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PF aponta que Vorcaro tinha grupo no RJ ligado ao jogo do bicho e a milícia

14 de maio de 20268min
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As informações constam na decisão do ministro do STF, André Mendonça, relator do caso Master na Corte e responsável por deflagar a 6ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14).

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Assuntos9
  • Amor e relação como fundamentoDiferença entre amor e paixão · Amor como construção e compromisso · Amor filial vs. amor conjugal · A importância do diálogo e respeito no relacionamento · Neurociência da paixão e do amor
  • Sexo como construção social e intimidadeDiferenças biológicas entre homens e mulheres na intimidade · O instinto masculino e feminino em relação à monogamia · A influência da figura materna nos relacionamentos masculinos · A busca por segurança nas mulheres e por respeito nos homens · A influência do pai na formação da mulher
  • Proposito e SignificadoO significado da vida e a busca por propósito · A importância do transcendente e do mistério · O sofrimento como catalisador de crescimento · A fuga dos problemas através de distrações
  • Viagem no tempo e históriaConstrução de legado para gerações futuras · A importância de obras atemporais · O legado como um filho intelectual
  • Mascaras SociaisA funcionalidade das máscaras sociais em diferentes contextos · A diferença entre usar uma máscara e criar um personagem · A importância de saber quem está usando a máscara · Humildade como estado sem máscara
  • Propósito de Alma e Jornada EspiritualA ilusão da alma gêmea como narrativa de Hollywood · Neurose afetiva e padrões de evitação · A influência do complexo de Édipo e Electra nos relacionamentos · A dificuldade em escolher parceiros compatíveis
  • Mudança de mentalidadeA capacidade de mudar de opinião e refinar o pensamento · A importância de ouvir diferentes perspectivas · A agnose: não saber o que não se sabe
  • Virtude e excelência moralDisciplina como mistura de temperança e fortitude · A importância de usar filtros corretos nas escolhas · Racionalidade como oposto da paixão irracional
  • Podcast como Ferramenta de ComunicaçãoPodcast como simulação de conversa ancestral
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This is the flow. Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com o Lucas Skudeler, que, cara, vamos falar bastante de matrimônio hoje, mas você é um cara que fala de filosofia, você fala de várias outras questões também. A gente estava conversando um monte aqui antes de começar, né? Primeiro de tudo, obrigado por vir aí, cara. Obrigado pelo convite, cara. É um prazer. Obrigado por me receber e ser um bom vitrião.

Bom, eu gosto desse papo antes da gente começar, que quebra um gelo aqui, né? A gente já coloca mais ou menos aqui, já sente a vibe, como é que vai ser a parada. Se conecta. É, eu acho que ajuda. Tem uns caras que chegam nervoso e eu uso isso pra deixar o cara mais tranquilo. Era o tempo de um cara tomar um café, às vezes tomar uma cerveja. Mas a tua parada principal é falar de matrimônio, né? Que foi o que te levou a escrever.

Exato. Mais esse livro. Cara, o meu assunto principal é família. E a base da família é o matrimônio. É a união entre um homem e uma mulher de livre e espontânea vontade para construir uma família. Porque tudo que a gente faz, tudo que eu faço, eu falo a gente, que é eu, minha equipe, meus sócios. Tem muitas pessoas ao redor. É a construção de um legado. Então, o que é o legado para nós? É aquilo que você vai deixar para o teu bisneto.

Por que bisneto? Porque, vamos dizer que eu escrevi um livro, estava conversando agora com um amigo meu, agora vindo no carro, falando do legado. O legado é para o meu filho? Cara, imagina que eu escrevi esse livro para a minha filha. Ela vai ler e falar, papai, o que você quis dizer no capítulo 1 ou no capítulo 2? Ela vai perguntar para mim. Significa que esse legado não é tão forte, porque gerou dúvida. Para o meu neto...

Talvez o legado comece a ganhar uma certa força. Mas ele pode chegar e falar assim, vovô, por que você fez isso aqui? Agora, pro meu bisneto, cara, talvez eu nunca veja ele. Talvez eu nunca tenha um momento junto com ele. Com eles ou com elas. Eles vão ter que conseguir pegar algo que é uma pílula poderosa e entender como eu pensava, como eu decidia, sem eu estar ali pra fazer uma intervenção. Isso me obriga a fazer uma pílula potente.

Então, eu não lanço qualquer coisa. Eu tenho que lançar algo que vai ganhar o teste do tempo. Tenho que passar pelos meus filhos, pelos meus netos, chegar no bisneto com a mesma potência que eu estou fazendo. Isso é legado. Entendi. Faz sentido? Você está falando disso sobre o ato de escrever o livro. O livro é uma obra de legado.

que é um filho intelectual, uma obra intelectual. O legado pode ser a sua descendência de sangue também, seus filhos, seus netos, seus bisnetos. Mas pode ser também uma instituição que se adotou, pode ser um código de valores, de ética, algo que você acredita e que passa de geração para geração. O legado tem que sobreviver pelo menos três gerações, senão ele não sobrevive o teste do tempo. Se eu faço algo que parou no meu filho, é porque é muito fraco, cara.

Meu filho já pegou e falou, não, isso aqui que meu pai ensinou, é groselha, joga fora. Não quero isso aí pra mim. Se chegou no meu neto, é um pouco mais forte. Mas se meu neto desvirtuou, é porque não é atemporal. Ah, o tempo mudou, o que o vovô falava não funciona mais. Agora, aquilo que chegou no meu bisneto que eu nunca vou conhecer, é porque aquilo é atemporal. Então, venceu o teste do tempo. Nasceu como clássico. O que te motiva a fazer isso, cara?

Eu achei que a gente ia começar num lugar, vamos começar em outro. O que te motiva a fazer isso? É porque tu parou pra pensar o que tu veio fazer aqui nessa vida. E o que te motiva a fazer isso é o ego. Você...

Terminar a vida e falar, olha como valeu a pena eu ter vindo ao mundo, produzir um bagulho foda que vai ficar por aí. Ou essa mensagem é tão importante que ela não pode ser esquecida. O que te motiva a querer ter um legado, no fim das contas? Isso, pra tu, é tipo ter um viaduto com teu nome? Não.

Porque se não gera nada um viaduto com o meu nome, vai ajudar o quê, cara? Quem que você conhece que tem o nome de viaduto que influenciou a sua vida? Tem uma galera. Você vai falar o Faria Lima, o Rebouça, sei lá. O nome do general. Tem o Ayrton Senna também. É, o Ayrton Senna. Mas o legado dele não foi a Ayrton Senna. Foi os domingos com o pai. Eu sei porque eu fui impactado por isso, você também foi. A gente tem a mesma idade. Os domingos com o pai vendo lá a Fórmula 1, aquilo que eu não esqueço nunca.

Então o legado dele é algo intelectual, espiritual e afetivo, principalmente. Que é uma coisa que vai perdurar. Mas assim, por exemplo, a minha filha, meu neto, talvez ele não saiba o que é o Ayrton Sera. Então, o que eu quero dizer com isso? É uma viagem de ego? Não sei, tem que sempre investigar. Mas é um problema ser uma viagem de ego? Não. Não se ela mudar a vida do meu bisneto.

Se meu bisneto lê isso ou tiver um impacto, aquilo que ele recebeu como legado meu, pode ser patrimonial, pode ser um código de valores familiar, pode ser uma obra, royalties de uma obra que ele vai usufruir, ou ele acredita, isso muda a vida dele, pode ter sido por ego. Só que ela veio com uma potência que mudou a vida dele. Eu estou pensando nas pessoas que vão estar lá na frente e ela vai ser tocada, porque eu não vou nem ver, cara.

Porque senão eu posso alucinar e falar assim, não, eu vou estar ali no céu, ou sei lá, num lindo, ou no inferno, olhando e vendo o que meu businessnet está fazendo. É uma loucura na minha cabeça. Mas eu estou construindo isso pensando que eu não vou ver. O que me satisfaria ficar aqui quando eu não vou ver mais?

Entendeu? Que não possa ser corrompido. Ele pode negar. Ele pode falar, não quero isso aqui, cara. Meu bisavô era um cara muito louco. Mas está lá, velho. Se em algum momento ele perguntar, ele consegue conversar com o bisavô dele. Ou com o tataravô, ou o que seja. Está lá o meu ancestral. Eu gostaria de conversar com o meu bisavô? Demais, velho.

Com a minha bisavó? Demais. Eu não tenho essa oportunidade. Eles não deixaram uma obra, uma carta pra família, não deixaram um patrimônio, não deixaram necessariamente um código de valores. As coisas foram faladas oralmente. E eu acho que chegou alguma parte deles em mim. Mas eu não sei, tipo, veio do meu bisavô tal. Eu tive que ir atrás do nome do meu bisavô, do meu tataravô, porque nem o nome dele chegou, velho.

E a gente acha que a gente, pô, a nossa vida é do alecrim, é animal, não sei o quê. Cara, o bisneto, eu não sabia o nome do meu bisavô, do meu dadaravô. É muito louco. É. E aí, por que você acha que esse livro aí, então, tem coisas que resistiriam a esse teste do tempo? Porque tu tomou esse cuidado, pelo visto. É. Né? Sim. Total. Absurdo. São... Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak

São cinco etapas.

para que a gente reconecte com algo. Tudo que precisa ser restaurado, precisa passar por cinco etapas. Aqui está com uma linguagem mais fácil de entender. Bom, princípios 101 mais 1, princípios para não desistir do amor. Exato. Então, porque aparentemente desistir do amor foi algo que você notou que era recorrente, é um problema. As pessoas desistem do amor com facilidade. E elas chamam coisas que não são amor de amor.

Elas não sabem o que é amor. Elas chamam amor. Amor. Amor. Coisas que não são amor, elas chamam de amor. Então elas dão o nome errado pra coisas erradas. Isso é um problema muito grave, cara. Porque quando você não dá o nome certo pra alguém, pra um algo ou alguém, aquele algo ou alguém não responde. Então eu chamo isso aqui de amor, mas isso aqui não é amor. Isso aqui é uma xícara vazia de café.

E aí, isso é um problema gravíssimo. Dissonância cognitiva. Paralaxe. Esse é um problema grave. Eu não dou o nome certo, eu me distancio, eu não sei o que é amor. Aí eu acho que isso é amor e eu falo para o mundo inteiro. Amor não funciona. Quem disse? O que é amor para você? Cara, isso é uma das coisas mais difíceis de você encontrar. Pessoas lúcidas, elas perguntam, o que você quer dizer quando você fala amor? Quando tem uma leve abstração, a primeira coisa que eu faço é uma pergunta.

O que você quer dizer quando você fala de precisão? O que você quer dizer quando você fala a palavra tal? Aí vem a alucinação do mundo abstrato da pessoa, ou a lucidez. Tem algumas pessoas raras que trazem uma visão que você fala cara, não tinha pensado nisso desse jeito. Realmente ela pegou um núcleo real ali da palavra, não é o normal. Será que eu sei o que é amor? Essa é uma ótima pergunta, cara.

O que eu acho que é o amor, cara? Eu acho, primeiro de tudo, que o... Amor...

Tem um jeito que eu amo as minhas filhas, tá? E aí tem uma coisa que eu ouvi muitas vezes antes de ser pai. Perguntas, não perguntas, mas menções. Qual o filho que você mais ama? Ou qual o seu filho favorito e tal? Pelo menos na minha experiência, cara, não é assim o filho que eu mais amo. Eu tenho duas filhas e eu as amo...

Elas são diferentes, portanto elas precisam de... A gente se ama diferente, sabe? Então, até isso muda, isso amadurece também, pelo menos na minha experiência. Então eu tenho uma filha que ela gosta muito, ela é mais... Ela viaja um pouco mais. A gente fazendo uma analogia com o filme...

divertidamente, que tem a Ilha da Bobeira, a Luísa se amarra na Ilha da Bobeira. Então a gente vai... Eu chego em casa, já tem uma piadinha, tem ela vem me dar um... O que a gente chama de futuco. Futuco. Entendeu? E eu tenho uma outra filha, que a gente conversa de outras coisas. Então é uma outra coisa.

A outra é mais séria. A outra é mais séria. E assim, não é que eu prefiro uma ou eu prefiro a outra. Quando eu estou com uma, a gente lida de um jeito. Quando eu estou com a outra, a gente lida de outro. Quando eu estou com as duas, eu preciso fazer uma média. Com a minha esposa é uma coisa diferente também. E com ela é mais complexo. Com a sua esposa? Porque a minha esposa chegou... A minha filha... A minha filha...

Ela é parte de mim, de certa forma. É mais visceral. Tem um instinto ali. Ali acontece a transformação no ato. Quando eu segurei a minha filha, eu virei pai. E aquilo é transformador. Todo mundo fala isso e é verdade mesmo. Você recomenda ser pai? Eu acho que é transformador, cara. Eu acho que um bom ser humano, mais ou menos, tem o potencial de se transformar ali. Num ser humano bom.

Em um ser humano diferente. Por quê? Porque não é todo mundo que é bom pai ou boa mãe. Sim, sim. Eu acho que a insuficiência do pai e da mãe é constante. A gente sempre acha que a gente pode fazer mais. Pode ser. Eu sinto isso pra caramba. Mas eu estou falando do cara que vai embora. O cara que é um babaco. O cara que...

O cara que realmente prefere um filho a outro, sabe? Sim, sim. É uma... Esse cara eu não entendo muito bem. Sim. Agora, por exemplo, a minha esposa... Não, a minha esposa vem de outra família. A gente se encontrou em um momento da vida que a gente já estava... Eu e ela, a gente já sabia falar, andar e tudo mais, entendeu? Sim. E a gente, como eu estava te contando antes de começar, a gente se conhece muito jovem. E a gente... Ela tinha 11 anos e eu tinha 14. E a gente foi começar a namorar quando eu tinha 19 e ela tinha 16.

E a gente ficou, as circunstâncias do nosso relacionamento culminaram num troço que é sólido pra caramba. Que é... A gente já sabe mais ou menos o que incomoda o outro, a gente já se acostumou com características um do outro, as regras já são muito claras. Vocês sentem um ou outro o tempo todo? O tempo inteiro. A leitura é normalmente não verbal?

Total. Isso é muito legal, a sincronia. Tirando que tem... Isso eu aprendi com o tempo também. Que é o sacar que tem um troço errado. E hoje eu chego e falo assim, é comigo? Aí ela já sabe que ela só precisa me dizer se é comigo ou não. Ela só balança a cabeça. Sim ou não. E aí eu vou... Se for comigo, eu tento resolver e tal. Se não for comigo...

Perfeito. Não tem, assim, tô aqui se precisar de mim. Você é um marido sábio, cara. Real. É que eu já tomei muita... Sim. Não que eu seja um santo, né? Já fiz um monte de merda também. Mas o meu ponto é, o amor é construído, cara. Sim. A gente tá junto há vinte e pouquinhos anos, entendeu? Sim. A gente se conhece há mais do que... Bem mais, um tanto mais do que isso. Sim. Então, é...

tudo sempre foi no nosso relacionamento meio que em um acordo mesmo. A gente começa a namorar porque a gente entendeu que era melhor a gente começar a namorar. O nosso primeiro beijo foi depois que a gente combinou que ia começar a namorar. É um outro jeito. Vocês se respeitam muito, não respeitam? Cara, sim. Isso também foi construído.

Isso foi, inclusive, parte importante da coisa toda. Mas o ponto é construção. Então, o que é o amor? O amor é uma parada que ele, quando é entre parceiros, não filho e mãe, sabe? Ele precisa de tempo para virar...

