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Áudios de Ed Motta sobre funcionário de restaurante: 'retirante' e 'paraíba'; defesa aponta falta de contexto

13 de maio de 20267min
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A reportagem CBN destaca os referidos áudios do artista. Ed Motta prestou depoimento, nessa terça-feira (13), e agora é investigado por injúria por preconceito. Ouça.

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Participantes neste episódio4
B

Bianca

HostJornalista
L

Leandro

HostJornalista
D

Daniela Terra

ConvidadoDelegada
P

Pedro Bonenberger

ReporterRepórter
Assuntos3
  • Áudios de ouvintes e notíciasEd Motta · Restaurante Grado · Injúria e preconceito · Ofensas sobre origem nordestina · Ameaças a funcionário
  • Investigação PolicialDelegada Daniela Terra · Depoimentos de funcionários e dono do restaurante · Investigação por lesão corporal
  • Investigações e gravações de áudioÁudios antigos e fora de contexto · Influência na investigação · Neto de baianos e bisneto de cearenses
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Tá chegando pra conversar com a gente Pedro Bonenberger sobre a confusão envolvendo o Edmota. A polícia tá querendo ouvir mais pessoas envolvidas naquela história no restaurante da Zona Sul. Oi Pedro, bom dia. Oi Bianca, bom dia pra você Leandro. Quem nos acompanha, a delegada Daniela Terra, que é a titular dessa investigação, deve ouvir pelo menos mais cinco pessoas nos próximos dias que estão envolvidas nessa investigação, Leandro e Bianca.

Bom, a gente fala desse caso da confusão no restaurante Grado, no Jardim Botânico, envolvendo o Edmota. E aí, entre os depoimentos previstos, Bianca, estão o homem, que é apontado como o autor daquela garrafada, que arremessou uma garrafa contra um cliente, além de funcionários e o dono do próprio estabelecimento, que também vai prestar depoimento.

Esse artista, o Ed Morta, já prestou depoimento ontem à Polícia Civil. Na verdade, só até confirmando isso mesmo, terça-feira foi ontem, né? Me perdi na agenda aqui. Terça-feira, vulgo ontem, ele esteve na delegacia. E aí, um desdobramento interessante, importante pra gente destacar o nosso ouvinte, é que agora esse caso, além da questão da agressão e da confusão ali, ele também ganha uma outra vertente, uma investigação por injúria e preconceito.

Bom, gente, a investigação ganhou novos elementos depois que a polícia anexou agora novos áudios que foram enviados pelo Ed Mota aos donos do restaurante. Esses áudios, alguns deles são antigos, outros são desse mês envolvendo o caso atual. Mas já demonstra uma confusão e um desentendimento do Ed Mota com um trabalhador daquele estabelecimento que vinha acontecendo desde o ano passado.

E nesses áudios há ameaças diretas a esse trabalhador, além de ofensas sobre a origem desse funcionário, que é nordestino. Para não haver uma confusão, nós vamos ouvir os dois áudios que a gente separou para o nosso ouvinte, especificando as datas deles.

Primeiro, vamos ouvir agora o áudio que foi enviado após a confusão deste ano. A confusão sobre a taxa de rolha, que desagradou Edmota, houve ali um arremesso de cadeira ao chão do salão, e aí os amigos dele se envolveram numa briga física. Ele não estava mais presente no local, mas houve uma agarrafada num funcionário, na verdade, perdão, num cliente, e aí isso escalonou. Então vamos ouvir primeiro esse áudio em que o Edmota relata o que aconteceu e ele chega a dizer ter ficado com ódio mortal da situação.

Eu tive uma experiência terrível no restaurante, fiz a reserva de uma mesa e vocês não me avisaram que teria uma rolha. A gente se conhece há tantos anos. Puxa vida, tem que respirar fundo. E apareceu a rolha, assim, eu peço desculpa porque eu joguei uma cadeira no chão de ódio, entendeu?

