Cavaliere rebate Alerj e chama de fake news informação sobre proibição de dinheiro no transporte municipal do Rio
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- Dinheiro em ViagemProibição de pagamento em dinheiro nos ônibus municipais · Eduardo Cavalieri · Alerj · Fake news · Máquinas de autoatendimento · Bilheterias do BRT · Pontos credenciados do Jaé · Dionísio Lins · Lei de Contravenções Penais · Rio Card intermunicipal · Venda casada · Sindicato dos Rodoviários · Bilhetagem eletrônica · Campinas · Florianópolis · Brasília
Vamos lá conversar com o Gabriel Freitas. Gabriel tem novidades pra gente aqui de uma tentativa que vem da Alerj de tentar barrar a decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de impedir o pagamento com dinheiro nos ônibus municipais. Gabriel, suas informações.
É, Leandro. Inclusive, o prefeito do Rio Eduardo Cavalieri chamou de fake news a interpretação da LERJ de que a prefeitura vai proibir o pagamento em dinheiro nos ônibus municipais. A declaração foi dada depois que a Comissão de Transportes da LERJ anunciou que vai notificar o município sobre a decisão de acabar com o pagamento em espécie diretamente dentro dos coletivos a partir do dia 30 de maio. De acordo com o prefeito, a interpretação foi totalmente equivocada.
O presidente da comissão, o deputado Dionísio Lins, do Progressistas, citou o artigo 43 da Lei de Contravenções Penais, que trata da recusa em receber moeda de curso legal. No comunicado, o parlamentar está afirmando que a prefeitura precisa manter locais físicos para que o passageiro possa comprar a passagem com dinheiro, mesmo que o pagamento não seja feito dentro do ônibus.
E mais cedo, durante a coletiva sobre as mudanças, aceitando apenas o Jaé e o Rio Card intermunicipal com bilhete único dentro dos ônibus, o prefeito rebateu esse argumento. O prefeito disse que o dinheiro vai continuar sendo aceito no sistema de transporte municipal, mas fora dos ônibus, em máquinas de autoatendimento, bilheterias do BRT e pontos credenciados.
A gente não está proibindo o pagamento em dinheiro na cidade do Rio de Janeiro. Essa informação não procede. Isso é fake news. Eu acho que a lei de contravenções penais, ela se aplica mais a quem operava esse sistema antes do que o que a gente está fazendo agora. Essa medida é implementada, inclusive, em outros lugares do Brasil. Campinas.
Florianópolis, Brasília. Essa medida é implementada no Rio de Janeiro. Quero chamar a atenção mais uma vez. Os BRTs, os VLTs, esse anúncio não restringe o pagamento em moeda local e dinheiro. Esse anúncio restringe o pagamento dentro do ônibus. Quem quiser usar dinheiro para pagar e entrar no ônibus vai poder tranquilamente. Só que tem uma regra para isso. Compra nas ATMs ou compra nas bilhetagens da Prefeitura do Rio. Ponto.
Bom, no comunicado da LERJ, Dionísio Lins também questiona o que vai acontecer se o validador apresentar problemas durante a viagem. O deputado compara a exigência do cartão a uma venda casada e diz que parte da população não tem necessidade de adquirir os cartões oferecidos aqui no Rio. A comissão também está afirmando ter recebido informações do Sindicato dos Rodoviários de que cerca de 12 mil cobradores perderam o emprego desde a implantação da bilhetagem eletrônica. Mudança, portanto, só para atualizar o nosso ouvinte.
anunciada pela Prefeitura, vai exigir essa adaptação de passageiros, de turistas. A partir do dia 30 de maio, quem quiser comprar a passagem em dinheiro, vai precisar comprar ou recarregar o cartão antes do embarque. Tem toda essa campanha educativa que a Prefeitura disse que vai começar já a fazer nos próximos dias. Leandro e Bianca. Gabriel.
É do jogo a alerge se pronunciar e o prefeito Eduardo Cavalieri deveria entender isso. Se não concorda com o que diz a Comissão dos Transportes, fale isso. Não concordo, sou a favor da medida, por isso implementei aqui na cidade o ponto final.
É tudo do jogo. Agora, me parece que o prefeito Eduardo Cavalieri tentou driblar um pouco a própria iniciativa. Dizendo que a alerja está falando que é fake news, que não pode ter mais dinheiro dentro do ônibus, mas vai poder comprar o cartão com dinheiro. O que não vai ter é dinheiro dentro do ônibus. É isso. É isso. É isso. Não tem muito como você fazer um desvio retórico de uma coisa que é evidente. Isso aí.
É evidente, não vai poder mais chegar ali no motorista e pagar a passagem de ônibus com dinheiro. E é isso que está sendo questionado. É muito simples. É muito simples. O prefeito ali tentou percorrer um caminho obscuro nessa situação. Bom, o fato é que a medida, a não ser que venha uma decisão judicial, a medida está colocada e ela tem validade a partir do dia 30 de maio.