No começo você está só apaixonado, é só bonzão transar. É um calor gostoso. Você quer estar junto com a pessoa fazendo qualquer coisa. Trocar uma ideia, pegar um telefone e tal. Mas isso... Os primeiros defeitos, a primeira pisada no calo...

É isso aí. Vamos ver se existe mesmo. A gente sabe na neurociência que a paixão dura até 18 meses, mais ou menos. Há alguns casos, 24 meses. Que é um estado de insanidade neuroquímica. Que é eu literalmente tolero e fico cego para os defeitos do outro. Então, quanto mais eu me apaixono, menos tempo dura. Então, se eu tiver uma paixão, duas paixões, a décima já dura três meses.

Um mês. Um dia. Então, a gente consegue ver, cara, na neurociência e na neuroquímica, que a nossa biologia joga contra a troca de parceiro. Por isso que dói tanto quando a gente termina com alguém. Não sei se você teve essa experiência de terminar, mas a maioria das pessoas tem muita experiência em terminar vários relacionamentos.

Eu terminei uma vez com a minha mulher, eu estou 25 anos com ela. Cara, foi uma das coisas mais doloridas que eu passei na minha vida. E eu voltei porque eu passei, cara, eu vou ficar com essa mulher. Não, velho, eu vou ficar com ela sim. E voltei e mudei por causa da dor que eu senti de pensar e não ficar com ela. E a gente falou, nós vamos fazer dar certo? Nós vamos mudar para fazer dar certo? Eu falei, cara, vamos fazer dar certo.

E a gente teve muita treta, a gente teve que resolver muita coisa. Eu falo, tem que aprender a brigar.

e muitas vezes eu brigo e estou errado e perco da minha mulher, e eu aprendi a ser um debatedor. E, cara, filósofo e...

curro, piro em religião e teologia e os argumentos dela vence. E beleza. Eu já aprendi que eu prefiro ser feliz do que vencer o argumento com a minha mulher, entendeu? Então tá tudo certo. Amor, eu amo você. Mas aí, cara, o que eu observo é que terminar é dolorido demais. E amor, você sabe que é amor. Você explicou com as suas palavras, mas é amor. Eu vou trazer de uma maneira sintética. É você estar presente para o outro. É isso.

o amor só nasce no outro. O amor não nasce no si mesmo. Na hora que a gente vê grandes filosofias, a explicação de que o amor nasce quando você ama o outro como a si mesmo, porque existe um vínculo, um ponto focal relacional. Você só sabe o que é amor de verdade quando existe o contraste de um outro ser livre. Porque se você ama muito a sua planta, você não sabe muito bem o que o amor é. Porque a planta não interage com todo o seu ser humano. Se você ama um cachorro,

Você não sabe direito o que o amor é. Você sabe o que é esse amor meio assimétrico, unilateral seu, amor humano, do afeto canino. Quando você ama de verdade um ser humano e tem esse potencial de recebimento do amor de volta, ele mostra a sua plenitude. Mas, por exemplo, um amor filial com as tuas filhas, o teu amor é assimétrico. Você ama elas muito mais do que elas te amam.

E é assim, cara. Amor de pai... Elas não têm noção o que é ter o amor de pai. Elas não têm noção. Eu amo minha filha infinita, eu não consigo dizer quanto. Entendeu? Ela não sabe. Eu falo assim, você sabe que o papai ama você pra sempre, né? Tá bom. Isso é o que tem, entendeu? Tá ligado mesmo o que eu tô falando? Porra, tu tem que pedir muito pra ganhar um beijo, cara.

Putz, meu pai vai encher meu saco. Eu gosto dele, mas ele é muito chato, entendeu? Agora, o amor conjugal, ele tem o potencial mais elevado porque você escolheu tua mulher. Isso significa que ele é o mais difícil, mas ele tem o potencial máximo. Que é quando você escolhe amar tua mulher, a mesma mulher, pro resto da sua vida, até funcionar. Não é pra ver se vai funcionar. E aí você fala, cara, tretamos, mas beleza. Vamos resolver isso aqui. Vamos conversar. Não importa qual a dificuldade que tem.

E aí você vai lá e você sente, você conversa, sempre respeitando a base do que é um relacionamento. Aí a gente tem que ter a tecnicalidade. Porque muita gente, na hora que eu explico isso, vai falar assim, mas eu vou ficar num relacionamento abusivo, vou ficar num relacionamento que me desrespeita, que mente, que trai? Não. Existem cinco variáveis de um relacionamento. Se essas cinco não estão presentes, a bandeira amarela e as três bases é causa de ruptura porque o relacionamento não existe, que é verdade, respeito e diálogo.

Essas três, observa, você sempre buscou ser verdadeiro com a tua mulher, vocês buscaram se respeitar mutuamente, e vocês resolveram as coisas no diálogo, não foi? Sim. Quando teve bate-boca, vocês não resolveram nada. A briga continuava. Então vocês tiveram que achar um terreno em comum do diálogo. Diálogo vem do grego de logo, sabedorias que se atravessam. Sabedorias que se atravessam é o estado de amor, de permeabilidade. Quando essas três coisas existem, nasce cooperação.

Você falou. A troca, a rotina, a construção. Intimidade. São os dois frutos. Cooperação e confiança é a prova de que a verdade é respeito de algo que está acontecendo. Só que a galera reclama só da ausência do fruto, que é a intimidade física.

pô, eu não faço sexo, não tenho intimidade, que merda, meu casamento. Mas a intimidade física é precedida por intimidade afetiva. Normalmente as mulheres reclamam disso. Pô, mas você não fica comigo. Você só vem atrás de mim quando você está querendo alguma coisa, entendeu? Ela fala, vamos passar tempo juntos, vamos conversar. Conversar é intimidade intelectual. Você consegue sentar com a tua mulher, com o teu marido e ter altos papos filosóficos?

Porque isso, cara, é um dos marcadores reais de qualidade relacional. Intimidade espiritual é, cara, consegue ficar em silêncio junto?

Você já percebeu que intimidade real é com quem você consegue ficar em silêncio junto? É o momento que você descansa. Tipo, você sai de férias, vai pro campo, vai pra praia, aí você senta lá da sua mulher e... Não falta alguma coisa, não? Só quero ficar aqui. Isso é intimidade real. Isso é intimidade espiritual. Não estamos falando de religião. Estamos falando de... Eu só quero ser com você. Mas você está faltando alguma coisa, não?

Se quiser conversar, vamos conversar. Se quiser um abraço, um beijo, vamos. Se quiser transar, vamos transar. Mas eu só quero ser com você. Isso é amor. Você conseguir estar com uma pessoa é apenas ser com ela. Porque você está para o outro. Vamos testar se isso é verdade. Quando a gente sofre, o sofrimento é uma coisa que machuca na alma. Qualquer sofrimento.

Não estou valorando. Quando a pessoa sofre, aquele sofrimento é a causa, é um alarme ligado. A pessoa quer sair. Lembra da última vez que você sofreu. A única coisa que você queria era sair daquilo, não era? Sim. Quando você sofre, é o inocente dentro de você que sofre. É a criança, é o Igorzinho. É a criança que está agonizando. A única coisa que você quer ali naquela hora, é alguém que te ama do teu lado. Aí vem aqueles caras, os fariseus de plantão. Não, você está sofrendo porque você tem algo para aprender.

Você está sofrendo porque você fez algo errado no passado e agora você está voltando o ciclo para você pagar os seus erros. Mas eu não lembro desse erro, porque não está pagando. Paga e cala a boca. Você está sofrendo, cara. É o Igorzinho sofrendo lá e o cara está vindo te dar palestra. Entendeu? Aí o cara vai falar assim, não, é porque isso é um caminho para um bem maior. Você está sofrendo por causa do bem maior, não estou vendo bem maior nenhum, cara.

É puta sombra, estou no meio do post de piche. E você me fala como é que resolve isso.

É bizarro. Isso chama teodiceia. É tentativas de justificar o mal e o sofrimento alheio. É fácil você ver o cara que justifica o sofrimento do inocente, o bebezinho que foi morto, que foi estuprado, que foi qualquer coisa assim. E aí a gente fala, não, mas o bebezinho... Não vamos falar do bebezinho. Tudo bem, mas o inocente que está sofrendo é todos nós. Toda vez que a gente sofre, é o inocente dentro de nós que está sofrendo. Não existe explicação para o sofrimento.

Para aquela pessoa, aquilo é agonia. A única coisa que ela quer é alguém do lado amando. Que não desista dela. Por isso que aceita mais um princípio para não desistir do amor. Porque, cara, se você tentar explicar o sofrimento da tua filha, da tua mulher, o teu, não resolve. Explicar não resolve. Agora, ficar junto...

Resolve. E o que causa... Na tua opinião, qual é a principal causa pra galera desistir do amor, cara? Isso daí é falta de vontade? Isso daí é os tempos que tem muita oferta? O que está acontecendo pra gente desistir do amor?

Cara, nunca dou a minha opinião. Eu vou falar o que eu estudei, o que eu vejo que tem uma correlação lógica. As pessoas desistem do amor porque elas deram o nome errado para amor. Ela fala assim, isso aqui é amor. Não me fez feliz desistir do amor. Não gostei do amor. Não me fez feliz desistir do amor. Então, normalmente, elas associam amor...

Por exemplo, com o conge. Ah, desisti dessa pessoa porque não ama ela mais. Não, se você não ama ela mais é porque você nunca amou. Você não sabe o que o amor é. O problema é muito mais profundo do que esse. As pessoas desistem de outras coisas. Elas não desistem do amor porque elas não sabem o que o amor é. É tipo assim, eu desisti de ser milionário. Mas você já foi alguma vez? Não, nunca fui, mas eu desisti. Mas você não sabe como é. É fácil desistir de uma coisa que você não conhece.

Ah, eu desisti de ser saudável. Você já foi saudável alguma vez nessa vida? Não. Por isso que você desistiu. Por quê? Porque você não sabe como conquistar. A pessoa desiste de algo que ela dá um nome errado porque ela não sabe como faz. Ela não sabe como viver aquilo. Quando você ama suas filhas, eu amo a minha filha absurdo, infinito. Eu não sei quanto, eu não consigo medir. Eu não consigo medir. É um negócio que, cara, se eu começar a falar dela, eu choro, tá ligado?

Eu não existe a possibilidade de eu desistir dela. Não existe. Eu morro, mas eu não desisto.

Aqui a gente consegue ver o limiar do verdadeiro, que é as pessoas só morrem pela verdade. Ninguém morre por uma mentira. Então, na hora que você desiste de algo que é verdadeiro e profundo, é porque é falso. Você deu o nome errado.

sacou? Entendi. Elas dão o nome errado, elas são imprecisas na fala. E é por isso que elas desistem de coisas valiosas, porque elas não sabem o valor, porque ela nunca experimentou. E é mais profundo... Talvez... A primeira coisa que você falou, será que eu sei o que o amor é? Eu falei, essa pergunta é excelente, cara. Porque quase ninguém faz. Porque a pessoa tem certeza que ela é o alecrim do Sócrates e ela sabe o que o amor é sem nunca ter experimentado o amor. Essa honestidade intelectual fala...

Ah, será que eu sei o que o amor é? Talvez eu não saiba. Porque eu não sei o que eu não sei. Não é? A pessoa nunca parou pra pensar isso.

Tipo, ouve essa frase, você não sabe o que você não sabe. Parece estranho, né? Mas se você nunca parou pra pensar nisso, é uma das coisas mais... Que causam mais agonia, pelo menos em mim. Eu não sei o que eu não sei. E assim, deve ter tanta coisa que eu não sei, meu irmão, que puta que pariu, não vai dar tempo de vida pra eu descobrir, nem pra eu ficar sabendo. Essa é a minha agonia.

Fala, cara, eu não tenho tempo de vida, cara, pra descobrir todas as coisas que eu quero. É muito louco, velho. E a pessoa nunca pergunta. E aí eu falo isso, cara, sempre falei, os meus alunos, com palavras diferentes. Agora tá um pouco mais preciso. Eu busco essa precisão. Para de buscar resposta, busca a pergunta. Porque se você buscar a pergunta, a resposta é automática. As respostas que você tem na sua vida é baseada na qualidade das perguntas. Você faz perguntas lixo, a tua resposta é lixo.

Se você faz a pergunta certa, cara, será que eu sei o que o amor é? Você vai receber a resposta que é o que o amor é. Aí aquilo que eu chamei de amor, some. Cara, eu acho que eu nunca amei. Essa constatação é sensacional. E ela não é uma certeza absoluta. Acho que eu nunca amei. Porque isso aqui que eu chamava de amor, não é amor. Porque se fosse amor, deveria ser eterno. Deveria ser profundo. Deveria ser algo que eu morreria. Por isso. Eu acho que eu não experimentei o amor ainda.

E é muito louco, porque a gente vivenciou o amor já. Tipo, a maioria das pessoas, você fala com a sua mãe, você vai ver o amor. É biológico. É instintivo. Você falou, para, peguei minha filha, eu virei pai. Então tem esse fator, até proteção da natureza biológica, que ela meio que te obriga a matar a filha.

Se você é um minimamente decente e prudente com a lei, com os contratos civis que você fechou, na hora que tua filha nasce, você fala assim, cara, deixa eu ser um pouco homem aqui, tá ligado? Então eu vou honrar o filho que eu fiz. E você meio que aceita aquela responsabilidade de ser pai. E na hora que você aceita tudo aquilo, tipo, beleza, eu me lasquei em várias coisas, nasceram meus filhos. Isso é a justificativa que a galera usa pra não ter filho.

Eu vou me lascar. Você vai se lascar. Aceita que você vai se lascar, que você cresce. Aí vem o amor junto.

Não dá para descrever o sentimento que você tem quando você pega a tua filha. Não dá. Aí a gente tem um nível mais alto, que é eu consigo ter esse amor que eu tenho com a minha filha, que vem visceral. É instintivo, não é? Você querer proteger ela, você querer estar lá, você não quer que aconteça nada de errado ou mal. É feito de otário o tempo inteiro. Tua filha tem quantos anos? Quatro. Ah, vai chegar a hora. É, eu sei. Eu sei.

Eu não quero sofrer por antecipação, entendeu? Perfeito, otário direto. Tá doido? Ó, teve uma que eu já contei aqui, que a minha filha, uma vez eu tava lá em cima do meu escritório, ela subiu. Papai, queria um sorvete. Aí eu, pô, qual sorvete que tu quer? Não sei o quê. Aí tá, escolhi o sorvete lá e comprei o sorvete. Aí eu só escuto ela descer.

Aí, mamãe, mamãe, enrolei o papai. Por quê? Ela pede pra mãe, ou pedia, né? Eu fui ficando mais malandro, mas pedia pra mãe. Ela fala não? E aí, não. Aí, vai lá e o otário do pai resolve, entendeu? Aí, o que acontece comigo? Toma esporro de todo mundo. Aí, ela fica brava, tua mulher fica brava, a outra filha fica brava também porque você deu pra ela e ela não pediu, não foi rápido o suficiente, não foi safo, né? Acontece. Acontece? Cara, eu já falo assim, o que tua mãe falou?

Então, agora eu já aprendi. Aí eu olho no olho dela e aí eu já sei pra sacar se ela tá tentando me enrolar ou não. Aí eu falo com a minha mulher, é pra dar ou não é? E esse lance que tu falou de ter filho na hora certa, nem tem hora certa de ter filho, pô. Porque, eu acho, né? Sim. Porque me parece que quando você vai... Você sempre tem a próxima coisa, né? Todo millennial quer ter uma casa e um carro pelo menos, né?