Fiquei com ódio mortal da rolha que foi cobrada, o desrespeito que foi. A questão é combinar antes. Hoje eu desci o sarrafo porque um amigo meu fez uma pergunta para ele e ele não respondeu. Ele simplesmente não respondeu. Aí eu falei, olha, ele é assim mesmo. Ele é um babaca que não responde. Aí ele soltou o primeiro sorriso.

Bom, quando ele diz ele, está se referindo ao funcionário do qual ele tinha algum desentendimento. Agora a gente vai ouvir um outro áudio. Esse é de 2025, friso, é do ano passado. Numa das mensagens, o cantor ameaça agredir um barman e o chama de Paraíba. Mais um palavrão que a gente censura aqui em respeito à nossa audiência. Em uma das gravações, ele afirma que vai sair na porrada caso volte a discutir com esse funcionário. E aí faz uma referência ao fato desse homem ser nordestino.

Eu tive uma noite horrível ontem por conta desse cara. Se eu falar com ele, eu já vou... Vai sair... Vai sair... Porque é a Tijuca contra o Nordeste, né? Então é tipo, pô, cara, seu Paraíba filha da... Entendeu? Você tá trabalhando com o público. Você não pode se comportar desse jeito. Eu não quis chegar perto dele pra mostrar o quanto que eu tenho ódio de tudo, muito mais do que ele, mesmo ele...

Sendo um retirante, o c****** que veio da casa do c******, eu tenho um ódio muito maior que o dele. Então, amigos, é isso. Eu só estou contando isso para ver se isso alivia de alguma forma. Porque eu não quero deixar de frequentar. Mas eu me conheço. Eu me conheço. Eu me conheço. Eu estou no meu limite com ele.

Bom, é isso. Os áudios estão aí. A gente censurou algumas partes em respeito à nossa audiência, Leandro e Bianca. A defesa do artista afirmou que esses áudios são antigos, que foram retirados de contexto e divulgados apenas para influenciar essa investigação que está em curso agora sobre o caso desse ano. Isso foi o que disse a defesa de Edmota. Não, independente da data, desculpa te interromper, Pedro, mas independente do contexto em que foi divulgado, isso foi dito.

E dá uma vergonha de ouvir até. Até de ouvir é constrangedor. Dá asco. Uma coisa assim, cara, horrível. Essa altura do campeonato, uma pessoa tão inteligente, tão culta, capaz de fazer músicas como as que fez e faz. E que voz, né? Poderosa.

Que a gente está acostumado a ouvir em canções tão bonitas. Meu Deus do céu, ouvir em falas tão terríveis, tão preconceituosas, tão absurdas. Uma baixaria. Uma baixaria horrível. E independente do contexto em que esse áudio está sendo divulgado, esse áudio existe. O sujeito falou isso.

É intolerável, é intolerável o que ele diz. Pedro, desculpa ter te interrompido, mas é porque a nota me indignou também. O problema é o contexto que esse áudio foi divulgado? Não, não é.

Pois é, Leandro. E aí, só para a gente fechar e amarrar essa história, são duas apurações em curso. Um amigo do cantor Edmota está sendo investigado por lesão corporal, foi quem cedeu essa garrafada num cliente, e o Edmota é agora investigado por uma injura e preconceito.

Em depoimento, o Edmota negou ter ofendido funcionários e disse que a acusação é infundada. Ele disse ainda que é neto de baianos, bisneto de cearenses e que repudia qualquer tipo de preconceito. Sobre a discussão, ele declarou ter sentido chateado e desrespeitado pela cobrança da taxa de rolha e admitiu que jogou a cadeira no chão de ódio, mas alegou que não teve intenção de atingir ninguém nesse episódio no restaurante Grado. Bianca e Leandro.

Se ficasse só nisso, uma chateação, se sentindo desprestigiado, se tivesse ficado só nisso, ok. Ok. Tem o direito de se sentir assim. Agora, você cedeu completamente e está sendo investigado por crime. Exato. Vamos continuar acompanhando, Pedro. Qualquer novidade aí, você nos avise, por favor.

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