista, quem já pegou o ônibus sabe, o motorista ele para ali e fica contando troco? Não, ele vai dirigindo, ele vai fazendo. Ele vai ali, fazendo, dirigindo e parando no ponto de ônibus. É um absurdo. Isso se criou no Rio de Janeiro. No Brasil também, mas a gente está falando aqui da capital. Em específico é também onde a gente está observando agora essa mudança. E aí em 10 anos, no intervalo de 2016 para 2026, a população se acostuma a usar o Rio Cardo.

Você acostuma a usar o cartão que seja. Já é o que seja. Um cartão para poder pagar. E colocar um pagamento em dinheiro em espécie como uma exceção. Isso. Só que ela é uma exceção que faz parte da realidade das pessoas. Isso aí. Para um idoso, por exemplo, para um idoso ele vai poder... É, gratuidade. A gratuidade. Mas, enfim, uma pessoa que fortuitamente precisa pegar um ônibus no Rio de Janeiro.

que não tem ali o cartão do Jair. Vai acontecer muito com o turista. O turista? É. O turista. Ele vai chegar, vai querer pegar um ônibus e vai ter uma dificuldade. Ou, como os entrevistados do Gabriel citaram, acontece alguma coisa com o cartão, quebrou o cartão, esqueceu em casa. Exato.

Faz o que, né? É algo que a prefeitura está impondo, com um prazo de adaptação de 17 dias. Mas que precisa se observar se essa realmente, e esse era o meu ponto principal, eu acabei dando essa volta toda para chegar no ponto principal aqui, Bianca e Gabriel, se é realmente essa a prioridade dos ônibus municipais do Rio de Janeiro. Acabar com o pagamento por dinheiro.

Me parece que resolveram o problema do corte do cobrador, agora, dez anos depois, com essa solução que impacta na vida do passageiro. Claro. Essa economia que fizeram lá atrás, ela teve esse processo todo que você falou, de digitalização.

E agora, como se tivesse esquecido a função de cobrador, vamos lá cortar agora o pagamento com dinheiro em espécie. Complica, hein, Gabriel Freitas?

Complica, Bianca, Leandro, mas tem um ponto que a prefeitura acaba se apoiando para fazer essa mudança. Há, inclusive, um painel mostrando, o painel mantido pela prefeitura, que aponta que o dinheiro praticamente não é usado no sistema, de acordo com dados da bilhetagem digital da prefeitura do Rio. Foram 160,2 mil, 2 mil validações nessa modalidade nesses últimos 12 meses, o que representa cerca de...

625 milhões de passageiros transportados no período analisado. Entre as formas de pagamento, o Vale Transporte, pelo cartão Jaé, concentra a maior fatia, com 214 milhões de validações, ou 34% do total. E aí, seguido pela carteira do Jaé, pelo cartão Jaé,

161 milhões ou 26%. O cartão avulso aparece com 24 milhões de usos, cerca de 4% do total. No recorte por tipo de usuários, pagantes somam 401 milhões de passageiros, o que equivale a 64% das validações registradas no sistema. Então o dinheiro, de acordo com esse painel mantido pela Prefeitura, com dados da bilhetagem eletrônica...

aponta aí que o dinheiro praticamente não é usado no sistema de ônibus e BRTs aqui da cidade. Esse pode ser um ponto em que a Prefeitura se apoiou para fazer essa mudança agora, já a partir do dia 30 de maio, com os ônibus da cidade aceitando apenas o Jaé ou então o RioCard, naquela modalidade bilhete único intermunicipal. Volto com vocês. Obrigado, Gabriel, pelas suas informações.

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