Aí, ah não, primeiro eu vou ter um emprego legal. Primeiro eu vou ter... Tem coisas que é prudente mesmo você ter antes, né? Mas esperar ter o filho. Depois que tu fizer a tua viagem pela Europa, ou depois que tu tiver a tua casa que tu vai pôr pra alugar, ou qualquer coisa assim, no fim das contas, a hora certa nunca vem. Nunca chega. E cara, o filho vai ser inconveniente.

Se você tem uma casa na praia, você tem um baita de um emprego, você está gerindo seu patrimônio, o filho vai ser disruptivo. E, cara, é muito louco que a gente sabe. Hoje na Neurociência tem um monte de estudos aparecendo de relacionamento. Os casais que têm menor taxa de divórcio, sabe qual é? Quem casa de 25 a 32 anos. Essa é a demográfica com menor taxa de divórcio. Aí você fala, por quê?

Dois fatores principais. Primeiro, após os 25 anos, você tem córtex pré-frontal bem desenvolvido. Você toma decisões racionais. Você não toma decisões estúpidas igual você tomava antes. Eu tomava decisões muito estúpidas antes dos 25 anos. E demorou um pouco mais ainda. Eu fui começar a tomar decisões mais racionais com 20 altos.

E a tua vida de solteiro não tá conveniente demais pra ela ser atrapalhada. Ela tá ainda difícil o suficiente pro homem, pra mulher, pra você falar, putz, mas tá tão bom agora, cara. Que é o que começa a acontecer com 33, 34, 35, 36, 40. Pô, agora a gente tá no nosso melhor. Putz, nós vamos pegar um bebê agora, cara? Você falou que casou com 26 anos, né? Eu pedi minha mulher em casamento com 29. Porque você passa perrengue suficiente junto.

E aí, quando você casa nessa faixa de idade, a taxa de divórcio tende a ser bem menor. E tem várias explicações para isso. Correlacionadas, não é uma causa. E cada vez que você divorcia, a taxa de divórcio, a probabilidade de você divorciar aumenta drasticamente. Você divorciou uma vez, a probabilidade de você divorciar vai para 60% no segundo casamento. Divorciou a segunda vez, vai para 75%. E ela continua assumindo, vai para 87%.

Tinha uma hora que é melhor nem casar, né, meu irmão? É o que a galera acaba chegando. O cara casou três, quatro vezes, faliu três, quatro vezes, porque repartiu o patrimônio. Todo mundo fala, ah, só perdi 50%. Não, você perde 70%. Porque com as custas, dependendo do patrimônio que você tem, vai 10%, 15%, 20% só para custa de separação. O cara volta 70% do resultado que ele tinha. Só que ele perdeu uma parceira, perdeu um parceiro, perdeu aquela pessoa que compartilhava com você. Você começa do zero, com 70% menos recursos. Então,

E a galera fica doente. Então não é só recurso financeiro. Recurso de saúde, motivação, tua autoestima. Você fica lascado. Então, cara, aí na hora que a gente olha a nossa bioquímica, a gente olha os nossos comportamentos, a gente olha as estatísticas, o ser humano, a gente foi meio que feito pela natureza. Isso é uma tese. A gente pode refutar. Para ser monogâmico. Porque a gente tem vários freios anti-poligamia. Vários.

O homem, quando ele tem intimidade rápido, ele tem um negócio chamado efeito refratário. Ele sente nojo de uma mulher hormonalmente. Porque ele tem lá a vasopressina alta, a testosterona alta e a dopamina alta. Na hora que ele ejacula, a ocitocina está baixa, porque ele não tem vínculo emocional com a minha. Eu conheci ela hoje. A testosterona dele cai, ele sobe prolactina, que é o hormônio do leite.

E a vasopressina, que é o hormônio do guardião, é o homem protetor, é vasopressina. Ela zera. E dos neurotransmissores que fazem ele apaixonar, que é a ocitocina, testosterona e vasopressina alta, está tudo baixo. O que ele tem? Efeito refratário. Isso é um conceito conhecido na neurociência. O cara fala, não quero. Entendi. É o famoso pente-rala.

Exato. Não, o cara, ele conquistou sexualmente de aquela maneira. Ele não tem vínculo emocional, ele quer vazar. Cara, com o desastre de relatos, o homem falou assim, cara, eu fui num motel e eu pulei a janela. E fui embora. É doideira. Tipo, vida cão. E o cara falou, não, já fiz isso várias vezes, velho. Não, mas por que você fez isso? Você sabia que você já ia querer fugir depois? Por que você fez? Ah, não pode negar, né?

E aí, cara, eu falo isso, eu tenho muitas alunas que são mulheres. Eu explico isso, elas acham o absurdo do absurdo. Eu falei, cara, é que você não ouviu uma roda de homem conversando. O cara vai fazer, porque tem um instinto de caça. Se a mulher não coloca certos impedimentos para acesso à intimidade, à feminidade dela, o cara não vai valorizar. Ah, mas eu conheci uma que saiu no Tinder, transou com o marido na primeira vez e estão bem casados.

A exceção não desprova a regra. Ela não quebra a regra. A regra é essa. E quantas você conheceu que fez o contrário?

centenas, não sei contar. Exato. Então, uma que fez, sei lá por que deu certo, porque teve intimidade provavelmente espiritual, teve uma conversa profunda, aquela noite foi uma conexão de mentes e o corpo foi uma consequência, é a exceção da exceção da exceção. Cara, eu tenho ainda 10 anos como psicanalista. As histórias são iguais. É tudo igual, as pessoas sofrem igual. E elas erram nos mesmos pontos.

É isso que dá insumo pra eu escrever um livro com 101 princípios, que é... Até tem mais, poderia ser menos. Mas é tipo, a pessoa quer ler o negócio e falar pô, esse aqui é pra mim, cara. Esse aqui o Lucas escreveu pra mim. É a mesma coisa do 11 ao 27 ao 90. É a mesma coisa escrito com palavras diferentes. Porque as pessoas erram nas mesmas coisas.

Mas se ela não ouve alguém falando a linguagem que ela usa pra ela, ela acha que não é pra ela. Porque ela fala as palavras erradas. Tô entendendo. Como ela usa as palavras erradas, eu preciso usar as palavras erradas certas. Entendi. Pra destravar a mente dela que tá travada no post de piche. Aí o livro, que poderia ter uma página, poderia ser um post do Instagram. Um princípio pra não desistir do amor. Um princípio.

E é isso, se olhar as grandes filosofias, um mandamento, dois mandamentos. Não entendemos. Não, tá bom, então dez. Não, não entendemos ainda, então cem. 313. Porque a galera não entende. Porque eles usam as palavras erradas. Isso, cara, na filosofia chama agnosea. É eu não sei o que eu não sei. E aí eu dou palavras erradas para coisas que eu não sei. Como é que eu posso dar nome para uma coisa que eu não sei?

É. Loucura. Mas a galera tenta. Não é melhor você fazer uma pergunta? Como é que fala isso aí? Não sei. Era melhor fazer uma pergunta. E, ó, você tava falando aí...

Na verdade, você estava falando sobre o que acontece quando a intimidade é muito rápida. Ali, aquele primeiro encontro foi lá, o famoso pente-rala que a gente estava falando aqui. Eu falei o lado do homem, tem o lado da mulher também. Isso, o lado do homem. Então me fala o lado da mulher, acho que era aí que eu queria chegar no fim das contas.

Era isso que você queria? Era, acho que sim. O lado do homem, quando ele tem intimidade rápida, ele vai tender à aversão. Ele quer descartar a parceira. Alguma coisa nele, instinto isso, tá? Ele fala, cara, eu não sei, não quero. Tipo, sai daqui. Ele não sente conexão nenhuma de intimidade. A mulher, a biologia da mulher é o oposto. É muito louco isso. Que é o quê? Ela joga roleta russa cada vez que ela transe com o cara. A biologia dela fala, é pra se apaixonar.

É pra se apaixonar. Ah, mas eu transei com o cara várias vezes e não me apaixonei. É uma questão de tempo.

Transa mais três, quatro, cinco, trinta vezes que vai apaixonar. A tua biologia garante. Toda vez que ela transa com o cara, tem intimidade, tem um orgasmo, ocitocina, pau! Ocitocina é um vínculo de... É um hormônio de vinculação afetiva. É tipo ela tá jogando roleta russa. Progesterona, estrogênio, é, cara, hormônio do ninho. Pico. Dopamina. Motivação.

Na hora que ela dormiu com o cara, dormiu com o cara, dormiu com o cara, ela apaixona. E é o que a gente vê no processo clínico. Eu não sei o que, ele veio, falou coisas bonitas, prometeu mundos e fundos, ele era o príncipe maravilhoso, não sei o que lá, me apaixonei. E aí ele? Ele sumiu. A bioquímica garante que vai acontecer isso. Porque você não tem disciplina com a tua energia sexual. Você não sabe que isso é um negócio sagrado, que você deveria compartilhar com o teu parceiro monogâmico. Cara, esse é uma distorção bizarra na sociedade.

E as pessoas usam algo que é a potência de gerar uma vida. Pra lazer. É aquilo que a gente tava falando do outro assunto lá. Dos desejos. Na hora que o cara vai jogar o jogo de azar e ele acha que o lazer é a solução financeira da vida dele, o cara se lasca. Porque ele vai no cassino querendo se aposentar. Ele vai se aposentar embaixo da ponte. Porque a casa sempre ganha. É só você continuar jogando. E é legal porque a matemática mostra.

Quem ganha o jogo lá de azar é quem tem o caixa mais fundo. Esse é o jogo. A probabilidade. Tem uma hora que você não vai conseguir bater a casa, porque a casa tem 100 milhões de reais lá depositado. Você tem quanto? 10 mil? Mil? Uma hora a aposta vai precisar de mais caixa, você não tem. A casa tem, a casa cobre e você quebra. Só que o cara, em vez dele jogar o lazer, eu fui lá em Cassinho também, você joga o negócio e fala assim, puta, cara, ganhei, beleza. Dá cash out e vamos gastar ele para jantar.

Mas a pessoa não consegue dar o nome certo. O que o jogo de azar é? Lázer. O que o amor é? Sagrado. A pessoa troca. Ela fala que o jogo de azar é sagrado. E o amor é lazer. O sexo é lazer.

É o que acontece? Ela lida totalmente errado porque ela deu o nome errado. Mas e se uma pessoa... Aqui vamos esticar esses conceitos aí e chegar numa pessoa hipotética que entende tudo isso que você está falando aí e decide que sim, que vai ter o máximo de prazer possível. Levando em consideração o que você falou, vai ter efeitos diferentes para um homem e para uma mulher porque, pelo que eu entendi, uma mulher está jogando... É...

Rolita russa toda vez que ela goza. Isso é o que a neurociência fala. A gente vê que a mulher se apaixona com intimidade sexual.

Tá. Aí, então vamos dizer que seja um cara. Ou vamos dizer que seja uma mulher. Uma mulher. Tu também me falou que a paixão pode durar no máximo uns 24 meses, mas na segunda vez é 18, na terceira vez é 12, por aí vai, e até que vira um troço de um dia. Exato. Aí quando virou um troço de um dia e eu cheguei nisso racionalmente querendo chegar aí, aí agora eu tenho uma máquina de prazer infinito.

Só que o problema, cara, é que é o seguinte, muito do prazer vem da dopamina da paixão. Porque o que faz a gente se apaixonar é aquele estado de conquista e de motivação. Tipo, um corpo novo, uma pessoa nova que eu nunca conheci, que tem histórias diferentes. Isso é apaixonante, é um mistério. Quando a pessoa teve uma dezena de parceiros, dezenas...

aquilo começa a ficar mais do mesmo. É tipo, ah, fulano, você é parecido com aquele outro ciclano, que é parecido com aquele outro beltrano. Ela já começa a fazer atalho mental, porque o cérebro é preguiçoso. Então você bate o olho em alguém, você já fala, é igual ao meu ex. Você nem conheceu. Como é que você sabe? Não, porque parece, tem a mesma altura, tem o mesmo peso, fala do mesmo jeito, tem o mesmo sotaque, é igual. Não quero nem.

Aí já vem a aversão. Isso começa a criar um viés de seletividade que ela começa a ter cada vez menos opções atraentes e interessantes. Isso cria a ilusão da alma gêmea.

Então a alma gêmea nada mais é do que uma redução infantil de uma pessoa neurótica. Não existe alma gêmea, cara. Existe decisão de amar. Caralho, peraí. Tá bom, vamos lá. Tu consegue se aprofundar um pouco mais no que forma essa ideia da alma gêmea? Porque pelo que eu tô entendendo, é uma falta de disciplina em última análise.

É uma falta de disciplina, sem dúvida, que é uma falta de uma virtude. A disciplina é uma virtude. É uma mistura de temperança com fortitude, que a temperança é se permitir frustrar. Eu me frustro, mas eu continuo. Fortitude é eu caio, mas eu continuo. Eu não desisto.

Disciplina é uma mistura de temperança com fortitude. Então, a indisciplina traz o... Eu não tenho regras. Eu fico com quem eu quiser. Se for atraente, quimicamente, eu vou ficar. E a Neurociência já falou que varia a compatibilidade de química entre 50% e 80% na demografia. Ou seja, eu posso ter química com 50% ou 80% da população. Que filtro é esse que passa 80%?

Bizarro. Se eu quero encontrar a pessoa que vai ser o meu parceiro, minha parceira de vida, o filtro que passa 80% é um filtro errado. Meu filtro, para ser meu marido ou minha esposa, tem que estar respirando. Porra! Todo mundo passa, velho! Que filtro de porcaria é esse, entendeu? Então, essa é a primeira coisa. Eu estou usando o filtro errado.

Se química bate com 50% da população, vamos jogar baixo. Está errado esse filtro. É o filtro que todo mundo usa. Quase todo mundo. Principalmente quem se lasca em relacionamento. Se o filtro da química e da paixão não funciona, qual é o que funciona? Ótima pergunta. Perguntas boas vão trazer respostas boas. O que seria o oposto da paixão? Paixão é uma irracionalidade. É um instinto. Irracionalidade, então, o oposto talvez seja racionalidade. Racionalidade é você olhar a pessoa como um todo.

cara, a espiritualidade dela bate com a minha, a intelectualidade dela bate com a minha, é complementar, a afetividade dela bate com a minha, o físico atrai. A racionalidade leva em consideração o físico também, o instintivo. Não é que a gente descarta. Então, na hora que eu analiso uma pessoa, um pretendente como a minha futura esposa, meu futuro marido, e ela bate de maneira racional com todos esses quesitos, agora eu tenho um chute calculado muito mais provável de dar certo.

E aí o que acontece é que se você tem a clareza de compatibilidade da pessoa, e eu sei o que faz um homem e uma mulher serem atraídos um para o outro, o que um homem e uma mulher busca, a probabilidade de dar certo aumenta absurdamente. Então existe um método científico para você se casar bem. É real isso. Se você souber medir as métricas certas, é como se tivesse um KPI do matrimônio.

É que ninguém foi, ninguém é lunático o suficiente pra estudar isso. Igual eu fui. Mas existe. Porque se você pegar casais bem casados, todos têm as mesmas métricas. A história de sucesso, ela se repete, ela ecoa. Histórias de fracasso são infinitas. Tem mil maneiras de se errar. São pouquíssimas maneiras de se acertar. Tu estuda espiritualidade também, não é?

