Entenda ligação de Vorcaro com bicheiros e como ele cooptou agentes da Polícia Federal no Rio
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- Fundo Arleen e Daniel VorcaroDaniel Vorcaro · A Turma · Jogo do bicho · Milícia do Rio de Janeiro · Agentes da Polícia Federal · Os Meninos · Manuel Mendes Rodrigues · Angra dos Reis · Marina Bacui · Luiz Felipe Wojciechowski · Hotel Nacional · Leandro Garcia · Anderson Vander da Silva Lima · Maurício Rosena da Silva · Sebastião Monteiro Júnior · Francisco José Pereira da Silva · Valéria Vieira Pereira da Silva · Minas Gerais · Belo Horizonte · EPOL · Henrique Vorcaro
- Prisão de Henrique VorcaroHenrique Vorcaro · Daniel Vorcaro
Pedro Bonenberger está aqui agora para conversar conosco porque foi preso hoje o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, integrante de um grupo de marginais chamado, auto-intitulado, A Turma. Esse grupo de marginais que intimidava pessoas, que incomodavam esse banqueiro, responsável pela maior fraude bancária da história do Brasil, esse grupo de pessoas incluía...
Gente ligada ao jogo do bicho e à milícia do Rio de Janeiro. E para além disso, Pedro, comprovando algo que a gente sempre diz aqui no CBN Rio, onde tem crime institucionalizado, infelizmente tem participação de agentes do Estado. E o Pedro tem detalhes agora do que a Polícia Federal conseguiu levantar sobre essa gente e da relação delas com o Rio de Janeiro. Diga, Pedro.
Essa apuração ainda apontou o uso de policiais federais aqui do Rio para a obtenção de informações sigilosas e ações de intimidação em Angra dos Reis, Leandro. Os detalhes constam na decisão do ministro André Mendonça, do STF, a que nós tivemos acesso aqui à íntegra, segundo a APF. A organização criminosa investigada tinha dois braços operacionais.
um núcleo presencial chamado A Turma, voltado para ameaças, monitoramento e obtenção de dados sigilosos, e um outro grupo tecnológico conhecido como Os Meninos, responsável por ataques cibernéticos, invasões telemáticas e monitoramento digital ilegal.
As investigações, Leandro e Bianca, apontam que o braço do Rio de Janeiro, da organização, era liderado por Manuel Mendes Rodrigues, descrito no documento como operador do jogo do bicho aqui no estado. A PF afirma que ele comandava um grupo local ligado ao núcleo A Turma, que é composto por pessoas ainda não identificadas e possivelmente formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais aqui do Rio.
De acordo com a decisão, esse grupo teria sido usado em ações de intimidação física contra desafetos de Daniel Vorcaro. Um dos episódios citados aconteceu em Angra dos Reis, em junho de 2024. Segundo a PF, integrantes da organização foram até a Marina Bacui para ameaçar o comandante de embarcação, Luiz Felipe Wojciechowski. E depois seguiram para o Hotel Nacional, aqui no Rio, para intimidar o ex-chefe de cozinha, Leandro Garcia.
As investigações apontam que antes das abordagens houve levantamento de dados pessoais e familiares das vítimas, além de discussões internas sobre monitoramento e acompanhamento dos alvos. Testemunhas relataram a presença de um homem identificado como Manuel, apontado como ligado ao jogo do bicho, e aí próximo ao Orcaro, essa é a ligação principal apontada na decisão de hoje, Leandro.
E também há indícios de que houve cooptação de agentes da própria Polícia Federal aqui no Rio, Pedro? Ah, sim, Bianca. E aí, não só os agentes, como da estrutura, do sistema da PF aqui do Rio. Em favor, claro, do Daniel Vorcaro.
Um dos investigados é o Anderson Vander da Silva Lima, um agente da PF da Ativa aqui do Rio de Janeiro, da Regional da Corporação. Segundo a investigação, ele realizava, olha só, gente, consultas indevidas em sistemas internos da PF e repassava informações que eram reservadas ao policial aposentado Maurício Rosena da Silva, apontado como líder desse núcleo A Turma. Esse núcleo, portanto, que faz a intimidação física. Existe um núcleo digital e esse núcleo...
que atuava em loco, vamos dizer assim. Então tinha um policial aposentado que era o líder. Isso, tinha um ativa lá dentro da PF, tirando as informações, e outro aposentado que recebia e organizava esses ataques. A PF afirma que o Anderson atuava como uma espécie de ligação interna do grupo dentro da corporação e tinha acesso privilegiado aos bancos de dados sigilosos da PF.
Outro nome citado é o do Sebastião Monteiro Júnior, um policial federal aposentado e apontado como integrante do núcleo investigado. Segundo a decisão, ele participava da articulação do braço presencial e policial informacional da organização. Também são investigados Francisco José Pereira da Silva, um agente aposentado da PF, e a delegada federal Valéria Vieira Pereira da Silva. Esses aí já de Minas Gerais, pessoal. É da PF em Minas.
A Valéria é delegada, foi agora afastada pela decisão, mas era delegada em Minas Gerais, em Belo Horizonte. A Polícia Federal afirma que os dois teriam realizado consultas indevidas também no sistema EPOL, que é o sistema eletrônico da polícia, e também repassado informações. Segundo a decisão, a organização buscava acessar detalhes de investigações em andamento envolvendo integrantes do grupo.
Num dos episódios citados, Leandro e Bianca ou Marilson Roseno teriam acionado policiais para obter informações sobre um inquérito que envolvia o Henrique Vorcaro, o pai de Daniel Vorcaro. Ou seja, eram consultas para ter informações privilegiadas, para realizar ataques contra desafetos, mas muitas vezes para se blindar, se proteger, saber o que a PF já sabia em relação a eles.
Bom, a gente procurou a Polícia Federal do Rio para uma posição sobre esse uso da estrutura, aguardamos um retorno, embora, ressalvo aqui para os nossos ouvintes, essa investigação toda que o STF está usando agora para prender esse pessoal é da PF. Então, a própria PF está se investigando também nesse dia de hoje. Cortando na carne, né? Exatamente. É o que a gente espera.
E a defesa do Henrique Vorcaro, o pai do Daniel Vorcaro, diz que a operação realizada hoje foi baseada em fatos que ainda não tiveram a legalidade comprovada no processo e classificou como desnecessária a prisão de hoje. Leandro e Bianca. Ok. Obrigada, Pedro Bonenberger.
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