Tá. Vamos lá. Eu me considero bem casado. A gente está junto há 21 anos. Isso de... É isso mesmo. Calma aí que eu não posso errar, não. Desde 2005. Vai fazer 22, que foi dia 25 de dezembro de 2004. Muito bom. Então, está chegando aí os 22 anos. Casal longevo. Década. Vocês estão há década juntos. Então, e aí...

parte do que... Bom, obviamente, a gente não sabia de nada disso que tu tá falando aí quando a gente começou a se relacionar, especialmente porque eu era um cara de 19 anos e ela era uma moça de 16 anos e a gente era um dor moleque que a gente tava no começo. A gente achou que a gente ia... Apaixonada. E as coisas foram as circunstâncias e tal. Imagina, acho que o jeito da gente enxergar e lidar com as coisas foram moldando tudo isso que chegou até aqui, né? Perfeito. Então, primeiro de tudo, essa análise dessas características aí do...

do KPI do Bem Casado... Gostou do KPI do Bem Casado? Faz sentido numa análise fria de quem sabe o que está fazendo. Então aqui eu estou chutando já o cara que tem aí pelo menos está chegando nos seus 30 anos.

tem que passar dos 25 tem que passar dos 25 também estou pensando aqui que tem uma galera que chega nisso de forma completamente sem querer e eu espero que seja acho que foi o nosso caso e eu entendo que várias das coisas se repetem e portanto a gente consegue chegar numa análise científica do que dá certo e o que dá errado, mas eu prefiro acreditar até por uma Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak

Até por um certo respeito espiritual na aleatoriedade, cara. E do casamento dar certo porque era pra dar, tá ligado? Porque no meu caso deu certo que era pra dar, no teu provavelmente também. E não que tenha alguma coisa de errado com amor sintético.

O amor racional. Racional planejado, entendeu? Mas é que o outro é mais... Romântico. Romântico. Você é um romântico, Igor. Cara, todos nós somos. Aquela criança inocente de nós, a gente quer acreditar nisso. E eu tenho um fator instintivo muito forte.

eu não sabia nada disso. Eu fui fazer uma análise retroativa. Eu analisei todos os casais, as pessoas me pediram ajuda. Eu tinha que buscar padrões de sucesso que eu não tinha resposta. Então eu tinha que fazer perguntas muito difíceis. Mas aí, quando a gente analisa, fechando o loop que você falou, da pessoa que acredita na alma gêmea. Essa pessoa, a base da crença em alma gêmea é neurose afetiva.

Neurose afetiva. Neurose. O que é neurose? É um padrão, um complexo afetivo de evitação. Isso significa que ela tem afetos não resolvidos, desafetos, que são ideias e sentimentos, que fazem ela evitar certas coisas e buscar os seus opostos.

Isso definiu muitas as escolhas dela. Se ela tem um padrão de evitação, isso é neurose, tecnicamente, ela já descartou uma parte do cardápio da vida gigantesca. Porque ela não consegue escolher coisas que estão atrás da neurose dela. É impossível. É aversão, é nojo, é repulsa. Só que e se a alegria e o amor dela está depois da neurose? E normalmente está, tá? Ela já descartou, ela colocou no antispam. Aquilo ali caiu na caixa de entrada dela, já colocou no antispam.

E essa neurose pode se manifestar de vários jeitos, né, cara? Porque assim, eu estou pensando no jeito mais moderno de todos é na opinião política. É um discurso neurótico. É um monte de gente afetada, batendo boca, falando de terceiros. Que quem é mais Deus do que o outro Deus do outro? Isso é insanidade.

Porque aquelas pessoas ali, elas representam algumas ideias. Se você quer entrar num debate político real, você tem que discutir as ideias, não as pessoas. E aí depois você tem que falar assim, beleza, essas ideias suas são melhores do que as ideias do outro, do coleguinha.

É, por quê? Aí você vai fazer um embate filosófico de qual ideia que se sustenta mais. A gente está falando da liberdade. Eu acho que liberdade é uma essência do ser humano. E eu concordo, eu acho que é. Mas ele é uma constelação de coisas. Não é a liberdade só. É a liberdade com outros atributos humanos que são importantes e respeitados. Aí você vai pegar uma constelação de ideias lá, sei lá, igualdade, fraternidade, qualquer coisa que a pessoa acredita. E você vai botar essas ideias no embate.

Mas aí depois você fala assim, esse representante, ele é fiel a esse conjunto de ideias? Na maioria das vezes não é. Não é. Ele é muito, às vezes, mais fiel à identidade de clã, à identidade de linhagem, de seita, de culto, de passagem do bastão dele, em todos os espertos políticos, tá? Do que é o conjunto de ideias. Porque quem defende o conjunto de ideias é o filósofo político. É o cara que tá falando, ó, existe um conjunto de ideias que quer superior a outra. Existe uma hierarquia.

real, que é aquelas ideias que fortalecem o ser humano. O que o ser humano é? E aí é outra filosofia que a gente fala, o que é um ser humano? Ótima pergunta. Então, se a gente chegar num consenso do que um ser humano é...

Beleza, fechamos aqui, isso aqui é um ser humano, concordamos. E existe um caminho onde até um ateu e um religioso concordam, isso aqui é um ser humano, a gente concorda. Que é a visão antropológica, social. Todo mundo vai concordar com isso aqui que é bonito, é politicamente correto e é engrandecedor do ser humano. Aí depois a gente tem que fazer uma segunda etapa, que é cruzar todas as ideias, filosofias e teologias que fazem o ser humano ser mais humano.

Aí você consegue fazer um cruzamento. Se a gente concordou que o ser humano é, quais são as ideias que fazem o ser humano ser mais humano? Ou quais são as ideias que amputam atributos humanos? Porque se a gente concordou que liberdade é um atributo humano, essencial e redutível, qualquer ideia que corta a liberdade, ela desumaniza. Aí você vai ver várias filosofias políticas que amputam a liberdade. Aí você fala, quem é que ganha? É o indivíduo humano ou é a filosofia criada?

que é uma ideologia, não é nem uma filosofia, porque a filosofia busca a verdade. Se fosse uma filosofia, ela olharia para o ser humano e incluiria o que o ser humano é na sua filosofia. Se ela não olha para o ser humano, paralaxe. Ela exclui o elemento central da filosofia da filosofia. Então a gente vai mudar o ser humano. Porque o ser humano não encaixa na filosofia. Mas a filosofia é uma criação humana. Aí eu criei um negócio que destrói o cara que criou? Que criatura que destrói o criador?

Tem que ser uma criatura cancerígena. Então essa ideia está morta, ela está errada. As pessoas não olham as premissas. Aí quando você consegue fazer uma hierarquia de ideias e de filosofia, você consegue ver o que é degenerado, o que é corrompido, o que é parcialmente verdadeiro, o que é absolutamente verdadeiro. E isso é exaustivo intelectualmente. Isso demora.

Então, a maioria das pessoas fala assim, pra que fazer isso, velho? Deixa eu bater boca com o Bolsonaro lá. Deixa eu bater boca lá com o Lula, entendeu? É mais divertido, cara. É tipo a minha novelinha, cara. Não coloca água no meu chopp, entendeu? Deixa eu tretar com a galera lá da esquerda. Deixa eu tretar com os caras da direita. Eu tenho alguém pra odiar, entendeu? Minha vida tem sentido. E o cara continua um puta de um neurótico.

Porque ele não quer resolver os problemas dele. Ele quer esquecer dos problemas dele falando do outro. Que é a coisa mais ópia do povo do que falar de política. É mesmo.

É um óbvio, velho. O cara tá com o boleto do aluguel atrasando. Ele tá lá batendo boca lá no chat do Flow porque, pô, você trouxe o Lula, você trouxe o Bolsonaro, você trouxe não sei quem, você trouxe o... Cara, você não tem coisa pra fazer, não? Arrumar sua cama. Vai pagar o boleto. Ó a tua mulher buzinando no seu ouvido aí. Vai lá. Tua vida é muito mais real lá do que você bater no boca em fórum público que não muda nada na sua vida.

Ah, mas se meu candidato ganhar, vai mudar minha vida. Será que vai? Quantas vezes mudou sua vida quando mudou o presidente? Já teve aí, né? Tanto um quanto o outro, né?

Teve os dois, mudou alguma coisa? Não. Talvez muda contexto, ligeiramente algumas tendências. Claro que muda, porque é um cara que tem poder de caneta. Ele controla a lei, tem muita coisa que ele controla. Mas o que muda mais? É o cara que está lá em Brasília ou é você? A hora que você acorda, o que você faz, o que você decide? Até porque esse segundo aí vai fazer o primeiro melhorar.

Se você muda a sua vida, mesmo num sistema... Cara, você pode nascer numa ditadura. Se você entende o tabuleiro que você está jogando, você vai ser astuto para você jogar o jogo e você entender o que é que faz a sua vida e a vida dos seus imediatos melhorarem. Porque a sagacidade, a astúcia é isso. A sabedoria é isso. Sejais astuto como a serpente e passivos como a pomba.

Quando a gente entende a dualidade e complementaridade dessas duas virtudes, o cara pode estar na pior situação possível, cara. Você pega Vitor Frank, o cara estava em Auschwitz, no campo de concentração nazista, e o cara falou, eu não vou morrer porque eu vou contar essa história para o mundo. Eu vou contar o que é estar aqui, para ninguém esquecer disso aqui. E o cara sobreviveu contra todas as probabilidades e escreveu um livro e ele foi o fundador lá da logoterapia.

que é o significado é o elemento mais crítico e decisivo para um ser humano. Quando uma pessoa perde o significado, ela perde a razão de viver. E isso é muito verdade, cara. O que você olha, por exemplo, numa pessoa com ideação suicida, é que ela não tem motivo de viver. Ela só quer fugir. É o que a gente chama de outro nome, propósito? Propósito, significado. É um algo maior que faz a sua vida gravitar em direção daquilo.

A filosofia se esgotou ao longo dos milênios tentando encontrar isso. É a mônada, é as ideias, é o mundo ideal das formas. E aí nascem as religiões, nascem as teologias que tentam dar esse significado transcendente. Quando a gente perde o transcendente na nossa vida, a vida perde o sentido. Porque ele amputa a nossa capacidade de buscar o mistério.

Percebe que o atributo da transcendência é uma das coisas que faz a gente ser humano. Tá ligado? Quando você viaja, você vai para um lugar novo que você nunca foi, não é animal? Porra. Porra, que lugar legal. Ah, o aeroporto, o café. Olha o café dos caras, velho, que muito louco. Olha essa água, pai. Olha isso aqui, que louco. O que está escrito aqui? Tipo, essa novidade, coisas mínimas. Tipo, aquela interação é muito real. Você está tendo com as pessoas que você ama. Isso é um ímpeto da busca pelo transcendente.

Quando a gente tira isso do cotidiano e a gente tira isso também do nível mais filosófico, a gente morre. Porque você vira uma planta dentro de casa sem sentido pra viver, só vivendo. Você sobrevive. E o que faz isso sumir da vida de uma pessoa? Ela perdeu os relacionamentos dela. Ela perdeu o contato com o amor.

Porque no fim o ser humano precisa de outro ser humano. Exatamente isso. Ela precisa de um outro ser humano pra amar. De verdade. Quando você não tem outro ser humano pra amar, sua vida se torna egocêntrica, autocentrada, tudo gira em torno de você satisfazer as suas vontades, a vida perde o significado. Você não tem mais parâmetro, você não tem um benchmark, você não tem um padrão de comparação do que é uma vida boa. Cara, eu peguei caras que tinham tudo. Ou cara depressivo no jatinho.

Qualquer pessoa olha ali em volta... Mas o cara tem milhões. O cara viaja o mundo. O cara tem um jatinho. O cara tem mansão. O cara faz festa a hora que quiser. Pega quem quiser. Faz o que quiser a vida inteira. E o cara tá depressivo e quer se matar. Como? Porque não tem ninguém que ama ele, velho. Ninguém sabe quem ele é. Ele trocaria tudo isso aí por um cachorro. Olha o nível de migalha que o cara tá aceitando. Será que ele trocaria isso por uma família? Por filhos que amam ele de verdade? Ou por um cônjuge?

para uma mulher, para um marido, que te ama por quem você é. Cara, eu vou estar com você aqui lascado ou não lascado até o meu último suspiro ou o seu. Cara, isso é... A vida só tem importância por causa disso. Todas as coisas que a gente faz, coisas grandiosas. Cara, você tem o maior podcast do Brasil, mas o que importa mesmo é o que você volta lá para casa. Não é? Não é isso que tem importância? É duro como...

Sim, total, isso daí. É interessante quando, como... Independente do tamanho que as pessoas dão pra outras pessoas, em casa é diferente. É o real. É o real. É quem você é. E aí a gente volta, tipo assim, amor, como é que eu fui lá no Flow? Como é que foi? Puts, amor, nem vi. Porra, fui lá no Flow com o Igor e você nem viu.

Aí você ganhou o prêmio, sei lá o quê. Amor, como é que foi lá? O que aconteceu hoje mesmo? Não, foi legal, parabéns. Mas tira a caixa d'água lá pra mim e arruma a cama e põe as meninas pra dormir. Porra, fui lá, venci na Olimpíadas da sociedade e ela, chego aqui, eu tenho que arrumar a cama. É, cara, esse é um enraizamento da vida real. Quando os caras me viram colocando lixo na rua. Você coloca lixo, velho, na rua?

Coloca, cara. A mulher mandou, irmão. Isso se chama sabedoria, amigão. Porque a pessoa acha que o sucesso do mundo invalida a vida cotidiana do lar. A única coisa que tem importância, cara, é a vida íntima. Eu não estou dizendo que a vida em sociedade não é importante. É importante, mas é importante do ponto de vista do legado.

Na hora que você pensa, o que é que eu vou deixar pro meu bisneto? Concorda que o bisneto é provavelmente um ser humano que você ama e que você talvez não tenha contato? O que te impede de fazer um legado, não só pro seu bisneto, mas pra todos aqueles que são iguais ao seu bisneto? É muito mais fácil a gente amar um desconhecido que não é da nossa família, que é igual ao meu bisneto, porque eu nunca vou conhecer o meu bisneto.

O único vínculo que eu tenho é, cara, espero que meu filho, minha filha, meu neto, minha neta, criem bem esse bisneto, essa bisneta, para que chegue o Lucas Real. É só isso que eu quero. Porque eu não tenho controle sobre isso. Então, o foco é... Tem que ser simples e potente a mensagem para que cheguem o máximo de pessoas, e não só no bisneto, mas cheguem outras pessoas. Quando você não estiver aqui mais, você quer que as pessoas vejam os vídeos do Flow e falem, cara, esse cara, ele marcou uma época.

Ele gerou consciência, ele gerou informação, ele trouxe informações que antes estavam inacessíveis de maneira fácil para essa galera. E isso foi extremamente importante. Porque o podcast é isso. É uma conversa informal, onde as pessoas falam que tem uma tese que é conversa de festa. Por que o podcast, para mim, é um formato que sempre vai dar certo? E esse é o teu nicho de negócio. É.

Quando que o podcast vai parar de funcionar? Nunca. Por quê? Porque o podcast simula a conversa de festa. Já viu quando você está numa festa, com pessoas que você conhece, você meio para numa rodinha e fala... Está falando o quê, velho? Comenta. Pô, curti, like. Caraca, mano, isso é genial. Compartilha com fulano. Os caras estão falando isso aqui na roda, chega aí. É exatamente o mesmo comportamento de festa que a gente tem quando a gente está num lugar.

A gente não conhece exatamente quem é. Desde quando a gente faz umas fogueiras. Exato.

ele é intimista o suficiente pra você descobrir segredos. Porque as grandes coisas que impactam a nossa vida, eles eram descobertos em rodas, em volta de fogueira. Aquilo que impactava a tua vida mesmo era falado ali, duas pessoas conversando, e você conseguia chegar ali do lado e meio que ouvir. Caralho, o fulano falou isso aqui, que vai acontecer, não sei o quê. Então o podcast tem esse negócio de tipo assim, cara, talvez alguma coisa que pode mudar a minha vida pode aparecer em qualquer momento. Porque sempre foi assim ancestralmente.

Então a gente tem esse instinto. Cara, neurocientífico, o cara para para ver um podcast, não é igual ver um programa de televisão. Quando é que você ficava vendo lá um gringo plastificado ficar falando um negócio com uma voz de entonação, de entonação bizarra? Sozinho? Falando para você assim? Nunca. Na história humana isso aconteceu. Por isso que você tem a decadência, por exemplo, da televisão. Porque esse formato de comunicação é artificial.

Talvez o líder da tribo... Seguinte, nós vamos mudar isso aqui, você vai para lá, você vai para lá, você vai para lá. Mas não era entretenimento. Era comando. A televisão é entretenimento. O podcast simula um comportamento ancestral. E é por isso que bons conversadores que conectam pessoas são as rodas que as pessoas querem estar.

Então, qual que é o ponto crítico de sucesso? Por exemplo, pode que... Isso é uma tese que eu tenho, tá? É para refutar. Você fala assim, puta, mano, que groselho isso aí. Beleza. Deixa eu ver se é groselho. É. O cara que é um bom conector, que senta em várias mesas e que conversa com pessoas diferentes, ele é a pessoa mais provável de ter um conhecimento assimétrico potente que muda a vida. Verdade. Porque muita gente senta na mesa dele. Eu costumo dizer que eu sou especialista em qualquer coisa por 15 minutos.

se me der 15 minutos porque todo mundo senta na mesa e conversa com você ruim de tudo eu já ouvi falar de muita coisa

Posso não ser especialista em várias delas, mas eu já ouvi falar de um monte de coisa. E com certeza tem muita coisa que eu não sou especialista, mas que eu já sei muito mais do que... Do que a média sabe. Sim. Porque quando você conversa com muita gente, você fala com alguém, sei lá, de política, de finanças, de relacionamento. Você não só pegou conhecimento. Você pegou a energia da pessoa que vive aquilo.

Você está pronta para sua próxima obsessão? Off Campus acabou de chegar no Prime Video, uma série de romance envolvente e viciante, naquelas que você nem sabia que precisava. Off Campus, nova série original. Assine já e assista só no Prime Video.

Tem uma outra coisa também. Sempre fica... Na verdade, acho que o que mais mudou ao longo do tempo foi a forma de enxergar... Vou dizer do jeito mais simples. O jeito de pensar. O que eu quero dizer com isso? Quando eu percebi, por exemplo, que, rapaz, olha só, tem outro jeito de viver.

Ih, rapaz, olha só, tem outro jeito de chegar aqui onde eu cheguei. Outro ângulo. É. E olha só, esse cara fez tudo diferente do que eu fiz e se deu bem. E olha que maluquice, cara. O cara fez perto do que eu fiz também e se deu mal. E por aí vai. Então, assim, acho que o jeito de pensar, na forma de aceitar que existem vários jeitos de...

várias lentes pra enxergar a vida, eu acho que isso foi o que mais mudou em mim. É o que me habilita, por exemplo, a ouvir com tranquilidade um cara, sei lá, um cara aí que eu discordo pra caramba, mas sou capaz de trocar ideia com ele aqui e às vezes até vai ficar um troço aqui que beleza. Pode reafirmar o que eu acredito, pode mudar o que eu penso. É, eu tava certo mesmo, eu abri um ângulo novo.

que é aquele negócio que eu falei um pouco atrás, da agnose, que é o não sei o que eu não sei. Quando você conversa com várias pessoas diferentes, você vai ouvir muita groselha, mas às vezes vem um ângulo diferente e você fala cara, esse cara aqui meio que rearquiteturou a maneira de eu ver as coisas. Tem um jeito diferente de fazer? Pode ser uma área de domínio sua. Você sentou um cara aqui que é um cara de podcast também. Você fala assim, cara, esse cara aqui fez a mesma coisa que eu, mas se lascou. Esse cara fez diferente de mim e chegou em um lugar legal também.

Mas pode ser numa coisa que eu nunca nem tinha parado pra pensar. Quero chegar naquele lugar? Não sei se eu quero, mas olha como é possível. Entendeu? Animal. Então, o que um outro faz pra nós? Ele ilumina um ângulo que é cego. Não importa qual seja. Todo mundo ilumina um ângulo cego nosso. Se a gente tem humildade pra saber que todo mundo tem alguma coisa pra mostrar pra nós, isso é a disposição de amar.

eu consigo receber alguém que eu não conheço e receber essa pessoa como um ser humano vivo, que tem a sabedoria dela, que tem a história dela, e eu pego o ângulo dela como a verdade dela. Na hora que eu faço isso, cara, eu entro no mundo dela, na bolha dela, por 15 minutos, eu viro especialista, expert daquilo que ela vive. Pode ser de groselha, pode ser de macroeconomia, pode ser de política, pode ser de qualquer coisa, de bolo.

Mas por alguns instantes, eu vivo aquela bolha e viro especialista nela. E aí eu saio daquela bolha e meio que mudou um pouco minha arquitetura ou reforçou a minha arquitetura, se for uma groselha. Cara, isso é a capacidade de amadurecer. Que veio, por exemplo, na maieutica do Sócrates. Quais são as perguntas que revelam aquilo que está oculto? Você tem que fazer a pergunta certa, não fica buscando a resposta. Admite que você não sabe o que você não sabe e pergunta.

Na hora que você começou a falar de amor, você falou assim, cara, será que eu sei o que é amor? Cara, isso é já de uma sabedoria que a maioria das pessoas não tem. Porque ela ouve a gente falando, não, eu sei o que amor é. Deixa eu comentar aqui. Você vai ver a galera. Já tem uma galera comentando o que que o amor é. E é 99% groselha. Porque não fez a pergunta. Não tá nem aí pra pergunta. Ela queria estar aqui te dando uma palestra do que que o amor é.

Não, pera aí, o Igor falou que não sabe se é amor. Pera aí que eu vou fazer uma palestra agora pro Igor. Igor, me chama aqui que eu sou especialista. Olha as minhas autoridades aqui.

E o cara que usa suas referências religiosas para te explicar o que é um amor? Por exemplo, vai vir um cara e vai falar que Jesus falou que o amor é assim, assim, assado, interpretando de um jeito que tu...

Puts, cara, será que tu interpretou direito isso daí, cara? Entendeu? Porque o cara vem com uma referência forte, mas tu interpretou de um jeito discutível, no mínimo. Ele tá querendo dar uma carteirada. Primeira coisa, o cara quer dar uma carteirada porque provavelmente ele não domina o assunto. Ele não vive. Ele pode chegar e falar assim, ah, Jesus falou isso, beleza. Como é que você vive isso na sua vida? Você quebrou o cara no meio.

Porque daí você validou a autoridade que ele trouxe e aí você fala, tá bom, como é que você aplica?

Na hora que você pega uma pessoa que dá nome errado pras coisas, se você pedir pra ela detalhar, ela lascou. Ela não consegue. Porque ela nunca parou pra pensar. Então, o caminho é sempre levar a reflexão. Porque a pessoa quer chegar e às vezes ela tá querendo impor sobre você porque ela quer te controlar. Porque quem não quer controlar, quer filosofar, quer debater a ideia, fala assim, cara, não é pra acreditar em mim. Duvida.

Talvez a minha tese esteja errada. Eu vou ser beneficiado se você derrubar a minha tese.

que eu saí daqui maior. Perfeito? Pô, você iluminou uma coisa que tava no meu ponto cego. Essa disposição não é o que a galera tem. A galera quer tá certa. A galera quer ter resposta. A galera quer vir aqui e dar uma palestra pro Lucas e pro Igor, entendeu? Tu não sente que hoje a gente não escuta mais pra entender. A gente escuta pra responder. A gente, eu digo... Sim. Twitter. Sociedade. Twitter é o ápice. É o ápice.

Que é, tu fala A, o cara quis entender B e acabou. Ou então, tu falou A e o cara falou B. Não precisa nem ter uma coisa a ver com a outra. É só... Tô só esperando você acabar de falar pra eu poder falar o que eu quero falar. E com isso, estou sendo educado. Entendeu? Ele tem uma postura politicamente correta, mas ele não tá dialogando. Não sou um sabedoria que se atravessa. Que é um dos princípios do relacionamento. Ele tá só esperando pra iniciar a palestrinha.

Existem espaços que são educacionais ou palestras que é quando alguém pergunta. Quando alguém pergunta, você responde. Mas num diálogo entre dois seres humanos normais, saudáveis e não neuróticos, eu falo adulto não neurótico. Essa é a minha nome que ela tá falando. Adulto é não neurótico. É redundante, tá? Mas como as pessoas chamam adulto de coisa errada, elas falam, ah, a pessoa é adulta. É adulta por causa de quê? Aí eu já tô definindo. Adulto não neurótico. É, adulto não é porque tu passou dos 18 não, né?

É, porque passou da puberdade, porque o cara tem barba na cara, porque trabalha e paga as contas. Não, cara, se for neurótico... Esse moleque aqui parece adulto, olha lá. Então, é uma ótima pergunta. Para ele? Então, isso é uma pergunta, cara, que eu faço todos os dias, entendeu? Isso é a postura adulta?

Eu estou sendo o homem que eu quero ser? Eu estou sendo o marido que eu quero ser? Eu estou sendo o pai que eu quero ser? Não sei, eu estou sendo o sócio que eu quero ser? E tu se sente uma criança grande às vezes?

Eu acho que tem lugar pra isso também. Então, mas olha o que eu tô falando. Às vezes eu me sinto uma criança grande no mau sentido. Isso me empurra a prestar atenção em coisas e ver se eu tô afim de mudá-las, entendeu? Tá. Por exemplo, outro dia, eu caí na real que quase sempre que eu viajo, eu viajo a trabalho, tá? Eu acho que eu viajo amanhã e vai ser a trabalho também, entendeu?

E aí, cara, quase sempre eu não preciso nem fazer porra nenhuma, porque já fizeram meu check-in, já fizeram, já, sei lá... Tem conveniente. Não tem que fazer nada, entendeu? E aí eu fico me sentindo uma criançona. Fico assim, porra, eu não consigo nem marcar o meu próprio... Reservar o meu próprio hotel, eu preciso de uns caras pra fazer e tal. Então, a Dani, por exemplo, ela é a rainha de marcar as coisas. Então, eu entro nessa, pô, não, será que eu não tô sendo uma criançona? Isso aqui é um...

Claro, um pequeno exemplo. Mas vira e mexe, eu fico assim, em que momento será que eu não estou sendo meio mimadão? Você sabe que quem está fazendo esse questionamento é o adulto em você. É a tua integridade. Porque a pessoa realmente infantil, ela não está nem aí, cara. Ela só quer ser criança. Ela quer que cuidem dela mesma. Ela quer que marque. E ela dá xilique se não fizerem.

Quando você é um adulto com integridade, você olha e fala assim, cara, será que eu estou sendo infantil? Será que eu estou sendo imaturo? Isso é o adulto perguntando. Só o adulto faz a pergunta. A criança não faz a pergunta. A criança tem certeza. Olha suas filhas nessa idade ou mais nova, elas têm certeza absoluta do que elas querem naquela hora. E ela vai fazer o xilique gigantesco para aquilo acontecer. Não é porque a pessoa tem 20 anos, 25 ou 30, que não faz xilique também.

Então, por exemplo, quando a gente se incomoda com algo, a gente se frustra com alguém ou se magoa.

é porque você dá um antelique. A questão, quando isso acontece, eu acho que é íntegro de você perguntar, mas a questão é, eu sou grato pelo trabalho que essas pessoas estão fazendo, tenho um propósito eu estar aqui, qual é o meu propósito nessa situação?

É fazer conexão? É levar a missão do Flow ou de outro projeto que você tenha? Como que eu uso e honro o serviço que essas pessoas fizeram? Da melhor maneira. Porque elas fizeram isso por algo. Que é pro Igor estar nesse local, não ter dor de cabeça, não ter alguma aflição. E eu vim, eu fazer o que eu vim fazer. O que você tem que fazer só pra honrar o trabalho dessas pessoas que estão cuidando de você, profissionalmente, é você fazer o que você veio fazer. Aí, faz sentido?

Então, às vezes, cara, também tem o... Cara, o Alex marca a viagem, o pessoal da equipe grava vídeo, marca hotel, está tudo resolvido. O que eu estou refazendo no caminho? Eu estou resolvendo o problema, que sou eu que tenho que resolver. Então, eu honro essas pessoas que estão trabalhando junto na equipe, fazendo o meu trabalho. Mas é digno e íntegro você perguntar, cara, será que eu estou abusando? Será que eu preciso? Será que eu não podia eu marcar?

Tudo bem, mas se eu parar para marcar, ligar para o hotel, na próxima eu também vou. Muito melhor que as pessoas marcam, inclusive. Eu estou falando só... Não parem de fazer, por favor. Não, é só... Se parar, já sabe, né? Perdeu a função.

Mas em que medida eu não posso deixar esse tipo... Por exemplo, relações profissionais corromperem a minha percepção da vida privada, por exemplo. Que nem a gente estava falando antes aqui. Cara, em casa eu ponho o lixo na rua, certo? Sim.

Aqui a gente tem um tipo de relação, de trabalho, que pelas circunstâncias da vida é eu que sou o chefe. Mas em casa, eu lido diferente. A minha esposa trabalha comigo aqui também. Então, vou falar porque ela faz umas piadinhas também. Ela trabalha para mim. Ela pode fazer piadinhas que você não pode. É, com certeza.

Mas o ponto é o seguinte. Eu nem gosto de falar de trabalho com ela em casa. Legal. Entendeu? Você divide bem. E ela divide também? Cara, eu acho que está melhor nesse sentido. É que a agenda é foda. E aí, quando a gente está em casa, a gente está em casa. Vamos alinhar isso aqui rápido. Mas não costuma rolar muito, não. Eu já trabalhei em casa.

E no fim, na verdade, eu morava no trabalho. Era diferente trabalhar em casa. Então, uma das coisas mais importantes para mim é sair de casa para vir aqui. Legal. É um ritual, né? Não é que eu não faço reunião em casa, no meu cafofo lá e tal, mas é assim, é a exceção. Entendeu? É só, estou com preguiça para caralho. Vou lá só fazer isso? Aí não, tá? Legal.

Mas, em geral, é assim. Trabalho é no trabalho. E aí, cara... É importante pra mim... Como a gente tava falando do lance de, entre aspas, ser mimado...

Em casa é um bagulho. É outra regra. Então, isso aí gerou uma outra... Esse é um ponto que dá treta com quase todo mundo, tá? Eu imagino que sim. Mas pensando nisso, gerou uma outra questão na minha cabeça que tem a ver com as máscaras sociais que a gente usa. Eu estava pensando, eu gosto de dizer que eu sou eu mesmo para todo mundo. Se você me encontra na rua, e você está conversando comigo aqui gravando o episódio,

Nós vamos ter um papo muito parecido A gente tava tendo um papo muito parecido antes de gravar Então eu sou o mesmo cara Mas

Tem uma máscara social ali. Isso não quer dizer a existência da máscara social inclusive benéfica, porque senão eu ia soltar os cachorros para cima de todo mundo o tempo inteiro. Essa que é a verdade. Cara, isso é de uma lucidez o que você está falando que é meio incomparável. É difícil. Na hora que eu estou conversando com você aqui, eu consigo ver as premissas filosóficas que fizeram você ter sucesso.

essa clareza de dar nome certo para as coisas certas. Isso é muito raro. Por quê? Vou explicar para você de maneira simples. O ambiente profissional, existe uma régua, uma régua, que é a produtividade. É performance. Dentro da equipe de performance, existe o que é performance e o que não é performance.

Quando ela agenda o hotel, a passagem, o mimo pra você, isso é performance na régua dela. Porque essa é a função dela. Esse mimo não é a mesma régua dentro de casa. A régua dentro de casa é afeto. É outro ambiente. O lar é movido a afeto. Afeto do marido é tirar a carga da esposa.

É estar presente para uma solicitação da esposa? É estar presente com as suas filhas para aconselhar, para abraçar, para o que elas precisarem ser protegidas? Ou só saber que o pai está ali olhando?

Isso demanda energia vital, às vezes, numa quantidade maior do que a energia vital que é demandar no trabalho, porque no trabalho é uma maquininha. É uma indústria que está rodando e tem uma galera lá e você só entra no palco, faz o que você faz e vaza. Dentro de casa é onde você precisa realmente investir a sua energia vital. Porque se você não investe a sua energia vital dentro de casa, qual é o valor que tem dentro de casa? Se você não sacrifica a sua vida para vivificar a sua casa, ela está morta.

Então, se você não coloca suas filhas para dormir, se você não estuda junto com elas para elas passarem na prova, se você não dá conselho quando elas estão sofrendo, se você não leva o lixo para fora quando a sua mulher pede, se você não arruma a cama porque você acordou mais tarde, do jeito que ela gosta, não é do jeito que você faz.

E eu estou falando isso para mim, tá? Porque eu tenho que arrumar a cama. Se eu acordei 10 minutos depois dela, sou eu que arrumo a cama. Eu tenho que arrumar do jeito que ela gosta. E até hoje, são 25 anos, eu não arrumo o jeito que ela gosta. Mas ela se tornou amorosa para chegar e falar assim, amor, puxa esse negócio. Essa eu venci, porra. Essa daí eu venci, porra. Porque nenhum dos dois arruma a porra da cama. Está vendo? Tem casal que vai ser abençoado no negócio, entendeu?

Mentira, às vezes ela arruma. Mas não é uma questão. Ela arruma quando ela tá afim. Se ela não arruma, ninguém se importa mesmo? Nem eu, nem ela? Eu acho, vai que ela se importa. Às vezes ela arruma, viu? Desculpa, amor. Vai que ela vai dizer, eu arrumo todo dia. Todo dia também não. Mas vai lá. Cara, eu vibro quando uma mulher de domingo levanta e a gente deixa a cama desarrumada. Eu falo, amor, parabéns.

Ela, eu estou me controlando. A gente nem falou nada. Mas a gente só sabe, entendeu? Fala assim, eu já passei lá umas três vezes. Eu falei, tá, tá, agonizando. Eu vou lá, arrumo. Vai pra você não ficar agonizando. É pra você não arrumar a cama e deixar. Tipo... É. É. Senão não adianta nada. É. Você vai ficar olhando, passando e não, eu tenho que deixar a cama assim arrumar. Não. É arrumar, vai lá, arruma. Mas você consegue desapegar?

Porque é só uma cama. É mais uma função que você precisa fazer até no domingo. Você não descansa.

e aí muitas vezes eu falei pra ela já, e a gente conversa muito, cara, o que é que é importante de verdade? Precisa fazer todas as atividades no domingo? Ou no final de semana, no dia de lazer? Deixa, não vai mudar nada, amanhã a gente arruma, eu arrumo, não, mas eu quero ver a casa organizada, tudo bem, isso te deixa feliz? Me deixa feliz, então tá bom, eu arrumo a cama.

Então, cara, eu vou... A gente casa com quem a gente merece e quem merece a gente. Não existe você casar com uma pessoa mais imatura que você. Isso é uma outra alucinação que a galera tem. Muito louco. Eu tenho que aceitar o conje que está comigo. A galera não aceita. Ela diz assim, eu casei com um traste, casei com uma louca. Cara, você casou com uma pessoa compatível com você. Porque uma pessoa que é mais madura que você, primeiro que você acha entediante uma pessoa mais madura.

fica vendo a chuva cair. Que loucura, velho. A minha mulher se diverte com as minhas maluquices, porque eu sou o cara que fica igual o Pablo Escobar, assim, pra trás, se olhando as coisas, ela pega o celular e manda pros outros, manda pros caras dos vídeos que ela grava lá, eu sacaneando os outros com a Pito.

O Pepe Tô no ouvido dos outros Ela filme e manda pros caras aqui do trabalho É animal, então Você vê a intimidade Eu acho que ela acostumou Aprendeu a ver beleza também E cara, a pessoa mais imatura do que eu Eu olho e falo Cara, a vida com essa pessoa é uma loucura Ela não valoriza várias coisas que eu valorizo Como é que eu vou me relacionar com essa pessoa? Se você olhar pra uma pessoa mais imatura que você Você não tem interesse Obrigado

É igual você olhar uma pessoa que é um adolescente. Você fala, cara, sou uma mulher formada, sou um homem formado. Como é que eu vou me relacionar com um adolescente? Não dá. A pessoa vai entrar em piras. Quem é que você seguiu? Pra quem você mandou mensagem? O que você estava fazendo 8h15 da noite? Cara, eu estava no estúdio.

Tá trabalhando. Você começa a gastar energia com coisas que são bizarras, que são características lá do juvenil. Total. Imagina toda vez que eu for conversar com alguém e eu tiver, vamos lá, a gente tá falando de uma coisa e eu tenho uma observação que eu tenho que explicar essa observação quatro vezes, toda vez.

Aí ela chega e fala assim, o convidado foi mulher que foi no Flow hoje? Quem é que foi? Deixa eu ver se ela é bonita. Cara, você fala, pelo amor, não vai dar. Não tem condição. Eu preciso receber homem. Não posso levar só homem lá no Flow. Eu vou ter que levar seres humanos. A pessoa tem que ser boa naquilo que ela fala. Só que se essa pessoa for imatura entrar numa pira, várias pessoas chegam assim, cara, Luciana, eu não sei como é que você aguenta ter um marido, ter milhões de seguidores. Assim, cara, ele não tem milhões de seguidores pra mim. Ele é só o Lucas.

É tão insano isso para a pessoa que está ouvindo que ela não consegue nem entender. Cara, é só o Lucas. Relaxa. E isso é a coisa mais sagrada, entendeu? Porque ela me vê quem eu sou. Porque ela estava comigo no alto e no baixo. E isso é o que faz ela ser a minha mulher. E isso muda tudo. Porque eu não só vejo como eu valorizo isso. E isso, para mim, é um dos pilares que faz um relacionamento de longo prazo um casal longevo, verdadeiramente ser longevo.

Porque a gente está junto não para ver se vai dar certo. A gente está junto para dar certo. Eu falo de você fecha um cadeado e joga a chave fora. E aí você se lasca para fazer o negócio dar certo. Que não cai naquelas corrupções que normalmente é a mentalidade predatória. Narcisista, psicopata, pessoa que tem uma psicopatologia. Essa pessoa está fora da regra. Mas um adulto relativamente saudável, que reconhece as suas neuroses e vai atrás de curar elas, que fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem fazem

Tem que ficar junto. Porque separar é mais dolorido do que tentar fazer funcionar. E a galera separa hoje em dia com uma facilidade bizarra. Principalmente se você deixou para casa tarde. Se você usa o aplicativo de relacionamento, a rotatividade é surreal. Porque a galera lá suspende o aplicativo. Ela não sai do aplicativo. Na hora que ela volta, tem 150 mensagens.

E aí na hora que ela está ali terminando, ela aperta o botão do auto destruir. Não, não, divórcio. Tchau, vai embora, sai daqui. A pessoa reativa o aplicativo, cara, na hora. Os caras sabem. Eles vêm lá. Tipo, a pessoa reativou em tal data. Legal. Se eu fosse o lado Tinder, eu tenho que dar lucro para o meu investidor, não tem? O que eu ia fazer? Eu ia colocar na parede. Nenhum cliente nosso pode casar nunca. Porque senão a gente perde receita.

Você acha que o algoritmo deles não tem esse viés? Se eu fosse CEO, é o viés que o algoritmo ia ter. Eu nunca ia admitir isso publicamente. Mas é como seria. Porque eu sou CEO, eu tenho que dar lucro naquela empresa. É totalmente contra os meus valores. Eu nunca seria CEO de um aplicativo de relacionamento. Mas se eu fosse, eu colocaria na parede para deixar todo mundo claro. Ninguém pode casar aqui. Porque na hora que a pessoa casa... Você não vai estragar o mesmo modelo de negócio. É!

Eu vou sacrificar a minha família. Se a galera começar a casar, se a gente ajudar a galera a casar, cara, você perdeu o LTV, você perdeu o lucro, você perdeu o recorrência. Como é que a galera lá na Nasdaq vai olhar pra gente? Você vai falar, esses caras aí, esses caras não sabem gerar receita não, velho. Vamos investir num outro cara. Ô, Lucas, e esses... Já que a gente tá falando de... Vamos pensar aqui num outro jeito de lidar com matrimônio, vai? É...

Parte do que a gente falou aqui teve a ver com a intimidade. Sim. Com o sexo mesmo. Cara, as pessoas... Tem gente que curte um swing, né? Tem gente que curte botar mais gente na brincadeira, né? Tem gente que curte... Galera que faz uns... Tem gente que gosta de transar com animal.

Tem gente que gosta coisas muito loucas. Foi meio longe. Calma aí, vamos parar aqui nos caras. Um casal que tem um... Que, sei lá, que curte botar uns amigos de vez em quando. Calma aí, os animais também... É a mesma direção.

A gente vai conectar os pontos, mas termina, desculpa. Não, mas é isso. Eu sempre achei que isso aí não dá certo pra mim, não. Eu não consigo lidar com isso, cara. Como é que eu vou deitar do lado da minha mulher e, puta, não sei. Não é uma parada... Não funciona muito pra mim, não. Tu já viu...

Tem gente que tenta isso pra salvar um casamento. Tem gente que inicia um relacionamento deste lugar e tudo mais. Como é que tu analisa esse comportamento com tudo que você escreveu aí, por exemplo? Essas pessoas não sabem o que amor é. Primeira coisa. Por quê? Porque amor é algo sagrado. É algo que você não desvaloriza. Você só transa quando tem amor?

Não. Não, porque tem um instinto animal. Tá. Eu posso fazer o ato do sexo meramente por prazer físico. Só que você fazer o ato físico junto com o afeto, junto com a admiração intelectual e junto com a conexão espiritual, isso é amor. Tá. Então, o ato sexual é só a expressão de uma intimidade muito profunda e de um respeito, uma admiração que eu tenho por aquela pessoa.

É uma outra dimensão. É você por inteiro. Então você tá ali, vai conectar com desejos e anseios, por exemplo, que homens e mulheres têm. Por exemplo, a mulher transa, via de regra, ela quer conversar depois. Porque o ato sexual pra mulher demanda intimidade afetiva. Ela quer falar, ela quer estar ali, o cara que ela quer dormir. Depois do sexo. Aí você fala, como é que isso combina? Não, porque se o cara tem uma maturidade, ele goza daquela mulher, ele fica acordado.

Se o cara não tem vínculo de ocitocina ou de vasopressina, ele dorme, ele capota. Porque ele toma um entorpecente bizarro depois do sexo da ejaculação que ele quase não consegue ficar acordado mesmo. Mas isso é um sintoma de que você fez sexo antes da hora. A biologia garante isso.

Porque nos nossos ancestrais, antes da década de 50, 60 do século passado, o sexo tinha uma implicação grave, que é nascer bebês. Sim. Isso estava dentro da equação psicológica, biológica e humana desde sempre. Só que aí, 70 anos atrás, tudo mudou. É tipo assim, agora a gente consegue ter sexo sem o risco de gerar uma vida nova que a gente vai ter que se responsabilizar para sempre? É. Pô, animal, festa. E aí você tem esse comportamento, só que ele vai contra o instinto.

Então, o instinto masculino e o instinto feminino, eles valorizam a monogamia e a segurança. As mulheres não mudaram o instinto delas. Elas continuam buscando segurança. Tudo que uma mulher faz na vida dela é pra obter segurança. Tudo. Todos os comportamentos você consegue reduzir pra segurança. O homem. Todos os comportamentos do homem. Nosso. É buscar respeito e admiração. Tudo que a gente faz na vida é pra ser respeitado e admirado. Por quê? Porque quando você é um moleque, você não vale nada.

Quando você tem 16, 17, 18 anos, talvez você valha alguma coisa pra sua mãe. Tua mãe fala assim, cara, você é a coisa mais linda do mundo. Mas ninguém mais fala isso. É só tua mãe. Você fala assim, cara, eu sou um lascado. Pelo menos minha mãe me ama, ela gosta de mim. E aí quando ela pesa em você e te cobra, cara, aquilo tem um peso gigante. A gente vê vários homens esmagados por causa do peso da mãe. Tipo, a única pessoa que me valorizou e me amou na minha vida tá me lascando agora.

Aí aparece a namoradinha, aparece a noiva e a mãe fala assim, essa mulher não é boa pra você.

A única pessoa que me amou na minha vida tá falando que essa mulher não é boa pra mim, tchau. Isso é imaturidade masculina. Ele não consegue ver que a mãe cumpriu a função dela lá atrás e que agora talvez ele tenha que trocar pra esposa. Aí ele fica, eu vou continuar filhinho da mamãe ou vou virar homem? E cara, isso é um dilema gigantesco pra vários homens. O cara não consegue vencer a reverência da mãe.

Aí isso atrapalha ele no trabalho, isso atrapalha ele na saúde, isso atrapalha ele nos relacionamentos, isso atrapalha ele no sexo, em tudo. Por quê? Porque ele ainda é o filhinho da mamãe. Cara, o filhinho da mamãe não pode ser marido. O filhinho da mamãe não pode ser pai. Aquela mãe controladora, manipuladora, que oprime aquele cara. E ele não cresce, ele não se emancipa, nunca vai conseguir ter um relacionamento saudável. A quantidade de mulheres que você fala assim, cara, eu não aguento a maneira como meu marido prioriza a mãe e não eu.

Tipo, eu chego e entro no carro, a mãe dele entra no banco do passageiro. Eu vou divorciar, não aguento isso. Não aguento isso. Porque é tipo uma troca de hierarquia tão bizarra e o cara nem percebe. Já a galera vai falar assim, puta, tô fazendo isso. É bizarra a quantidade de pessoas. Tipo, na hora que a mãe tá presente, a esposa vira um cidadão de segunda ordem.

Naquele momento que ela está sentada no banco, ela está fazendo o cálculo do divórcio já. Real. Fala assim, cara, eu sou um lixo humano. Essa mulher apareceu aí. O pior é que quando ela morrer, não resolve. Porque daí vira na cabeça. Tipo, nunca vai ser igual a minha mãe. E o cara, quem tem que fazer isso é o cara. Ela não consegue fazer nada. Ela consegue ameaçar, vou te abandonar, não sei o que lá. Às vezes funciona, na maioria das vezes não. Porque ele volta para aquilo que ele conhece.

Não, eu volto ser o menininho da mamãe. Eu quero ser o menininho da mamãe. Minha mamãe me ama desde sempre. Foi a única pessoa que me amou quando ninguém me dava valor. Agora o cara é milionário, o cara tem o jato, o cara tem não sei o que lá. Ele vai falar assim... O que minha mãe quer? Ele nunca vira homem. Aí as mulheres falam... É, os homens são assim mesmo. Mulher é igual com o pai. Isso que eu ia te perguntar. É a mesma coisa. Igual. Aí as pessoas acham que é assim... Ah, mas e se eu tive um pai bom?

Ou se eu tive um pai ruim. Mesma coisa, porque não é o pai que você teve, é o pai que você acha que você teve. É o pai imaginado. Então, a mulher que não teve pai, ela vai ter um exemplo de pai ausente. Isso influencia todos os relacionamentos com os homens.

Ela vai querer um cara presente, um cara que responde as perguntas na hora, um cara que atende a ligação a qualquer hora do dia. Tipo, é uma necessidade de presença bizarra. Por quê? Porque ela teve um modelo paterno ausente. Aí ela fala assim, não, eu quero um homem rico, porque é lógico, eu não quero me lascar na vida. Eu quero um homem alto. A primeira característica que as mulheres falam, o que você quer? Eu quero um homem alto. Tudo bem, mas você sabe que os homens não podem escolher isso.

Tá, mas eu quero um homem alto. Tudo bem. É um querer, mas isso não diz que o homem é bom. Mas ela sabe, tudo bem, mas eu quero um homem alto. Tá bom, põe na lista aí, homem alto. Você tirou 90% dos homens do planeta. Mas o que é um homem alto? É, não. 1,70 é mais alto que tu? O que é um homem alto? É, a alucinação é infinita, velho, entendeu? Aí ela fala assim, não, eu quero um cara que tenha as características do meu pai ou que seja o oposto do meu pai.

Loucura. Insanidade. Você não aceita o cara que está na sua frente. E está usando métricas externas. Ela está usando métricas que não têm nada a ver com um homem bom, um bom marido, um bom pai, um bom parceiro de vida. Porque ela dá o nome errado para as coisas erradas. Ah, por que eu quero um homem alto? Por causa de instinto.

Sentimento de proteção na hora que o cara maior que ela abraça ela. Ah, por que eu quero um cara rico? Porque eu tô vendo várias amigas minhas se lascando porque elas não têm dinheiro e reclamando. Ah, o cara não tem dinheiro, o cara não me dá, o cara é sovinha, eu tô dependendo de homem. Isso é horrível.

Porque eu aprendi com as mulheres na minha vida que homem rico resolve alguma coisa porque as que não tiveram homem rico se lascaram. Foi as que eu conheci. Eu sou lascada, elas são lascadas também, eu não quero ser lascada igual a ela, então eu quero o oposto do que elas tiveram. Elas tiveram homem pobre, então eu quero homem rico. É por exclusão. Se ela tivesse nascido de berço e tivesse visto que as amigas dela casaram com os homens ricos... Se lascaram igual. Elas iam querer um homem pobre. Ela não ia ligar.

Não, porque... É, não ia ligar. Esse é o ponto, é. Você pode ver, muitas meninas que nascem, às vezes, de berço, casam com o cara pobre. Porque ela fala assim, cara, dinheiro é uma coisa que, às vezes, tem, às vezes, não tem. E dinheiro não cria caráter, então eu vou querer ficar com o cara pobre. Mas aí acaba escolhendo o cara por ser pobre. Isso é um problema em si. E na hora que ela coloca na equação um cara igual ao meu pai, oposto ao meu pai, aí lascou.

Porque ela também está medindo por uma regra que não é nem o pai que ela teve. É o pai que ela acha que ela teve.

Isso tem nome na psicanálise. No homem é édipo, na mulher é electra. Complexo neurótico de pai, complexo neurótico de mãe. Quando você traz isso para um relacionamento, cara, é impossível você achar o teu marido e a tua esposa. É impossível. Aí começa a criar a ilusão de alma gêmea. A pessoa traumatizada, neurótica, ela começa a fracassar tanto que ela fala assim, cara, deve ter a metade da minha laranja.

Deve ter alguém que, tipo, Deus, o universo fez pra mim. Por que eu não tive sucesso em relacionamento ainda? Porque eu não achei a minha pessoa. Aí, na hora que a pessoa ouve alma gêmea, ela fala, é isso aí. Alma gêmea, é o que eu vivo. Essa é a minha história. Tudo bem, só que é uma narrativa de Hollywood.

A alma gêmea não tem lastro na realidade. O que acontece é uma pessoa imatura, amarrada em pai, amarrada em mãe, que está alucinando características masculinas ou femininas e que não sabe escolher o que é um homem porque ela não sabe o que é um homem. Não sabe o que é uma mulher, de verdade. Ela escolhe errado sempre e para justificar as escolhas erradas é porque eu não achei a minha alma gêmea ainda. Não é porque ela sabe escolher errado.

Ou porque ela só sabe escolher errado. É porque eu não achei a minha alma gêmea. Não é porque eu errei.

É porque não foi a minha alma gêmea. Aí você tem uma pessoa com uma narrativa muito louca, alucinando, porque ela dá o nome errado. Tipo, uma maldição. Ela se coloca numa maldição. Eu chamo isso de narrativa de imobilização. Ela está imobilizada, ela não faz nada de novo, mas ela reforça aquela narrativa para ela e para os outros ao redor. Quanto mais uma pessoa fala de algo para os outros, é porque ela não tem confiança. É? Proselitismo é isso. Calma aí.

Pega um fanático religioso que acabou de se converter. Mas esse cara acredita que ele tem profundo conhecimento daquilo ali. Mas ele duvida. Ele tá muito apaixonado também, não tá? Ele tá apaixonado. Ele duvida. Ele tá insano, ele tá sem prudência. Mas como ainda ele não é algo que ele vive plenamente, ele sabe. É novo. É verdade. Ele toma... É verdade. Ele tá querendo convencer todo mundo pra que ele convença ele que ele tomou a visão certa.

Na verdade, é uma intenção hedonista e egoísta. A pessoa tenta convencer os outros porque ela tem dúvidas ainda se a decisão foi a certa. Então ela sai proselitizando para todo mundo. Tipo, se fulano foi convencido, se fulano também, se fulano também. Então a minha decisão acho que foi certa. Prova social. Convencer aquele cara que é inteligente, convencer aquela mulher que é inteligente, convencer fulano que é rico, então essa minha decisão deve ser muito boa.

Mas isso só diz a insegurança que eu tenho com a decisão que eu tomei. Porque quem está bem resolvido com algo, ele não fala sobre esse algo. Você já viu uma pessoa rica de três gerações ficar ostentando dinheiro? Não, eles só são. Você já viu uma pessoa que viveu uma vida atleta, saudável, dorme cedo, acorda cedo, ficar falando, olha meu abdômen de tanquinho.

Mas eu respeito esse jeito de operar, mas eu acho que ele não serve para tudo, cara. Porque, especialmente nos dias de hoje, tu não falar...

Vamos dizer que você é um cara foda. Se tu não falar que tu é foda, o outro cara vai falar que ele é mais foda do que tu. E aí ele que é foda. E aí ele que fica de foda. Porque não basta tu ser bom. Tu tem que parecer ser bom. Parecer bom. Sim, eu acho que é uma parcela real pra quando a gente fala de popularidade. Agora, por outro lado, é foda. Porque assim... Quem se atraiu? É. E se tu é bom em parecer bom,

Mas você não é bom. Mas você não é bom. Você se lascou, porque agora você vai atrair um monte de gente. As pessoas que acham que você é bom, elas vão demandar essa performance boa, sempre. E você agora se prendeu numa jaula de ouro. Cara, essa é a história de todos os grandes artistas que criaram uma persona. E aí a pessoa, cara, ela se mata, ela fica doente, ela tem overdose. Essa é a história de todo grande artista. Que ele criou um personagem intencional. Porque ele falou assim, cara, eu, mano aqui, pega, sei lá, Lady Gaga.

Ela criou um personagem intencional. Ela esculpiu o personagem da Lady Gaga. E aí o que ela fez? Ela falou, cara, essa personagem, filha da mãe, ela tá me matando. As pessoas amam mais ela do que eu. Elas não sabem quem eu sou. Aí o que ela começou a fazer? Ela começou a matar o personagem. Ela começou a ir pra arte cênica, no cinema, aparecer sem maquiagem e tudo mais. Aí ela falou assim, cara, essa aqui é a mulher que tá por trás do personagem. Ela mostrou os bastidores.

Só que isso foi um processo de neurose resolvido, que também teve várias sequelas. Porque isso aqui é muito profundo. É quebra de identidade. As pessoas que não fazem essa volta, você pega, cara, todos os grandes artistas que se mataram, que tiveram overdose, é por causa de dissociação de persona. A galera ama lá o Kurt Cobain. A galera ama lá o Janis Joplin. Por quê? Porque eles não sabem quem o ser humano por trás é. Aí a pessoa fala, eles amam o personagem, mas eles não me amam. Porque a gente quer ser amado.

Sacou? Cara, esse aqui é um dilema bizarro, por exemplo, do mundo artístico. As pessoas acham que conhecem o Igor porque ele vê todo o episódio seu. Você fala, velho, se você não veio aqui e me viu com a minha linguagem corporal, facial, tudo, o que eu falo fora do ar, você não me conheceu. Você conheceu um personagem que é o Igor, bom anfitrião, que bate papo legal, que extrai perguntas e que aprende com o convidado que está ali. Você viu o que eu quis que você visse.

Em boa medida, é verdade. Não é? É. Aí a gente fala assim, esse personagem... Mas no fim é bom que seja assim, não é, Lucas? É, mas é porque você tem consciência dos papéis. Porque olha, olha só, outra coisa que eu tava... É muito louco essa cena, né? Imagina, sim, imagina... É que eu vou levar pra um extremo, tá?

Vou levar para dentro de casa porque lá é o último. A gente estava viajando e a minha esposa falou uma parada lá que eu não gostei. Aí eu tinha duas escolhas. Eu podia soltar os cachorros. Campo minado. Eu podia soltar os cachorros igual dá vontade. Ou eu podia...

Botar uma máscara aí... Por dentro eu tô querendo meter a porrada em alguém, entendeu? Então, o que eu tô querendo dizer é que a gente... A máscara social é importante pra tu manter, pra tu fazer as coisas. E não é nem pra as coisas acontecerem do jeito que você quer que elas aconteçam. No meu caso, muitas vezes, é bom pro ambiente. Eu concordo.

Eu acho que a funcionalidade do adulto é você saber a máscara certa para usar no contexto certo com as pessoas certas.

Só que tem um problema muito grande quando eu crio um personagem que é diferente da essência do Lucas. Estou entendendo, estou entendendo. Eu criei um personagem... Isso é uma... Tecnicamente, é uma psicose. É uma psicose. Quando eu estou criando um personagem que não tem correlação comigo, quem faz isso bem é o artista. Ele estuda arte cênica. Técnicas super difíceis para você criar um personagem, você não virar o personagem, você conseguir voltar para quem você é.

Você pega lá o Heath Ledger, o Jack Nicholson falou para ele, não faz o Coringa, velho.

Não faz o Coringa. Eu sei o que custou pra mim. Não faz. Ele não ouviu o conselho. Ele foi lá e fez. O que aconteceu? Ele não conseguiu voltar. O personagem pegou ele. Olha a doideira. Isso acontece com um profissional treinado. Então, o cara que tá 20 anos, 30 anos, o cara que tem 50 anos de arte cênica, falou, não faz o personagem. Por que não, Jack?

Esse personagem é perigoso, velho. Não faz ele. Foi difícil pra mim. Se você me respeita, não faz. Ele não o viu, foi lá, fez e ele pagou o preço mais caro. O personagem pegou a pessoa. Isso acontece em menor grau com a gente? É claro que acontece, cara. Quando você mente, você criou um personagem que não existe. Por isso que a mentira te corrói. Porque se criou algo que não existe, aí você tem que manter aquela farsa em pé. É um teatro.

O que o adulto faz? Eu converso com uma máscara social com a minha filha? Sim. Eu converso com uma máscara social com a minha mulher? Sim. Eu converso com uma máscara social com o meu sócio? Sim. Só que eu sei quem é que está usando a máscara. Então, na hora que eu uso a máscara com a minha filha, eu intencionalmente estou usando a máscara que é para ela. Não é por mim. Quando eu estou com um aluno, eu estou usando a máscara que faz o aluno entender. A máscara é uma função social para o outro. Não é algo que me oculta.

Se a pessoa fala assim, não, mas por que você respondeu isso? Ela perguntou com outro personagem. Eu falo, ótima pergunta. Essa pergunta eu vou responder desse jeito. Troquei a máscara. Porque a pergunta dela pediu outro personagem. Outra máscara. Sacou? Se a pessoa vai pedindo cada vez a pergunta mais essencial, eu falo assim, essa pergunta eu só consigo responder pra você como ser humano. Talvez eu não saiba. Talvez eu saiba.

O que me ocorre agora é isso, isso e isso. E aí você vai ter a pergunta mais nu.

Pergunta mais real, que aquilo visceral... Talvez você nunca falou pra ninguém, você falou, cara, eu nunca tinha parado pra pensar nisso, vamos pensar juntos? Não sei. Percebe que a humildade é o estado sem máscara? Tipo, pô, pegou o Luquinha criança. Cara, não sei. Mas vamos descobrir juntos.

Se eu sei que todas essas interações sociais, todo relacionamento, leva a eu me questionar, a me olhar para onde eu estou, quem eu sou e por que eu estou aqui, todos os relacionamentos levam a esse autoconhecimento profundo. Então, a máscara social é necessária? É, desde que eu saiba quem é que usa a máscara. Eu sei que tem um Lucas, que talvez eu nem sei dar o nome, talvez nem chame Lucas. É alguma coisa, é uma consciência que usa máscaras e que adapta, modula.

a função ao interlocutor. No teu caso, é o Kylo Ren. Kylo Ren. O lado negro da força. Pô, podia ser o cara do lado de lá, né? Mas beleza. Tem que ter o paradoxo, né? Ah, pode ser então. Do bem? Tu quer do bem? Cássio. Goleiro Cássio. Goleiro Cássio. Pronto. Eu dei as armas pra você, né? Antes do episódio. Caraca, velho. Me deu mesmo. Filha da mãe, eu dei as armas pra ele me atacar.

Mas eu tô entendendo, você quer dizer com a máscara, e eu concordo, é que isso tudo, pra mim, cara, é muito... Isso é uma das coisas mais legais de estar vivo, cara, que é mudar de opinião, ou de tornar a tua opinião mais sofisticada. Duas semanas atrás, a gente já tá conversando um troço diferente, eu ia estar defendendo o que máscaras são...

elas atrapalham. Mas é como se... Eu acabei de dizer o contrário, né? Porque isso é uma das coisas mais legais que tem, cara, de estar vivo. Que é de tu conversa com as pessoas e você...

cara, nesse caso específico, fui eu pensando de novo em algo que eu já tinha pensado e chegando a uma conclusão nova porque eu vivi outras coisas. Você vê como a vida é inédita? Se você vive com integridade, cara, você pode reviver um assunto que pra você já tava morto, aí você fala, cara, minha filha me fez uma pergunta, minha mulher me fez uma pergunta que eu tive que ver por um outro ângulo.

Então, se você tem sinceridade de viver a vida a cada instante, cara, cada instante pode renovar. É porque não é meio... É meio... Nós valorizamos muito a ideia do autêntico. E, de fato, a gente tem que valorizar mesmo. Não estou falando isso como não devemos. Mas é que a gente, de novo, talvez seja dando o nome errado para a coisa. Esse é a raiz do problema.

Em geral. Em geral, é agnose. É o não sei o que eu não sei. Eu chamo uma coisa errada do nome errado. Por exemplo, o cara que ele fala assim, eu sou o mesmo cara há 10 anos, porra. Falso. Eu não tenho como mudar e o caralho, não sei o quê. E eu me orgulho disso.

ainda que fosse verdadeiro, tá longe de ser um motivo de orgulho. Eu não quero ser o mesmo cara 10 anos atrás, que isso quer dizer que eu não evolui nada. Não aprendi nada. Aprendi nada. Eu perdi 10 anos. Assim, eu envelheci 10 anos. Eu não amadureci 10 anos, né? Então eu quero ser diferente do cara que eu era ontem, se Deus me ajudar. Entendeu? Mas é... Isso é ambição.

É, mas tudo depende de um... Cara, vou te falar, muito sinceramente, de onde surgem todos esses pensamentos aí, é só quando eu parei de me preocupar se eu tinha que pagar o aluguel amanhã. Então, pro cara que tá ouvindo a gente aqui e ele tá preocupado com... Sei lá, meu irmão, se ele vai conseguir almoçar, tudo isso parece muito longe.

É longe, é longe. Eu não estou dizendo que não é, mas a questão é a seguinte, cara. Você percebe que isso é uma raiz de sofrimento muito profundo em muitas pessoas? Principalmente no mundo moderno. Ah, e aí, rapidinho. Fala. É que aí você que está ouvindo a gente e falou assim, isso que eu acabei de falar. É isso aí, pô. É isso que eu acabei de falar. Mas aí quando tu tiver o dinheiro...

De pagar o aluguel lá, tranquilinho. E tu vê que... Ih, rapaz, e agora? Fudeu. Agora, e aí? Minha vida era correr atrás do rabo. Eu não preciso correr mais. Agora que eu não tô mais correndo atrás do rabo. E agora? Fudeu? Esse buraco é mais fundo do que o buraco de eu estar lascado. Tipo, de pagar uma conta. Eu não tô dizendo... O sofrimento de faltar coisas essenciais, ele é dolorido.

Porque ele humilha a gente. Você fala, porra, eu não consigo o básico pra minha vida. E isso dói. Só que quando você tem o básico, o essencial da vida, e o buraco aumenta, você fala, velho, tô mais lascado do que eu tava antes. Tipo, eu tava lascado lá quando eu era moleque, mas eu era feliz, pelo menos. Eu tinha um propósito, eu tinha uma grana.

E, olha lá, voltamos no significado que o Victor Frankl falou. O que mais importante na vida é o significado do propósito. Quando você é moleque, você é jovem, você é uma mulher jovem, um homem jovem, cara, é isso, eu tenho que vencer no mundo. Quando você começa a vencer no mundo e você começa a fazer perguntas maiores, cara, o que traz alegria, de verdade? Porque eu tenho dinheiro, eu paguei as contas, tenho comida na geladeira, e aí? Pô, mas eu ainda estou com um buraco aqui dentro.

Aí a gente começa a perceber que antes a gente estava numa camada mais superficial de mentalidade e performance. Eu tenho que levantar para executar isso, isso e aquilo. Perfeito. Conforme você começa a ganhar resultado, principalmente para os homens, mas as mulheres hoje em dia também estão presas nisso. Eu começo a falar, será que isso vale a pena? Porra, será que vale o tempo de vida? Passou da crise na minha idade, que é quando você saca que você vai morrer?

Tá ligado? Primeira vez que você fala assim, cara, eu vou morrer, velho. Eu não sou imortal. Eu achava que eu era, mas eu não sou.

É muito louco. Tem gente que tem isso, uma epifonia, na adolescência. Se tiver uma crise... A psiquiatria sabe disso. A neurociência também, que a gente amadurece baseado no trauma que a gente teve. Quanto mais difícil, quanto mais trauma você tem, antes você vira adulto. Tem gente que tem a vida suave, até os 40 anos de idade, é um moleque e uma menina com 40 anos de idade. Porque não sofreu, nunca parou pra pensar que vai morrer. Então é tipo, eu tenho tempo infinito. Não tem. Você vai morrer.

Aí começa a pensar que vai morrer quando aparecem as primeiras rugas, o primeiro cabelo branco. Cara, eu não sou igual. Eu era uma menina. Cara, eu acho que eu vou morrer. Eu tô vendo sinais de que eu vou morrer. Crise. De meia-idade. Compre uma Porsche. Coloca Botox na cara. Pinta o cabelo. Vou sair com o garotão, vou sair com a garotinha. Pra quê? Pra fingir que eu sou jovem. Porque ela não aceita a mortalidade.

ela se lasca mais. Porque ela não consegue fazer as perguntas difíceis, que é tipo assim, cara, o que é que tem significado? O que tem significado são as pessoas que estão do meu lado.

É fácil você fazer a caridade com uma pessoa necessitada que mora lá na Somália. Porque eu cresci isso fixou na minha cabeça, tá ligado? Aquele menininho sofrendo raquítico. Você fala, cara, você tem que ajudar esse moleque. Tem que ajudar. Mas mais do que o menininho passando fome lá na Somália, você tem que ajudar a tua mulher. Você tem que ajudar teus filhos. Você tem que ajudar as pessoas que dependem de você hoje. Se você tiver poder pra ajudar quem tá lá na Somália, ajuda. Mas primeiro ajuda quem tá do teu lado.

Se você não consegue ajudar quem está do teu lado, como é que você vai ajudar a criança que está passando fome na Somália? Porque isso é fuga. E é esse processo todo de a gente contar a historinha errada, que eu falo do político, eu falo do menino passando fome na Somália. É porque eu quero fugir dos meus problemas agora. É só ópio. Eu quero ficar muito louco, eu quero ficar insano, batendo boca lá no Reddit, no X, de uma coisa que eu não tenho poder.

E o tempo de vida passando, velho. E a galera gastando tempo com coisas que não importam. Porque ela tem certeza que aquilo é a coisa mais importante do mundo. A gente vai ver nos próximos meses a galera insana com política. Você tá ligado como é? E a galera põe pause na vida. E esse ano a gente vai ter um pause antes que a Copa. Então a galera vai botar em pause a vida. Aí depois o pause continua com a política. E a galera volta depois de outubro a ver o que a vida aconteceu. Só que você ficou quatro meses off. Tua vida tá pior do que tava antes da Copa.

Ele não reclama. Aí o que a pessoa faz? Puta, troca o culpado, velho. Quem que é o culpado? É o cara que foi eleito. Ou não, é o que o Brasil perdeu. Essa porcaria aí de futebol. E fica lá. Vem nos programas de comentário. Os caras falando como que o Brasil errou na Copa porque não ganhou o Hexa. E fica infinito. Aí ele troca lá o Hexa pelo Corinthians, pelo Flamengo. E, cara, o ciclo continua. Olha a loucura da neurose. Quem é que tá governando minha vida? Sou eu? Eu sou livre? Ou é a neurose?

Porque eu estou fugindo dos meus problemas. É óbvio que a neurose... Eu estou cheio de coisa mal resolvida. Eu não sou livre. Eu estou preso numa jaula de ouro que eu dei um nome e falei, a culpa é da minha ex. A culpa é da seleção. A culpa é do Lula e do Bolsonaro. A culpa é desses filha da mãe do meu chefe que fica me explorando aí do... da mais-valia e não sei o quê. O Max explicou tudo isso lá no Das Capital. Tá, e você? Beleza, pode até ser.

E o que você vai fazer com relação a isso? Eu vou fazer nada, eu vou entrar no X. Eu vou bater boca com o primeiro idiota que pegar meu gancho no Reddit e vou ficar batendo boca. Quando? Infinito, velho. Porque enquanto eu ficar aqui, eu estou drogado. Eu estou na brisa. Eu não preciso resolver meus problemas, entendeu? Mas e quando chegar o boleto do aluguel? Quando chegar, eu vejo, mano. Eu raso o boleto.

Você rasga o boleto do aluguel? Aí depois de três meses. Eu rasgo todo mês. E quando a polícia bater na sua porta com a ordem de despejo? Ah, sei lá, mano. Para de jogar água no meu chope, entendeu? Deixa eu fazer o que eu quero, tá? Faz o que você quer, se lasque. E isso é muito desconfortável, entendeu? Porque se ela aceitar o argumento, ela tem que mudar. Pô, você tá me dizendo que eu não posso entrar no X. Eu não posso entrar no Reddit.

Eu não posso ficar batendo boca com a galera que quer falar de política aqui no chat do Flow. Eu tenho que pagar meu aluguel, velho. Pô, tu é chato demais.

Pô, tu parece minha mãe. Aí a neurose enrolou de uma maneira que o cara não sai de jeito nenhum. Agora imagina esse cara falando com a mulher dele. É assim que ele fala. Aí o cara tá lá bebendo a cerveja, vendo o Flamengo ganhar ou perder, o Corinthians ganhar ou perder, batendo boca ao mesmo tempo no X, múltiplas telas ao mesmo tempo. Ele tá no X aqui, ele tá vendo lá o flow, ele tá no computador, batendo boca com a mulher e bebendo cerveja. Não enche o meu saco, eu tô ocupado. Bater no boca no X.

E dá ilusão, porque a mente dele está toda esparramada por vários lugares. Cara, isso é insanidade. Esse personagem, quem é que ele criou para interagir com a mulher? É um moleque. Viciado em dopamina e jogo, que é a realidade do que a gente vive hoje em dia. A gente tem uma sociedade de crianças. Real. E isso começou num processo de fragmentação da união entre homem e mulher.

Começou a partir disso. Quando os homens começaram a ver as mulheres de uma maneira pejorativa por causa que as mulheres começaram a ver os homens de uma maneira pejorativa. Isso veio de uma narrativa. Onde fizeram as mulheres acreditar que os homens são os inimigos. E as mulheres compraram. Por quê? Porque soava muito bem. Os caras são filha da mãe mesmo. Os caras são professor. E tem muito cara ruim. Assim como tem muita mulher ruim também.

Mas lembra de um princípio psicanalítico. Você só se relaciona com quem está no seu nível de maturidade. Você quer saber quem você é? Olha para quem está do seu lado. É que isso é amargo. Mas a verdade é sempre amarga, cara. Toda vez que eu descobri uma coisa verdadeira na minha vida, doeu. A galera quer só comer doce de cianureto. Ela fica pegando pilulazinha de veneno e comendo. Ai, que delícia. Você está se envenenando e vai morrer daqui a pouco.

Não importa, é doce. Cala a boca, não enche o meu saco. Se você não deixar eu comer minha bala, eu te mato.

E a sociedade é isso. É uma loucura. Ninguém faz a pergunta. Tipo, cara, será que eu estou errado? Será que as coisas que eu acredito estão me levando para onde eu quero? E é muito simples. Você tem o resultado que você quer nessa área? Não. Então você está fazendo a pergunta errada. Porque a vida, cara, ela não perdoa. Se eu não tenho resultado na área que eu quero, é porque eu não estou fazendo as perguntas certas. É muito evidente. É óbvio isso.

Mas a galera não quer sair do seu conforto, da sua conveniência. E uma pessoa vai puxando a outra pro buraco e elas morrem com a certeza de que elas estavam certas. Nós estamos falando aqui da lógica da insanidade, tá? Eu estou explicando a lógica da insanidade. É loucura. Mas é a realidade de muitas pessoas. Elas não estão nem aí o que é verdade. Ela não quer saber o que dá resultado. Ela quer saber o que é conveniente. E que se lasque. Porque na hora que você pergunta pra uma pessoa... ... ... ... ...

É muito louco ter um amigo meu, que é muito rico, e ele chegou para um amigo dele lá, é do Rio de Janeiro também, e ele chegou e falou assim, cara, estava conversando com um amigo, e o amigo falou, esse negócio de bilionário, bilionário, não tinha que existir.

E esse cara é muito diplomático, é um cara top expert de venda. Fala, sou legal, fulano, amigo de infância. Milionário não pode existir. E milionário pode existir? Porque você sabe que eu sou milionário. Eu ganhei uma grana. Não, velho, milionário pode existir. Claro que pode. Como que não? Eu quero ser milionário.

Pô, legal, você tá na casa do quê? Dos milhares, dos dezenas? Eu tô na casa dos milhares, mas um dia eu vou ser milionário igual você. Você é uma inspiração pra mim. Ele falou, pô, animal, você pode ganhar milhares e você quer ganhar milhões, certo? Ele falou, isso, legal. Eu posso querer bilhões? O cara deu tela azul. Porque se ele responde uma coisa, ele entra em contradição. Se ele responde outra coisa, ele revela a natureza da crença dele, que mata ele mesmo.

Porque se bilionários não podem existir, milionários também não podem matar o sonho dele. E aí, ele pode... Ele, sendo honesto intelectualmente, ele pode mudar de visão.

Ele pode ter pensado... Porque se ele falou de algo que ele pensou antes, bilionários não podem existir. E ele não está só repetindo algo que ele ouviu de alguém falar e ele refletiu. Ele tem algum argumento para contrapor. Isso que o milionário falou. E o milionário provavelmente já pensou nisso também.

Dá um diálogo. E daí saem ideias. E eles aprendem juntos. E daí... Aprendem juntos. No final, o que esse cara falou foi... Puta, cara, entendi. Não. Claro que você pode ser bilionário. Os caras estão num vínculo íntimo. Os caras são amigos de infância. Como é que eu vou privar meu amigo de querer crescer?

E, cara, é matemática. O cara é milionário, ele vai aspirar. A mesma coisa que eu aspiro, pra ele é mais só. Então, o bilionário é a mesma coisa que eu. Foi isso que caiu a ficha do cara ali naquela conversa. Só que teve que vir de um amigo. Teve que vir de um espaço íntimo. E ele foi vulnerável. Porque se ele falasse assim, não, bilionários não podem existir. Então, milionários também não podem. E também você não pode ser milionário.

Então, na hora que você fala que esse cara não pode existir, você mata a tua oportunidade.

Você está, na verdade, amputando a sua liberdade. Porque aquela pessoa é igual a você. Ela teve outras condições, outras ideias, outros contextos. Às vezes mais privilégio, menos desafios do que você. Mas a oportunidade, se você tirar daquele cara, você tirou sua também.

É, a questão de bilionários não deveriam existir, eu acho que eu achava uma viagem. Agora, bilionários talvez devessem ter uma visão diferente do que fazer com a própria grana, aí já é uma outra história mesmo. Mas, Lucas, cara, obrigado por vir aí. Obrigado pelo teu tempo, obrigado pelo papo. Espero que a gente consiga fazer uma parte 2, porque dá pra falar de uma porrada de coisa contigo já. Podemos filosofar várias coisas. Cara, obrigado mesmo. Como é que as pessoas fazem pra te encontrar na internet?

Cara, é Lucas Scudeler, meu nome, né? Então é só digitar lá o meu nome aqui e no Instagram, scudeler.lucas. Entendi. Cara, mais uma vez, muito obrigado pela moral. Obrigado por vir aí. Foi sensacional trocar essa ideia contigo. Onde compra esse livro? Cara, está em todas as grandes livrarias. É um livro que a gente acabou de lançar. Todo mundo que quer estudar um pouco mais, fazer as perguntas certas, tem nas grandes lojas físicas e digitais.

Isso aqui não é um curso pra pegar mulher.

Isso aqui é um livro, velho, físico. Real, escrito de verdade, revisado, demora para escrever isso aqui. Que hoje em dia a galera coloca, sei lá, no chat GPT para escrever o livro. Então é isso. Bom, vocês que assistiram aí, muito obrigado pela moral. A gente vai deixar aqui na descrição e no comentário fixado tudo o que você precisa para encontrar não só o livro, mas também as redes sociais do Lucas. E na descrição tem aí também o Discord para você sugerir novos convidados e novos programas também, tá bom?

Vira membro do Flow, cara. Tem conteúdo exclusivo pra vocês aí todo dia e custa menos de R$8. Não dá nem pra comprar uma seda, tá bom? A gente se vê depois. Um beijo pra vocês. Tchau, tchau. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho.

Bora botar o Brasil no telão Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak Ak

Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

PF aponta que Vorcaro tinha grupo no RJ ligado ao jogo do bicho e a milícia | Castnews Index — Castnews Index